EAST SIDE BEAT FEAT. MAX - "BACK FOR GOOD" (1995) COMPLETA 30 ANOS
East Side Beat / "Back For Good" (1995)
(G. Barlow)
O ano de 1995 foi o auge das regravações de músicas românticas em versões Dance... não é mesmo?
E o projeto East Side Beat com "Back For Good" foi mais uma aposta que se assemelhou ao sucesso do projeto italiano Andrew Sixty, estourados com "Oh Carol", "Diana", "Caterina", "You Got It", entre outros covers que deram certo.
"Back For Good" foi lincenciada no Brasil pelo selo Paradoxx Music, mas a canção original, que é bem lenta e romântica, foi gravada pela boyband Take That. Já a sua letra foi escrita pelo britânico Gary Barlow.
Sobre esta versão do East Side Beat, a faixa chegou nas rádios e club's brasileiros no segundo semestre de 1995 através do selo italiano Team Records, mas contou também com a ajuda da Dig It, que fez a distribuição do vinil.
Quando chegou ao Brasil, "Back For Good" logo integrou diversas coletâneas de Eurodance daquele ano, tais como "As Sete Melhores Vol. 4" e "TV Dance".
PRODUÇÃO E ESTRATÉGIA DA GRAVADORA
Vinil do East Side Beat - "Back For Good" (1995) lançado pelo selo italiano Team Records
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-RIKARDO ROCHA
Parece que a intenção dos produtores da Eurodance é sempre de enlouquecer seus fãs, não é mesmo?
Prestem bem atenção nas idéias destes caras...
Este projeto aqui nada tem a ver com aquele outro também intitulado de East Side Beat, que lançou sucessos como "Ride Like The Wind" (1991) e "So Good" (1994). Eu sempre achei que se tratavam dos mesmos responsáveis, por apresentarem o mesmo nome ("East Side Beat"), mas a mais pura verdade é que trata-se de um outro time de produtores e de um outro vocalista, apesar do nome "xerocado".
O próprio Carl Fanini (vocalista do East Side Beat Oficial) me informou que não é a sua voz que consta em "Back For Good", e que esse é um projeto totalmente diferente do criado por ele, então averiguando mais aprofundamente, pude perceber que os colaboradores aqui são outros, e que a gravadora armou toda uma estratégia para "fisgar" o público...
Acontece que a Team Records era um subselo da Media Records — a gravadora do verdadeiro East Side Beat — e estes empresários quiseram se aproveitar da marca já existente para chamar a atenção dos DJ's e rádios FM's, para assim conquistarem algum sucesso com a regravação Dance de "Back For Good".
Resumindo: A faixa "Back For Good" (1995) não tem relação alguma com o projeto que tem Carl Fanini nos vocais.
Roberto Guiotto, ele criou os arranjos em "Back For Good"
"Back For Good" do East Side Beat Feat. Max contem a produção de Sandy Dian, Roberto Guiotto, Francesco Vaccari e C.Causin, e o selo que trabalhou nessa produção, como já citado, é o Team Records / Media Records.
O vocal do Max é ótimo, revigorante, bem "meloso", e ele canta num ritmo mais acelerado que a original, acompanhando perfeitamente a velocidade contagiante das versões "dance" da época. E o coro de fundo? Aaaahhh… dá todo um contraste com a sua base, principalmente quando ela entra em destaque! É lindo, é dançante, é emocionante de se ouvir!!
Com o alcance que a música recebeu, os produtores convidaram o mesmo vocalista "Max" para gravar um novo single intitulado agora de "I Want To Know What Love Is", uma regravação da banda oitentista Foreigner. O segundo single foi lançado também em 1995, mas desta vez, sem sucesso.
No lado B do vinil "I Want To Know What Love Is", há ainda uma faixa chamada "Get Down", mas sem os vocais de Max. Tráta-se de mais uma faixa no mínimo curiosa, já que ela também aparece no lado B do single "Touch Me" (1996) de um projeto intitulado Kaccino, mas com compositores diferentes. Vai entender!
"Back For Good":
Destaque na coluna "Dance Floor", da Revista DJ Sound, Dez/95
Como em muitos casos já vistos, o website Discogs se equivoca também quanto a identidade deste vocalista. O vinil de "Back For Good" só informa na capa o Feat. "Max". Já o segundo single — "I Want To Know What Love Is" — contem créditos vocais à um tal de Max Cortina (impresso em sua contra-capa), então algum usuário do Discogs usou a sua imaginação e inseriu fotos e redes sociais de um cara de mesmo nome na página mencionada, dando a entender que aquela pessoa seria o vocalista, porém, isso foi um equívoco inserido no "achismo" e sem qualquer tipo de checagem dos administradores do site.
Aquele "Max Cortina"que aparece creditado no Discogs é um italiano de Veneza que mora atualmente nos EUA, porém, totalmente anônimo e que nunca foi cantor. O "Max Cortina" impresso no vinil é apenas um pseudônimo dado ao vocalista pelos produtores do projeto.
Perguntei à Roberto Guiotto — um dos caras que ajudou a criar os arranjos para essa versão do East Side Beat — quem seria o enigmático vocalista Max, então, Mr. Guiotto prontamente informou-me que o seu verdadeiro nome é Max Senzioni.
MAX
Max Senzioni, aqui com outro codinome: Maxen
Max Senzioni é um cantor profissional que já gravou diversas canções durante a sua longa carreira na música italiana. "Back For Good" é apenas um, entre seus inúmeros trabalhos. Ele me disse também que gravou com sua voz a versão dance de "Back For Good", mas que seria bom se fosse também o produtor da faixa (em termos de lucros):
O LEGADO DE MAX SENZIONI
O vocalista Max que fez a gente dançar em "Back For Good"
"Max", além de cantor é também compositor e guitarrista. Ele nasceu em Milão, na Itália, e desde muito jovem começou a profissão de músico, atuando por sete anos como cantor e guitarrista num clube em sua cidade natal. Além disso, ele também interpretou inúmeros jingles publicitários para várias empresas, como exemplo a Coca Cola e a Peugeot.
Depois, Max Senzioni passou a ser vocalista de inúmeras bandas, projetos, orquestras, e sempre esteve em numerosas aparições na televisão.
Após gravar em 1995 as releituras de "Back For Good" (Take That) e "I Want To Know What Love Is" (Foreigner), Max Senzioni se tornou um cantor solo numa orquestra que foi transmitida pelo conhecido Canal 5, em 1996.
Seus trabalhos musicais, no geral, figuram mais no segmento Folk, Country e Rock, sendo que, de todas as suas músicas gravadas, apenas "Back For Good" e "I Want To Know What Love Is" são do gênero Eurodance.
EAST SIDE BEAT FEAT MAX: TRINTA ANOS DEPOIS
Trinta anos após trabalhar com East Side Beat, Max Senzioni continua ainda com todo o gás, cantando e se apresentando por toda a Itália.
Ele ainda mora em Milão, apresentou em 2019 a sua turnê "One Man Live Unplugged", e atualmente está cantando com outro nome artístico: Max Brera.
Max também tenta manter as suas redes sociais atualizadas (embora o seu perfil no facebook aparentemente não exista mais), sempre divulgando seus vídeos, agendas de shows e outros registros de suas performances.
Veja alguns vídeos do cantor:
Max Senzioni é muito fã dos Beatles, Queen, AC/DC, entre outros astros do Rock. Aqui ele canta Beatles na TV italiana, pena que o áudio está muito comprometido (volume baixo).
Em 2019, ele lamentou a morte de Mark Hollis, o vocalista do Talk Talk:
"Fez parte da minha juventude, onde durante muito tempo eu cantei e toquei as suas músicas.
Tenha uma boa viagem, Mark...!"
Max Senzioni canta o clássico do rock "We Are The Champions"
Em seu show "One Man Live Unplugged" (2019)
Max Senzioni atualmente
Sem dúvidas, Max Senzioni é mais um grande artista que deu voz à uma excelente regravação, que é "Back For Good".
Ouça aqui esta sua versão dance lançada há 30 anos, em 1995:
SECT: BANDA BRASILEIRA DE DANCE MUSIC LANÇOU HIT "FOLLOW YOU (CRAZY FOR YOU)” HÁ 30 ANOS
Sect - "Follow You": 30 anos seguindo este grupo!
Acho que todos aqui se lembram do Sect, né? Sim, aqueles do mega-hit "Follow You"...
Pois é, o Sect foi uma banda brasileira de Dance Music que lançou sucessos inesquecíveis em rádios, coletâneas e pistas de dança para o público jovem dos anos 90.
Traduzidamente em português como “Seita”,eles ganharam reconhecimento entre os fãs de Dance Music a partir de 1995, mas foi no final dos anos 80 que começaram a se lapidar para se tornar um grupo musical. O produtor Jorge Boratto (Tchorta) foi o fundador do Sect juntamente com seu irmão Gui Boratto (o Guillie), e lá nesse comecinho tudo era ainda bem diferente...
Guillie começou atuando numa banda de Rock e foi lá onde obteve alguma experiência tocando guitarra. Com o tempo, ele também se aperfeiçoou no teclado (além de saber tocar piano), levando então estes seus atributos artísticos ao Sect, e assim, ajudando a criar canções marcantes como a maravilhosa "Follow You".
Sobre o seu irmão, o Tchorta, este morou por dois anos na Inglaterra e França (entre 1984 e 1986), onde se antenou sobre as tendências da Dance Music européia, além de se tornar um programador eletrônico. Quando voltou ao Brasil, Tchorta começou a inserir a bateria eletrônica em suas primeiras experiências musicais, nascendo na sequência o Sect.
Sect em 1995 - O ano da consagração nacional
Nesse início, o Sect precisava de uma voz feminina, então a loira Patrícia Coelho foi contratada por intermédio de alguns amigos para ser a vocalista.
"Estávamos a procura de uma vocalista, tinha que cantar em inglês e ser bonita", disse Tchorta à revista DJ Sound (em janeiro de 1996). Como a Patrícia Coelho era linda (ela é até hoje!) e havia morado nos EUA, isso então não foi muito difícil para ela...
Patrícia Coelho sabia cantar em inglês, inclusive, também morou no México, onde formou a sua primeira banda musical com apenas 14 anos de idade, e onde também participou de alguns festivais mexicanos.
Quando voltou ao Brasil, Patrícia obteve outras experiências cantando em jingles publicitários e fazendo backing vocals para algumas bandas daqui de São Paulo, e todos estes seus conhecimentos adquiridos ajudaram a formar a atual cantora, compositora, dubladora, locutora e atriz de musicais: Patrícia Coelho.
Em 1994, P.C. —como ela foi creditada no álbum "Eleven"— já estava prontinha para começar a trabalhar com Tchorta e Guillie, e assim então o fez.
Sect: Patrícia Coelho se torna vocalista do Sect em 1994
O primeiro contato da vocalista com a dupla de irmãos aconteceu na escola onde estudavam. Tchorta e Guillie estavam buscando uma cantora, então a indicação surgiu através de seus colegas de escola, aqueles que conheciam o potencial da Patrícia e a sua capacidade de cantar em inglês. Tchorta e Guillie gostaram muito dela e rapidamente começaram a criar os seus primeiros trabalhos, tudo feito no quarto dos irmãos, e onde improvisaram um "estúdio" que ficava debaixo do beliche (!).
Juntos, o trio Sect lançou o seu EP chamado "F & D", em 1994, através da extinta gravadora Velas— uma empresa pertencente ao cantor Ivans Lins e que representou o grupo nesse período. O tal lançamento saiu de forma tímida e continha apenas 4 faixas, porém, todas bem promissoras e com muitos elementos eletrônicos — algo que era praticamente inédito nas produções brasileiras. Dentre estas canções, uma já chamou a atenção logo de cara: "Follow You" (em sua primeira versão).
Uma curiosidade, é que a capa do disco não traz nenhum dos integrantes do Sect, mas apenas uma imagem das ruínas de Éfeso, que é uma das sete maravilhas do mundo antigo (situada na Turquia). E detalhe: Foi o próprio Tchorta que tirou essa foto (além de outra foto que está na contra-capa):
Sect - "F & D" (1994 - Gravadora: Velas)
Confira a track-list do primeiro disco do Sect:
1 - "Fly" (4:01)
2 - "Follow You" (5:20)
3 - "Dance" (3:58)
4 - "Deep Inside" (4:16)
Este EP nos trouxe duas faixas com as iniciais em “F” e outras duas com as iniciais em “D”, justificando o seu título “F & D”.
Alguns meses depois, Gui Boratto (com apenas 21 anos), Tchorta (26) e Patrícia Coelho (22), assinaram um contrato com a Spotlight Records — gravadora carioca que já havia investido na brasileira Gottsha e colhia bons frutos no mercado da Dance Music. Pronto, a porta estava sendo aberta e estávamos prestes, finalmente, a conhecer a magia do Sect...
Tchorta, Christovan Neumann (Spotlight Records), Patrícia Coelho e Guillie
Logo no primeiro semestre de 1995, o Sect surgiu pela primeira vez ao grande público e entregou hits delirantes e atmosféricos aos nightclubs.
O primeiro sucesso do grupo paulistano foi a faixa "Follow You", que como citado anteriormente, já constava em seu primeiro disco "F & D" (1994). A faixa em questão foi regravada e relançada em 1995 pela Spotlight Records e se tornou um estouro que não saía por nada das FMs e discotecas! Você ligava o rádio e lá estava ela!
"Follow You" estreou na Jovem Pan 2 em abril de 1995, numa época que a Eurodance imperava entre o público jovem. Logo depois a faixa estreou nos clubs de SP e RJ e causou um agrado enorme, principalmente no RJ, onde alcançou o #3 no TOP 30 RIO CLUB TRACKS (agosto de 1995).
Entretanto, a consagração absoluta se deu quando "Follow You" entrou para a trilha sonora internacional da novela "História de Amor" (TV Globo). Aí a coisa ficou séria e um novo trabalho precisou ser lançado.
O segundo hít chegou:"Wasting My Life" (1995). Prestem atenção nessas batidas, bem mais pesadas e sem o clima de romantismo de “Follow You”. Embora ainda muito envolvente e com ótimas sacadas de letra e rítmo, esse trabalho possui uma vibe de força, de convicção, destacando a opinião do eu lírico. Destaque também para o excelente rap reproduzido por Tchorta, que é simplesmente vigoroso e cheio de atitude! Tocou muito no segundo semestre de 1995, principalmente nos meses de outubro e novembro.
E diante de toda essa abrangência que o Sect alcançou, foi distribuído em dezembro de 1995 o álbum "Eleven", através da Spotlight Records e com a excelente produção de Alessandro Tausz.
Em seguida, foi a vez da gravadora investir numa outra faixa de trabalho do trio, lançando então a dançante "I Can't Stop Loving You", mais uma canção muito bem executada e, até hoje, uma das mais queridas pelo público da Dance Music. A música nos apresenta um andamento mais acelerado em comparação aos dois híts anteriores, no entanto, não deixou de trazer (mais uma vez) o seu belo e super cativante refrão.
Os vocais femininos? Sem dúvidas estão novamente graciosos e impecáveis, porém, não podemos deixar de mencionar também os ótimos versos cantados por Tchorta, que nos remetem muito ao estilo de cantar do vocalista do New Order — Bernard Sumner. Track mágica!!
Sect com René Michel (da Spotlight Records)... Ano: 1997. Na época, "Get Away" era a faixa de trabalho do grupo e tinha entrado para o repertório do CD "Ritmo da Noite Vol.5"
Já "Get Away", é outro famoso trabalho do Sect e possui muitos fãs até hoje. Vale destacar ainda que é mais uma Dance Music “rápida”, com vocais extremamente agradáveis de Patrícia Coelho, e claro, com uma melodia super harmoniosa no refrão. Apesar de ter invadido as pistas e FMs no final de 1996 e início de 1997, esta é mais uma produção que está presente no primeiro álbum do Sect - "Eleven", lançado em 1995.
Outro detalhe que merece ser citado, é que o Tchorta sempre fazia dois tipos de vozes nas músicas do Sect— uma no estilo rap (contido) e outra numa linha mais melódica — e aqui em "Get Away" essa técnica continua muito bem empregada pelo talentoso artista.
O PRETO LHE CAI BEM
Nestes 30 anos, o grupo constantemente se mostrou com um visual interessante e focado num estilo dark, com roupas pretas e estampas de caveiras, sendo que são elementos mais vistos em grupos de pós-punk ou em bandas góticas. Tchorta também carregava consigo um adereço bem distinto nas imagens promocionais do Sect, que era um cajado — complementando uma estética ainda mais enigmática ao seu projeto.
A ideia em torno do visual da banda veio basicamente do próprio Tchorta, mas também teve uma colaboração muito importante do estilista Alexandre Herchcovitch, um amigo da irmã de Tchorta e quem passou a vestir a banda.
Alexandre Herchcovitch, o estilista que ajudou a criar o visual do Sect
"Nós procuramos fazer algo teatral, pois todo mundo tem um lado meio místico, e esse clima atrai as pessoas" - Tchorta disse à revista DJ Sound em 1995, quando o Sect se apresentou no antigo Palace na festa do 2º Aniversário do programa "Rítmo da Noite" (Jovem Pan).
"Isso é incrível, eu não sabia que Jorge Boratto foi um Warlock (feiticeiro)" - Disse Alyssa Cavin, a vocalista americana ao ver a capa do álbum "Eleven" (ela trabalhou no Sect após a saída de Patrícia Coelho).
SOBRE O ÁLBUM ELEVEN (SECT)
Sect - Álbum "Eleven" (1995)
O álbum "Eleven" foi lançado em dezembro de 1995 pela gravadora Spotlight Records, e apresenta em seu repertório as clássicas "Wasting My Life", "I Can't Stop Loving You", "Get Away", "Follow You" (a única que estava no disco anterior, retornando agora regravada) e "Dance Across the Floor" (regravação de Jimmy Bo Horne). O álbum, que está prestes a completar 30 anos de aniversário, contem ainda as ótimas "Face" e "Walk Away" — ambas chegaram a figurar em alguns charts de clubs e coletâneas da Spotlight Records.
Confira a track-list desta obra-prima intitulada "Eleven":
1 - "Wasting My Life" (4:23)
2 - "Little Brother"(4:58)
3- "I Can't Stop Loving You"(4:15)
4 - "Get Away" (4:02)
5 - "Face" (3:52)
6 - "Follow You" (4:27)
7 - "Light" (3:53)
8 - "Walk Away" (4:32)
9 - "Things I Say" (3:40)
10 - "Dance Across The Floor" (3:45)
Sect - CD relançado em 1997
Já em 1997, quando "Get Away" era ouvida nas rádios e danceterias, tivemos o relançamento deste mesmo álbum do Sect nas lojas de CDs. A Spotlight Records promoveu novamente o disco, mas desta vez com uma capa diferente...
Substituindo os integrantes, tínhamos agora o nome "Sect" em destaque, uma arte gráfica de fundo azul, e os títulos das músicas realçados.
Sem dúvidas, "Eleven" é um álbum que marcou a história da Dance Music brasileira e contem ótimas faixas dance/pop influenciadas por Pet Shop Boys, Depeche Mode, New Order, além da forte sonoridade que também agradou aos fãs de DJ Bobo e Ace Of Base.
"Eleven" rendeu no mínimo 4 hits absolutos de 1995 até 1997, entrando em diversos charts de rádios, clubs e coletâneas da Spotlight.
A sempre bela e talentosa Patrícia Coelho (1997)
Mas, apesar do sucesso e do futuro promissor do trio, Patrícia Coelho acabou se desligando do Sect, em 1997, para seguir a sua sonhada carreira solo. Naquele mesmo ano, ela apareceu em cena já com o seu primeiro álbum: "O Fim da Inocência".
Tchorta e Guillie também não fizeram por menos. Os irmãos embarcaram juntos em outras aventuras musicais e nos trouxeram muitos projetos bacanas e populares, como Marion K., Michelle Winter, Leila Moreno, Gabrielle, Kaleidoscópio, Prisma, e ainda lançou novas músicas do próprio Sect (desta vez com a cantora americana Alyssa Cavin), além de produzir Manu Chao, Des’ree,e uma enxurrada de outros artistas...
Para se ter uma idéia, a dupla Boratto esteve envolvida ainda na produção do grupo Detentos do Rap em seu álbum "Apologia Ao Crime" (1998 / Fieldzz Discos). Eles co-produziram, tocaram teclados e fizeram os arranjos para quatro faixas em seu estúdio pessoal Sect Industry.
Em 2002, Tchorta e Gui criaram também a sua gravadora Mega Music, onde passaram a lançar seus discos, coletâneas e outros licenciamentos voltados às produções eletrônicas (Sect, Kaleidoscopio, Leila Moreno, Marion K, Crossover, e etc).
CD "Patrícia Coelho e Sect" (2002)
Ainda em 2002, uma coletânea do Sect foi lançada pela Spottlight / Som Livre. Agora o destaque era apenas para Patrícia Coelho (na capa do disco), provavelmente porque a cantora tinha acabado de sair do reality "Casa dos Artistas" (SBT) e estava com sua imagem ainda bem fresca na memória dos brasileiros, então a gravadora optou por essa estratégia.
O nome do disco recebeu o título de "Patrícia Coelho e Sect". Sobre o seu repertório, além das faixas já conhecidas, este lançamento trouxe uma novidade aos fãs… “Follow You (Crazy For You) remix 2002”, que apresentava um featuring com um cantor desconhecido chamado Billy.
Pesquisando depois sobre este vocalista, constatei que ele é nigeriano e mora há muitos anos no Rio de Janeiro. O nome completo dele é Billy Degreat e já trabalhou também com as cantoras Luka e Luciana Mello.
Billy: Ele é a voz masculina na versão 2002
Outras faixas deste disco também são interessantes, como algumas versões "extendeds" e "remixes":
1 - "Follow You (Crazy For You)" (Remix 2002) (3:39)
2 - "Get Away" (3:56)
3 - "I Can't Stop Loving You" (4:16)
4 - "Wasting My Life" (4:24)
5 - "Follow You (Crazy For You)" (4:28)
6 - "Face" (3:51)
7 - "Walk Away" (4:33)
8 - "Light" (3:53)
9 - "Little Brother" (4:58)
10 - "Follow You (Crazy For You)" (Extended) (5:45)
11 - "Get Away" (Remix)(4:08)
12 - "Wasting My Life" (Remix) (6:51)
13 - "Face" (Remix)(4:49)
14 - "Walk Away" (Remix) (5:19)
COMO ESTÃO OS MEMBROS DO SECT?
Patrícia "PC" Coelho atualmente
Patrícia Coelho nasceu em 10 de outubro de 1972 em São Paulo (alguns sites informam que ela é de Curitiba, mas ela é paulistana). Ela lançou quatro álbuns de 1997 até 2019 ("Pat Labin" é o seu último registro até agora), e também é muito lembrada por ter participado da primeira edição da "Casa dos Artistas" (SBT). Fora isso, Patrícia continua com seu timbre inigualável, uma voz de ouro, carismática como sempre e muito orgulhosa por ter participado do grupo Sect.
"PC" está com 52 anos de idade e recentemente esteve apresentando aqui em São Paulo o espetáculo “Patricia Coelho Canta Top Hits”. E quem tiver a oportunidade de assistir a um show dela, não perca!
Gui "Guillie" Boratto atualmente
Guilherme Augusto de Lima Boratto (Gui Boratto) nasceu no dia 03 de janeiro de 1974, em São Paulo, possui atuais 51 anos de idade, e é muito conhecido na cena eletrônica até hoje como um produtor de EDM.
"Guillie" depois se tornou apenas Gui Boratto artisticamente, e segue como um respeitável produtor solo. Inclusive, nos shows atuais do Sect, Tchorta e Patrícia performam a faixa "Beautiful Life" que Gui Boratto lançou em 2007, mencionando ainda à platéia que aquela é uma homenagem ao querido Gui. Já li relatos que os irmãos brigaram, mas isso não procede com a realidade, visto que sempre houve muito respeito e carinho entre eles.
Jorge "Tchorta" Boratto atualmente
Jorge Humberto Teixeira Boratto Filho (Tchorta) nasceu em 23 de setembro de 1968, São Paulo, e tem atuais 56 anos de idade. Tchorta mora atualmente com sua esposa Fernanda e seu filho em Vinhedo / SP (interior de SP) e resolveu seguir o empreendedorismo do pai. Tchorta é um empresário bem sucedido no ramo da gastronomia (desde 2010), no entanto, como vocês bem sabem, a música nunca saiu dele... Ele também é DJ e toca em algumas casas, bares e festas particulares, além de estar preparando uma nova versão 2025 para "I Can't Stop Loving You" (em comemoração de seus 30 anos).
Fã assumido de New Order e Depeche Mode, Tchorta fez algumas apresentações ao vivo recentemente com sua antiga companheira de palco, Patrícia Coelho, cantando as músicas de seu inesquecível grupo Sect. Que sorte, de quem foi vê-los!!
SHOWS RECENTES DO SECT
SINTAM ESSA MAGIA
Tchorta e Patricia Coelho retornam ao Sect
A volta do Sect aconteceu no dia 16 de dezembro de 2023, na 8ª edição da festa Biosphera, evento realizado na Casa Bossa, em São Paulo. Infelizmente Gui Boratto não participou deste reencontro, talvez por conta de seus compromissos profissionais, mas mesmo assim Pat e Tchorta conseguiram dar "conta do recado" e fizeram um show incrível aos ali presentes.
Já o segundo show, aconteceu no dia 14 de março de 2024, no Café Hotel, onde a pessoa que vos escreve conseguiu marcar presença. Foi simplesmente emocionante e nostálgico estar frente a eles e escutar ao vivo todos aqueles sucessos!!
Além das canções próprias que todos cantaram juntos, Pat e Tchorta ainda apresentaram ao vivo músicas do New Order, Kylie Minogue, Moloko, Gala, Lykke Li (neste momento não tem como não associar o hit da cantora sueca com a “Follow You” deles), Sophie Ellis Bextor, e até o “little brother” Gui Boratto, como já citado acima, foi homenageado (na excelente “Beautiful Life”).
Feliz aniversário, Sect!
Saí de lá extremamente feliz, realizado e agradecido por ter ganho essa experiência fascinante com o grupo da minha adolescência, o eterno Sect. Além de talentosos e pioneiros no segmento da Dance nacional, pude constatar que eles também são calorosamente receptivos e muito amáveis com os fãs!
Vale lembrar que teve o terceiro show também, que aconteceu no dia 22 de março de 2024, na casa Asia Club.
Patrícia Coelho disse em suas redes sociais: "Foi uma experiência incrível poder voltar a cantar nossos sucessos e ser tão bem recebidos pelo público! Além disso, tivemos a oportunidade de resgatar outros sucessos dos anos 90 e também tocar ao vivo algumas músicas de pista que adoramos. A energia estava contagiante e a noite foi memorável. Agradecemos a todos que estiveram presentes e nos proporcionaram esse momento especial. Que venham mais shows e mais momentos como esse!"
SECT - TOTALMENTE AO VIVO!
TALENTO, HÍTS E GOGÓ!!
Trechos do show ao vivo em São Paulo-SP (Casa Bossa)
16/12/2023
Agradecimentos ao amigo Nill Rogger pelas filmagens
Obrigado por todos estes sucessos, Sect... e Parabéns pelos 30 anos de “Follow You” , “I Can’t Stop Loving You”, “Wasting My Life”, “Get Away” e de todo o álbum “Eleven” (lançado em dez/95)!
AIRPLAY - "THE MUSIC IS MOVING", CLÁSSICO TRANCE DOS ANOS 2000 QUE JAMAIS ESQUECEREMOS!
O QUE FOI O AIRPLAY?
O Airplay foi um projeto belga de Trance do início dos anos 2000, inclusive, esta foi uma época muito rentável e produtiva para os lançamentos do gênero. Foi aí que estouraram também Alice DJ, Kriss Grekò, Lasgo, Ian Van Dahl, Fragma, Dee Dee, Astroline, e tantos outros que você - fã de Eurodance - com certeza deve se lembrar.
Infelizmente o Airplay só teve uma música lançada, que é justamente "The Music Is Moving" (2001), e também não realizou performances ao vivo e nenhuma turnê. O único single foi distribuído no saudoso ano de 2001 e possui aquela já conhecida vibe lamentosa, vocal hipnotizante e teclados altamente delirantes que conquistaram os clubbers dos anos 2000.
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
Airplay - "The Music Is Moving" (2001)
A faixa “The Music Is Moving” foi recebida aqui no Brasil pela Fieldzz Discos e entrou também na programação de várias rádios e danceterias, além de ter sido adicionada em algumas compilações brasileiras de Dance Music, como os CDs "Chupim", "Radio DJ 97 FM" e "Planeta DJ Vol.3".
No geral, o projeto foi criado e produzido pela dupla de produtores Danny Corten e Eddy Weyns, dois especialistas da cena "dance" belga dos anos 2000. Além de produzir a música, a dupla também se encontra creditada como os compositores da letra, que nos diz:
Airplay - "The Music Is Moving" (2001)
"Há alguma coisa dentro de mim, e eu nunca me senti tão forte antes
É a música que está dentro de mim, será que é ela que continua me levando pra frente?
A música está se movendo...
E ela continua me levando pra frente..."
Danny Corten: DJ e um dos compositores / produtores do Airplay
Danny Corten nasceu na cidade de Antuérpia (Bélgica) em 9 de fevereiro de 1974, e seu interesse pela música começou desde quando era muito jovem. Além de muitos trabalhos como produtor, Danny Corten tocou como DJ em club's de diversos países, como os EUA, Canadá, França, Portugal, Rússia, Croácia e Reino Unido. Em 2001 ele fez essa parceria com Eddy Weyns e lançaram "The Music Is Moving" para o projeto trance Airplay.
Já em 2004, quando o Trance perdia a sua força, Danny Corten se juntou com o produtor Mark Carpentier e produziram o conhecido projeto Paris Avenue, que seguia uma linha mais direcionada ao House. Com os vocais de Robin One, o trio alcançou o sucesso com a espetacular faixa "I Want You" (2004), que aposto que você dançou muito.
Eddy Weyns: DJ e um dos compositores / produtores do Airplay
Sobre Eddy Weyns, ele nasceu na cidade de Turnhout (Bélgica) em 05 de junho de 1965, começando a sua carreira como DJ em 1994, além de atuar como produtor em muitos projetos. Weyns ainda abriu o seu selo independente, a Byte Records, em 1999, e foi lá que eles gravaram "The Music Is Moving" do Airplay (Byte Studio 1).
Atualmente Eddy Weyns trabalha no grande evento Tomorrowland (desde fevereiro de 2019). Como produtor, ele produziu outros projetos importantes do Trance, como o Zippora - que trazia a vocalista Zippora De Brauwer.
O CLIPE DO AIRPLAY É UM MATERIAL RECICLADO
Eu sou fã de "The Music Is Moving" desde 2002, quando o DJ do club Grêmio CP a tocava e fazia toda a galera viajar na pista!
É o único single do projeto; não teve nenhuma performance ao vivo; mas pelo menos existe um videoclipe oficial para a música, certo?
Bem, mais ou menos...
Este material foi filmado numa estação de metrô em Praga - cidade da República Checa - e automaticamente faz a gente se lembrar de outras dezenas de produções da época, como a videografia do Lasgo, Madelyne, Dee Dee, 4 Strings, Novaspace, entre outros projetos dos anos 2000.
Podemos também sentir que há um tom futurista no vídeo, e isso inclui cenas que combinam com a sonoridade da música... Funciona como uma obra que veio do futuro, e na minha opinião, soa muito mais atual que muitos sucessos que estão aí nos charts recentes!
Mas agora, vem a maior surpresa!!
Vocês sabiam que, na verdade, este video é de uma outra música - e que em nada tem a ver com "The Music Is Moving" do Airplay?
Split - "Perfect Bass" (1997)
Video Official
Pois é... Oficialmente este vídeoclipe pertence a música do projeto alemão Split - "Perfect Bass" (1997), que estranhamente não tem nenhuma correlação com os produtores do Airplay - "The Music Is Moving" (2001). Então, a pergunta que fica é: Como essa junção ocorreu e quais foram os motivos que levaram a isso?
A resposta é: Foi a gravadora "EastWest" (representante dos dois projetos na Alemanha) que resolveu reutilizar este vídeo de 1997 para "The Music Is Moving" do Airplay, muito provavelmente para economizar no "caixa". Ou seja, foi enviado para as emissoras de TV (e sites) o mesmo clipe para duas músicas diferentes... Curioso isso, né?
Falei também com Eddy Weins do Airplay, e olha só como ele ficou surpreso com essa história do vídeo... Deixo aqui também os meus agradecimentos ao Eddy, por ter sido tão solícito neste rápido bate-papo que tivemos:
UMA RÁPIDA CONVERSA COM O PRODUTOR EDDY WEYNS
Eddy Weyns
Olá Eddy, eu sou do Brasil e muito fã da canção "The Music Is Moving" do Airplay. Por favor, você pode me confirmar se houve alguma apresentação ao vivo desta música?
Eddy Weyns: Olá Rikardo, obrigado pela sua mensagem. Fizemos um vídeo, mas não houve apresentação ao vivo. A vocalista, nós contratamos para uma "sessão de estúdio" e esse foi o resultado. Tudo de bom para você, meu amigo!
Obrigado por me responder, Eddy! Você pode me contar como foi produzir este projeto? Quem escolheu o nome "Airplay"? Tenho um blog sobre música aqui no Brasil e estou escrevendo um artigo sobre essa bela track de 2001. Muito obrigado mais uma vez!
Eddy Weyns:Foi só mais um dia comum no escritório (risos). Não, só estou brincando, vou te contar como foi. Eu estava trabalhando como produtor interno de gravações da Byte Records. O grande "boss" queria novos artistas para suas marcas / gravadoras, então convidou um dos DJs da época (Danny Corten) para fazer uma sessão comigo no estúdio. Danny tocou alguns discos que eram tendência naquela época, acho que o projeto Rank1 esteve nesta lista, e tentei seguir a mesma vibração deles. Fiz depois alguns riffs bem legais com o teclado Roland jp8080, escrevi algumas letras e convidei uma garota para cantar.
Ótimo! E por acaso essa garota é Kathleen Goossens do Astroline?
Eddy Weyns: Aí você mostrou que sabe!
Você também perguntou sobre o nome do projeto, então eu irei te responder. Como o nome "airwave" já havia sido captado por meu amigo Laurent Veronnez, e o nome "airscape" por meu outro amigo Johan Gielen, resolvemos escolher pelo "airplay". Não me lembro por que precisávamos tanto de "ar" (risos).
Rank 1 - "Airwave" (1999)
Segundo o próprio Eddy Weyns, ele se espelhou no projeto Rank 1 para criar "The Music Is Moving" do Airplay
Por que o Airplay não lançou mais músicas? Você se lembra?
Eddy Weyns: Sim, eu me lembro, infelizmente. Danny não tinha muito tempo. Ele tinha um emprego de período integral durante a semana, e nos finais de semana sempre ia fazer shows em todos os lugares. Ele ainda tinha um relacionamento com uma mulher nos Estados Unidos, então era bem difícil a gente conseguir se unir. Quando finalmente encontramos tempo, começamos um novo trabalho. Estava quase terminado, muito promissor... mas, o meu disco rígido morreu e perdemos tudo. Danny ficou furioso e essa foi a última vez que ele trabalhou comigo. Mas fiz alguns outros projetos com outras pessoas legais, como Gemini II, Zippora, Robert Armani, Definitely n.o.t, etc...
Esta imagem é apenas uma parte de um Top 25 das músicas mais tocadas da rádio paulistana Metropolitana FM, referente ao mês de Março de 2002. Percebam que "The Music Is Moving" do Airplay estreou em #8.
Há exatos 23 aninhos...
E atualmente? Você tem produzido músicas novas?
Eddy Weyns: Eu sempre estou produzindo música, é isso que eu faço, as pessoas gostem ou não.
Em 1997 um vídeo foi lançado para o projeto Split - "Perfect Bass", mas a gravadora alemã utilizou este mesmo vídeo para o projeto Airplay. Você sabia disso? (Enviei também o link do vídeo para Eddy)
Eddy Weyns: Haha eu não sabia disso... como isso é engraçado (risos).
Confesso que o vídeo ficou melhor com a sua música...
Eddy Weyns: Qualquer vídeo ficaria melhor com a nossa música (risos).
Concordo! "The Music is Moving" é fantástica até hoje! Nunca envelhece!! Muito obrigado por produzir este projeto. Faz parte da vida de tanta gente...
Eddy Weyns: Eu estou honrado. Obrigado Sr. Rikardo.
Muito obrigado por esta conversa, estimado Eddy!
Eddy Weyns: Agradeço meu amigo. Se cuide!
A VOCALISTA DO AIRPLAY
Kathleen Goossens
Dentre os colaboradores do Airplay, temos a não menos importante participação da vocalista (citada logo acima), pois com a sua marota e cativante voz deu muita emoção e profundidade para "The Music Is Moving".
Kathleen Goossens nasceu em Lier, Bélgica, no dia 23 de maio de 1976, e tem atualmente 47 anos de idade. Ela começou a trabalhar profissionalmente depois de se formar em Marketing, conseguindo um emprego de meio período numa agência de artistas dirigida por sua irmã e, como resultado, acabou indo parar no projeto Astroline em 1997.
A vocalista Kathleen Goossens (jaqueta jeans) com a dupla de dançarinas - que visualmente também eram personas importantes para a imagem do Astroline
O Astroline foi um projeto que obteve muito mais reconhecimento que o Airplay, justamente pela quantidade de músicas que lançou (7 singles), pela quantidade de shows que realizou e também por sua longevidade no mercado da cena eletrônica - se mantendo ativo de 1997 até 2001.
Na verdade, o Astroline não teve um fim definitivo, pois voltou a se apresentar nos festivais de "revivals" alguns anos após o seu término, e estão até os dias atuais performando nestes eventos que celebram os anos 90 e 2000, contudo, o seu trabalho criativo e produtivo em estúdios durou de 1997 até 2001.
Os realizadores do Astroline são Bart Smolders (conhecido também como DJ Bart), Peter Luts (um dos produtores do Lasgo), Gert Corvers (um dos produtores de Esther), Christophe Chantzis (produtor do Absolom e Ian Van Dal), Stefan Wuyts (DJ Jimmy Goldschmitz & Heliac) e também, é claro, temos a presença da compositora, dançarina, frontwoman e vocalista Kathleen Goossens.
Kathleen Goossens
O Astroline lançou ao todo 7 singles: "Take Care Good", "Smiling Faces", "Feel The Fire", "No Way Out","Angels", "Close My Eyes" e "Happy Christmas, War Is Over", sendo que aqui no Brasil apenas "Close My Eyes" ganhou destaque nas rádios e pistas de dança:
"Close My Eyes" (2000)
- "Close My Eyes" (2000) foi o maior sucesso do Astroline no Brasil, e na época, classificada também pelos DJ's como uma "música de Paty".
A voz na canção não nos deixa dúvidas, é pertencente a Kathleen Goossens, mas mesmo assim podemos checar o seguinte crédito no vinil: ''Vocais de Kathleen G.".
E não estranhe se este sexto single do Astroline se assemelhar muito com os singles do Lasgo, tenha apenas em mente que a letra de "Close My Eyes" foi composta simplesmente pela dupla David Vervoort e Peter Luts (a dupla do Lasgo), além da produção ser totalmente de Peter Luts;
Kathleen Goossens com Christophe Chantzis(um dos produtores do Astroline, AbsolomeIan Van Dahl). Kathleen foi a cantora verdadeira na maioria dos singles do Astroline, e sempre interpretou todas as músicas do projeto de maneira satisfatória e plausível nos palcos!!
Vale lembrar que o Astroline não lançou nenhum álbum em sua trajetória, nenhum videoclipe, e focou apenas em singles e apresentações ao vivo. Os singles foram lançados pela gravadora A&S (Antler-Subway), que nos anos seguintes apoiou também outros projetos fervorosos do trance, como Lasgo e Ian Van Dahl.
Kathleen Goossens foi gravar no projeto trance Orion Too...
Enquanto estava no Astroline, Kathleen Goossens gravou em 1999 a faixa "Harmony" de DJ Philip, e em 2001 realizou mais alguns trabalhos vocais para DJ's e produtores belgas, como "Maid Of Orleans" do Third Bass, a bela música do Airplay - "The Music Is Moving", assim como também gravou de 2001 até 2005 para o excelente projeto de Trance Orion Too.
E é interessante observar que Kathleen Goossens assumiu o pseudônimo de "Caitlin" enquanto atuava no Orion Too e Third Bass, muito provavelmente por conta de seu contrato de exclusividade com os produtores do Astroline (talvez o mesmo motivo de não ter sido creditada no Airplay e na música com DJ Philip).
A RESPOSTA DO PÚBLICO JOVEM DOS ANOS 2000
Kathleen Goossens - A voz do Astroline e Airplay
Tanto “Close My Eyes” do Astroline, quanto "The Music Is Moving" do Airplay são dois exemplos do gênero Vocal Trance que ressoaram positivamente entre os entusiastas brasileiros da música eletrônica naquele início de século XXI.
Com suas batidas pulsantes, melodias hipnotizantes, vocais quentes e teclados que "soltavam chamas", estas duas faixas tornaram-se verdadeiros hinos noturnos para os baladeiros e principalmente para os fãs de Lasgo, Ian Van Dahl, Fragma, Paul van Dyk, Kriss Grekò, Deal, Dee Dee...
Quem viveu, saboreou tudo isso com muita vontade e proveito!!
KATHLEEN GOOSSENS - APÓS A FASE DE OURO DO TRANCE
Kathleen Goossens atualmente: Ela continua envolvida na música, mas também se concentra em outros empreendimentos...
Com o encerramento do Astroline, a cantora e compositora Kathleen Goossens foi vista também atuando como atriz na TV belga. Sim, além de continuar escrevendo e gravando para outros projetos, Kathleen se tornou uma atriz a partir de 2001 e participou de algumas produções televisivas da Bélgica, além de um longametragem chamado "Meisjes" (2009).
Já em outubro de 2009, Kathleen apareceu em um reality show que buscava por uma cantora para um grupo musical chamado K3, porém, a voz de "The Music Is Moving" não conseguiu passar para a sexta fase do reality. Foi também nessa época que Kathleen engravidou e teve um filho.
ASTROLINE - Filmagem de 2022
Kathleen Goossens continua a frente do Astroline e cantando os seus sucessos, como "Smiling Faces", "Close My Eyes" e "Feel The Fire"
Neste momento atual, Kathleen continua se apresentando como uma integrante do Astroline em diversos festivais pela Europa, além de ser a proprietária de uma loja chamada "Barnature" - que vende produtos naturais (suplementos, alimentos orgânicos, sem glúten, sem lactose, e etc).
Barnature - Loja de produtos naturais de Kathleen Gooseens
A cantora de Trance Music se especializou também em 2022 em Hipnoterapia, e hoje aplica a técnica da hipnose em seus pacientes.
Com certeza, uma mulher que continua linda, talentosa e acima de tudo muito determinada em seus projetos profissionais, principalmente naqueles que se referem a música, aquela arte encantadora que sabe nos empurrar para a frente!!