domingo, 7 de julho de 2019

SEPTEMBER: Uma das últimas cantoras de Eurodance a fazer sucesso mundial

A CANTORA SUECA SEPTEMBER FINALIZOU EM GRANDE ESTILO, O LEGADO DAS INCRÍVEIS VOCALISTAS DE EURODANCE
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SEPTEMBER E O POP-DANCE 
DA SEGUNDA METADE DOS ANOS 2000
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No final dos anos 2000, vários grupos e cantores começaram a investir mais na dance music, deixando o pop bem mais eletrônico e dançante, quem se recorda disso?
Artistas como Black Eyed Peas, Lady Gaga, Ne-Yo, Rihanna, Katy Perry, Britney Spears, Christina Aguilera, e etc, mergulharam de cabeça no gênero entre os anos de 2007 e 2011, mas ao meu ver, isso atrapalhou e ajudou a decretar o fim do mercado dos verdadeiros cantores de eurodance, pois o espaço que antes eram deles, passou a ser ocupado pelos gigantes do pop. 
Muitos destes pequenos artistas ficaram sem grandes espaços, investimentos e público, que focaram apenas nas "celebridades" americanas. O que para estes popstars mundiais era novidade (ou tendência momentânea), para os legítimos artistas do eurodance era fonte de renda, tradição e cultura já há muitos anos...e foi difícil disputar com Lady Gaga e afins nas paradas, já que eram do mainstream e guiados por grandes gravadoras.
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Final dos anos 2000, época em que o pop usou e abusou da "dance music"
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A verdade é que o eurodance começou a ficar enfraquecido em 2006, depois de grandes sucessos de Lasgo, Ian Van Dahl, Magic Box, Erika, entre tantos outros artistas europeus. Mas com a inserção da música eletrônica nestes lançamentos pop americanos, os novos singles de artistas europeus não fizeram mais sucesso por aqui e eles desapareceram de vez do cenário eletrônico brasileiro.
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Uma destas artistas "euro" que ainda conseguiu algum sucesso foi a cantora sueca September, vocês se lembram dela? Ela disputava nas paradas, com outras cantoras muito bem mais conhecidas que a própria, como Lady Gaga e Katy Perryestrelas do pop que estavam começando a introduzir elementos de "eurodance" em suas músicas. 
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Junto com Inna (outra artista "dance" contemporânea), September trouxe hits que agradou muito os jovens no final dos anos 2000, tendo suas canções muito tocadas em rádios e clubs do mundo, como o seu hit explosivo e ultra executado "Cry For You". Mas infelizmente, assim como Inna, September não conseguiu se manter nesta mesma projeção...
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Como a dance music deixou de ser um gênero procurado e escutado pelo público (devido tamanha saturação que se criou com diversos lançamentos americanos, como Kesha, Lady Gaga, Rihanna, Black Eyed Peas, Katy Perry...), isso fez também com que September explorasse mais outros gêneros musicais, cantando atualmente um pop no seu idioma natal. Além disso, a loira também trocou o seu nome artístico, pois precisava de público e apresentar resultados para a sua gravadora, e se assumindo como uma artista de "eurodance" não estava conseguindo alcançar mais estes feitos.

Quer ler mais sobre o September? Então venha comigo e saiba mais sobre Petra Linnea Paula Marklund, uma das últimas cantoras de eurodance a alcançar um expressivo sucesso ao redor do mundo!!!
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September esteve na ativa a partir de 2003

O INÍCIO DE 
SEPTEMBER
Ela nasceu em Estocolmo, na Suécia, em 12 de setembro de 1984 e sempre gostou de cantar, exercendo esta atividade desde os seus 12 anos de idade.
Já deu para "sacar" que seu nome artístico se deriva do mês de seu nascimento, né? 

E sobre a sua escolha em ser cantora, quem contribuiu para isso foi a sua família, que foi quem a introduziu no cenário da música e também quem a sempre incentivou, quando ainda era bem pequena. 
Mariah Carey e Michael Jackson, nessa época eram seus grandes ídolos, e ela se inspirou muito neles também, além de declarar outras admirações: Madonna e Kylie Minogue. Com estes astros da música servindo de inspiração, e com uma voz e estilo bem marcantes, não demorou muito para que a linda Petra Marklund conquistasse também o seu espaço na música Dance-Pop dos anos 2000.

Mas se você acha que o sucesso da loira veio fácil, pode esquecer... Petra estudou muito, se planejou e se lançou (na sua adolescência) com o seu nome original, "Petra Marklund", na tentativa de conquistar o seu merecido lugar ao sol.
Foi em 2000, naquela febre do ATC e Vengaboys, que ela gravou músicas no estilo bumblegum pop, mas ainda não lhe trazendo fama e reconhecimento. E este seu primeiro trabalho na dance music ganhou um disco chamado "Teen Queen", conforme imagem e faixas informadas abaixo:
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PETRA - "TEEN QUEEN"
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 1. Laser beams
  2. Candy kisses
  3. We two belong together
  4. La dee daa daa
  5. Will you be mine
  6. Teen queen
  7. Sunny day
  8. Wild wild heart
  9. Bim bam boom
  10. Queen of the night
  11. You win

Obs.: Você pode ouvir todas estas músicas, procurando-as no Youtube, onde estão disponíveis.

O SUCESSO E O RECONHECIMENTO
DE 
SEPTEMBER
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Após a sua tentativa no subgênero bumblegum pop, Petra continuou trabalhando muito até conseguir lançar seu próximo trabalho. Ela acabou conhecendo o produtor Jonas Von Der Burg (ele trabalhou com inúmeros artistas, incluindo Ace of Base), que estava ansioso para produzir novas músicas e inaugurar um novo projeto de dance music. Eles concretizaram esta parceria, e assim então, nasceu este projeto que levava o simples nome de "September".
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O produtor sueco Jonas Von Der Burg
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Os primeiros singles do September foram "La la la (Never Give It Up)" e "We Can Do It", que só fizeram sucesso em seu país natal, ambos sendo lançamentos de 2003.
Como estas duas canções conquistaram boas posições nas paradas suecas, Petra lançou seu primeiro álbum em fevereiro de 2004, junto de um outro single: "September All Over", que também teve um bom desempenho nos charts da Suécia. O nome deste seu primeiro disco ficou intitulado apenas de "September", assim como o seu pseudônimo.
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Em 2005, foi a vez da jovem sueca lançar seu novo e segundo álbum, "In Orbit", que já trazia o single "Satellites", o primeiro hit mundial de sua carreira, embora aqui no Brasil não ganhou nenhum reconhecimento nesta época.
Uma curiosidade é que se você reparar, perceberá que "Satellites" traz o sample da música "Can You Feel It" de Jackson Five. Ouça abaixo: 
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September - "Satellites" (2005)

 Jackson Five - "Can You Feel It" (1980)

Neste segundo álbum, "In Orbit", contem ainda a faixa "Midnight Heartache", que nos traz os samples de um outro grande clássico da música pop: Kim Carnes "Bette Davis Eyes":
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September - "Midnight Heartache" (2005)

Kim Carnes - "Bette Davis Eyes" (1981)

Petra Marklund, a voz e a imagem do projeto September

Mas este 2º disco de September ficou marcado mesmo por trazer, em seu repertório, o mega-hit "Cry for You", que não fez de imediato um sucesso no Brasil.
O êxito deste single foi passando de país em país, até que se tornou num grande hit europeu. Diante da fama e inúmeros remixes que a música foi ganhando, o sucesso se tornou mundial, levando três anos para ser grandioso também aqui no país do samba. A tal faixa começou a ser tocada no Brasil apenas em 2008, mas se tornando também numa das mais executadas nas baladas e FM's em 2009.
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Com toda a força de "Cry For You", a música também ganhou um novo vídeo e inúmeros lançamentos em diversos países do mundo. É até hoje, o single mais expressivo de September, e entrou nas paradas de mais de 20 países.
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Nos Estados Unidos, "Cry For You" atingiu e manteve o topo da Hot Dance Airplay por três semanas. Muito raro encontrar uma música com um sucesso tão duradouro e com tanta estabilidade como vimos aqui, pois se trata de um lançamento de 2005 e seu sucesso prosseguiu até 2009 (!). Ah, aqui no Brasil, a música entrou também para o volume 5 da coletânea "Summer Eletrohits", da Som Livre.
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Eu me lembro também de ter mencionado esta música para um amigo residente em Portugal, no início de 2009, dizendo que era um sucesso atual no Brasil, quando ele me informou que a música já era antiga por lá, sendo tocada bastante em 2006. Foi neste momento que comecei a entender melhor a trajetória desta linda e melódica canção...
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September - "Cry For You" (2005)

Como "Cry For You" se tornou num gigantesco hit mundial, aos poucos September e seus produtores foram relançando seus outros singles anteriores ao redor do mundo, como "Satellites", que chegou nos Estados Unidos, onde também obteve sucesso, alcançando o número 8 no Billboard Hot Dance Airplay

Já em  2007, September resolveu lançar um novo single na Suécia: "Can't Get Over". Mais um êxito em sua carreira, agora presente no terceiro álbum: "Dancing Shoes".
Neste mesmo álbum, consta em seu repertório uma outra música bem querida pelos fãs e que também fez sucesso nas pistas de dança da Europa, é o segundo single  "Until I Die". Todos estes singles citados foram lançados em diversos países, inclusive nos Estados Unidos, devido a força e repercussão de "Cry For You".
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Embora seus singles tivessem tido um bom desempunho mundial, September infelizmente só obteve sucesso com "Cry For You" aqui no Brasil. Alguns DJs e emissoras de rádio até chegaram a tocar os outros singles citados aqui nesta publicação, depois da explosão de "Cry For You", mas estas faixas não chamaram muito a atenção do público, diferentemente do que ocorreu em outros países.
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September - "Cry For You" (UK Version) (2008)
Esta versão também está com o seu andamento mais acelerado, se compararmos com a versão anterior de 2005. Foi essa versão "mais rápida" que bombou no Brasil.

Até aqui, September lançou 3 álbuns, todos escritos e produzidos por Jonas Von Der Burg, que tem a especialidade em escrever letras tristes e também em produzir melodias mais melancólicas. Você já deve ter percebido esta sonoridade mais lamentosa em "Cry For You" e também em outras músicas do projeto.
A voz "rasgada", vigorosa e cheia de personalidade de Petra também se adequou muito bem com o "drama" nas letras e com as produções das canções, transformando estas músicas extremamente cabíveis para uma exibição ou performance mais teatral.
Obras simples, mas realmente classudas!
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A parceria que deu certo: 
A cantora Petra Marklund e o produtor Jonas Von Der Burg
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Em 2010, September esteve de volta com seu 4º álbum, intitulado agora de "Love CPR". Aqui ela trazia músicas agradáveis como "Party In My Head" e "Resuscitate Me". Vale a pena conhecê-las, apesar de não conseguirem muito sucesso como seus singles mais antigos.
A faixa "Me and My Microphone" surpreendentemente foi muito bem na Suécia, sendo por lá o maior sucesso do September.

Jonas Von Der Burg, responsável pela criação de seus álbuns anteriores, desta vez participou apenas de 3 faixas do "Love CPR".
Neste disco, também foi adicionado - pela primeira vez - músicas cantadas em sueco. September, até então, tinha apresentado apenas canções cantadas em inglês, certo? Seria este, um aviso aos seus fãs, sobre o seu futuro na música? Talvez...

Os quatro álbuns oficiais do projeto September (2004 - 2010)
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SEPTEMBER ATUALMENTE
Petra Marklund com seu bebê, em foto de junho / 2019
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Após fazer fama cantando dance music, a cantora foi percebendo que era o momento de modificar a sua carreira. Ela optou em seguir algo que falasse mais diretamente com o público da Suécia, como já deixado claro em seu último álbum.

Cantando em sueco, sem pseudônimo e com mais identidade própria, a vocalista do September chegava em sua nova fase (embora ainda cantasse algumas faixas em inglês).
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Sem depender de muitos profissionais e sem ser um mero projeto de "dance music", a cantora se lançou com seu nome de batismo: Petra Marklund. Aliás, nesta época, como já informado anteriormente, a dance music estava muito saturada após tamanha exploração que sofreu de muitos artistas americanos. Era o momento de transformação da artista, embora muitos de seus fãs tenham se frustrado com esta sua decisão.
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Estava claro que a cantora queria mais independência e "caminhar com suas próprias pernas". Ela lançou o álbum "Inferno" (2012), colaborou nas composições destas músicas, deixou o inglês de lado (cantando em sueco) e não deixou dúvidas de que "September" ficou no seu passado.
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Já em 2015, retornou com o seu mais novo trabalho,"Ensam Inte Stark", álbum também cantado em sueco e com sucesso conquistado apenas em seu país natal.
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Nestes seus dois últimos discos, foram pouquíssimas as músicas cantadas em inglês, e não ganharam nenhum destaque ou relevância internacional. Foram dois álbuns de sucesso apenas na Suécia.
"Ensam Inte Stark" é até o momento, seu último álbum oficial lançado.
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Dois álbuns oficiais de Petra Marklund (2012 e 2015)

De 2016 para cá, Petra tem se apresentado em muitos eventos, participou de várias entrevistas e lançou alguns EP's.
Neste ano de 2019, ela já trabalhou e disponibilizou uma nova música ao seu público, embora não sendo um trabalho solo. Esta sua mais recente produção é uma parceria com o desconhecido Ludwig Bell, onde cantou a música "Strawberry Fields", lançada oficialmente em abril deste ano. Ah, neste trabalho ela também colaborou compondo.
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Petra Marklund com Ludwig Bell, em 2019, até o momento é o seu último trabalho musical


CURIOSIDADES
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 September não só bateu de frente com Lady Gaga nos charts, mas também a acusou de cópia

-No ano de 2009, assumindo ainda o pseudônimo de September, Petra Marklund deu uma entrevista polêmica onde dizia que Lady Gaga estava copiando o seu estilo. Lembro-me que a notícia repercutiu até no Brasil e foi noticiada por uma das páginas da globopontocom. Na época, a artista foi bastante criticada por fãs de Lady Gaga, que estava em seu incrível auge naquele ano.
Petra era bem fashionista, se apresentava com figurinos diferentes e sempre tentava se inovar no segmento da moda. Por misturar música e moda, levar isso aos palcos e por cuidar pessoalmente de seu figurino fashion (desde o início de sua carreira), ela acusou a cantora americana, que também estava fazendo um som similar e bem dançante.
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-Durante a sua jornada como September, onde cantava europop (em inglês), Petra sonhava em ser descoberta por Jay Z, rapper e marido de Beyoncé. Ele descobriu alguns artistas e fez algumas carreiras decolarem internacionalmente, como Rihanna e Rita Ora.
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-Você sabia que September já veio ao Brasil? Sim, foi em maio de 2012! Mas não para se apresentar, cantando seus hits, mas sim para participar de um evento beneficente, mais precisamente em Niterói - RJ.
Eu me lembro que os fãs estavam planejando ir recebê-la no aeroporto, e acredito que alguns poucos conseguiram vê-la, mas não me recordo com clareza deste desfecho, publicado na época em uma comunidade do Orkut.
Petra e seu pai eram muito solidários e estavam sempre ajudando algumas entidades. Neste período, a moça também colaborava com uma entidade sueca que cuidava de crianças com câncer.
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- Como o eurodance é um gênero que deixa muitas dúvidas quanto ao verdadeiro talento de seus artistas, vale a pena verificar alguns registros no youtube que comprovam que Petra Marklund é realmente a dona da voz em suas músicas. Tem vídeos dela cantando realmente ao vivo, em diversas situações e apresentações que não nos deixam dúvidas.
Parece-me meio óbvio informar isso (e meio estranho para alguns), mas quem conhece a história (cheia de farsas) do eurodance sabe muito bem do que eu estou falando...
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September cantando ao vivo "Resuscitate Me" e "Me & My Microphone" 
A vocalista fazia (e ainda faz) questão de cantar realmente ao vivo em suas apresentações, por isso você não terá dificuldades em encontrar vídeos dela soltando o seu gogó em shows e festivais.


The Album???

-A gravadora de September, querendo lucrar com o sucesso absoluto de "Cry For You", chegou a  lançar diversas compilações de músicas gravadas por Petra Marklund. Inclusive, lançaram no Reino Unido uma coletânea chamada "Cry For You - The Album", que nunca foi um álbum oficial do projeto.
A gravadora só queria arrecadar mais dinheiro, mas com isso, confundiu também uma boa parte do público europeu que já conhecia seus álbuns anteriores.
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-Hoje a artista está com 34 anos de idade (fará 35 em setembro), canta uma mistura de pop, eletrônico, rock e indie. Ela é mais discreta, é mãe e também está nas redes sociais:

Conecte-se com
Petra Marklund
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Petra Marklund, sua mãe e seu bebê em foto de junho de 2019


DOWNLOAD 
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Cry For You 3:30
Satellites (US Mix) 3:07
Can't Get Over 3:00
Flowers On The Grave 4:15
My Neighbourhood 3:03
Sad Song 2:55
Until I Die 3:42
Because I Love You 3:13
Candy Love 2:44
Taboo 3:42
Looking For Love 3:23
Midnight Heartache 3:43
Freaking Out 3:22
R.I.P.  3:47

Tipo de arquivo: WAV

Este CD eu adquiri achando que fosse um álbum do September, e quando me dei conta, percebi que se tratava, na verdade, de uma coletânea "caça níqueis", rs. 
Eu explico melhor:

Devido ao grande sucesso da música "Cry For You", foram lançados vários "greatest hits" do September, sendo este apenas um dos diversos colocados no mercado pela gravadora, a fim de atrair fãs do hit e faturar mais ainda com suas vendas.
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É um CD importado dos EUA, lançado pelo selo Robbins Entertainmentsendo que o produto leva apenas o título de "September".
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Apesar de ser uma compilação, e não um álbum, este é um item indispensável para quem curtiu a dance music daquele fim de anos 2000's, e os maiores sucessos de September estão nesta mídia...
Espero que gostem do arquivo disponibilizado, aqui!
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É, DEPOIS DE SEPTEMBER, ACHO QUE NÃO EXISTIU OUTRA CANTORA DE EURODANCE QUE FEZ TANTO SUCESSO FORA DA EUROPA QUANTO ELA...
OS TEMPOS AGORA SÃO OUTROS, RESTANDO APENAS AS BOAS MEMÓRIAS DE UMA ÉPOCA EM QUE O "EURO" AINDA SABIA CONQUISTAR E ENCANTAR COM SUAS LINDAS E MELÓDICAS MÚSICAS!
MÚSICAS QUE, JÁ NÃO SE FAZEM MAIS!

Game Over
😭😭2010....2020😥😥

CRÉDITOS DAS IMAGENS E VÍDEOS
PETRA MARKLUND E DIVULGAÇÃO DA ÉPOCA




segunda-feira, 1 de julho de 2019

EMPRESÁRIO VIROU DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS DAS MÚSICAS DE TAYLOR SWIFT

SCOOTER BRAUN COMPROU AS MÚSICAS DE TAYLOR SWIFT, ATRAVÉS DE SUA EX-GRAVADORA 
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Como sempre colecionando brigas, Taylor Swift desta vez se dá muito mal

Não costumo publicar muitas informações sobre o pop atual, mas esta polêmica aqui merece um pouco de atenção, sem falar que isso está longe de ser resolvido:

QUEM VÊ ROSTINHO, NÃO VÊ CORAÇÃO
Não precisa acompanhar de perto a cultura pop atual para saber da briga entre as cantoras Taylor Swift e Katy Perry, que rolou nos últimos anos. Na verdade, a Taylor sempre foi uma garota mimada que gostava de provocar e depois se fingia de "santa". Ela adorava mandar indiretas para a Katy Perry e até fez um vídeo, insinuando guerra e ameaçando a sua colega de trabalho.
Já a Katy Perry, muito tentou se aproximar da loira, procurando resolver esta situação da melhor maneira possível e apaziguar a relação, mas sempre sem sucesso.
Somente neste ano de 2019 que as duas fizeram as pazes, mas acredito que Taylor fez isso apenas para divulgar o seu novo álbum, lançado recentemente com o título de "Lover".

Apesar de ganhar apoio popular após o episódio polêmico com Kanye West (Grammy / 2009), a artista passou a sua carreira inteira tentando derrubar outros artistas, inclusive mulheres. Taylor Swift fez o que pode para prejudicar Katy Perry e viveu o tempo todo querendo se passar de vítima da história, mas agora parece que ela se ferrou...

A cantora, que é chamada de "cobra" por inúmeros ouvintes de música pop, descobriu que o empresário Scooter Braun comprou a Big Machine Records, sua antiga gravadora, e com isso ele passou a ser proprietário das gravações originais (“masters”) da popstar.  Detalhe que este cara é um de seus inúmeros desafetos, ou seja, ele fez isso intencionalmente para ganhar poder sobre os trabalhos da cantora.
Agora Taylor terá que dividir os direitos autorais destas músicas com Scooter, que é justamente uma pessoa que ela odeia. Ele calculou bem essa vingança, não?

Resumindo: Para Taylor Swift obter 100% dos direitos autorais destas músicas, ela precisaria regravar todo este material, algo parecido com o que aconteceu com a cantora Jojo, aquela de "Too Little Too Late", um grande hit pop de 2007.
Detalhe que Katy Perry, aquela que era a ridicularizada, está dando total apoio à Taylor Swift e liderando algumas petições a favor de sua ex-rival.

É, o mundo dá voltas e sempre nos mostra quem é quem. E claro, que ninguém é melhor que ninguém...

domingo, 16 de junho de 2019

AS SEMELHANÇAS NOS VÍDEOS DE SHANIA TWAIN E ROBERT PALMER

SHANIA TWAIN TERIA "COPIADO" IDÉIA VISTA EM VÍDEO OITENTISTA DE ROBERT PALMER - "ADDICTED LOVE"
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Em setembro de 1999 foi lançado o single de "Man! I Feel Like A Woman" da talentosa cantora e compositora canadense Shania Twain (28 de agosto de 1965), uma faixa de seu terceiro álbum de estúdio, "Come On Over" (1997). Logo então, esta música foi um sucesso nos principais charts do mundo. Acho que todos vocês se lembram, não é mesmo?

Aqui no Brasil, este single demorou um pouco mais para decolar, mas em 2000 já estava entre as mais tocadas, além de estar na trilha sonora da novela Laços de Família (2000). 
Mas, você sabia que o vídeo deste hit é bem parecido com um outro trabalho visual?  

Estou falando da música "Addicted Love" de Robert Palmer, um grande clássico de 1985, que possui um vídeo exatamente nos mesmos moldes de "Man! I Feel Like A Woman" de Shania Twain. Quer conferir as tais semelhanças, com seus próprios olhos?

Clique play para ver os dois vídeos. 
Fica claro que Shania Twain fez uma homenagem ao vídeo de Palmer, mas ainda assim, é uma cópia do mesmo.
Uma bela cópia, por sinal

Shania Twain "Man! I Feel Like A Woman"

O vídeo de "Man! I Feel Like A Woman", foi lançado em 3 de março de 1999, e como resolvemos focar nesta publicação, é uma cópia assumida de "Addicted to Love", de Robert Palmer. Esta obra visual de Shania Twain nos traz um cenário de fundo idêntico ao vídeo de Palmer, e com a cantora country dançando com alguns modelos masculinos, que também performam com instrumentos musicais e com seus olhares gélidos, assim como as garotas em "Addicted Love"
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Robert Palmer "Addicted Love"

Por sua vez, Robert Allen Palmer (19 de janeiro de 1949) foi um cantor, compositor, instrumentista e produtor musical britânico. Ele era conhecido por sua distinta voz soul e sua mistura eclética de estilos musicais em seus álbuns, combinando soul, jazz, rock, pop, reggae e blues

"Addicted Love" foi sucesso quando o cantor tinha 37 anos de idade, e seu videoclipe dirigido por Terence Donovan, apresenta cinco mulheres com rostos pálidos, olhos esbugalhados, maquiagem pesada e batom vermelho brilhante, que se assemelhavam as mulheres desenhadas pelo desenhista Patrick Nagel, um artista bem popular na década de 1980. 
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A aparência das cinco modelos foram inspiradas nestas artes de Patrick Nagel. Este é um vídeo que homenageia seus desenhos, com música de Duran Duran. O artista também desenhou a arte da capa do álbum "Rio" do Duran Duran.

VÍDEO: "ADDICTED LOVE" DE ROBERT PALMER:
Este vídeo, lançado em 1986, causou um grande alvoroço na época, particularmente entre as ativistas dos direitos das mulheres. O motivo da controvérsia era devido ao vídeo estereotipar as mulheres como "objetos", mas a atenção extra apenas impulsionou a música para se tornar um grande sucesso.
O conceito provou ser uma receita vencedora: Palmer lançou mais dois vídeos usando este tema para suas outras músicas, como "I Didn't Mean to Turn You On" e "Simply Irresistible". 

Sobre as modelos deste clipe, elas simplesmente só apareceram aqui para enfeitá-lo. Estas moças nunca tocaram, instrumentalmente, nesta música ou em nenhuma outra. Seus nomes são: Julie Pankhurst (teclado), Patty Kelly (guitarra), Mak Gilchrist (baixo), Julia Bolino (guitarra) e Kathy Davies (bateria).
Atualmente, Julie trabalha no varejo e é mãe, Patty é uma paisagista com dois filhos, Kathy vive na Tailândia, onde faz trabalhos de caridade, Mak Gilchrist vive na Inglaterra e Julia trabalha com maquiagem e também é estilista de cabelo.


CURIOSIDADE
A modelo Mak Gilchrist recordou à revista Q:

"Eu tinha 21 anos e obtive o papel com a força do meu trabalho de modelagem. Nós fomos contratadas para parecer e 'atuar' como aqueles manequins de lojas. O diretor Terence Donovan nos deixou embriagadas com uma garrafa de vinho, mas como estávamos tendo nossa maquiagem retocada , eu perdi o equilíbrio e bati o topo do meu violão na parte de trás da cabeça de Robert, e seu rosto então, atingiu o microfone."


CONCEITO DO VÍDEO, POR SHANIA TWAIN
Shania Twain
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Shania Twain quis mostrar o poder da mulher nesta música, e usou um vídeo que, no passado, foi acusado por ser "machista", mesmo que de maneira exagerada pelas feministas.
Shania Twain "vira o jogo" e aqui ela é quem joga as cartas, e a sua banda, toda formada de homens, toca de forma inexpressiva e robótica, enquanto que ela canta, se mexe para todos os lados, tira parte de sua roupa, mostra suas curvas, além é claro de exercer o seu papel de protagonista do vídeo.
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CD Promo Nacional
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Esta canção recebeu críticas favoráveis dos críticos de música, que elogiaram a atitude, bem como os vocais de Twain. O sucesso transformou a canção numa espécie de referência para a música pop, já que a faixa apareceu em diversos eventos, tais como num comercial de TV da Chevrolet, assim como consta também no filme Crossroads (2002) de Britney Spears
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Comercial de TV Chevrolet - Colorado (2004)

Vale mencionar que antes de se tornar famosa, a cantora Carrie Underwood também apresentou "Man! I Feel Like A Woman" na quarta temporada de American Idol, quando se tornou a vencedora desta edição. Além é claro, de ser trilha sonora de novela famosa aqui no Brasil, como já citado acima.

Comercialmente, a música foi muito bem sucedida. "Man! I Feel Like A Woman" também ganhou um Grammy de Melhor Performance Vocal Country Feminina, em 2000.

Robert Palmer

Eu conheci esta fantástica música de Robert Palmer através da coletânea "Best Of The Universe", que trazia o melhor da música internacional. Este box, com 5 CDs, era um lançamento da Polishop em parceria com a Universal Music, e sua propaganda comercial passava diariamente nas emissoras Rede TV!, Gazeta e Band, em 2001. 
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Comercial "Best Of The Universe"
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Leia mais aquie baixe também esta coleção completa com todos os hits, incluindo Robert Palmer com seu clássico "Addicted Love".


Robert Palmer, um dos grandes músicos que melhor representou os anos 80


A RESPOSTA DE ROBERT PALMER PARA SHANIA TWAIN:
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Ao longo de sua carreira, Robert Palmer recebeu uma série de prêmios, incluindo dois prêmios Grammy de Melhor Performance Vocal Rock Masculino e um Prêmio de Música da MTV.

Infelizmente, o artista morreu de parada cardíaca em 26 de setembro de 2003, com apenas 54 anos de idade, quando estava hospedado num hotel em Paris. 

Mas Robert Palmer chegou a ver o vídeo de Shania Twain, e aprovou a sua ídéia sendo reciclada. Ele disse que gostou do resultado: "foi a mais alta forma de bajulação".

#RIPRobertPalmer

sexta-feira, 14 de junho de 2019

NENHUM DE NÓS E SUA TRISTE POESIA EM FORMA DE DENÚNCIA

"CAMILA, CAMILA", DA BANDA NENHUM DE NÓS, É UMA MÚSICA ATEMPORAL E COM UMA LETRA FORTE QUE POUCOS ENTENDEM
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Esta, talvez seja uma das músicas mais intensas já produzidas no Brasil dos anos 80!
"Camila, Camila" é um clássico do rock nacional e que fez muito sucesso em 1987, com gravação original da banda gaúcha Nenhum de Nós.
O que poucas pessoas sabem, é que a música foi baseada num caso de violência doméstica que realmente aconteceu.

Os integrantes da banda tinham uma colega do colégio que era constantemente agredida pelo seu namorado violento.
Acompanhe o que o vocalista, Thedy Corrêa, disse sobre a música e seu real significado:


"Essa canção foi inspirada em fatos reais, envolvendo uma jovem que nós conhecíamos na época, em 1985. Era uma colega de escola bastante bonita com um namorado violento. Ficávamos intrigados com os motivos que levavam uma garota assim a se submeter e ser maltratada por um rapaz tão estúpido. Ouvimos algumas histórias de situações constrangedoras que ela sofreu e essa foi nossa “faísca criadora” para uma canção que falasse da violência contra a mulher. Por isso os “olhos insanos”, a “vergonha do espelho naquelas marcas”, além da tristeza e indignação na melodia. Hoje, ela vive super bem, tem uma linda família e está bem longe desse antigo namorado… Ainda bem!"
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Thedy Corrêa (26 de julho de 1963)


Thedy Corrêa ainda disse mais em outras conversas:
"Acho importante num país como o Brasil fazer músicas desse tipo. Aqui é mais confortável fazer letras que estimulem o sexismo ou utilizem violência como ingrediente. Na real, acho que ninguém fala de abuso porque não vende. A questão está no que cada um acredita e quer.”

"Sentíamos na obrigação de dar nossa contribuição. Como a questão chegou até nós de forma natural, nos inspiramos a também cumprir esse papel de retomada de consciência que vinha caracterizando nossa geração."
ANOS 2010'S
E pensar que hoje os estupros coletivos acontecem no Brasil quase que regularmente, e ainda fazem funk ironizando as mulheres como "vadias"... E o pior: Por incrível que pareça, muitas destas mulheres ajudam a exaltar este tipo de música. Cadê a evolução?
Infelizmente, os brasileiros perderam o rumo mesmo. Isso é um retrocesso!

Depois reclamam (e me enviam indiretas) quando eu digo que música boa é música velha, rs.

Curtam esta obra-prima que o Nenhum de Nós fez em tom de denúncia, numa atitude longe de ser praticada atualmente, já que a moda agora é aplaudir quem canta temas invertidos:


Nenhum de Nós "Camila, Camila"
As cenas são do filme "O Silêncio de Melinda" com Kristen Stewart


E quem não gosta da minha opinião em relação às músicas atuais, é só deixar de me seguir, oras! Faça isso e vá curtir em paz às suas "flatulências sonoras de satanás" ;)

domingo, 9 de junho de 2019

CD "TV DANCE" - UMA DAS MELHORES COLETÂNEAS DE DANCE MUSIC DOS ANOS 90

DE VOLTA PARA 1995 -  UMA VIAGEM PARA A COLETÂNEA "TV DANCE"
Há quase 25 anos, você estava antenado com o melhor da tecnologia e assistindo ao sucesso de "Santa Maria"

Esta publicação orgulhosamente tem o intuito de relembrar e enaltecer o volume 1 da trilogia "TV DANCE", uma série de discos da saudosa gravadora Paradoxx Music.
Este primeiro volume foi lançado em dezembro de 1995 e foi um grande sucesso comercial, fazendo com que a Paradoxx Music retornasse com outras sequências, sendo "TV Dance Vol.2" (1996) e "TV Dance Vol.3" (1998).
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A tecnologia era mínima, mas a qualidade e a satisfação eram imensas
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Na minha opinião, "TV Dance" (1995) é uma das melhores coletâneas de dance music dos anos 90, pois além de trazer a faixa multimídia (clipe de Tatjana "Santa Maria"), que era algo tão revolucionário naquela época, ainda trazia um excelente repertório de hits daquele fantástico e produtivo ano. Aqui é a dance music raíz, nada parecido com a cena eletrônica que a geração Alok costuma ouvir atualmente, que passeia pelo sertanejo, reggaeton e funk carioca. Simplesmente é a DANCE MUSIC dos anos 90 em sua essência mais pura.

Até aqueles "covers" enfadonhos - que a Paradoxx Music adicionava em suas coletâneas - estão ótimos aqui, inclusive, alguns até mais apreciáveis que suas versões originais. 

Bora matar saudade desta bela e marcante compilação de eurodance?


Apenas boa música, curtição e paquera, isso era o que representava essa época


1. FAIXA MULTIMÍDIA (MIXED MODE): TATJANA / SANTA MARIA
Bom, esta faixa era a grande cereja do bolo, mas ao mesmo tempo, era um pouco "problemática", se é que você me entende...
Esta faixa número 1 não rodava em seu aparelho de som, você tinha que mudar a track rapidamente no seu cd-player, pois se não fizesse isso, existia até o risco de suas caixas de som serem deterioradas. Uma vez, eu apertei "play" sem querer e emitiu um ruído ensurdecedor, que fez com que minhas caixas de som queimassem completamente. Pensa num prejuízo!

Você apenas conseguia acessar esta faixa em seu computador (a configuração 486 era a sensação naqueles áureos tempos, hahaha) e assim, conseguia visualizar o video de Tatjana "Santa Maria", música cantada pela deliciosa loira, que também sempre fez muito sucesso com sua beleza e seus filmes adultos.

Segue o vídeo oficial de Tatjana "Santa Maria", aqui numa qualidade bem melhor que aquela apresentada na tal faixa mixed mode:
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FAIXA 01
Vídeo oficial: TATJANA / SANTA MARIA




2. TENESSEE - "TELL ME"
(R. Menichetti, G. Masoni)
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Nada como abrir um disco com uma bala destruidora! Assim podemos definir "Tell Me" do Tennesse, uma criação do italiano Riccardo Menichetti, que nesta época já era conhecido por ter produzido alguns outros projetos, como New System "This Is The Night", ZEN "Fly Today" e Derby "In The Colour" .

"Tell Me" tocou muito nas FM's e clubs, sendo um verdadeiro estouro naquele ano de 1995, mas o que poucas pessoas sabem é que a verdadeira vocalista foi a italiana de Toscana: Giada Masoni (nascida em 29 de janeiro de 1973). 
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Essa é Giada Masoni, a verdadeira dona da voz em "Tell Me" 
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A moça que aparecia na capa do single era apenas uma modelo. Já Giada Masoni, é uma legítima cantora de estúdio e que também colaborou com algumas composições ("Tell Me" também foi escrita por ela). Você irá ouvir a sua linda voz também em Prime "To Be Free" e Tenessee "Up and Down", ambas produções também de Riccardo Menichetti. 

24 anos após o sucesso de "Tell Me", Giada Masoni segue firmemente cantando suas canções e fazendo suas turnês, mas ela não está mais conectada à dance music, sendo mais dedicada em canções italianas e também sendo uma professora de blues. Com certeza, ela foi uma das vozes mais poderosas que já tivemos no Eurodance!

Já Riccardo Menichetti, deixou sua carreira de produtor musical e hoje é dono de uma empresa de chocolates chamada Menichetti Artisan Chocolate.
Leia mais sobre Riccardo Menichetti e suas produções aqui.
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Giada Masoni, em projeto que homenageia Janis Joplin

Giada Masoni, atualmente

"Tell Me" tem uma melodia muito bonita, uns vocais bem fortes e poderosos, além de umas batidas bem contagiantes que chegam a emocionar. A super vocalista, Giada Masoni, canta com muita fúria e disposição, combinando perfeitamente a sua voz com a produção de Menichetti.
O ponto alto, na minha opinião, é quando a música dá uma desacelerada e entram os vocais "mais mansos" de Giada Masoni, que intimamente lhe diz:

"You have to believe in passion
You have to know all the dreams
You have to try your special
Can you feel my soul?
Believe me"

Acho simplesmente fantástico!!!

Apesar do sucesso que obteve, infelizmente "Tell Me" não ganhou nenhum vídeo-clipe oficial, mas nem por isso iremos nos esquecer dessa bela track! Sempre valerá a pena recordar de "Tell Me"...
Segue então um simples vídeo com esta linda e nostálgica música:
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FAIXA 02
TENESSEE - "Tell Me"
Créditos do vídeo: 



3. TATJANA - "SANTA MARIA"

(Roesnes, Johansen, Stock, Aitken) 
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Seu nome real é Tatjana Simic e nasceu na Croácia no dia 09 de junho de 1963, sendo hoje, o seu aniversário de 56 anos! 
O sucesso "Santa Maria" foi o seu maior hit no Brasil, mas na Europa ela já era super conhecida pelas suas virtudes físicas e também por outras canções dançantes, como "Awaka Boy", "Chica Cubana" e "Feel Good". 

Como no CD "TV Dance" você tinha a opção de ver o vídeo desta música (através da faixa "mixed mode"), obviamente que não poderia faltar uma faixa para você ouvi-la no seu aparelho de som. 
"Santa Maria" é uma linda canção, com ótimos vocais e com uma base delirante criada pelos seus competentes produtores: Stock e Aitken.
Vale mencionar que Tatjana, apesar de ser modelo, também cantava com sua voz real. Todos os seus álbuns continham a sua verdadeira voz. 
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Acho importante destacar também os vocais adicionais da norueguesa Kirsti Johansen, pois ela não só colaborou na composição da letra de "Santa Maria", mas também participou com seus vocais, mesmo sendo com "vozes fundo". 
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Após 24 anos do sucesso de "Santa Maria", infelizmente não temos muitas notícias sobre a cantora Tatjana. Ela não anda gravando músicas com a mesma frequência de antes, sendo que desde 2012 não há registros dela nos estúdios. E estes seus últimos lançamentos, até então, tem sido de canções cantadas em holandês.

Leia mais aqui sobre Tatjana e outras curiosidades a respeito deste grande hit, um clássico inesquecível do Eurodance, e que deu vida à esta espetacular coletânea! 

Não tem como não associar "TV Dance" com "Santa Maria"...



VÍDEO BÔNUS:
Como já postamos o vídeo original de "Santa Maria" (acima), temos também um outro vídeo deste single para anexar a esta publicação. É a versão intitulada de "Sexy Version", gravada em Hollywood, e que não está disponível no CD "TV Dance":
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FAIXA 03
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No seu instagram pessoal, a artista posta suas fotos com muitos efeitos e filtros, então não conseguimos visualizar a sua atual e verdadeira aparência. Na foto postada abaixo, ela foi clicada por algum fotógrafo não pessoal, onde não teve como recorrer aos seus habituais recursos:
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Tatjana Simic atualmente, aos seus 56 anos de idade. 
Feliz aniversário, Tatjana!!
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4. CARLOS OLIVA & LOS SOBRINOS - "MACARENA" 
(Romero, Monye, Rafael Ruiz) 

Carlos Oliva e Los Sobrinos cantaram outras músicas lançadas pela Paradoxx Music, como "Santa Maria" (é uma música que, curiosamente, se torna numa cover para a canção da Tatjana), "La Pachanga", "Por Tu Amor" (trilha sonora da novela global "Explode Coração") e "A La Playa", mas eles ficaram marcados mesmo é com o cover de "Macarena", do Los Del Rio
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O grupo Los Del Rio lançou originalmente "Macarena" em 1992, mas só foi em 1995 que virou um grande sucesso mundial, sendo a música mais executada e famosa daquele ano. 
Daí, com todo este sucesso, surgiu Carlos Oliva e Los Sobrinos com este cover, invadindo esta e outras coletâneas da Paradoxx Music.
Segue o saudoso (e simpático) vídeo oficial de Carlos Oliva e Los Sobrinos para o arrasa quarteirões de 1995: "Macarena":
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FAIXA 04
Video Oficial de Carlos Oliva e Los Sobrinos "Macarena"
Gostei da "Macarena" do vídeo!!

Mas, você sabia que um dos colaboradores oficiais de "Macarena" adorou essa versão de Carlos Oliva e Los Sobrinos? George Rizov, responsável pelos arranjos de "Macarena", comentou no youtube: 

"Este é um vídeo incrível e achei muito boa a interpretação dessa música. As partes com a trompa (instrumento de sopro) são excelentes e tornam este arranjo muito mais interessante que a versão original. A cena com os mergulhadores é muito legal e engraçada também! A propósito, eu escrevi o arranjo original de partituras para Macarena. Levou-me uma eternidade para concluí-lo pois tinham 16 notas!"
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Já na sua página oficial, ele disse a respeito de seu trabalho em "Macarena":
"Eu escrevi o arranjo original de partituras para essa popular canção de Los Del Rio para a Warner Bros. Publications. Como falo vários idiomas, muitos projetos que tinham letras em espanhol, como esse, foram atribuídos a mim. Este foi definitivamente um dos destaques da minha carreira durante os 13 anos em que estive no ramo da edição musical. Se eu tivesse recebido royalties para cada vez que essa música fosse tocada, eu seria um bilionário agora!!!
-George Rizov (fonte: https://www.georgerizov.com/192)


Depois de 24 anos do auge de "Macarena", Carlos Oliva continua trabalhando muito e fazendo diversas apresentações.
Em 2017, ele comemorou 50 anos de carreira (!) à frente de sua banda:
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"É uma grande honra celebrar outro aniversário fazendo o que mais gosto. Especialmente porque estou cercado por um grupo de músicos talentosos e que também são meus amigos ", disse Oliva, que tem orgulho de continuar contribuindo para o desenvolvimento da música com o mesmo ímpeto de sua juventude.

"Nosso grande desafio tem sido nos manter vivos sem o apoio da rádio ou de uma grande gravadora. Em todos estes anos a nossa única arma tem sido a qualidade e, graças a ela sobrevivemos aos modismos e 'mudança climática' na indústria", disse o vocalista.
Fonte: http://oyememagazine.com/carlos-oliva-celebrara-cinco-decadas-al-frente-de-los-sobrinos-del-juez/
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Carlos Oliva, nascido em Cuba, na cidade de Sancti Spiritus, iniciou a sua carreira no trio Los Juglares, com os irmãos Carlos e Rafael Orizondo. Depois de chegar em Miami em 1961, ele ocupou vários cargos, até conhecer o compositor Julio Gutiérrez, que o convidou para participar de sua orquestra em Nova York. 
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Curiosamente, aqui no Brasil eles ficaram conhecidos como apenas "Carlos Oliva e Los Sobrinos", mas no mundo, principalmente nos países latinos, são até hoje chamados de: Carlos Oliva Y Los Sobrinos Del Juez. 
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Carlos Oliva atualmente 

Sempre lançando coletâneas de dance music, a dedicada Paradoxx Music sabia falar a língua do jovem nos anos 90


5. WHIGFIELD - "SEXY EYES"
(A. Pignagnoli, D. Riva, A. Gordon, P. Sears) 

A loira, jovem e belíssima Sannie Charlotte Carlson fez parte da vida de milhares de adolescentes dos anos 90, não é verdade? Eu mesmo, fui um deles e vibrei muito quando pude comparecer numa apresentação sua, em 1998.
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Após os êxitos de "Saturday Night", "Another Day" e "Think Of You", foi a vez de "Sexy Eyes", o 4º single de seu álbum de estréia (Whigfield, 1995) encantar jovens de todo o Brasil. 
Os vocais para este single? São os mesmos dos hits anteriores! Eu reforço que são os mesmos pois em muitos projetos de dance music eles podiam variar, como em Corona, Randy Bush, Fourteen 14, Masterboy, New System, entre outros.
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Embora o projeto Whigfield fosse italiano, tinha também a presença de outros personagens que representavam outros países europeus. Estou falando da modelo dinamarquesa Sannie Charlotte Carlson (11 de abril de 1971) e da talentosa vocalista inglesa Annerley Emma Gordon (12 de abril de 1967), que sempre foi a cantora de estúdio do Whigfield.
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Repito: Sannie Carlson, a loirinha bonitinha, só foi a modelo do projeto e os créditos vocais são totalmente de Annerley Gordon. 
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Annerley Gordon é uma das rainhas do Eurodance. Um site especialista em eurodance que não cita seus créditos no Whigfield, não merece crédito algum. 

Do mais, "Sexy Eyes" é até hoje um dos maiores sucessos do Whigfield e só deixou esta coletânea ainda mais incrível. 

Curiosidade: Nos demais países do mundo, esta canção se destacou exclusivamente em 1996, sendo que no Brasil estourou bem antes, em meados de 1995 (em setembro / 95 já estava no topo das mais pedidas e tocadas).
Na parte impressa do CD, LP e K7 de "TV Dance", o nome do projeto Whigfield está escrito erroneamente: WHHIGFIELD. A Paradoxx Music dava estas "mancadas" às vezes, e errava na escrita dos nomes de seus mais importantes artistas.

Fique agora com o vídeo oficial da música, performado pela linda e meiga modelo Sannie Carlson (nessa época, todos nós acreditávamos que ela era a verdadeira cantora, mas a realidade não era bem essa, infelizmente):
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FAIXA 05
Video Oficial de Whigfield / Sexy Eyes (1995)


Video mais atual, gravado em Total Dance Fesztivál (2018)

Em relação ao vídeo acima, de 2018, reparem que os vocais foram regravados recentemente pela modelo. Agora sim, ela está cantando de verdade as músicas do Whigfield, embora que, na maioria das vezes, é a música sendo tocada de fundo e com o playback na sua maior parte. 
Nestes "lives" mais atuais do Whigfield, podemos constatar que as vozes de agora são totalmente diferentes das vozes gravadas nos estúdios, incluindo o sotaque, que é intensamente acentuado.
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Algumas pessoas podem dizer: "Ah, mas a voz muda muito com o passar dos anos"
Sim, é verdade, mas é impossível mudar tanto assim, com 100% de inconformidade como está neste e nos outros recentes vídeos da artista. Se era para mudar no decorrer dos anos, deveria ter ocorrido o mesmo com a releitura de 2007, quando Annerley Gordon também fez uma versão para "Sexy Eyes" (no álbum "All In One"). Neste caso, não encontramos estas diferenças gritantes. Por que? Alguém consegue explicar isso, então? Comparem a essência vocal, o sotaque, o timbre característico e imutável, continuam todos lá. Diferentes das versões regravadas por Sannie.

Sobre os vocais de Annerley Gordon, em 2007, para esta versão do hit:
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Whigfield / Sexy Eyes (2007)
 Depois de 12 anos da versão original, foi lançada esta versão bacana em 2007. Vocalmente quase nada mudou, pois era a mesma vocalista da primeira versão... Já Sannie Carlson, regravando recentemente com sua voz real, mudou tudo, colocando toda a estrutura vocal ao ralo, rs.

Lembrando que não quero intrigas com nenhum fã do Whigfield, apenas quero seguir transmitindo a verdade, tão escondida e ocultada nos anos 90. E digo mais: Eu também sou fã do projeto (até hoje), mas me considero um fã resolvido, que conseguiu aceitar a verdade. 

24 anos depois do sucesso de "Sexy Eyes", Sannie Carlson continua se apresentando como Whigfield em alguns festivais europeus de Dance dos anos 90. Ela também tem lançado novos trabalhos sob o nome de Sannie (cantando com sua voz real). 
Segundo informações obtidas, Sannie não pode mais utilizar o nome de "Whigfield" em seus lançamentos atuais, apenas quando se refere à estes festivais dos anos 90, onde ela performa os hits antigos em que formou uma parceria com seu ex-produtor e ex-marido: Larry Pignagnolli
Sim, ela chegou a se casar com seu produtor, mas o relacionamento acabou. Junto com o casamento, acabou também o direito de utilizar o nome de "Whigfield" para seus novos trabalhos. Ou seja, aparentemente a união não acabou da maneira mais amigável...
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Já a inglesinha Annerley Gordon, gravou muitas músicas depois de "Sexy Eyes", inclusive para outros diversos projetos. Em 1998, ela também se lançou como Ann Lee e fez muito sucesso com "2 Times", grande hit por aqui em 1999.
A brilhante artista voltou recentemente aos estúdios, depois de um longo período afastada. No final de 2018, ela foi registrada num estúdio gravando com In-Grid (lembra de "Tu Es Foutu"?), mas como a foto foi apagada depois de algumas semanas, podemos supor que este dueto possa ter sido cancelado. Mas os fãs não precisam ficar desolados...

Recentemente, Annerley Gordon foi fotografada também com o lendário Ken Laszlo. Eles já trabalharam juntos outras vezes, e tudo indica que vem mais novidades deles novamente.
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Annerley Gordon e In-grid, em foto publicada em novembro de 2018 com o anúncio de "em breve". Essa postagem esteve disponível no facebook oficial de In-Grid, mas foi apagada depois de algumas semanas...

Quanto aos seus shows e apresentações ao vivo, sempre estiveram a todo vapor, principalmente na Itália. Annerley é uma cantora nata, que sempre está com o microfone em mãos. Não podemos deixar de citar que ela também é uma compositora profissional, inclusive, "Sexy Eyes" tem sua colaboração na letra. 
Resumindo: Annerley Gordon cantou todas as músicas de Whigfield e escreveu a sua grande maioria. Uma artista realmente completa!!
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Enfim, "Sexy Eyes" marcou demais! Bons tempos dos colegiais, gincanas nas escolas, primeiras baladas, matinês, namoricos... É uma música que fazia você cantar e dançar nas pistas, sem mencionar no seu contagiante teor pop, surgido antes mesmo de Britney Spears e Spice Girls... Sem dúvidas, é uma dance music de qualidade e a cara dos anos 90!
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Leia mais sobre Annerley Gordon, clicando aqui.
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Annerley Gordon (a voz em "Sexy Eyes"), aos seus 51 anos de idade em foto de março / 2019, com Ken Laszlo 



6. MINIE MINE - "DUB I DUB"
(Suzanne, E. Pernille George)

Capa do single original da dupla Me & My

Infelizmente, nenhuma informação sobre esta faixa e suas vocalistas estão disponíveis em canto algum. Trata-se de uma versão cover para o hit "Dub I Dub" das garotas dinamarquesas do Me & My, que pertenciam ao cast da gravadora EMI. 

Como a Paradoxx Music não podia lançar a versão original em suas compilações, logo buscou um cover deste grande sucesso para adicionar em seus lançamentos. O cover? Está intitulado como Minie Mine, e na minha opinião, é bem melhor que a sua original, que sempre gostei bastante também.
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Me & My: Em imagem de divulgação de seu álbum (1995)
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Os vocais desta faixa são bem convincentes e a instrumental parece até mais empolgante que a sua versão original. Percebe-se também alguns elementos mais harmoniosos que na versão do Me & My, sem querer desmerecer o hit da dupla dinamarquesa, é lógico.

Talvez, esta minha preferência se justifica pela quantidade de vezes que ouvi a faixa, me acostumando muito à ela. Como eu disse, a EMI representava o Me & My e a gravadora nunca foi especialista em lançar coletâneas de dance music por aqui, então, demorou muito para que eu encontrasse a versão original. Enquanto eu não encontrava o álbum das garotas, eu ficava ouvindo a versão cover mesmo, que repito: é muito boa.
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Até então, eu não sabia a origem desta versão, mas imaginei que poderia ser um lançamento da italiana S.A.I.F.A.M., que nos anos 90 também criou a sua versão alternativa para "Barbie Girl" do Aqua (Savanah), "Into The Night" do Ondina (Sheila), entre outros diversos covers.

Dito e feito! 
Depois de tanto pesquisar, descobri que a S.A.I.F.A.M. criou esta versão cover em 1995, sob o nome de The Twins "Dub I Dub". 
Ou seja, a Paradoxx Music adquiriu os direitos da faixa e trocou o nome do projeto por Minie Mine. Por isso, se você procurar por informações sobre o "Minie Mine", achará estes dados apenas em sites brasileiros. Mais uma gambiarra entre muitas da "safadinha" Paradoxx, rs.
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THE TWINS - "DUB I DUB"
Esta é a mesma cover presente no CD "TV DANCE". Provavelmente a Paradoxx Music alterou o nome do projeto ("Minie Mine") para se assemelhar com a pronúncia do nome original ("Me & My").

Minie Mine - "Dub I Dub" é sem dúvidas, mais uma faixa imperdível da coletânea "TV Dance", além também de ser uma música super rara (não conheço nenhuma outra coletânea que a tenha em seu repertório)!!
Ouça agora o cover do Minie Mine, para o sucesso de "Dub I Dub":
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FAIXA 06

Além de assistir ao vídeo "Santa Maria" (em primeira mão), você ainda podia ouvir as demais faixas no seu PC. 
Isso na época, era coisa de outro mundo, hahaha





7. ANDREW SIXTY - "DIANA"
(Paul Anka)

Essa é a capa do álbum "Let's Make Love" do Andrew Sixty, já que "Diana" não saiu em single físico.

"Diana" é mais uma regravação do Andrew Sixty, projeto italiano que trazia o vocalista Andrea Alberghi e que era especialista em regravar vários sucessos dos anos 60. Sacou a inspiração para o nome do projeto? Era uma junção do nome do vocalista com os clássicos da década sessentista.
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A música "Diana", assim como a anterior "Oh! Carol", também fez sucesso e se tornou numa faixa bem conhecida entre os fãs brasileiros de eurodance, entrando também em várias coletâneas de 1995, como é o caso desta em questão.
Trata-se de uma faixa "inédita" que saiu no re-lançamento do álbum do projeto. Como o álbum de 1994 foi muito bem sucedido, a Paradoxx Music trouxe para o Brasil esta nova edição, que continha uma capa diferente (a imagem acima) e também novas músicas adicionadas ("Diana", sendo uma destas surpresas).
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O vocalista Andrea Alberghi já esteve no Brasil se apresentando em alguns programas de TV e club's durante o ano de 1995, e atraiu bastante fãs por onde se apresentava.
Não sou o único admirador do talento vocal de Andrea Alberghi. O amigo DJ Junior Matias, que também é fã de eurodance, até chegou a trocar algumas palavras com o cantor recentemente:

"Pra galera 90tista!
Apresento à vocês Andrea Alberghi, cantor e voz do grupo Eurodance ANDREW SIXTY, na qual tive a honra de bater um papo com ele no final do ano passado pelo messenger, relembrando histórias de sua passagem pelo Brasil. 
Uma pessoa atenciosa e muito educada.
Atualmente ainda canta é claro e reside na paradisíaca ilha Lanzarote no arquipélago das Canárias- Espanha.

Obrigado Andrea Alberghi!"
-DJ JUNIOR MATIAS





"O SUCESSO FICOU NAQUELES TEMPOS....AGORA EU CANTO PARA MIM MESMO...E ESTOU MUITO FELIZ"
-Andrea Alberghi (Andrew Sixty)


Andrea Alberghi, o vocalista do Andrew Sixty cantando em 2016

Andrew Sixty no Brasil, em 1995
Belos tempos!!!!

O sucesso da passagem do Andrew Sixty no Brasil, em 1995 (Revista DJ Sound)

Após 24 anos do sucesso de "Diana", Andrea Alberghi continua cantando e participando de diversos shows e duetos. Ah, ele segue sendo um grande fã das músicas dos anos 60, é claro!
Elvis Presley é até hoje, um de seus maiores ídolos. Ele também se encontra casado, desde 1996.

Como não existe um clipe oficial para Andrew Sixty "Diana", adiciono então à esta publicação um simples vídeo contendo apenas a música, inclusa na nossa amada coletânea: "TV Dance":
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FAIXA 07



8. PLAYAHITTY - "1-2-3! (Train With Me)"
(E. Asti, S. Carrara, F. Pini)

Essa track é mais uma música inesquecível desta fantástica coletânea!!! Uma lindíssima voz, batidas aceleradas e o velho e bom apito da Maria Fumaça!!! Imagina a emoção que foi ouvir isso nas pistas de dança, em pleno 1995?
A história do projeto Playahitty começou no ano anterior (1994), pois eles já haviam feito o maior sucesso com o mega-hit "The Summer Is Magic", e em 1995, eles voltaram com este novo petardo intitulado de "1-2-3 (Train With Me)", aqui na coletânea apenas resumidamente de "1,2,3".
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Embora nos dois clipes tinham outras mulheres interpretando, era na verdade a voz da vocalista italiana Giovanna Bersola (Jenny B) que se manifestava nestes saudosos singles. Aliás, é dela também a voz em "The Rhythm Of The Night" do Corona, "Take Me To Heaven" do Nevada, "You And I" do J.K. e "Lady Dont Cry" do Red Velvet, entre outras porções de projetos de eurodance. Ou seja, a mulher arrebentava com seu vozeirão e praticamente todas as suas músicas acabavam virando hits mundiais.

Você pode ler mais sobre a farsa do Corona, clicando aqui.

Uma das vocalistas mais importantes e requisitadas da história do Eurodance. 
Giovanna Bersola é a verdadeira vocalista também do hit "The Rhythm Of The Night", do Corona. A brasileira Olga de Souza foi apenas uma modelo, que até os dias atuais, tem a cara de pau de dizer que gravou com a sua voz.


A TRAJETÓRIA DO PLAYAHITTY
O Playahitty foi um projeto italiano que esteve ativo entre os anos de 1994 e 1998, e foi produzido por Emanuele Asti.
O nome do projeto deriva da união da palavra espanhola "playa" (praia) e "hit" (sucesso), projetada para assumir o significado de "sucesso de praia" ou "hit do verão". "Hit" transformou-se em "hitty", então ficamos com o título de Playahitty.
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A modelo que apareceu nas primeiras imagens do Playahitty, segundo algumas informações, se chama Marion Zhapa e ganhou o título de Miss Guiana em 1991, mas sua identidade ainda não é totalmente clara. Já no vídeo de "1-2-3 (Train With Me)" quem aparece é uma outra modelo, chamada de Fellini, que também chegou a fazer algumas performances, alternando com a Marion Zhapa. Os fãs do projeto acho que não entendiam nada no início, pois deviam pensar: Qual das duas é a dona da voz, afinal?? 

O PARADEIRO DAS MODELOS:
Não se sabe o que Fellini anda fazendo e como está atualmente. Como fingir ao público não é uma atitude muito digna, é compreensível o sumiço da moça. 
Já a ousadíssima Marion Zhapa reapareceu no Playahitty dublando "The Summer Is Magic", numa apresentação de 2016.
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Apesar de ser uma boa revista, a DJ Sound pecava muito em algumas informações. Marion Zhapa foi apenas uma das modelos do Playahitty. 
A vocalista desta deliciosa canção era a excepcional Jenny B.

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24 anos após o lançamento de Playahitty "1,2,3 (Train With Me)", Emanuele Asti continua ainda no ramo musical. Em 2016, ele fez uma nova versão para o hit do Ondina "Into The Night", uma música do ano de 1996 e produzida originalmente por John Oakfield, que - curiosamente - foi totalmente inspirada no estilo de Emanuele Asti em The Summer Is Magic (Playahitty). A própria fonte de inspiração para "Into The Night" resolveu atualizar o hit, mas na minha opinião, ficou bem ruim e decepcionante.
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Esta sua nova versão para Ondina se chama Herplay feat. Limmona - "Into The Night", e recentemente, eu perguntei ao produtor se os vocais permaneciam os mesmos, aí ele respondeu que os vocais originais de "Ondina" foram mantidos, que apenas foram acrescentados alguns efeitos sobre eles.
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-Vocais originais do Ondina são de Jenny Brusk, apenas enrijecendo a postagem.
Leia mais aqui sobre o Ondina e sua misteriosa vocalista.
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Voltando ao produtor do Playahitty, esta é a página de Emanuele Asti no Facebook, onde ele posta suas novidades e lançamentos:

O Playahitty teve ao todo estes lançamentos:
1994 - "The Summer is Magic"
1995 - "1-2-3! (Train with Me)"
1996 - "I Love the Sun"
1997 - "Another Holiday"
1998 - "The Man I Never Had"
2008 - "The Summer is Magic 2008"

Giovanna Bersola (Jenny B)

Já a vocalista, Giovanna Bersola (20 de julho de 1972), nasceu em Catania, na Sicília, e é filha de mãe siciliana e pai senegalês. No Playahitty, ela apenas cantou "The Summer Is Magic" e "1,2,3 (Train With Me)", já nas demais músicas do projeto, são outras vocalistas.
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Devido ao seu grande talento e linda voz, em 2000, ela ganhou o prêmio de melhor vocalista feminina e o prêmio de imprensa e crítica no festival San Remo. 


Já em 2012, Jenny B se apresentou numa parceria com Rudeejay, num show da Radio Stop Festival (Marina di Cecina) cantando pela primeira vez ao público, os hits do Corona e Playahitty. 
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Em 2013, ela ganhou outro prêmio "Coltellino s'Oro".
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Depois de uma mudança para Nova York, onde se apresentou com uma variedade de jazz e funk, Jenny deu uma pausa em sua carreira como cantora para viajar pelas ilhas do Pacífico. Em 2015, o músico Trevor Thwaites ouviu falar a seu respeito e levou-a de volta aos holofotes com apresentações no Auckland Jazz & Blues Club.
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Em 2017, Jenny B iniciou um novo negócio para ajudar artistas a melhorar sua apresentação e presença em palcos, também ministrando aulas para pessoas que desejam se tornar grandes artistas.
Atualmente, ela segue cantando e se empenhando muito à música, mas infelizmente não se dedica muito no ramo da Dance Music, como fazia nos anos 90. Ela se aventura mais em outros gêneros, como o pop e o jazz, inclusive, cantando também em italiano. 
Uma grande voz do eurodance, se não, a maior e mais respeitada de todas!
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Após 24 anos do lançamento de "1,2,3 (Train With Me)", Jenny B está de volta aos estúdios gravando novos trabalhos, conforme suas atualizações em redes sociais:
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Jenny B, com atualmente 46 anos de idade, publicou esta foto em que está num estúdio de gravação, no dia 26/03/19, com a seguinte legenda: "New Recordings Session"

Não deixe de rever o vídeo oficial do Playahitty para o sucesso "1,2,3 (Train With Me)", que é a faixa nº 8 do CD "TV Dance":
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FAIXA 08



9. BETTY BLUE - "NO MORE I LOVE YOU'S"
(Huges, Freeman)

No ano de 1995 tivemos inúmeros hits internacionais, não sendo necessariamente do gênero eurodance. Também foi lançado muito conteúdo de pop, rock e R&B que foram super bem nos charts mundiais. 
De olho nestes hits de outros estilos, os principais estúdios de dance music da Europa investiram muito nas versões "dance" destes sucessos. 
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Annie Lennox (25 de dezembro de 1954), ex-vocalista do Eurythmics, lançou a sua música pop romântica "No More I Love You's" em 1995, e logo se tornou num grande êxito daquele ano, inclusive, a tal foi adicionada também na trilha sonora da novela global "A Próxima Vítima". 
Logo então, surgiram várias regravações "dance" para esta música, mas a que mais se tornou popular, na minha opinião, foi esta do projeto italiano Betty Blue.
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A versão de Betty Blue para "No More I Love You's" trata-se de um ragga, e traz os belos vocais da cantora italiana Maria Beatrice Baccarini, que também já gravou algumas músicas italianas como "Come un Giorno Che Rinasce" (1993).
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Beatrice Baccarini

Mais conhecida como "Beatrice", ela também foi a cantora de estúdio em diversos projetos de "dance", como Ben 8 DJ Team "You Don't Love Me", Green Planet "Around My Life", Beatrice "Shakin' My Heart", Nina "Dance The Night Away" (não confundir com a cantora alemã Nina de "The Reason Is You"), Candice Starr "Sing It to You", entre outros. 
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Beatrice Baccarini

Além de "No More I Love You's", o projeto Betty Blue também lançou outros singles, como "I Feel The Passion", "Eyes Without A Face", "Dont Cry For Me Argentina" e "Don't Speak", mas nestes dois últimos, parece se tratar de uma outra vocalista pois os vocais estão diferentes.
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"No More I Love You's" é uma produção de Redsoul Music Team, lançada pelo selo italiano Blanco & Nero. A voz da vocalista lembra um pouco também a voz de Anat (Anat Segal), projeto que tem os hits "Without You" e "I'll Give You My Heart".
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Beatrice Baccarini em registros mais recentes

Beatrice Baccarini é natural de Ravena, na Itália, e ainda mora na cidade até os dias atuais.

Provavelmente não deve existir um clipe oficial para Betty Blue "No More I Love You's", então segue um vídeo contendo apenas a canção, um ragga suave e classudo, na potente e agradável voz de Beatrice Baccarini. Mate saudades agora, na nossa companhia, desta interessante versão:


FAIXA 09




10. EAST SIDE BEAT FEAT. MAX - "BACK FOR GOOD"
(G. Barlow)

Assim como a faixa anterior (Betty Blue "No More I Love You's"), esta é mais uma versão "dance" de um sucesso pop do ano de 1995, que consequentemente acabou conquistando também o seu espaço nas rádios e pistas de dança. A canção original foi gravada pela boyband Take That e escrita pelo seu integrante britânico: Gary Barlow. 
Sobre esta versão do East Side Beat, a faixa esteve presente também na coletânea "As Sete Melhores Vol. 4", que coincidentemente, também apresentava uma faixa em mixed mode (Roman Photo - "Sounds Of Summer").
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Mas, pasmem! Este projeto aqui, nada tem a ver com aquele outro que lançou sucessos, como "Ride Like The Wind" (1991) e "So Good" (1994). Eu sempre achei que seriam os mesmos responsáveis, por apresentarem um mesmo nome ("East Side Beat"), mas é apenas um outro projeto e não tem nenhuma relação com Carl Fanini, o vocalista dos hits citados.
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O próprio Carl Fanini me informou que não é a sua voz em "Back For Good", mas, desconfiado, achei que ele não queria assumir os seus vocais nesta produção. Foi aí que resolvi averiguar, e realmente, os produtores aqui são totalmente outros. Por anos, achei que fosse um single produzido pelo mesmo time que produziu "Ride Like The Wind", mas o eurodance (sempre sendo surpreendente), mais uma vez me enganou!


Roberto Guiotto, ele criou os arranjos em "Back For Good"

"Back For Good" do East Side Beat Feat. Max contem a produção dos desconhecidos Sandy Dian, Roberto Guiotto, Francesco Vaccari e C.Causin, e o selo aqui é Team Records / Media Records.
O vocalista? É um tal de Max, que também cantou o segundo (e último) single do projeto, "I Want To Know What Love Is", uma regravação agora da banda oitentista Foreigner, também lançada em 1995, mas que, diferentemente de "Back For Good", não fez nenhum sucesso no Brasil.
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Destaque na coluna "Dance Floor", da Revista DJ Sound, Dez/95

Como em muitos casos já vistos, o website Discogs se equivoca também na identidade deste vocalista. A página informa que o cantor é um tal de Max Cortina, mas este é um italiano de Veneza que mora atualmente nos EUA e que nunca foi cantor, apenas sendo um fã de músicas de eurodance. Então, resolvi ir a fundo em descobrir quem realmente é o dono da voz em "Back For Good".

Tomei uma ação e perguntei à Roberto Guiotto, um dos caras que ajudou a criar os arranjos para a tal música, que prontamente informou-me que o verdadeiro vocalista é o italiano Max Senzioni.


Max Senzioni, aqui com outro codinome: Maxen

Max Senzioni é um cantor profissional que já gravou diversas canções durante a sua longa carreira na música italiana. "Back For Good" é apenas um entre seus inúmeros trabalhos. Ele me disse que, infelizmente, apenas cantou em "Back For Good" e que seria bom se fosse também o produtor da faixa (querendo dizer que, quem lucra mais nesses projetos é o produtor).



O LEGADO DE MAX SENZIONI
"Max", além de cantor é também compositor e guitarrista. Ele nasceu em Milão, na Itália, e desde muito jovem começou a profissão de músico, atuando por 7 anos como cantor e guitarrista num clube, em sua cidade natal. Além disso, ele também interpretava inúmeros jingles publicitários para várias empresas, como exemplo a Coca Cola, a Peugeot, etc.

Depois, Max Senzioni passou a ser vocalista de inúmeras bandas, projetos e orquestras, e sempre esteve em numerosas aparições na televisão. Após gravar em 1995 as releituras para "Back For Good" (Take That) e "I Want To Know What Love Is" (Foreigner), ele foi um cantor solo numa orquestra, transmitido pelo Canal 5, em 1996.

Os seus trabalhos musicais, no geral, figuram mais no segmento folk / country / rock, sendo que, de todas as suas músicas gravadas, apenas "Back For Good" e "I Want To Know What Love Is" são de eurodance.
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E 24 anos após trabalhar com East Side Beat, Max Senzioni continua ainda com todo o gás, cantando e se apresentando por toda a Itália. 
Ele ainda mora em Milão e neste momento está apresentando a sua turnê "One Man Live Unplugged". 
Max também tenta manter as suas redes sociais atualizadas, sempre divulgando seus vídeos, agendas de shows e outros registros de suas performances.

Veja alguns vídeos do cantor:
Max Senzioni é muito fã dos Beatles, Queen, AC/DC, entre outros astros do Rock. Aqui ele canta Beatles na TV italiana, pena que o áudio está muito comprometido (volume baixo). 

Neste ano de 2019, ele lamentou a morte de Mark Hollis, o vocalista do Talk Talk: 
"Fez parte da minha juventude, onde durante muito tempo eu cantei e toquei as suas músicas. 
Tenha uma boa viagem, Mark...!"


Max Senzioni canta o clássico do rock "We Are The Champions"


Em seu show mais atual "One Man Live Unplugged" (2019)

Max Senzioni atualmente

Sem dúvidas, Max Senzioni é mais um grande artista que deu voz à uma baita coletânea, que é "TV Dance"!
Ouça aqui, esta sua versão dance para "Back For Good", presente neste fascinante lançamento de 1995:


FAIXA 10



11. A.D.A.M. FEAT. AMY - "ZOMBIE"
(O'Riordan)

Esta é outra paulada que tocou muito nas FM's e pistas de dança do Brasil todo!! Que faixa vibrante e espetacular!! 
Trata-se de mais uma versão "dance" que fez muito sucesso, sendo uma regravação da banda The Cranberries, famosa por ser uma banda irlandesa de rock / pop de grande qualidade, e que teve, infelizmente, a sua talentosíssima vocalista Dolores O'Riordan falecida no início de 2018. Descanse em paz, Dolores!
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Bem, essa música foi escrita pela Dolores O'Riordan e acredito que os italianos do A.D.A.M. fizeram um excelente trabalho aqui. Eu considero esta faixa "dance" uma excelente versão, pois ganhou vários admiradores e fez com que, nós, buscássemos mais informações sobre outros títulos dos The Cranberries. Mas infelizmente, nessa época muitas pessoas desaprovaram e criticaram esta versão também... Entenda o porquê:
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O PROJETO A.D.A.M FOI INFELIZ?
Aqui no Brasil todo mundo amou a faixa, tocava direto nas rádios, discotecas, playcenter, e tudo certo. Mas na Europa, estava claro que uma versão "dance" para essa música estava longe de ser apropriada. Passou uma impressão de que os produtores estavam se divertindo com uma música sobre crianças assassinadas (!). 
Sim, a letra não tem nada de alegre e Dolores O'Riordan a escreveu em resposta à morte de dois meninos que foram mortos em um bombardeio politicamente motivado pelo grupo armado IRA (Exército Republicano Irlandês), em 20 de março de 1993, na cidade de Warrington, na Inglaterra. 
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Além das mortes das crianças, o ataque terrorista ainda deixou mais de 50 pessoas feridas. A própria vocalista já disse que essa é a música mais pesada que eles já haviam feito, então, realmente é estranho colocar uma galera para dançar ao som de uma música com uma mensagem tão séria e triste. Isso ainda consegue piorar, se você assistir ao video da canção, que nos mostra uma modelo "gostosona" sensualizando o tempo todo num lava-car (???). Ou seja, bem compreensível esta enxurradas de críticas que recebeu.

Venha para o meu lava-car...

Mesmo com a polêmica, esta versão "dance" foi muito bem nas paradas, alcançando o número 5 na Austrália, enquanto a original alcançou o número 1 por 8 semanas. A banda The Cranberries, que possuía os direitos autorais, também deve ter permitido essa versão e com certeza recolheu parte dos lucros. Se eles não se importaram muito com a versão "feliz" para a sua música "triste", então segue o baile...
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Apesar de tudo, eu ainda tenho um carinho especial por esta versão feita pelos italianos, pois a primeira vez que ouvi "Zombie", foi através desta produção. Só depois de uns dois anos que fui conhecer a música original. Acredito que este projeto construiu uma bela ponte, e nela atravessei para conhecer mais sobre Dolores O'Riordan e seus outros belíssimos trabalhos. Ou seja, foi praticamente a dance version que me apresentou à banda The Cranberries... então, como eu poderia agora desaprová-los? 
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E se você não conhece The Cranberries, sugiro que ouça aos seus singles "Animal Instinct", "Free To Decide", "Ode To My Family", "Linger", "Dreams", entre outros. Com a morte de Dolores, a banda encerrou recentemente as suas atividades, mas vale muito a pena conhecer o seu legado de belas músicas. Aliás, ouvir rock é sempre muito bom! ;)
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OS PRODUTORES E SEUS ENVOLVIDOS
Sobre a polêmica versão "dance", temos quatro produtores italianos que trabalharam e lançaram "Zombie", em 1995. São eles, Andrea Morando, Davide Gaddia, Angelo De Robertis e Maurinaz, que juntando suas iniciais, formam o nome deste projeto italiano de eurodance.


E devido ao grande sucesso de "Zombie", eles voltaram a produzir mais dois novos trabalhos para o projeto A.D.A.M., sendo um deles o single "Memories And Dreams" (1995) e "Nothing Sacred" (1996), que não chamaram muito a atenção dos DJs e do público na época, o que é uma pena.


A VOCALISTA

Apesar do single creditar uma tal de Amy, o nome real da cantora é Melody Castellari, uma cantora de estúdio que gravou muitas músicas de eurodance, e que você possivelmente já deve ter ouvido, como exemplo "Remember" (Surama K.) e "Dancing in the Night" (Connie Nice). 
Como em (quase) todos os outros projetos de eurodance, Melody Castellari nunca aparecia em cena, mas sim alguma modelo contratada apenas para dublar a sua voz. A brasileira Surama de Castro (Surama K.) foi uma destas modelos que fez muito isso, dublava a artista em suas apresentações. Aquela voz radiante em "Remember" nunca foi da nossa brasileira (natural do Maranhão), mas sim da talentosa italiana Melody Castellari.

A modelo que fingia ser a verdadeira vocalista em "Zombie"

Já a modelo que apareceu dublando aqui em "Zombie" é a italiana Sissi Zosi, natural de Roma. Além de aparecer no vídeo oficial, ela também participou de algumas performances do A.D.A.M, como esta:

Sissi Zosi: linda, mas péssima dubladora

Em "Zombie", Melody Castellari concede ao projeto um super vocal, este sendo um dos grandes responsáveis pela consagração da música. Sua voz potente dá um brilho especial e um vigor para a canção, que sem ela, duvido que faria tanto sucesso como fez. 
Apesar de não precisar, seu vocal também está com alguns efeitos, dando um certo tom futurístico e moderno para esta poderosa faixa (considerando aquela época).

Com certeza foi uma das minhas músicas favoritas no finalzinho de 1995, e nesta época, não havia quem não se entregasse à este intenso e extasiado hit!!!
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Sobre os produtores do A.D.A.M., acredito que não estão mais produzindo pois não encontrei registros atuais dos mesmos, mas Melody Castellari continua cantando até hoje, 24 anos após o sucesso de "Zombie".
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MELODY CASTELLARI ONTEM E HOJE
Ela é atualmente cantora, compositora, produtora italiana, e está prestes a completar seus 44 anos de idade (seu aniversário é amanhã). 
Nascida em 10 de junho de 1975, em Bolonha (cidade que fica a 80km de Florença), ela herdou o talento de seus pais, que também vieram do meio artístico: Corrado Castellari e Norina Piras.

Melody Castellari: Ela era mais linda ainda nos anos 90 e 2000. Antes que alguém comece a questionar, ela não foi a imagem dos projetos de eurodance pois não estava ligada à estes, sendo que apenas realizou negócios profissionais. Por isso, os produtores se viam obrigados a recorrer às modelos quando estas músicas faziam sucesso.

Melody começou sua carreira nos anos 80 (quando criança), interpretando canções de desenhos animados. Aos 15 anos, ela começou a trabalhar como backing vocal e, além de trabalhar em sua carreira solo, também emprestou a sua voz para vários projetos de dance music. Infelizmente, como ocorre em quase todo este gênero, suas contribuições vocais foram em grande parte sem créditos e ela quase nunca aparecia publicamente. 
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Como compositora, Melody Castellari escreveu músicas para vários artistas italianos, como Fabrizio De André, Mina, Milva e Ornella Vanoni. Como artista solo, ela lançou um álbum chamado “Vorrei” no gênero pop (em 1998) e singles em vários gêneros. Em 2002, interpretou “Princesa Nefertari” no musical “Os Dez Mandamentos”. No dia 4 de agosto do mesmo ano, ela se apresentou em memória do Papa João Paulo II
Nos últimos anos, ela também começou a trabalhar como produtora, ao mesmo tempo em que continuou trabalhando como backing vocal de artistas italianos e internacionais.
Além de sua carreira solo (pop italiano) e de cantar eurodance para vários produtores, Melody Castellari também canta rock'n roll e tem também a sua própria banda, chamada Melody Squad.  Simplesmente, uma artista talentosa e de muito bom gosto!

Melody Squad - Closer
Assim como Clara Moroni, Max Senzioni, Andrea Alberghi, Jackie Bodimead, entre outros vocalistas de eurodance, Melody Castellari também se dedica ao Rock 

Melody Castellari improvisando um de seus maiores sucessos AO VIVO:
 "Dancing In The Night"

Sublime!


Melody Castellari atualmente


Você era apaixonado pela modelo que aparece no clipe e quer saber como ela está atualmente?

Eis ela...
Sissi Zosi em foto de 2017

Sissi Zosi em foto de 2016

Falando no clipe da música, aqui está "Zombie", na mesma versão que consta no CD "TV Dance" (inclusive, é também a mesma versão que tocava nas rádios). Vamos recordar?
FAIXA 11




12. SERENA - "RIDIN HIGH"
(Stock, Aitken)

"OH YEAHH!"
Quando eu disse que todas as faixas desta coletânea são boas, eu não estava brincando ou sendo irônico, em nenhum momento. É realmente música boa, atrás de música boa!
E esta é mais uma belíssima produção de 1995 que encantou muito, e ainda encanta, com seus belos vocais e uma produção bem "fofa", sendo harmoniosamente bem positiva e alegre.
Mas é uma pena que Serena "Ridin High" seja uma música muito nebulosa e pouco sabemos sobre a real identidade de sua vocalista.
Então fica difícil informar mais detalhes sobre a cantora, como quais outras musicas ela gravou, o que ela anda fazendo atualmente, se ela lançou álbuns com outros nomes, se "Serena" é seu nome verídico, entre outros. Fico triste por não ter conseguido estes dados, mas Deus é testemunha do quanto eu pesquisei sobre esta enigmática cantora...
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Por hora, posso dizer que não consegui ainda estas informações, mas eu não desisti, e creio que no momento certo, "Serena" irá aparecer. Se alguém estiver lendo isso e souber quem ela é, por favor, nos avise.  Fiquem à vontade também para "caçá-la" junto comigo!
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Bom, mas nestas tentativas frustradas de descobrir quem é esta garota, é lógico que acabei tomando conhecimento de algumas informações - antes desconhecidas por mim - e irei informá-los também, através desta publicação.
Sobre o sumiço da artista, ainda é um mistério muito grande. Talvez, um dos casos mais curiosos de toda a eurodance.
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O que eu consegui entender, é que algo saiu muito errado após o lançamento de "Ridin High", pois o single foi retirado das prateleiras no Reino Unido após ser entregue às lojas (junho de 1995). Há relatos de alguns fãs europeus que dizem sobre isso, mas ninguém sabe ao certo o que houve de fato, para isso ocorrer. Só sabe-se que ele foi retirado, assim que lançado.
É como se tivessem desistido do single após algum atrito ou desentendimento com alguém, ou como se algum indivíduo tivesse acionado a justiça, proibindo suas vendas. São apenas hipóteses, mas a verdade ainda desconhecida, certamente pode se encontrar nestes mesmos níveis proporcionais. Seria a moça do single, apenas uma modelo e a fraude veio à tona? 
Não dá para ter certeza, pois a Love This Records (fundada em 1994, pela dupla de produtores Mike Stock e Matt Aitken) não tinha este costume com seus artistas, exceto com Newton "Sky High", onde o loiro dublou a voz original de Des Dyer (nesta versão do Newton, apenas a instrumental é que estava modificada, já a voz era a mesma da antiga versão).
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Leia mais sobre o cantor Newton aqui.
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WHERES IS SERENA?
"Serena" simplesmente sumiu do mapa, parece que foi obrigada a se calar. A desaparecer! Se você fizer uma pesquisa, notará também que esta música fez muito mais sucesso no Brasil que em qualquer outro país do mundo, e na Europa, a sensação que fica é que o sucesso dela foi interrompido por alguma "força maior".
Com a retirada deste single do mercado, como os fãs alegam, fica mais claro ainda que algo sério realmente pode ter ocorrido.
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Fita K7 "TV Dance"


Revista DJ Sound noticiando o lançamento de "TV Dance", na edição de dezembro de 1995


Já a 2ª música de "Serena", publicada em 1996 (também pela Love This Records), é uma regravação e saiu apenas em poucas compilações. 
"Denis" (gravada originalmente na década de 70, pelo Blondie) parece que foi evitada de sair em single (aqui no Brasil, a track saiu na coletânea "Hot Nine Seven Vol. 4") e foi uma faixa que fracassou em todas as paradas (ou foi pouquíssima divulgada intencionalmente).
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Depois de "Denis", a cantora "Serena" nunca mais gravou nada. Pelo menos, não utilizando deste nome (ou pseudônimo).
Perguntei ao produtor Mike Stock, a respeito dela e seu nome real, que surpreendentemente me respondeu dizendo que foi bom trabalhar com ela, que é muito talentosa e natural de Surrey (próximo de Londres), mas não me disse seu nome verdadeiro. Tornei a lhe perguntar, mas me ignorou.
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Logo em seguida procurei pela cantora Nicki French no twitter, e fiz o mesmo questionamento à ela. Sempre simpática, ela me respondeu dizendo que se lembra sim da "Serena" (elas eram da mesma gravadora, em 1995), mas que perdeu o contato com ela no decorrer dos anos. Apenas achei estranho a Nicki informar, no final de seu tuíte, que "estava com medo". Será que ela estava proibida de dizer algo a respeito da "Serena"? 
Ou talvez "I'm afraid" tenha também um outro significado? Ou faz parte de algum dialeto novo? Não sei.

Falei também com Peter Day, engenheiro de som que trabalhou em "Ridin High", que respondeu: 
- "Oi, vou ter que pensar, já faz muito tempo !!!"

Já um dos assistentes, que também trabalhou nesta produção, Dean Murphy, disse: 
- "Oi Rikardo, eu não me lembro do sobrenome dela, mas Serena é seu verdadeiro primeiro nome. Eu só fiz esta faixa com ela. Atenciosamente, Dean".

Mas é difícil confiar 100% nestas pessoas. Acredito que "Serena" seja apenas o nome artístico, o nome do projeto. Quando os produtores querem esconder o jogo, eles não medem esforços para isso! Já vi no twitter o Mike Stock dizendo à um fã, que jamais iria revelá-lo sobre quem seria a vocalista do Les Deux "Since Yesterday". Achei que ele foi bem ingrato em sua resposta. 
Felizmente existem produtores muito bacanas, que já colaboraram comigo inclusive, mas tem alguns que dá vontade de voltar no tempo e nunca solicitar nada.
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Mas como me prolonguei nas pesquisas (foram uns 6 meses, até agora), consegui também mais algumas informações exclusivas sobre o "Serena". Para ser mais exato, consegui a sua biografia do ano de 1996, que tentarei traduzir logo abaixo:

A CANTORA (DO) "SERENA"
Ela é natural de Surrey (próximo de Londres), no Reino Unido e iniciou a sua carreira artística sendo dançarina. Sua família carrega no sangue o talento musical, então seu dom artístico não foi uma surpresa para seus familiares.
Ela estudou em 5 anos, todos os aspectos da dança clássica e moderna, no entanto, outro desejo veio, ironicamente agora ela queria cantar.
Após deixar a escola aos 16 anos, ela decidiu que uma profissão de cantora era onde estava o seu futuro.

A garota britânica começou a sua carreira como muitas outras vocalistas iniciam, sendo backing vocal, e então ela apoiou nomes notáveis como Ruby Gin, Gino Washington, entre outros.
Depois de 18 meses, sempre na estrada e realizando diversos shows, a jovem cantora resolveu que era hora de desenvolver seu dom de compositora, escrevendo então algumas canções.

Em 1993, ela aproveitou a sua experiência anterior de dançarina para atuar no ato de dança "Esperanto", (aparentemente ela escreveu, dançou e cantou as músicas deste "musical"). Este seu trabalho foi um grande sucesso, no entanto, ela ainda tinha ambições para se tornar numa artista totalmente solo.
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O primeiro grande passo para este seu objetivo, aconteceu quando a vocalista gravou uma fita demo para Mike Stock e Matt Aitken, que estavam inaugurando o selo Love This Records. Os dois produtores gostaram do que ouviram e decidiram assinar com a artista, e assim, em 1994, ela gravou com seus vocais a música "Ridin' Righ" (escrita pela dupla que a contratara) e sob o nome de "Serena".
"Ridin' High" teve enorme sucesso onde foi lançado e, embora nunca lançado no Reino Unido, atingiu a posição #8 no The British D.J. Chart  e permaneceu no Club TOP 40 por várias semanas.
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Durante uma visita promocional ao Japão, a cantora acabou conhecendo Steve Beaver, um dos executivos da Beaver Music (One Way Records), associada com a grande italiana S.A.I.F.A.M. 
A vocalista assinou contrato com eles e lançou então o seu novíssimo trabalho, desta vez sendo a regravação de "Ai No Corrida", sob o nome de "Lisa Milton". Você reconhece esta música, né?
Diferentemente do seu trabalho anterior ("Denis"), esta sua nova regravação agora saía em single (cd e vinil) e estava pronta para desbravar os charts.
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Bom, esta é a biografia oficial da cantora, e neste escrito também diz que seu nome real é "Lisa Milton". Preferi não citar o "seu nome" aqui, pois não sei se isso é verídico. Apenas sei que esta biografia foi disponibilizada pela Beaver Music, em 1996.
Chamei o produtor Fabio Serra, um dos grandes mestres da S.A.I.F.A.M. no messenger, que disse que o nome real dela é Lisa Milton, mas o pressionei e perguntei se ele tinha certeza disso, aí ele bambeou um pouco e ficou inseguro, dizendo que, como faz muito tempo, pode ser que ele não tenha certeza disso:

-"Oi Rikardo e desculpe pela resposta tardia, mas eu não tenho verificado fb mail por um tempo.
Quanto à sua pergunta, essa produção foi há muitos anos, mas eu ainda me lembro que a cantora foi ... Lisa Milton   
Ela era uma cantora britânica assinada com a Saifam por um tempo: eu me lembro dessa produção, mas eu não me lembro se eu produzi mais com ela"
tchau!"

-"mas foi algo como 22/23 anos atrás ... então quem sabe"
(quando questionei sobre seu nome ser realmente "Lisa Milton")

LISA MILTON - "AI NO CORRIDA" (1996)
Faixa que você encontra na coletânea "As Balas da Pan"

Além de nomes diferentes, agora temos também duas mulheres diferentes. Essa loira, para mim, não é a mesma mulher que estampa o single de Serena - "Ridin' High".
Já os vocais, são realmente os mesmos.
Quem está mentindo? A S.A.I.F.A.M ou Mike Stock productions??
É Lisa Milton ou Serena, seu nome real? Ou talvez, nenhum destes nomes??
A cantora seria uma espécie de Emy Berti, e grava para diversas Patrizias??
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É, apesar de algumas descobertas valiosas, ainda não cheguei no objetivo principal. Se alguém quiser tentar, fique à vontade!

Eistein: Um dos colaboradores do hit "Ridin' High"

Voltando em "Ridin' High", além do ótimo desempenho da vocalista, temos também a não menos importante participação do rapper Einstein, que já colaborou em outras produções de Mike Stock / Matt Aitken/ Waterman ("Roadblock"), além de ter trabalhado com Technotronic ("Take Me Up"), Snap! ("The Power' 96"), entre outros.
Sem dúvidas, a parte dele é muito especial na canção!

Tracy Shaw regravou "Ridin' High"

Outro fato intrigante, e que liga um possível desacordo entre a vocalista de "Ridin High" e seus produtores, é que, em apenas 3 anos após o lançamento de "Ridin' High", o hit acabou sendo regravado novamente. Mas desta vez, recebendo os vocais de uma outra cantora.
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Em 1998, a Mike Stock Music re-lançou esta música cantada agora pela atriz, modelo e cantora Tracy Shaw.
Reparem que na nova versão, excluíram totalmente a parte do rapper Einstein, mas aumentaram - em compensação - a letra em que a vocalista canta. Mas de que adianta, se a cantora é uma substituta? 
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Ah, e essa substituição pode ser apenas uma simples coincidência... Nada podemos afirmar com certeza! Talvez não houve "treta" nenhuma entre eles. Como diz a música, posso estar "voando alto" demais nas possíveis teorias...

Agora ouça esta versão de Tracy Shaw e reflita sobre:

Tracy Shaw - "Ridin' High" (1998)

Bom, agora se você é igual a mim e prefere a versão original, mesmo sendo totalmente obscura, misteriosa e provavelmente, cheia de segredos de produção, quase que uma "Lenda Urbana" do Eurodance, aperte o play abaixo e mate saudades desta encantadora canção. A linda faixa número 12, da perfeita coletânea "TV Dance":

FAIXA 12



13. TALEESA - "Burning Up"
(Trivellato, Sacchetto, Gubinelli)

Quando você encontrava uma compilação de eurodance com uma música da Taleesa, você logo já sabia que o CD tinha qualidade e sucesso, não é mesmo? Pois é! E aqui em "TV Dance", não poderia faltar uma track da sempre linda e talentosa Emanuela Gubinelli, mais conhecida como Taleesa no cenário eurodance!
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O nome dela valorizava os CDs de "dance", e se vc reparar, além desta grande vocalista italiana, em "TV Dance" ainda temos outros ícones já citados anteriormente, como Jenny B, Melody Castellari, Giada Masoni, Andrea Alberghi, Annerley Gordon...só feras! Verdadeiros hit-makers dos anos 90!! 
Tinha como esta coletânea fracassar e não agradar aos fãs da Dance Music? Jamais! Pois este é o segredo do sucesso em "TV Dance"! Souberam escolher excelentes "charolas" e focaram em artistas que realmente trabalhavam muito pelo gênero.
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A Taleesa, além de cantora, também era compositora de praticamente todos os seus hits (tirando as poucas regravações), e sempre estava participando de todos os processos produtivos de seus singles.

Taleesa

"Burning Up" não foge à regra. Apesar de ter sido produzida por Trivellato e Sacchetto, a vocalista estava lá no estúdio o tempo todo, dando idéias e acompanhando tudo. Inclusive, se você ouvir o single desta canção, lançado pela Time Records, verá que existe uma versão unplugged desta música. Outra idéia totalmente dela. Aliás, esta versão é linda demais!
Para saber mais a respeito de Taleesa, nascida em Matellica (Itália) em 19 de novembro de 1960, clique aqui.
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Lançado após o sucesso "Let Me Be", "Burning Up" seguiu a mesma fórmula do single anterior, sendo bem comercial, eletrizante e em ritmo de aeróbica. Vale relembrar também que a cantora passou a ser representada pela Paradoxx Music através deste single, já que seus primeiros trabalhos solos "I Found Luv" (1994) e "Let Me Be" (1995) foram distribuídos aqui pela Sony Music.

Taleesa, aos 35 anos (em 1995) cantando "Burning Up" na Espanha para uma grande público.


A VOZ CHEIA DE ATITUDE DE TALEESA
 "Burning Up" foi muito executada e é super conhecida até hoje. Os vocais da Emanuela estão grandiosos e dispensam comentários, ainda mais os meus, que são super suspeitos!
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A instrumental da música também está caprichadíssima, e uma das minhas partes favoritas é em 3'15" do vídeo abaixo. No minuto final, a Taleesa também dá um show, finalizando a música de maneira triunfal e com um tremendo vozeirão, parece até que ela não queria parar de cantar e tiveram que tirá-la à força do estúdio, hahaha. Ouça aos 4'19". 
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Apenas reforçando que a versão presente no vídeo abaixo é a extended mix, a mesma também em "TV Dance":

FAIXA 13


Após 24 anos do lançamento de "Burning Up", Taleesa se encontra ainda em atividades! Ela está atualmente com 58 anos de idade e realizando alguns shows, como nos festivais "Love The 90's" e "Yo Amo Los 90", em 2018. 
Ela adotou uma criança pequena, então se dedica bastante à ela, mas é confortante saber que a artista ainda está cantando suas obras musicais! E "Burning Up" é um destes clássicos que é a cara dessa eterna "bad girl"!!
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Infelizmente, Taleesa não anda gravando mais com a mesma frequência de antes, tendo a sua última gravação lançada em 2012, sob o nome de Voicebox "I Can Feel U". 

Taleesa em 2018

Nathalie Aarts (Soundlovers), Kim Lucas, Taleesa e Simone Jay em janeiro de 2019

Taleesa em maio de 2019, com Just Luis


BÔNUS TRACKS:
Estas foram as 12 faixas que estrelaram a coletânea "TV Dance", disponibilizada em CDs, LPs e K7s (o arquivo em multimídia, obviamente se encontra apenas no CD).

Mas no CD tem ainda mais duas faixas, apresentadas como "bônus tracks". Sendo elas:

- LOS LOCOS - "EL TIBURÓN"
- LARA P. - "LA SOLITUDINE"

Ou seja, se você optasse em comprar o CD, você tinha acesso a 15 faixas, e não apenas 12.
Provavelmente, a Paradoxx Music fez isso para incentivar seus consumidores a comprarem mais seus CDs, já que naquela época ainda existiam muitas pessoas que compravam suas coletâneas em "bolachões" ou "fitinhas".




LOS LOCOS - "EL TIBURÓN"
(Wilson, Zapata)

Muita gente dançou esta música, mas talvez não sabem destes dois fatos:

1º) Essa música é uma regravação de um sucesso de 1993;
2º) Os vocais são de dois cantores, mas que nunca apareceram frente ao Los Locos! 

Proyecto Uno - "El Tiburón"

Nada contra o projeto italiano Los Locos, mas eles nunca foram muito criativos como eu imaginava...
Não me entendam mal, apesar de gostar de algumas versões deles, a música "El Tiburón" é original do Proyecto Unoum grupo musical de New York e pioneiro em misturar Hip Hop, Latino urbano, Merengue, House, Soul e Rap


LOUCOS POR REGRAVAÇÕES
Com um visual que lembrava o grupo Los Del Rio, o Los Locos também gravou uma versão de "Macarena". Originalidade nunca foi o forte da dupla.

Em 1993, o Proyeto Uno lançou "El Tiburón" e fez muito sucesso em diversos países, mas de olho grande neste hit, a dupla Los Locos se aproximou querendo uma fatia deste bolo. Apenas dois anos depois do lançamento original, surgiu esta nova versão dos italianos.
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"El Tiburón" de 1995 é bem dançante, mais parecendo uma produção latina do pessoal do The Outhere Brothers. Gosto muito desta regravação e a considero mais uma excelente faixa da coletânea "TV Dance", mas se você olhar o histórico da dupla, notará que eles estão sempre copiando algo de alguém...
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Como a música "El Tiburón" do Proyeto Uno não foi divulgada aqui no Brasil, muitos brasileiros acham que a versão original é do Los Locos, mas é exatamente o contrário!
Até "Tic, Tic, Tac (Bate forte o tambor)" foi regravada por eles, faixa que se encontra na sequência "TV Dance Vol. 2".

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CONTRATANDO TALENTOS ALHEIOS
Mas o que me deixou aborrecido mesmo, é saber que o Los Locos contratava cantores profissionais para cantarem nos estúdios as suas músicas. Já na hora de performar nos palcos, TV e vídeos, eram os dois produtores que davam as caras, dublando seus sucessos (que na verdade, nem eram "seus").
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Roby "Borillo" Boribello (guitarra e baixo) e Paolo Franchetto (teclados) formaram o Los Locos no final de 1992 e são os produtores do projeto. Mas ao invés de contratarem modelos para dublar (que já é bizarro!) resolveram eles próprios fazer este trabalho!
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Os produtores corriam atrás de hits radiofônicos, como "Macarena", pagavam para um cantor profissional regravar, e depois iam se apresentar, como se a música fosse deles!
Não sei dizer se eles fizeram isso com todas as suas músicas, mas ouvindo algumas de suas produções, acredito que a sua maioria foi produzida neste mesmo conceito.
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Os vocais reais em "El Tiburón", na versão do Los Locos, são de F. Ponte e Willie Ortiz Berdecia, provavelmente pseudônimos desconhecidos de cantores de estúdio. Se você pesquisar sobre estes nomes, nada encontrará.
Não me aguentei e perguntei à Roby Borillo, na cara de pau, quem são estes artistas, mas ele foi mais cara de pau ainda. Disse que são dois cantores porto riquenhos, só não me informou seus nomes verdadeiros.
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Sobre "Tic, Tic Tac", se você prestar atenção irá perceber que nesta faixa são outras vozes diferentes, nada a ver com as que cantam em "El Tiburón". Aliás, esta versão é terrível! Ao menos "El Tiburón" é bem mais animada e marcou demais o finalzinho de 1995!!
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DEPOIS DE 24 ANOS
Neste ano de 2019, eles lançaram uma música cantada em português, chamada "Fica Tudo Bem", de origem brasileira.
Independente se hoje estão cantando as suas canções, ou não, isso já não nos faz mais diferença. Só pelo fato dos dois terem apelado para esta farsa (lip sync), com o maior hit deles ("El Tiburón") já perdem muito do nosso interesse. Se tornou até chato pesquisar e ler sobre Los Locos...


Esta foto é atual, quando a dupla esteve em abril / 2019 nos estúdios do Canal 5 para gravar uma atração

Como "El Tiburón" não ganhou um vídeo, então fiquemos agora com este registro, onde a dupla apresenta esta regravação num programa de TV, em 1995:
FAIXA 14
Los Locos: Vivem de regravações e dublam as vozes de outros. Só louco mesmo para curtir e "ficar tudo bem".






LARA P. - "LA SOLITUDINE"
(Laura Pausini)
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Para fechar um CD super dançante, nada melhor que uma baladinha romântica, um novo sucesso de uma italiana que está chegando por aí...Uma tal de Laura Pausini, já ouviram falar? 
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Pois é, mais de duas décadas se passaram e muita coisa aconteceu. A Laura Pausini construiu o seu grande legado, teve inúmeros álbuns lançados e conquistou o carinho e reconhecimento dos brasileiros.
Apesar de "La Solitudine" ser de 1993, apenas em 1995 que fez sucesso aqui no Brasil. Sem dúvidas, uma das músicas mais executadas durante aquele saudoso ano.
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Muito sucesso e reconhecimento com "La Solitudine"

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Mas se você acha que é a versão da Laura que está nesta compilação, está redondamente enganado...
Assim como a música do Me & My, a Paradoxx Music não tinha os direitos de "La Solitudine" e como não queria ficar chupando o dedo, resolveu adquirir uma versão cover, produzida mais uma vez por quem? Pela experiente S.A.I.F.A.M!!
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A música está descrita no CD "TV Dance" como sendo uma música de Lara P., mas qualquer um sabe que este é um nome inventado, para justamente se assemelhar ao nome da italiana Laura Pausini, a dona do desejado fonograma original.
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Essa faixa cover não é ruim, foi produzida com a finalidade de ficar bem parecida com a original, e a vocalista não decepciona, apesar de Laura Pausini ser bem superior em todos os aspectos vocais.
Sobre a cantora desta faixa, infelizmente não consegui maiores informações, mas o que eu posso adiantar à vocês é que esta música foi lançada na Itália como sendo de Milena K. Mais uma vez, a Paradoxx Music resolveu mexer no nome do projeto, alterando então para Lara P.

Ouçam! É a mesmíssima versão de "La Solitudine" presente no CD "TV Dance":

FAIXA 15


DOWNLOAD
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- Para baixar o CD "TV DANCE" em seu conteúdo multimídia (CD-ROM), clique aqui 
- Para baixar apenas as faixas do CD "TV DANCE", em tipo MP3, clique aqui

COMERCIAIS DE TV
Estes são alguns dos comerciais de TV, gravados na época. 
O 1º vídeo foi gravado pela pessoa que aqui lhes escreve (nessa época eu não tinha nem cd-player, nem computador, rs):

Foi transmitido, se não me falha a memória, no SBT / TVB Campinas (TV Local)

Há relatos de que um destes comerciais foi transmitido nos intervalos do Jornal Nacional, mas não sei dizer qual deles, e se isso é verdade.




CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Depois de 6 meses, finalmente consegui concluir esta publicação!

"Tell Me", "Santa Maria", "Macarena","Sexy Eyes", "Dub I Dub", "Diana", "1,2,3! (Train With Me)", "No More I Love You's", "Back For Good", "Zombie", "Ridin High", "Burning Up", "El Tiburón" e "La Solitudine", todas foram sucessos e marcaram a vida de muitas pessoas. Músicas divertidas, dançantes, bonitas e insuperáveis! São hits que estão guardados em meu coração, eternas trilhas sonoras de momentos felizes e vivas para sempre no meu imaginário!

Obrigado à todos estes artistas!!!



AGRADECIMENTOS:
Ao DJ Junior Matias, pela sua colaboração em Andrew Sixty "Diana";
Ao produtor Roberto Giotto e ao vocalista Max Senzioni, ambos do East Side Beat feat. Max - "Back For Good".