NO MERCY — A BOYBAND COM TOQUE LATINO QUE LANÇOU O HÍT "WHERE DO YOU GO" HÁ 30 ANOS!
O No Mercy foi uma boyband de dance/pop que fez sucesso aqui no Brasil antes dos Backstreet Boys, embora estes já fossem bem conhecidos na Europa, principalmente na Alemanha.
Criado e produzido em 1995 pelo produtor Frank Farian (sim, o mesmo cara por trás de La Bouche, Boney M e Milli Vanilli), o No Mercy era formado por Marty Cintron e os irmãos gêmeos Ariel e Gabriel Hernández, e apesar da origem latina, o grupo era de Miami e misturava Eurodance, Pop e sons latinos, destacando-se em uma época de grande apelo espanhol na Dance Music.
Marty Cintron nasceu no dia 24 de setembro de 1971, no Bronx, Nova York. Ele é americano de ascendência porto-riquenha (assim como as americanas Lina Santiago e Angelina, mas no caso, elas são de ascendência mexicana). Embora possua raízes e ascendência porto-riquenhas por parte de sua árvore familiar, ele confirmou em entrevistas que seus pais nasceram e migraram especificamente de território cubano para os EUA. Essa forte herança latina influenciou diretamente o estilo musical do No Mercy, unindo a música pop/dance com a sonoridade do violão flamenco e ritmos caribenhos.
Já Ariel Hernández e Gabriel Hernández (os irmãos gêmeos) nasceram no dia 3 de junho de 1971, em Havana, Cuba, e se mudaram para Miami ainda crianças, onde foram criados, possuindo também a cidadania americana. A produção de suas músicas já acontecia num país totalmente diferente desses citados…. A Alemanha.
Quer saber como eles se conectaram e deram início a tudo??
O INÍCIO DO NO MERCY
Em 1992, o alemão Frank Farian estava de férias, passeando em Miami Beach, nos EUA, quando passou em frente a um café ao ar livre onde Marty Cintron trabalhava tocando violão e cantando covers de sucessos pop. Farian ficou impressionado com o talento vocal de Marty e com a sua habilidade no violão espanhol (influenciado pelo estilo flamenco de grupos como o Gipsy Kings), então abordou o jovem e o convidou imediatamente para ir à Alemanha fazer testes/gravar em seu estúdio.
Marty Cintron aceitou a proposta, mas com uma condição: ele gostaria de montar um grupo real ao lado de seus amigos de Miami, os irmãos gêmeos Ariel e Gabriel Hernández. O alemão deu o aval, os três viajaram para a Alemanha e o trio No Mercy foi oficialmente criado.
Diferente de outros projetos polêmicos do produtor (como o Milli Vanilli), os integrantes do No Mercy realmente cantavam e tocavam nos palcos, assim como tocaram nos estúdios durante as gravações de seus discos, e essa foi a real intenção do produtor alemão, que estava com sua reputação mais "suja que pau de galinheiro" na cena musical, então ele criou o No Mercy como uma estratégia direta para recuperar sua credibilidade musical após protagonizar o maior escândalo de fraude da história da música pop.
Resumidamente, Frank Farian usou o grupo especificamente como uma "virada de chave" em sua carreira, com o objetivo de limpar seu nome após o escândalo "Milli Vanilli".
Como o controverso produtor passou a ser visto pela indústria e pelo público como um criador de farsas, a sua busca incessante por talentos reais veio para provar ao mundo que ele era um músico de verdade e não apenas um manipulador de marionetes e modelos dubladores, então Farian mudou drasticamente a sua abordagem nos anos seguintes. Quando ele ouviu Marty Cintron em Miami (em 1992), o que chamou a sua atenção não foi apenas a aparência física do jovem (como havia acontecido no Milli Vanilli), mas sim o fato de Cintron ser um vocalista talentoso e também um grande habilidoso no violão.
Definitivamente, com a boyband No Mercy o alemão Frank Farian conseguiu provar ao mercado que seus projetos podiam sim carregar artistas reais, estes que sabiam cantar e tocar instrumentos perfeitamente, além de desempenharem comercialmente ótimos feitos nos charts.
Enfim, o No Mercy foi um verdadeiro talento da Dance-Pop que se espalhou pelo mundo, em especial no continente europeu, até chegar finalmente também no Brasil.
O SUCESSO NO BRASIL E NO MUNDO
Aqui no Brasil, o boom da "latinidad" aconteceu por volta de 1995 com o estouro do Los Del Rio e sua faixa esmagadora "Macarena", então na sequência recebemos diversos singles de outros expoentes da América Latina, como El Simbolo, Shakira, Thalia, Angelina, Lina Santiago, Fey, Rebeca, Ricky Martin, Rochelle, e claro, também o No Mercy entre esta enxurrada de artistas hermanos.
Foi no início de 1997 que o grupo teve o seu auge aqui no Brasil, embora eles já tivessem lançado em 1995 o seu primeiro single - "Missing", que é um cover do mega fenômeno do duo Everything But the Girl.
Martyn Cintron relembrou deste seu início na boyband com esse primeiro single: "Essa foi a primeira música lançada pelo No Mercy. Eu conheci Frank Farian em Miami Beach e conversamos sobre formar um projeto. Ele teve a ideia de usar 'Missing' como a primeira música do grupo, e essa foi mais uma daquelas músicas cativantes que tocam até hoje nas rádios do mundo todo. Gravamos também dois videoclipes para essa mesma música. O primeiro vídeo de 'Missing' foi gravado em um estúdio na Áustria. O que as pessoas não sabem é que trabalhamos com a banda EBTG para criar uma versão masculina dessa música. Foi o nosso primeiro lançamento na Alemanha e fico surpreso que ainda é tocada!".
Na onda ainda de EBTG e sua "Missing", o grupo resolveu usar as mesmas batidas de Todd Terry para criar o seu segundo single — "Where Do You Go", um cover agora do alemão La Bouche e sendo um trabalho lançado oficialmente no dia 13 de maio de 1996... ou seja, há 30 anos!
Nesse período, o projeto Nell estava estouradaço com a maravilhosa "Better Life" (que, inclusive, carrega consigo aquele belo violão flamenco totalmente inspirado no No Mercy), o Datura agradando geral com o hit "Voo Doo Believe", a Dama executadíssima com "Beautiful Ones" e a baixinha Alexia reinando nas paradas com a envolvente "Number One".
O que "Where Do You Go" tem em comum com todas estas tracks?? Todas elas também tinham estas batidas do EBTG sampleadas, então, não demorou muito para que as rádios brasileiras começassem a tocar "Where Do You Go" no meio deste "bolo". Aliás, eu acho que essa canção combinou muito melhor na interpretação dos três garotos que na faixa original gravada na voz da Melanie Thornton.
Para ser mais preciso, até o produtor Frank Farian percebeu que, no vocal de Marty Cintron a "Where Do You Go" funcionava melhor, então ele simplesmente optou que o No Mercy trabalhasse comercialmente com este single, mesmo a faixa já tendo sido inclusa no álbum "Sweet Dreams" do La Bouche.
É interessante isso, pois "Where Do You Go" tinha sido projetada inicialmente para o La Bouche, no entanto, Frank Farian percebeu (embora tarde) o melhor a ser feito. Então, num impulso certeiro, o controverso músico escolheu não lançá-la mais como um single do La Bouche e nem encomendou um videoclipe com a dupla Melanie Thornton e Lane McCray. Mr Farian — que era o autor de "Where Do You Go" e empresário dos dois projetos — promoveu a música com o trio masculino, e que acabaram por fazer um excelente trabalho.
Algo parecido já havia acontecido com o Le Click em 1994, projeto que estourou com a faixa "Tonight Is The Night", mas, como a vocalista era a mesma, os produtores resolveram incluir o hit na compilação do La Bouche - "All Mixed Up" (BMG). Estratégias de mercado, como chamamos.
"Where Do You Go" foi adicionada ainda na trilha de sonora da novela "Anjo de Mim", além de ser muito tocada nos clubs e FM's brasileiros. A música é toda cantada em inglês (assim como praticamente todos os singles do No Mercy), mas também foi disponibilizada uma versão em espanhol, afinal, era o momento onde os latinos estavam dominando o mundo!
Marty Cintron avaliou a popularidade deste seu hit de 1996: "Ainda não sei por que essa música fez tanto sucesso no mundo todo, tanto em espanhol quanto em inglês, mas não estou reclamando! É a música mais pedida para tocarmos e é incrível ver a reação das pessoas quando a apresentamos. O vídeo foi gravado em South Beach, Miami Beach, Flórida, e nos divertimos muito durante as filmagens!"
Quanto a música mais lenta, "When I Die", Marty Cintron disse: "Essa foi uma das melhores baladas que já gravamos. A letra foi escrita por uma das compositoras mais famosas do mundo, Dianne Warren. O videoclipe foi gravado em Veneza, na Itália. Foi eleita também como a música do ano na Europa anos atrás, e a versão em espanhol se chama 'Cuando Muera'. Sempre dedico essa música a todos que perderam um amigo ou um familiar. É mais uma daquelas músicas que a gente ouve no rádio de vez em quando, sendo também outra das minhas favoritas. Sinto-me muito sortudo por ter participado da sua criação".
ÁLBUM NO MERCY - "MY PROMISE"
O álbum de estreia do No Mercy tornou-se um sucesso mundial, especialmente na Europa e na América Latina. Nele contem o primeiro single já mencionado "Missing", além de "Where Do You Go" e "When I Die", que foram respectivamente o 2º e 3º singles do No Mercy (todos lançados em 1996).
Em 1997 eles lançaram o quarto single "Please Don't Go", que acerta em todos os pontos mais uma vez, alternando entre a alegria e a melancolia com uma facilidade encantadora, além de estar repleto daquela batida luxuosa de Todd Terry (novamente!). Vale lembrar ainda que não se trata de um cover do KC The Sunshine Band, pois, como a boyband estava sempre envolvida com regravações, é fácil fazer essa correlação com o clássico que já foi regravado por Double You.
"Please Don't Go" foi escrita originalmente por Marty Cintron/Frank Farian e teve uma boa passagem pelos charts brasileiros — sucesso que garantiu uma visita do trio ao Brasil em fevereiro de 1997, e ainda mais: Eles se apresentaram no programa "Domingo Legal", onde a Shakira, Enrique Iglesias e Ricky Martin também haviam brilhado em domingos anteriores.
Quanto ao vídeo da música, lembro que o Gugu ficava mostrando seus trechos e também trechos do vídeo de "Where Do You Go" na abertura de seu programa, enquanto anunciava a "atração internacional" do No Mercy para aquele domingo. E a título de curiosidade, temos no vídeo oficial acima uma participação especial (e mega rápida) do produtor Frank Farian, que aparece aos 2'53" mexendo no porta-malas de um taxi.
É bom ressaltar ainda que o No Mercy realizou algumas apresentações fechadas aqui na cidade de São Paulo, além de conceder uma entrevista para o "Vídeo Show" (extinto programa da Rede Globo).
O grupo veio ao Brasil justamente para promover o disco "My Promise", que foi o primeiro álbum do trio, e lançado oficialmente em 21 de outubro de 1996. Na maioria dos países, o tal disco foi distribuído com este título "My Promise" (incluindo o Brasil), mas nos EUA os produtores resolveram lançá-lo em 29 de outubro de 1996 com o título homônimo: "No Mercy".
Lembro ainda que a Paradoxx Music estava divulgando massivamente o CD "TV Dance Vol. 2" nos intervalos comerciais do SBT, e enquanto esperava a performance do No Mercy no "Domingo Legal", vi umas dezenas de vezes o anúncio desta coletânea. Que tremenda saudade!
Na Austrália o disco "My Promise" foi muito bem recebido pelo público, gerando certificação de platina dupla. O top 5 também foi alcançado em países como Áustria, Bélgica, Holanda e Suíça com os dois singles "Where Do You Go" e "When I Die". Em seguida foi a vez do single "Please Don't Go", que entrou no top 5 na Áustria e no Reino Unido.
O trio ainda lançou uma versão retrabalhada de uma música da banda Exile, de 1978, "Kiss You All Over", que obteve um sucesso menor nas paradas, mas ainda assim conseguiu entrar no top 20 na Áustria, Holanda e Reino Unido.
FIM DO AUGE DO NO MERCY E SEUS ÚLTIMOS LANÇAMENTOS
O segundo álbum do No Mercy, "More", foi lançado na Alemanha em 12 de outubro de 1998 e incluiu singles como "Hello How Are You", "More than a Feeling" (originalmente gravada por Boston) e "Tu Amor" (originalmente de Jon B.). Embora "More" não tenha alcançado o mesmo sucesso que seu antecessor, ainda assim obteve um bom resultado na Alemanha, Suíça e Áustria, chegando ao 7º, 9º e 9º lugar, respectivamente. Aqui no Brasil este álbum foi lançado nas lojas, mas não chamou tanto a atenção do público, DJs e programadores de rádios.
Em 1998, aqui no Brasil só estava dando Backstreet Boys, NSync e Hanson nas paradas. Mas..., mesmo assim eles conseguiram um espaço com "Baby Come Back", faixa pop romântica que entrou para a trilha sonora da novela "Meu Bem Querer". Bom, isso já está ficando um pouco repetitivo, mas, se trata de mais uma regravação feita pelo No Mercy, e a "vítima da vez" foi a banda americana The Player, no entanto podemos dizer que agradou bastante e virou uma ótima versão pop!
Uma curiosidade, é que "Baby Come Back" só fez sucesso aqui em solo brasileiro, e tudo graças aos responsáveis pelas trilhas sonoras da TV Globo. A música em questão entrou em milhares de lares de brasileiros através da novela já citada, então a gravadora BMG Brasil resolveu lançar o CD single da tal canção aqui no país do carnaval. Detalhe: Aparentemente, somente o Brasil recebeu oficialmente este single. E apesar do sucesso que fez (no Brasil), não houve um videoclipe oficial para essa faixa de trabalho.
"Baby Come Back" é uma música mais pop, mais lenta, diferente das dançantes anteriores, porém conservou o som do violão clássico e tão característico do No Mercy.
Em 2002 o No Mercy fez ainda um cover para a clássica do Santa Esmeralda - "Don't Let Me Be Misunderstood", mas que não foi bem nas paradas. Recapitulando: essa é mais uma versão que eles fizeram de um outro artista, meio que frustrando os fãs que queriam ouvir algo mais original e pessoal deles. Neste momento, foi inevitável não se lembrar que o No Mercy surgiu no cenário com o cover do EBTG, e que depois partiram para outros covers do La Bouche, Exile, Jon B... e assim por diante, fazendo com que perdessem um pouco de sua credibilidade como artistas originais perante ao seu público e aos críticos — sempre de prontidão.
Depois disso, pouco se ouviu falar na boyband. Mas, adivinha quem retorna em 2007? Sim, os meninos do No Mercy! Eles voltaram com um novo álbum intitulado de "Day By Day", por uma gravadora nova e apenas em formato digital.
Não preciso nem dizer que este trabalho passou totalmente despercebido pelos brasileiros, né?
Simplesmente estávamos vivendo em uma outra realidade, em um outro momento da música, inclusive, já tinha passado a febre das boybands fazia tempo (nenhuma estava fazendo sucesso nesse período), a fase do Vocal Trance também já tinha ido embora há alguns anos, sendo que, o que fazia sucesso nas pistas de dança nessa época era o Eletro, e nas FMs era o gênero R&B.
A parceria profissional de Frank Farian com o No Mercy durou de 1995 até 2007, e nesse período ele produziu os dois álbuns de maior sucesso comercial do trio: "My Promise" (1996) e "More" (1998), além de colaborar no álbum de retorno do grupo, "Day By Day" (2007). Após esse terceiro disco, o grupo entrou em um longo hiato de estúdio e passou a viver exclusivamente de apresentações ao vivo. Após anos sem colaborações, os três integrantes originais (Marty, Ariel e Gabriel) se reuniram em estúdio com Frank Farian uma última vez em 2021, e gravaram um mashup comemorativo especial das faixas "Cherish" (Kool & the Gang) e "Rivers of Babylon" (Boney M). Essa foi a última gravação oficial deles antes da morte de Farian, que faleceu em janeiro de 2024.
Atualmente, o violonista e vocalista Marty Cintron se apresenta na Europa sob o nome No Mercy e demonstra o mesmo ímpeto e talento nos palcos, como podemos ver em vídeos registrados no Youtube, no entanto, faz basicamente seis anos que seu instagram está totalmente desatualizado — confundindo as pessoas que podem achar que o No Mercy está desativado temporariamente.
Quanto aos gêmeos, eles decidiram se aposentar definitivamente das turnês e dos palcos, optando por focar em suas vidas pessoais e em outros projetos de bastidores, deixando de acompanhar Marty Cintron nas apresentações ao vivo do No Mercy (simplesmente desapareceram dos holofotes, assim como a Linn Berggren do Ace Of Base).
Gabriel Hernández mudou radicalmente de profissão e passou a atuar com sucesso no mercado imobiliário (assim como a Lina Santiago, outra icônica figura latina dos anos 90). Ele trabalha há anos como corretor de imóveis nos Estados Unidos, lidando com a compra, venda e gestão de propriedades.
Seu irmão Ariel Hernández decidiu manter um vínculo com o meio cultural, mas longe dos palcos. Ele segue trabalhando de forma discreta no ramo artístico e criativo, focando em projetos de bastidores (artes visuais), mas sem qualquer intenção de voltar a cantar ou dançar publicamente.
Em raras declarações sobre a fama, os irmãos já mencionaram que valorizam imensamente o fato de poderem andar pelas ruas tranquilamente sem serem reconhecidos ou precisarem de guarda-costas. Para eles, a privacidade conquistada após o fim do trio é considerada o maior patrimônio atual. Mas, apesar desse afastamento do mundo musical, os gêmeos mantem uma boa relação com o fundador Marty Cintron, mas deram a ele total liberdade e as bênçãos para continuar se apresentando sozinho e utilizando o nome da marca pelo mundo. Aliás, o No Mercy sempre foi um trio pacífico, um sinônimo de respeito/amizade, sem vestígios de brigas, escândalos ou abusos (mesmo o produtor sendo Frank Farian, rs).
Muito do sucesso do No Mercy se deveu a Marty Cintron, sendo ele um talentoso violonista e dotado também de uma voz segura (e muito boa). Em 2021, ele disse ao documentário sobre a vida de Frank Farian:
"Conheci Frank pela primeira vez em Miami, em 1992, antes da banda começar, e naquela época eu era um grande fã de violão espanhol. Eu estava ouvindo os Gipsy Kings antes deles estourarem de vez, e eles me mostraram todas essas técnicas de violão. Acabei incorporando isso ao som do No Mercy". - Marty Cintron
Sobre o produtor que o descobriu, Marty mencionou: "O interessante sobre o Frank é que ele era cozinheiro antes de começar na música, e é assim que ele encara o estúdio, participando de tudo. Ele opera o console de som diretamente, compõe as músicas, grava os vocais principais e de apoio e faz a mixagem. Mas, ao mesmo tempo, ele também nos deixa no estúdio para terminarmos a música ou para criarmos algo novo, que ele então rearranja." - Marty Cintron
Frank Farian faleceu no dia 23 de janeiro de 2024, e atualmente os "garotos" do No Mercy — que estão prestes a completar 55 anos de idade — não estão mais em evidência como nos anos 90, mas o impacto que eles deixaram na música Dance/Pop é inegável!
Mais do que um fenômeno passageiro de uma era dourada, os três fincaram raízes profundas na memória afetiva de uma geração inteira, afinal, mesmo que as pistas de dança mudem e o tempo passe, a música do No Mercy garante que a nostalgia nunca morra.










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