sábado, 16 de março de 2019

DIA 18 DE MARÇO - DIA DO FÃ: VOCALISTAS REALMENTE SOLIDÁRIOS COM SEUS FÃS

 NA DOENÇA OU NA SAÚDE, ESTES ARTISTAS ESTARÃO SEMPRE COM VOCÊ.
- QUANDO O PROFISSIONALISMO VAI ALÉM.
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A música é uma arte apreciada por (praticamente) todos os seres humanos, concordam? Seja no gênero rock, gospel, eletrônica, pop, hip-hop e etc, não é muito comum encontrar pessoas que não gostem de música. Você, por exemplo, está lendo esta postagem pois deve gostar também e tem o seu estilo favorito.

Acontece que, neste departamento, da mesma forma que encontramos alguns cantores que são muito talentosos e outros nem tanto, encontramos também um grupo que merece ser mencionado: aquele que se demonstra altruísta e caridoso com seus seguidores. 
Por isso, achei válido selecionar alguns músicos que realmente fazem a diferença e tem amor pelos seus fãs. 
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Florence Welch (28 de agosto de 1986), vocalista da banda inglesa Florence and The Machine cantou para uma fã que lutava contra o câncer em um hospital no Texas. Esse encontro emocionou o coração de muitas pessoas e demonstrou que, além de muito talentosa, a cantora também tem uma grandiosa generosidade. Um exemplo a ser seguido!


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Enrique Iglesias (8 de maio de 1975) sempre foi famoso por ser filho do lendário Julio Iglesias, mas ele também tem a fama de ser um ótimo cantor, além de ser bem carinhoso e atencioso com seus fãs. É comum encontrar vídeos do artista interagindo com seus seguidores, sempre com muito fervor e alegria.
No vídeo acima, ele percebe que sua fã estava muito ansiosa e nervosa em sua presença, e ele faz de tudo para tentar acalmá-la. Atitude louvável.

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Victor Klein (18 de agosto de 1994) é um destes novos músicos brasileiros e que fez muito sucesso recentemente com a canção "O Sol", que você, provavelmente, já deve ter ouvido por diversas vezes. O que diferencia Victor Klein dos demais jovens metidos a "cantores" do Brasil, é que, além do moço não fazer músicas apelativas ou com exaltações à criminalidade, ele também aparenta ter muita compaixão e benevolência. 
No vídeo acima, o músico chama a sua fã para subir ao palco. A garotinha, de apenas 5 anos de idade, está passando por um tratamento contra o câncer, e juntos, eles cantaram o sucesso “O Sol”. 
Conduta admirável!

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Steven Tyler (26 de março de 1948), vocalista do icônico Aerosmith e uma das maiores estrelas no mundo do rock também é conhecido por ter um bom relacionamento com seus fãs. Aqui, ele flagra um cantor amador cantando um de seus maiores sucessos em público (na rua): "I Dont Want To Miss A Thing". Ele não se aguenta e vai em direção ao artista anônimo, cantando com ele este grande clássico de 1998. Emocionante!
Vale ressaltar que Steven Tyler sempre está tratando seus fãs com muita dignidade e respeito, e que existem outros vários vídeos dele brincando com estes seus admiradores, assim como tirando fotos, autografando, abraçando, entre outras simpáticas interações.


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Seu desejo antes de morrer era de ver Keith Urban (26 de outubro de 1967) se apresentar pela última vez. Mas a saúde dela impediu que ela chegasse ao show. Então Keith Urban foi até a sua fã. Não é um gesto espetacular?
O cantor, infelizmente, não é muito popular aqui no Brasil, mas ele é bem famoso por ser uma estrela da música country, principalmente nos EUA.

Muito sucesso e saúde à todos estes artistas e à todos os seus fãs! Que estes exemplos, sirvam de inspiração para muitos.

sábado, 9 de março de 2019

X-POSED: ALGUNS DETALHES A CERCA DO PROJETO O.B.T. E SUA MÚSICA "I GOT MY EYES" (2003)

Estamos de volta com mais um X-POSED, nosso tradicional quadro investigativo sobre a dance music dos anos 2000, e mais uma vez, trazemos um projeto totalmente OBSCURO! Sem single físico, sem vídeo-clipe, sem informações na internet...apenas a música para ser contemplada e nada mais...rs.

A idéia desta publicação surgiu como?
Conversando com o amigo Valmir Antonio Tiossi, ele me contou sobre a escassez de informações sobre o O.B.T., um projeto italiano que lançou uma simpática música chamada "I Got My Eyes (On You)", em 2003. 
Como ambos estávamos online, juntos começamos a pesquisar sobre os compositores da referida canção, também não divulgados em nenhum website. 
Conseguimos estes dados a partir da contra-capa do CD "Na Balada Volume 8", sendo os nomes: Capuano / Randone / Garruto. Através destes responsáveis (seus sobrenomes, para ser mais exato), iniciamos a saga para descobrir mais detalhes sobre esta "jóia rara" denominada: O.B.T.
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Que tal, você, descobrir mais a respeito do que nos foi revelado?

X-POSED: O.B.T. - "I GOT MY EYES" (2003)
O ano de 2003 foi marcado por inúmeros projetos de dance music, como Lasgo, Dee Dee, Ian Van Dahl, Jan Wayne, Novaspace, etc...e estes eram classificados como "vocal trance". Neste mesmo ano, tínhamos também alguns "ítalos-dance" bem animados, como as faixas do Milky, Erika, DJ Ross, Gabry Ponte, Magic Box, entre outros. E é no ítalo-dance que se encaixa a nossa música homenageada desta publicação. 
Ainda não se lembrou desta afável canção? Clique no play abaixo e desfrute dela com nostalgia:

 "I Got My Eyes (On You)" 
Faixa também pode ser encontrada no CD Na Balada Vol. 8

"I Got My Eyes (On You)" foi lançada neste mesmo ano de 2003, e de alguma forma, acabou chamando a atenção de alguns DJs, inclusive, tocou bastante no programa "Lunch Break" da rádio Energia 97, sob o comando do DJ Ronaldinho.
A mencionada música não se tornou num sucesso estrondoso, como "Something" do Lasgo ou "Emotion" do DJ Ross, duas músicas de sua mesma geração, mas mesmo assim foi uma track que ganhou muitos fãs, sendo destaque também em algumas coletâneas de CDs e executada nas principais danceterias do Brasil. 
Aliás, a canção foi licenciada e se tornou conhecida aqui através da gravadora Building Records.
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O problema de gostar muito de "I Got My Eyes (On You)" é que você fica "preso" na curiosidade de descobrir mais sobre seus misteriosos realizadores, e não consegue encontrar nada sobre eles em suas "andanças virtuais". 
Quem, afinal, seriam seus produtores? E a vocalista de voz encantadora? Uma tarefa quase que impossível, descobrir quem são eles...

Vocal Trance, Italo-dance, techno...
Bons tempos das coletâneas da Jovem Pan

Inclusive, eu me lembrei de um caso muito parecido ao realizar esta pesquisa: Kriss Greko - "Surrender". Ambas as músicas foram bem nos charts brasileiros (início dos anos 2000), mas infelizmente, nenhum informe ou referência está disponível nos sites para seus admiradores (com exceção de Kriss Greko, que o próprio blog pesquisou recentemente e acabou criando uma publicação exclusiva, com vários dados de produção, curiosidades, fotos, download, entrevista com a vocalista...). 
Mas o caso de O.B.T. - "I Got My Eyes (On You)" parece ser mais emblemático ainda, pois ao menos Kriss Greko com sua "Surrender" foi lançado em single 12" (vinil, J & Q Records, 2000), enquanto que este "tesouro" do O.B.T. não foi registrado em nenhum single, apenas foi lançado num promo (foto abaixo):

Promo que trazia duas músicas: 
 Shout 4 Sun - "Whispers Of Pain" e O.B.T. ‎- "I Got My Eyes (On You)"

Alguns hits do ano de 2003. 
Hoje, se você olhar as listas das mais tocadas nos club's, fica até com depressão...

Bom, a partir dos sobrenomes dos compositores, eu e o Valmir conseguimos localizar as páginas pessoais dos tais músicos (uma tarefa um pouco complicada, pois tinham outros usuários com nomes parecidos), e assim, um pouco mais sobre eles nos foi revelado. 
Na verdade, os compositores não são tão desconhecidos assim. Eles são os realizadores também de outros grupos e projetos muito populares da dance music. Você com certeza já ouviu falar no Bliss Team e no Eiffel 65, certo? Então, é o mesmíssimo time envolvido no O.B.T. : Dom CapuanoGianfranco Randone e Roby Garruto

Dom Capuano

Dom Capuano (21 de abril de 1975) é um produtor italiano que mixou e compôs diversas músicas importantes da cena Dance, como alguns hits de Bliss Team, Da Blitz, Eiffel 65, Blyzart, Albertino, Gaya, Gabry Ponte, Ann Lee, entre outros clássicos. 


Gianfranco Randone

Outro grande colaborador é o também italiano, Gianfranco Randone (05 de janeiro de 1970), mais conhecido pelo seu pseudônimo Jeffrey Jey, e também por ser o vocalista do Eiffel 65 e Bliss Team. Ele é frequentemente muito elogiado pelos seus trabalhos vocais, mas também é muito reconhecido pelas suas ótimas composições. O italiano - que já morou um bom tempo em Nova York -  apenas escreveu "I Got My Eyes (On You)", deixando a canção para ser interpretada por uma voz feminina.


Roby Garruto

E por último, temos Roby Garruto, que além de trabalhar como produtor, também cantou em algumas produções de Gabry Ponte (Eiffel 65) e Roberto Molinaro (Bliss Team), em seus trabalhos solos.
Temos aí, finalmente, o trio de músicos que trabalharam na produção de O.B.T.  "I Got My Eyes (On You)" .
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RECORDAR É VIVER:
 Bliss Team: Roberto Molinaro e Gianfranco Randone, em 1993. 
Neste vídeo, eles performam o sucesso "People Have The Power"


Antes do Eiffel 65, eles já estavam "azuis" em "Hold On To Love", uma das minhas favoritas do Bliss Team (Menção honrosa: Viviana Presutti, vocalista do Da Blitz, faz uma aparição especial neste vídeo)


Bliss Team - "You Make Me Cry"
Outro clássico do Bliss Team, na época em que o ítalo-dance tinha uma grande força nas rádios e pistas de dança. Só ficaram as boas lembranças...

Eiffel 65: Gabry Ponte, Gianfranco Randone e Maurizio Lobina. 
Apesar da canção "Blue (Da ba dee)" fazer sucesso no Brasil no ano de 1999, era um lançamento de 1998. O grupo trouxe ainda outros hits, como exemplo: "Move Your Body"
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Eiffel 65 "Blue (Da ba dee)"
Verdadeira definição de hit no final dos anos 90
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Como não consegui contato com nenhum destes produtores, recorri então à gravadora Bliss Corporation, que imediatamente me confirmou que O.B.T. "I Got My Eyes (On You)" é uma produção deles. 
 O.B.T. é uma sigla para "Old Bee Town" (seria, em português,"Velha cidade de abelhas"?) e eles chegaram a lançar em 2002 uma outra música -  mais "subterrânea" ainda - chamada "Cats & Dogs", mas com a participação de uma outra vocalista (não identificada):


Old Bee Town "Cats & Dogs"

 Sobre a vocalista de "I Got My Eyes (On You)", a gravadora oficial confirmou a sua identidade:
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CRISTIANA TALLONE, A VOZ POR TRÁS DE "I GOT MY EYES (ON YOU)" DO PROJETO O.T.B.
Finalmente, a bela vocalista italiana Cristiana Tallone
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Quando eu ouvia a sua voz em "I Got My Eyes (On You)", eu lembrava muito da voz de Nancy, em "It's A Real World", do Molella. Mas apesar de serem duas mulheres lindas, não se trata da mesma pessoa...
Seu nome real é Cristiana Tallone, nasceu no dia 08 de fevereiro de 1986, e é natural da cidade de Cuneo (Itália). 
Desde pequena, Khris (seu apelido) já era muito fissurada pelos palcos e então começou a cantar e a dançar.  Começou a se destacar mesmo, quando cantou e dançou algumas músicas de Britney Spears:
"Ela era pequena mas já sabia o que queria!" - definiu um antigo amigo, em seu perfil pessoal no facebook.


Levando muito jeito para dança, ela rapidamente virou dançarina e também passou a cantar, sempre atraindo vários admiradores e fazendo amizades com diversos DJs.
Foi a partir destes seus trabalhos que a talentosa Khris foi convidada para dar voz à música "I Got My Eyes (On You)", no ano de 2003, quando ela tinha apenas 17 anos de idade.
Infelizmente, a música não foi um grande sucesso mundial, sendo o Brasil - talvez - o único país que deu uma chance para a música virar hit. Nos demais países, a música não apareceu em nenhuma parada de sucesso, seja nas rádios ou discotecas.
Em sua página pessoal no facebook, perguntei-lhe se havia cantado mais músicas e ela me respondeu: 


Eu perguntei para a Khris se é dela, realmente, a voz em "I Got My Eyes" e se ela tinha gravado mais músicas. Ela confirmou que sim, que a voz é dela, mas que (infelizmente) não gravou mais nada em inglês. Disse que após gravar com o O.T.B., gravou apenas em italiano. 
Khris também informou o nome do grupo BasePrima, que ela participou com seus vocais nos anos 2000, cantando em italiano e no gênero hip-hop. Confira abaixo, alguns vídeos oficiais do BasePrima:

BasePrima - "Voglio Vivere Da Star" 

BasePrima - "Quando Sto Con Lei"

Suas referências musicais são a música negra, inclusive, ela adora R&B, Black e Soul music. Seus artistas favoritos são Aretha Franklin, Whitney Houston, Beyoncé, Jennifer Lopez, Etta James, Justin Timberlake, Lauryn Hill e Nicole Scherzinger.
Ela também trabalhou como dançarina e animadora de várias discotecas na Itália, sempre dançando, cantando e discotecando ao vivo e com vários DJ's.
Khris é uma mulher multi-facetada. Além de cantar, dançar e animar festas, também trabalhou em duas rádios muito tradicionais da Itália, a 103 FM e M2O. Nestas rádios, ela apresentava seus programas e também percorria por discotecas italianas, com estas suas atrações das FMs sendo os eventos principais.

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Hoje, Khris é uma mulher de 33 anos que se encontra casada, trabalha numa concessionária BMW e também tem um salão de beleza (feminino).
Ela define a sua fase de vocalista do O.T.B. como a melhor da sua vida, pois estava começando a se apresentar em algumas discotecas e conhecendo várias pessoas interessantes.
Khris mora atualmente na cidade italiana de Borgo San Dalmazzo e adora animais, principalmente os cachorros.


DOWNLOAD:
Se você quiser baixar O.T.B. "I Got My Eyes (On You)" em boa qualidade (tipo de arquivo: FLAC), clique aqui.
Como informado acima, não existe o single desta música. A única versão que eu conheço é justamente esta disponibilizada aqui.

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Conecte-se com a
Bliss Corporation


AGRADECIMENTOS:
À compania Bliss Corporation, à Cristiana Tallone e ao amigo Valmir Antonio Tiossi. 
Espero que todos os leitores curtam esta publicação. Mais um raro projeto de dance music, que se depender de nós, nunca será esquecido.

quarta-feira, 6 de março de 2019

KEITH FLINT (PRODIGY) MARCOU A GERAÇÃO ANOS 90

KEITH FLINT: UM DOS MAIORES ÍCONES DA CULTURA CLUBBER COMETE SUICÍDIO
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Keith Flint: Um dos ícones da cena Underground dos anos 90

O músico Keith Flint, vocalista do grupo britânico The Prodigy, foi encontrado morto nesta segunda-feira (4) em sua casa, em Dunmow, no condado de Essex. O cantor tinha 49 anos de idade.

“A notícia é verdadeira, não posso acreditar que estou dizendo isso, mas nosso irmão Keith tirou a própria vida no fim de semana. Estou chocado, com raiva, confuso e com o coração partido”, escreveu Liam Howlett, tecladista e compositor do The Prodigy.  

A banda de música eletrônica iniciou suas atividades em 1990 e fizeram muito sucesso com os singles "Smack My Bitch Up", “Firestarter” e “Breathe”, misturando muitas tribos e criando um estilo único, com muito hard techno e uma incrível vibe rock'n'roll em suas apresentações.
Keith Flint (em 2016), dando atenção, tirando fotos e abraçando fãs cadeirantes durante apresentação de sua banda


 "UMA PARTE DA ADOLESCÊNCIA DE MUITOS TAMBÉM SE VAI..."
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O Prodigy marcou bastante o show business na segunda metade da década de 90, inclusive chamou a atenção de muitos jovens em 1997, com as faixas "Smack My Bitch Up" e "Breathe", do álbum The Fat Of The Land.  
Este disco foi lançado em 1997 pela gravadora britânica XL RECORDING, licenciado no Brasil pela Paradoxx Music.
Tanto no Brasil, como no resto do mundo, a banda ajudou a trazer força para o movimento techno, estimulando mais ainda os adeptos da cultura clubber, tão em evidência no final dos anos 90.
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O rock e a música eletrônica nunca estiveram tão bem juntos

O rockeiro Dave Grohl (ex-Nirvana e atual Foo Fighters) já afirmou uma certa vez que o The Prodigy era a melhor performance ao vivo que ele já tinha visto de uma banda.
"Eles trouxeram o eletrônico e uma energia incrível pro Rock'n'Roll."

Com certeza, Keith Flint foi muito respeitado por inúmeros artistas e também conquistou o coração de muitas pessoas, sendo músicos profissionais ou eternos ouvintes adolescentes, que jamais irão se esquecer de seu talento, de seu figurino impactante e de sua energia única nos palcos.

Descanse em paz, Keith Flint.

domingo, 3 de março de 2019

VÍDEO: "DATA CLIPE" DA EXTINTA MTV BRASIL: BLOODHOUND GANG / THE BAD TOUCH (2000)

NUMA ERA COM POUCAS INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS NA INTERNET, JOVENS RECORRIAM AO DATA CLIPE DA FINADA MTV BRASIL
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BLOODHOUND GANG - THE BAD TOUCH

A MTV Brasil nasceu em 1990 e teve suas atividades encerradas no ano de 2013. Durante a sua jornada televisiva, muito material interessante e criativo foi oferecido ao seu público, formado basicamente de jovens ouvintes de música pop / rock.
Quando eu tinha 20 anos, gravava muito da programação da emissora em vídeo-cassete, e um dos programas que eu mais gostava de assistir era o saudoso Data Clipe, chegando a gravar o vídeo abaixo, em 2001.
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Trata-se do clipe "The Bad Touch" do Bloodhound Gang, mas com algumas informações extras adicionadas ao vídeo. Para quem não se lembra - ou não vivenciou isso - o programa Data Clipe exibia os vídeos dos artistas e também incluía diversas curiosidades e acontecimentos da época, que marcaram - ou impactaram - de alguma forma, o vídeo-clipe em questão. 

Era muito interessante ler as curiosidades que acercavam estes vídeos, ainda mais naquela época, quando a internet ainda não era tão acessível e poucas informações eram encontradas nos websites.



Considerações:
*Como não consegui postar o vídeo abaixo no Youtube (a plataforma bloqueou), eu resolvi então publicar esta super raridade aqui no Blog. Apenas não sei até quando o vídeo ficará disponível, já que os direitos autorais podem solicitar a remoção da publicação a qualquer momento.
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*Sobre estes episódios do programa Data Clipe, é ainda muito instigante acompanhar os tais vídeos que foram exibidos nesta atração da MTV Brasil (mesmo depois de mais de 18 anos). 
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*O vídeo contem diversas informações sobre o grupo, a maioria delas sendo apenas lembradas pelos jovens daquela época; como algumas curiosidades em torno dos personagens do clipe; sobre o figurino dos integrantes; a cidade onde o vídeo foi filmado... Também é mencionado aqui, a polêmica que o grupo teve com as organizações LGBT, que acusaram eles de homofobia.
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*A música "The Bad Touch" foi o maior hit do Bloodhound Gang (até hoje), inclusive, tocou bastante no Brasil durante o ano de 2000. A versão remix do Eiffel 65 também foi bem executada, não apenas nos club's, mas também nas rádios.


"The Bad Touch" do Bloodhound Gang, transmitido em 2001, no nostálgico Data Clipe:
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"Meu amor, você e eu não somos mais do que mamíferos
Então, vamos fazer como eles fazem no Discovery Channel" 
- BLOODHOUND GANG

Para ter acesso a outros vídeos referentes a MTV Brasil, acesse os links abaixo:
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

NIRVANA: O CASAMENTO DE KURT COBAIN (VESTIDO DE PIJAMA) E O MAL ENTENDIDO DE "SMELL LIKE TEEN SPIRIT"

A CERIMÔNIA "ESQUISITA" DE KURT COBAIN E A HISTÓRIA CURIOSA DE "SMELL LIKE TEEN SPIRIT"
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Um dos casamentos mais controversos da música ocorreu há exatos 27 anos, em 1992. O grande astro do grungeKurt Cobain, vocal do Nirvana, e Courtney Love, vocal do Hole, se casaram na praia de Waikiki, em Honolulu, no Hawaii. A noiva usava um vestido de cetim com laços, enquanto que o noivo, trajava um pijama verde (!).
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"Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar..."

Na biografia de Kurt Cobain, "Mais Pesado Que O Céu", consta que ele ficou super emocionado, chorou e tudo. Embora os trajes, ele estava levando tudo muito a sério, ao modo dele, rs. Fora o pijama, temos ainda esta bolsa pendurada, no melhor estilo "pochete". 
Já Courtney Love, não ficou muito atrás do vocalista do Nirvana. Na realidade, o seu vestido ficou longe de ser um primor, mais parecendo mesmo com uma simples camisola.
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Apesar de muita grana e fama, eles escolheram se casar com roupas simples, em 1992.

O MAL ENTENDIDO QUE DEU CERTO
O Nirvana foi uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, e talvez, a mais importante da década de 90, sendo um símbolo e uma grande referência noventista. 
Com muito sucesso de crítica e público, a banda tem entre seus maiores sucessos o hit "Smell Like Teen Spirit", que inclusive, teve o seu vídeo referenciado na abertura da novela "Verão 90" (TV Globo).
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Um verdadeiro clássico nunca sai de moda
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A inspiração para a música "Smelll Like Teen Spirit" surgiu depois que uma amiga de Cobain, Kathleen Hanna (líder da banda punk Bikini Kill), escreveu numa parede a frase "Kurt Smells Like Teen Spirit" (“Kurt cheira a Espírito Adolescente”). 

Kurt Cobain achou legal a idéia de "exalar adolescência pelos seus poros", e ele entendeu que fosse o porta-voz, o responsável, por uma rebelião adolescente, e assim, escreveu a música. 
Só que, o que ele não contava, é que a frase escrita na parede não tinha exatamente este sentido. É que nos Estados Unidos, tinha um desodorante muito famoso da marca "Teen Spirit", então a sua amiga apenas disse que sentia o cheiro do desodorante vindo de Cobain, rs.
Depois que entendeu o real sentido da frase na parede, Kurt disse que não conhecia o nome do desodorante e afirmou que raramente o havia usado.
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O famoso desodorante que inspirou uma das músicas mais emblemáticas dos anos 90
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E apenas como curiosidade, o título “Smells Like Teen Spirit” não é mencionado em nenhum trecho da letra da canção, rs.
E mesmo com a interpretação equivocada, a música marcou uma geração, criou legiões de fãs e foi um dos vídeos mais exibidos da MTV. Aliás, assim como os trajes escolhidos pelo casal em seu casamento, o vídeo também teve uma produção bem humilde, usufruindo de um orçamento bem curto e provando de que não é necessário muito dinheiro para fazer um grande sucesso, bastando ter talento e sabendo trabalhar com os profissionais certos.
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"Smell Like Teen Spirit" está no álbum Nevermind, o segundo e mais vendido disco do Nirvana, e foi lançada em 1991.
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Mais que uma simples música, se trata de um patrimônio do Rock que permance - e permanecerá - vivo por muitos anos!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

DOSSIÊ RANDY BUSH: A HISTÓRIA DA CANTORA E DA MODELO DO GRUPO

PROJETO RANDY BUSH: 
ALÉM DE MUITA MÚSICA BOA, TEM TAMBÉM MUITO CAROÇO NESSE ANGÚ
Randy Bush: O que um rostinho bonito não faz, não é?

O projeto Randy Bush teve músicas adoráveis, fala a verdade? Qual fã de "dance music" que não curtia aquelas músicas melódicas, com batidas sampleadas do Ace Of Base e com aquele vocal super agradável e vistoso de se ouvir?
Ah, fala sério... independente de serem regravações, ou não, eram músicas que animavam demais as festinhas dos anos 90, principalmente se você era chegado na vertente "ragga", que o projeto foi classificado após tantas investidas com seus contagiantes singles.
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Mas você acredita em milagres? Pois é mais fácil um milagre divino acontecer, que Patrizia Cavaliere ser a verdadeira vocalista do Randy Bush. 
Caso você acredite fielmente que Patrizia cantou as canções deste projeto italiano, sugiro tomar a sua água com açúcar e se preparar para a verdadeira história.
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Patrizia Cavaliere sempre abusou de sua sensualidade e também sabia "mexer" com o público através de suas declarações apimentadas, mas a voz nas músicas era de uma outra pessoa, muito mais discreta e reservada

Sinto muitíssimo em informar, mas a voz nas músicas “Sounds Like a Melody”, “Elevation”, “Foreing Affair, “I Love To Love”, “Take My Heart”, entre outras, nunca foi da MODELO Patrizia Cavaliere. 
Inclusive, eu não me surpreenderia caso esta personagem comparecesse aqui nos comentários, me chamando de mentiroso, já que ela costuma responder deste modo à quem cita (na internet) a verdadeira vocalista do projeto.
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Quero deixar claro também que, a minha intenção aqui não é denegrir ou ofender Patrizia Cavaliere, muito menos prejudicar a sua carreira de “cantora” (ela ainda se apresenta como “Randy Bush”), mas unicamente informar a verdade aos fãs do eurodance.
Acho que os fãs - mais do que ninguém - merecem saber a verdade, afinal são seguidores perseverantes que colecionam músicas do projeto, muitos compraram o seu álbum (Randy Bush, Spotlight Records, 1995) e alguns até foram em seus shows realizados no Brasil (turnê 1995 e show 2018). É muito injusto ser lesado / traído por aquele “artista” que você sempre apoiou, não acham?
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Outro adendo: Não estou pedindo para ninguém acreditar neste conteúdo publicado. Assim como eu tenho o livre arbítrio para publicar meus textos, você também tem o seu de acreditar ou ignorar.
Se você não concordar com a publicação, apenas a ignore, ok? 
Mas se você prosseguir com a leitura, não irá se arrepender, pois irá juntar todas as peças necessárias deste “quebra-cabeça” chamado Randy Bush, e verás que realmente é apenas mais um projeto adepto ao estilo Milli Vanilli.

"QUANDO A ESMOLA É DEMAIS, O SANTO DESCONFIA"
Linda, simpática, sensual, intensa e sexy: algumas das características da escorpiana Patrizia Cavaliere

A bela Patrizia Cavaliere é extremamente simpática e amigável nas redes sociais, não acham? Isso não podemos negar: além de linda, é muito amável e acessível com todos. É o mesmo caso de Olga de Souza (Corona), que é uma mulher linda, gentil e muito simpática (até demais).
Eu sempre achei muito estranha essa “simpatia” excessiva de ambas. Lembra-me muito quando eu tinha aprontado alguma travessura, quando pequeno, e a informação ainda não havia chegado aos meus pais, então eu forçava um puxa-saquismo tremendo para ambos, para que jamais desconfiassem que eu pudesse ser o autor das tais traquinagens. Isso é basicamente usar a psicologia para o seu benefício próprio, e quem utiliza desta tática, geralmente, é quem “está devendo no cartório”.

Para falar sobre este mistério do eurodance - intitulado como Randy Bush - vamos separar a saga do projeto em 3 tópicos, para que todos consigam entender com a máxima clareza possível:

- PATRIZIA CAVALIERE: Hipnotizante e Sensual (Biografia)
- ONDE TEM FUMAÇA, TEM FOGO: Incoerências que entregam a farsa
- EMY BERTI: Conheça a verdadeira “Randy Bush” contratada pelo produtor Lino Nicolosi
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Espero que todos tenham uma excelente leitura!!

PATRIZIA CAVALIERE: 
Hipnotizante e Sensual (Biografia)
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Patrizia Cavaliere nasceu em Milão, na Itália, no dia 30 de novembro de 1968 e sempre foi uma garota muito bonita e que levava muito jeito para as câmeras.
Pelas informações pesquisadas, com apenas 4 anos de idade ela começou a estudar dança clássica, e isso durou 10 anos, terminando aos seus 14 anos.
Após concluir dança clássica, a jovem Patrizia Cavaliere iniciou um outro curso de dança, agora de jazz moderno. Como ela era uma adolescente muito bonita, logo ela começou a atuar na televisão, sendo atriz de comerciais de TV e sendo modelo em diversas ocasiões.
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Patrizia Cavaliere participou de alguns comerciais de TV, como este acima

Em seu currículo também foi adicionado um curso de artes cênicas (ou algo próximo disso, que capacita atores e atrizes). A partir daí, Patrizia Cavaliere também fez algumas participações em novelas, mas a sua imagem ficou ligada mesmo numa outra arte: A Música.
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Sua carreira artística teve início por volta de 1990, quando se tornou dançarina em alguns canais de TV italianos, para depois trabalhar na Espanha como "showgirl" no canal Tele Cinco. Simultaneamente ela continuava a trabalhar como modelo, sempre oferecendo uma imagem de mulher fatal, sexy, sensual e sempre brincando com a imaginação dos homens, no melhor estilo Tatjana Simic (“Santa Maria”, “Calendar Girl”...) e Samantha Fox (“Touch Me”, “Let Me Be Free”...). Nesta época, em 1993, ela conseguiu também algum destaque como integrante do grupo Mamma Chicho.

Este grupo era parecido ao “Banana Split” daqui do Brasil, mas com um número muito maior de garotas. Todas muito lindas e sexys, mas cada uma cantando muito pouco, sendo que era mais focado na dança e na sensualidade das participantes.
Veja o vídeo e perceba que Patrizia Cavaliere aparece bem rapidamente, entre o minuto 1:48 - 2:00:
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Só faltou a Rita Cadillac na versão espanhola das “chacretes” do Mamma Chicho
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Que mulher é essa?

Quando Patrizia saiu da Espanha e voltou ao seu país natal, a bela jovem foi convidada para participar do projeto "Randy Bush", por conta de sua estonteante beleza e experiência como modelo. Este novo trabalho a trouxe fama internacional, principalmente em países como Brasil e Peru.
Este tal projeto era dedicado mais em regravações de antigos sucessos, como “Sounds Like a Melody” (Alphaville), “Foreign Affair” (Mike Oldfield),“Giddyap A Gogo” (Ad Visser), “I Love To Love” (Tina Charles), entre outros hits em versões de “eurodance”, gênero muito em alta entre os anos de 1993 à 1996. 
Mas o projeto não viveu apenas de regravações, na realidade teve poucas músicas originais, mas estas - mesmo sendo raras - também foram muito marcantes e importantes para o Randy Bush, como “Elevation” (escrita por Wilko) e “Take My Heart” (escrita por Lino Nicolosi e Emanuela Berti).
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Devido ao grande sucesso nas rádios brasileiras (em 1995) com “Sounds Like a Melody”, a gravadora (Spotlight Records) decidiu lançar o álbum do Randy Bush aqui no Brasil. Neste período, a música “Elevation” era o hit da vez, então, com vários singles já lançados, o Randy Bush veio também se apresentar no Brasil e assim divulgar este seu álbum em nossas terras.
Patrizia Cavaliere esteve aqui em junho de 1995, então realizou 27 shows ao todo, sempre acompanhada do “rapper” Daniel Emilio, que era o namorado dela na época. Na verdade, ele nunca cantou nenhuma música, muito menos gravou os versos em rap nas músicas “Take My Heart” e “Positively”, apenas fingiu cantar naquelas performances. 
Se você consultar o nome do rapaz, verá que atualmente ele é um ator na Espanha. Realmente atuou e enganou muitas pessoas....rs. Estou mentindo? Definitivamente, não.
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Nesta sua vinda ao Brasil, Patrizia Cavaliere se apresentou também em programas de TV, como Raul Gil (Rede Record), Clip Trip (CNT Gazeta) e Xuxa Hits (TV Globo).
Um ano depois, 1996, o Randy Bush lançou mais uma música nova, “I Love To Love”, mas esta foi a sua última música oficial lançada no Brasil. Após este registro, nenhuma outra música chegou aos ouvidos dos brasileiros e mais nenhuma notícia sobre o projeto foi divulgado também. Randy Bush literalmente “tomou chá de sumiço”, embora, estranhamente, o projeto continuou com vozes totalmente diferentes e com músicas que nunca chegaram por aqui, que só descobrimos muitos anos depois, com a popularidade da internet.

Nesta época, 1997, Patrizia Cavaliere não representava mais o Randy Bush, mas sim começava a fazer carreira no Japão como Leslie Parrish, e logo depois se voltou para a Europa como Lady Trisha
Em 2000, ela lançou também um single chamado "Bambolero", com o nome de Patricia Mare, mas se você reparar, cada projeto que ela participava sempre estava com uma voz totalmente diferente do Randy Bush.
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Depois de um longo hiato, Patrizia Cavaliere retornou recentemente como “Randy Bush”, fazendo shows de “revivals” no Peru (Lima e Arequipa, em março / 2018) e no Brasil (São Luís, em abril /2018). 
No Brasil, ela também se apresentou num programa de TV local chamado "Algo Mais", onde dublou os sucessos "I Love to Love" e "Sounds Like A Melody". 
Desculpem-me se pareço impertinente, mas a voz real de Patrizia Cavaliere é muito diferente das gravações originais, contendo um sotaque totalmente carregado e com um inglês “precário” quando sai de seu microfone. Não desejo ser inconveniente, mas isso é um fato que não dá para passar desapercebido.
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Nas redes sociais e plataformas digitais, Patrizia sempre se mostrou muito acessível e simpática com seus fãs, comentando nos vídeos publicados por estes e agradecendo pelo carinho, coisa que é muito rara vinda de alguém famoso, consequentemente atribuindo à ela uma imagem de pessoa adorável, gentil e muito humilde.
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PATRIZIA CAVALIERE 
ATUALMENTE
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Atualmente a italiana está com 50 anos de idade e dispõe da sua agenda para a realização de shows como “Randy Bush” ou como “Lady Trisha”, mas apenas fazendo performances de antigos sucessos, sem gravar novos singles já há muitos anos.
Nestas suas últimas aparições como “Randy Bush”, percebemos que Patrizia Cavaliere regravou todas as músicas que entraram no seu set list. 
A voz presente nos shows não é a mesma voz das músicas que você ouvia nas rádios, que tocava nas danceterias ou que está nos CDs.

Ela canta ao vivo sim, mas em cima da sua voz REGRAVADA

Coincidentemente, Olga de Souza (Corona) e Sannie Charlotte Carlson (Whigfield) também regravaram algumas músicas de seus acervos discográficos com suas vozes verdadeiras, basta procurar no youtube por suas últimas apresentações.
Provavelmente optaram pelas regravações, a fim de evitarem futuros problemas judiciais com as vocalistas originais, ou simplesmente para se desligarem destes seus fantasmas do passado.
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Como citei acima o projeto “Leslie Parrish”, vale mencionar também que Clara Moroni é a verdadeira vocalista deste projeto, e Patrizia Cavaliere foi apenas a imagem nos palcos para o público japonês, sendo esta, apenas uma de suas várias “modelagens”...
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E você, está pronto para descobrir seus outros trambiques? Imagine o próximo tópico como sendo uma passarela, e sinta a belíssima Patrizia Cavaliere desfilar. A linda, simpática, talentosa e única: PATRIZIA CAVALIERE!

ONDE TEM FUMAÇA, TEM FOGO:
 Incoerências que entregam a farsa
Patrizia Cavaliere, bonitinha mas...

Após a farsa revelada no Corona, comecei a desconfiar de todo artista de “eurodance” que eu admirava e gostava de ouvir, e infelizmente, isso é o mais correto a se fazer quando se trata deste gênero musical. 
A dance music européia viveu muito destes falsos esquemas, então se tornar fã destes artistas sem pesquisar antes, é o mesmo que pedir para ser ludibriado.
Como Patrizia Cavaliere sempre foi muito linda, logo eu comecei a achar este projeto muito suspeito, mas nunca consegui encontrar as reais provas que me levassem à vocalista verdadeira. Então, sempre fiquei "em cima do muro" quanto a honestidade, ou não, do Randy Bush. Como Patrizia Cavaliere também me passava uma imagem de pessoa acolhedora e solícita, ao mesmo tempo eu não queria acreditar na possibilidade da beldade não ser a vocalista.
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Mas as divergências sempre existiram no Randy Bush e seus lançamentos... Vamos puxar o histórico e analisar alguns lançamentos controversos deste projeto?

PASTA SECRETA – EVIDÊNCIA 1: 
Antes de existir o Randy Bush, Patrizia Cavaliere já havia aparecido nas capas dos discos do projeto Trisha, isso aconteceu inicialmente em 1990, na música “Everytime You Want”.

Mas se você pensa que é dela a voz, está redondamente enganado. A voz verdadeira é de Clara Moroni, sendo que Patrizia Cavalieri só emprestou a sua imagem ao projeto. 
Como se não bastasse, a modelo tornou a aparecer em 1991, na capa do novo single do Trisha: “Silver Kisses”. 
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Antes do Randy Bush, Patrizia Cavaliere já tinha sido a modelo do Trisha, projeto com os vocais de Clara Moroni

Após seu trabalho anterior em "Everytime You Want", o Trisha voltou com o single "Silver Kisses" e mais uma vez a imagem de Patrizia Cavaliere foi adicionada

Ou seja, uma pessoa que sempre está trabalhando de maneira duvidosa, é óbvio que será nosso alvo de pesquisa. 
É lógico que iremos ficar sempre com “um pé atrás”, não é mesmo? 
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A cantora verdadeira era sempre outra pessoa no projeto Trisha, então, por qual o motivo agora Patrizia Cavaliere iria gravar com a sua voz real no Randy Bush? É mais fácil ela prosseguir com a farsa no Randy Bush também...

Confesso que depois dessa descoberta, a confiança que eu tinha em Patrizia Cavaliere foi quase toda para o ralo... Como está o seu alerta para fraudes? Já está dando indícios com esta revelação?

PASTA SECRETA – EVIDÊNCIA 2: 

Lino Nicolosi (produtor do Randy Bush - foto ao lado) era também proprietário da gravadora Extrarecord, responsável por inúmeros projetos voltados para a cena eurodance, bem no início dos anos 90. 
Entre seus vários lançamentos, alguns se destacavam, como foi o caso de “Foreign Affair”, que foi o 1º single oficial do projeto Randy Bush, em 1993.
Mas é um tanto inútil mencionar o Randy Bush aqui, pois o nome do projeto era o menos importante para a produção de Lino Nicolosi. Ele produzia diversas músicas, com várias vocalistas, e só no final decidia qual nome que o projeto iria levar. 

Entre diversos projetos, ele lançou Excess, Erica Lee, Jessica Jay, Mister B., J. Family, entre outros. 

Quando Lino Nicolosi estava a ponto de enviar as músicas para as lojas, então ele criava um nome para o projeto, era apenas um mero detalhe que ele resolvia na finalização de suas produções. Não apenas Nicolosi, mas muitos produtores de eurodance também trabalhavam desta maneira.

O interessante era a "reciclagem" promovida por Lino Nicolosi para algumas de suas músicas que não faziam muito sucesso. Ou seja, o produtor “relançava” algumas faixas que não tinham recebido muito destaque do público, rádios, DJ's.. e apenas trocava o nome do projeto por um novo nome. É o caso da música abaixo, que antes já havia sido lançada e depois apareceu misteriosamente como “Randy Bush”.
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"Positively" era uma música do projeto Voltage, que depois, estrategicamente, passou a ser do Randy Bush

A música “Positively” é um grande exemplo de uma “maracutaia” mal feita. Esta faixa do álbum de Randy Bush foi cantada pela talentosíssima Sandra Chambers (uma das vocalistas verdadeiras do Corona) e lançada pela primeira vez como sendo um single do projeto Voltage
Quando Lino Nicolosi sentiu que era hora de lançar o álbum do Randy Bush, ele apenas “renomeou” a música como sendo de Randy Bush, e a inseriu no tal disco. A música “Positively”, que antes era do Voltage, agora passou a ser agora de Randy Bush (Oi? Simples assim?). 
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Você pensa que ele fez alguma alteração em sua sonoridade ou produção? Que nada! Se trata da mesmíssima versão que os fãs escutaram antes como “Voltage”, incluindo a voz de Sandra Chambers (!). 
Aí você vai ouvir o álbum de Randy Bush, lançado em 1995, e escuta aquela voz super diferente das demais faixas. Não tem como ouvir e achar normal, são vozes completamente diferentes. Considero esta falha da Extrarecord como sendo um dos grandes feitos que entregam a farsa do Randy Bush.
É grotesco ouvir a voz de Sandra Chambers neste disco do Randy Bush (apesar dela ser uma artista maravilhosa). É mais que isso, é inconcebível! Sem citar ainda que Sandra Chambers é assumidamente uma cantora de estúdio.... Então, a pergunta que fica é: "Quem seria a outra cantora de estúdio que canta as demais faixas?"
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Ouça Voltage - "Positively" e perceba que é a mesma versão que está no álbum de Randy Bush

O seu alerta de fraudes já está piscando? Se não tiver, está com sérios problemas. Quando eu escutei esta música no álbum "Randy Bush" pela primeira vez, eu no ato deduzi que não se tratava da voz de Patrizia Cavaliere. Só foi um passo para ter certeza que, em nenhuma faixa era a sua voz real. Triste!

PASTA SECRETA – EVIDÊNCIA 3: 
Mas o que dizer da música “Giddyap A Go Go” que também está no álbum de Randy Bush? Esta é uma faixa que foi lançada anteriormente como sendo do projeto Erica Lee, em 1993. Lino Nicolosi pegou um punhado de suas produções e apenas renomeou como “Randy Bush”, para ter repertório suficiente para o disco. E essa canção de Erica Lee foi apenas mais um destes singles "reciclados", não sofrendo muitas alterações e sendo praticamente a mesma versão enviada ao álbum de Randy Bush. 
A diferença é que reduziram a versão “club mix” de Erica Lee de 6:08 e a deixaram com 3:55. A parte positiva é que a cantora de “Giddyap A Go Go” era a mesma dos hits “Elevation”, “Sounds Like a Melody”... não destoando das outras faixas do álbum, como houve com “Positively”.
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Ouça "Giddyap A Go Go", lançada oficialmente em 1993 como Erica Lee:
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De Erica Lee para Randy Bush, mas os vocais são os mesmos
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E o seu alerta de fraude, como já está? O meu disparou e não quer parar mais. Mas pensa que acabou? Ainda tem mais situações estranhas e duvidosas que envolvem o projeto Randy Bush...

PASTA SECRETA – EVIDÊNCIA 4: 
A gravadora Extrarecord lançou neste mesmo período diversas músicas contendo a própria voz que ouvimos no Randy Bush. Ouça as músicas de Terry J- “La isla Bonita” (cover de Madonna) e Emy J “Flashdance...What A Feeling” (cover de Irene Cara) e reconheça que são os mesmíssimos vocais que também cantam no Randy Bush. Trata-se de Emanuela Berti, uma cantora de estúdio e compositora que gravou inúmeras músicas, tanto para Lino Nicolosi, quanto para outros diversos produtores.
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Terry J - "La Isla Bonita": Reparem que até as batidas da música possuem o estilo do Ace Of Base, como a maioria das faixas do Randy Bush

Emy J - "Flashdance...What A Feeling": A maioria dos projetos cantados por Emanuela Berti tinham nomes meio parecidos, analisem: Terry J, Gilly B, Emy J, J. Family...entre outros. Coincidências ou não, os vocais nestes e outros trabalhos de estúdio são dela

Quem leu a minha publicação sobre o projeto New System deve se lembrar que Emanuela Berti também cantou no New System, Gilly B e Angels. Aliás, ela não só cantou a música “Let Me Take” (1996), como também escreveu esta canção.

Gilly B - "Tonight": Sendo indicada na DJ Sound, em 1996

New System - "Let Me Take": A moça da capa é tão "talentosa" quanto Patrizia Cavaliere, mas a cantora real é Emanuela Berti, a mesma vocalista do Randy Bush. Neste single, o refrão está com alguns efeitos, por isso muita gente demora a reconhecer os vocais da cantora. Preste atenção e ouça a música em outros momentos antes do refrão. A letra aqui também é de Emanuela Berti. 

PASTA SECRETA – EVIDÊNCIA 5: 
Quer mais uma confirmação de que Emanuela Berti trabalhou no projeto? Já deu uma olhada em quem escreveu a música “Take My Heart” do Randy Bush?

Emanuela Berti não escreveu mais músicas pois a maioria das faixas do Randy Bush eram de regravações...

É meus amigos, infelizmente é isso, eu queria dizer que Patrizia Cavaliere é a verdadeira cantora que gravou nos estúdios, mas neste caso – sim – aí, eu estaria mentindo. 
A voz gravada nos estúdios para o projeto Randy Bush sempre foi de Emanuela Berti, conhecida também como Emy Berti. Não tem como dizer o contrário. É só pesquisar que você chegará na mesmíssima conclusão. 
É um labirinto que só leva a um único nome: EMY BERTI.
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Agora, diga-me: Você considera ainda que Patrizia Cavaliere gravou as músicas do Randy Bush com seus vocais? Sejamos sensatos e realistas...

ELEVE-SE COM MAIS CURIOSIDADES...
As belas do eurodance: Taleesa (Emanuela Gubinelli) e Patrizia Cavaliere (a modelo do Randy Bush) no Brasil em junho de 1995

RANDY BUSH - "RUN, BABY RUN":
Você pensa que a bagunça acabou? Negativo. 
Já reparou que a voz que canta em “Run, Baby Run” é uma voz diferente das músicas anteriores do Randy Bush? Ouça-a e compare com os vocais em “Elevation” ou "Sounds Like a Melody". Você vai se surpreender mais uma vez, pois trata-se de uma outra cantora, ainda desconhecida. 
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Acredita-se que esta faixa não tenha relação alguma com o projeto de Lino Nicolosi, sendo na verdade mais um "trambique", desta vez criado pela Paradoxx Music. Esta música foi lançada em single, pelo que consta em registros, no ano de 1994, e não em 1996. 
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“Run Baby Run” é um lançamento original do projeto Nora Simon, e não Randy Bush.
O vinil traz duas versões com a mesma instrumental, a diferença é o tamanho entre elas, e também as vozes, sendo duas diferentes cantoras para cada faixa. 
Uma das versões é cantada por Maria Capri (a fantástica vocalista do projeto Martine / “Tough Girl”) e a outra trata-se exatamente desta versão que todos acham ser do Randy Bush. O engraçado, é que Patrizia Cavaliere se apropriou também desta versão que a Paradoxx “criou” e a executa em seus shows, hahahaha. Assim é fácil fazer sucesso, né? 
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Ouça "Run, Baby Run" cantada por Maria Capri e perceba que possui a mesma instrumental da versão que antes pensávamos ser de Randy Bush

TODOS OS PROJETOS COM A IMAGEM DE PATRIZIA CAVALIERE
Patrizia Cavaliere tem a sua imagem ligada a 5 projetos: Trisha, Randy Bush, Leslie Parish, Patricia Mare e Lady Trisha, mas nestas produções encontramos várias vozes diferentes (no mínimo, 4 cantoras conseguimos captar). 
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Não sei dizer se Patrizia Cavaliere é a verdadeira cantora dos projetos Lady Trisha e Patricia Mare. Só posso dizer que as vozes aqui são mais estridentes e nada cativantes, são irritantes, na verdade.
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TRISHA: CLARA MORONI (Foto)
RANDY BUSH: EMY BERTI
RANDY BUSH (POSITIVELY): SANDRA CHAMBERS
NORA SIMON ("RANDY BUSH" - RUN, BABY RUN): NOT FOUND (ainda)
LESLIE PARISH: CLARA MORONI
LADY TRISHA: UNKNOWN
PATRICIA MARE: UNKNOWN

FONOGRAMAS "CARIDOSOS" DO RANDY BUSH
No Brasil, Randy Bush saiu em coletâneas de várias gravadoras, sendo que era uma artista representada aqui pela Spotlight Records. Não seria ilegal, ter suas faixas em coletâneas de outras diversas empresas? É no mínimo estranho...
Randy Bush saiu em discos da Spotlight, Paradoxx Music, BMG (Fieldzz Discos) .... Muito inusitado isso, qualquer gravadora usufruindo de seus fonogramas, sendo que era uma exclusividade da Spotlight Records. Se a Spotlight permitiu, deve ter existido uma negociação que não veio a público...

"TAKE ONE STEP" NUNCA FOI UMA MÚSICA DE RANDY BUSH
Outra negociata estranha (são tantas, né?) está em “Take One Step”, lançada no Brasil pela Paradoxx Music no ano de 1996, como sendo uma música do Randy Bush. 
A música foi completamente ignorada pelas rádios e pela própria gravadora. Por este motivo, muitos fãs de eurodance não conhecem esta canção até os dias atuais.
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Ouça "Take One Step", lançada originalmente pelo projeto J. Family 
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Mas a grande surpresa mesmo, é que esta música já tinha sido lançada antes (em 1995) oficialmente como sendo um single do projeto J. Family ‎– “Take One Step”. 
É a mesma "armação" que vimos nas músicas dos projetos Voltage, Erica Lee, Nora Simon e que foram renomeadas como sendo músicas do Randy Bush.

1996: O FIM DO VERDADEIRO "RANDY BUSH"
A partir de 1997, Patrizia Cavaliere seguiu sua carreira focada no público japonês, atuando no projeto Leslie Parish. Sobre o Randy Bush, apesar de nenhuma música ter sido lançada no Brasil após o ano de 1996, o projeto continuou em atividades com alguns lançamentos. De maneira tímida, mas continuou. 

Através da internet você consegue ouvir estas músicas, que misteriosamente não chegaram ao Brasil, como “Heaven Is A Place On Earth”, “La Isla Bonita” e “Cruel Summer”, todas com vozes completamente diferentes das vocalistas que cantaram anteriormente no Randy Bush.
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Em 1997 foi lançada a versão de Randy Bush para "Cruel Summer", mas a produção e o vocal em nada se parecia com as músicas do Randy Bush que nós conhecemos até 1996.

Detalhe que as vozes nestas músicas, parecem ser de alguma cantora amadora, com poucas qualidades vocais. Realmente vozes bem desinteressantes.
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A última memorável música de Randy Bush foi "I Love To Love", de 1996. Após a declaração de DJ Ronaldinho na revista DJ Sound, sobre o Randy Bush não mudar, no ano seguinte mudou completamente, com vocais ruins e produções monótonas. 

Vale lembrar também que Emy Berti já cantou uma versão de “La Isla Bonita” para o projeto Terry J, com as batidas clássicas a lá “Ace Of Base” e com o seu vocal característico que já conhecemos no Randy Bush. A versão de "La Isla Bonita" do Terry J. dá um banho nesta versão do Randy Bush, um remake fraco que deixou muito a desejar.

LINO NICOLOSI
Lino Nicolosi era integrante do Novecento, um de seus trabalhos mais bem-sucedidos e prestigiados nesta sua área musical. Ele é casado também com Dora Nicolosi (ex-Dora Carofiglio), vocalista talentosa e que cantou também em “Everybody Pom Pom” de Dr. DJ Cerla.

"CORONA DO PARAGUAI"
Randy Bush não teve nenhum sucesso estrondoso na Europa. As canções “Foreign Affair” e “Take My Heart” ficaram conhecidas em alguns países como Alemanha, Itália e Espanha, mas depois suas próximas músicas, como “Sounds Like a Melody” e “Elevation” não obtiveram bons resultados por lá.
Já no Brasil, foi ao contrário. Os dois primeiros singles nem foram executados, mas com o lançamento de “Sounds Like a Melody” o sucesso foi imediato. “Elevation” repetiu o sucesso, assim como “I Love To Love”. 
O Brasil foi o país em que Randy Bush teve mais destaque mundialmente.
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Patrizia Cavaliere performando no Brasil, em 1995, no antigo Palace

Aparentemente, Randy Bush teve o seu único álbum lançado em apenas 3 países no mundo todo: Polônia, Itália e Brasil.

NOS ANOS 90, PATRIZIA CAVALIERE REPRESENTOU O PROJETO RANDY BUSH APENAS NO BRASIL
Se você pesquisar, verá que todos os singles e o álbum do Randy Bush, lançados no mundo, não traziam a modelo Patrizia Cavaliere em suas capas. Só aqui no Brasil que ela apareceu na capa do álbum e nas aparições em TV. 
É como se a gravadora Spotlight Records tivesse solicitado esta “exigência” ao Nicolosi / Extrarecord. E deu muito certo, principalmente para Patrizia Cavaliere, que acabou sendo conhecida em outros países da América do Sul também.
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Álbum e singles lançados ao redor do mundo, mas Patrizia Cavaliere nunca aparecia nas capas, apenas no Brasil que ela foi introduzida

Na Europa, Patrizia Cavaliere só foi conhecida como Lady Trisha e dançarina do Mamma Chicho. O pouco sucesso que o Randy Bush conquistou na Europa, não deu nenhum reconhecimento à modelo.

CONCLUSÃO DAS PESQUISAS
Eu sempre achei bem bizarras estas irregularidades e já até cheguei a pesquisar sobre Emanuela Berti (ela compôs “Take My Heart”, então deduzi que ela poderia ser a vocalista real), mas procurando por seu nome real eu nunca consegui encontrar nada sobre a artista. Foi aí que o Andrew Alves, membro do fórum Dance Music 90’s, conseguiu chegar no nome “EMY BERTI”, que é um dos nomes artísticos de Emanuela. Então os créditos desta pesquisa, como já informado na publicação sobre o New System, são totalmente dele: Andrew Alves.
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Atualmente, Patrizia Cavaliere canta realmente ao vivo, quero salientar bem isso, mas quando se trata da voz de estúdio (que todos nós conhecemos), definitivamente NÃO É A VOZ DELA. Eu percebo que ela quer confundir as pessoas, dizendo que canta sim no Randy Bush. Sim, ela canta, mas NÃO CANTOU no estúdio. Fazer um cover / cantar uma música que fez sucesso, é diferente de gravar. Eu posso cantar no chuveiro também, mas não significa que eu gravei a música no estúdio. ;)

E O SEU ALERTA DE FRAUDE, COMO ESTÁ? EXPLODIU?
Randy Bush nada mais era que a sensualidade e beleza de Patrizia Cavaliere somado ao talento e versatilidade de Emy Berti

Não tem nem mais o que dizer, não é mesmo?
Creio que tenha sim, faltam ainda os créditos à verdadeira e maravilhosa artista: EMY BERTI.

EMY BERTI: Conheça a verdadeira “RANDY BUSH” contratada pelo produtor Lino Nicolosi
Emy Berti e sua linda e inconfundível voz 
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Seu nome real é EMANUELA BERTI, nasceu no dia 27 de agosto de 1969, na cidade de Florença, na Itália.
Conhecida no meio artístico como Emy Berti, ela é cantora, instrumentista, compositora e professora de ioga.
Emy Berti sempre foi uma boa moça, discreta e bem eclética, já tendo gravado com os mais diversos produtores e nos mais variados gêneros musicais, como folk , pop, goa, lounge, dance music, pop italiano, entre outros. 
Emy Berti sempre canta em tons intensos e sutis, sendo também uma compositora muito apreciada e reconhecida no cenário da música italiana e internacional (ela escreveu mais de 100 músicas!).
Atualmente, Emy Berti é uma cantora de músicas devocionais, mantras e sempre está presente em festivais de músicas espiritualizadas. Ela também é conhecida pelo codinome Emiji Parvati e adora a cultura indiana.

"Tecnicamente, senti-me mais livre cantando “kirtan”. Gosto de cantar suavemente e a ausência de regras é a forma de música que eu estou mais acostumada. E também a busca por um diálogo de "pergunta / resposta" é uma dinâmica muito intensa nos mantras."

Muito talento e amor à cultura devocional indiana

No início de sua carreira, ainda adolescente, ela cantou em alguns grupos e diz: “eu era muito apaixonada por cantar”. Com tanta paixão pela arte, logo formou um quarteto de voz feminina junto com sua amiga Irene Grandi, que mantém grande amizade até os dias atuais.
Aos poucos, ela foi conhecendo novas pessoas ligadas a música e colaborou com diversos artistas de primeira linha, como Stefano Bollani e Giovanni Nuti. 
Na “dance music” ela teve a sua voz incluída em diversas músicas (época em que trabalhou com Lino Nicolosi, Riccardo Menichetti, Carlo Gozzi, entre outros), mas estes dados ela optou em não incluir em suas entrevistas e biografias. A cantora apenas informa que trabalhou com diversos produtores italianos, como se não quisesse ter mais nenhum tipo de ligação com estas pessoas ou com este passado.
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Emy Berti participou do disco "Les voix des Femmes" de Giovanni Nutti

“Ao longo dos anos trabalhei como cantora de estúdio, cantora de publicidade, participei nos dois primeiros álbuns de Stefano Bollani e em três trilhas sonoras de filmes com Giovanni Nuti. Então, depois de tanto trabalho, em 1997, eu gravei um disco solo que nunca foi distribuído. Muito decepcionada e desorientada pela política das gravadoras, saí da Itália.”
-EMY BERTI
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Então, após se decepcionar com a música, Emy foi morar em New York e ficou por lá durante dois anos. Ela descreve que neste período estava muito cansada, cheia de dores, com pouca consciência de respiração e que também tinha decidido parar de cantar. Nesta fase de dificuldades, Emy Berti começou a praticar ioga, e a partir daí tudo foi recomposto: o corpo, a respiração e a música. 
Na verdade, Emy sempre gostou de Ioga e sempre foi muito ligada em misticismos e espiritualidade, mas neste “período negro” se viu mais próxima destas atividades e transformou desta, a sua nova filosofia de vida.
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Observação importante: Repare que em 1997 ela se desligou totalmente da Itália, e nem cantar queria mais. Coincidiu com o mesmo período negro do "Randy Bush", quando o projeto perdeu sua abrangência, obteve queda de qualidade e estava com vocais totalmente diferentes.

Perguntaram à ela, em 2015: Você acha que essa experiência de ioga influenciará sua abordagem musical no futuro?
Não tenho certeza. Claro que eu gostaria de cantar coisas diferentes, mas acima de tudo quero só procurar o essencial, quero algo mais direto, mais carnal com a música.

Nesta mesma entrevista, ela disse sobre esta sua nova fase:
“Então, uma doença me deu o forte sinal de que era exatamente o que eu tinha que fazer. Nos Estados Unidos, conheci David Newman, Mira e Philippo Franchini e eles me empurraram nessa direção. Gravei o álbum “Into the Open”, onde lrene Grandi também canta em uma música.”
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Fonte destas suas frases: http://www.emyberti.com/events/

Emy Berti então mergulhou-se com paixão neste mundo cheio de energia e sabedoria. Ela também aprofundou seus conhecimentos e ensinamentos com freqüentes viagens para a Índia, estando sempre em ambientes internacionais / interculturais e realizando seminários e workshops sobre Ioga.
A talentosa cantora sempre foi encantada pela tradição devocional indiana e a musicalidade ocidental, que segundo ela é “harmonizada por uma sensibilidade refinada e profunda”, então ela se viu realizada quando pode fazer este tipo de música, com muita adoração, positividade e elementos de meditação.
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E se você analisar bem os singles do Randy Bush (e alguns outros projetos que ela cantou), você notará que Emy Berti não era só a vocalista (e compositora de algumas músicas), mas ela também dava um pequeno toque pessoal em alguns singles, muitos deles com esta pitada de misticismo, alguns elementos que remetem à fantasia ou algo ligado a outra dimensão. A Emy não só emprestou a sua linda voz, mas analisando o seu estilo de vida, vejo que ela também levou muito do seu "eu pessoal" para algumas músicas em que gravou no cenário Dance. Sua essência e o que ela acredita, estão nestas músicas, pelo menos em sua sonoridade.
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Eu não tenho absolutamente nada contra Patrizia Cavaliere e muito menos quero colocar uma mulher contra a outra, mas é triste ver uma modelo assumindo tudo isso, não só a voz, mas toda essa essência criativa e natural de outra mulher (que deveria estar em sua merecida evidência).
Ouça “Elevation”, “Foreing Affair”Giddy Up A Go Go e “Take My Heart” e veja que essas músicas são a cara de Emy Berti. 

Provavelmente Wilco, o compositor de “Elevation”, também estava muito entusiasmado com este estilo da vocalista quando escreveu esta letra misteriosa. A canção fala sobre receber inspiração e elevação de alguém que já foi o seu amor numa vida passada. Sem mencionar ainda na sonoridade e no andamento da música, muito envolvente e inspirador, se enquadrando perfeitamente no perfil de Emy Berti.
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Parece que Emy Berti não só esteve presente nas atmosferas das músicas do Randy Bush, mas também apareceu na capa do single de “Foreign Affair” (1993). Vejam só, é o mesmo formato do rosto da nossa querida vocalista:
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Não dá para ter certeza, mas tudo leva a crer que no 1º single do Randy Bush temos o rosto de Emy Berti - com alguns efeitos - estampado em sua capa

Sempre ligada neste universo de misticismo e mistério, Emy Berti ainda escreveu um livro infantil sobre astrologia, em 2007. O livro chama-se “Stelle & Co” e fala sobre uma menina que vai se descobrindo através do encontro dos planetas (seria uma personagem inspirada em si própria?).
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Emy Berti lançou 3 álbuns até este momento:
-Em 21 de julho de 2011, Emy Berti lançou “Into The Open”, seu 1º álbum solo.
-Já em julho de 2014 foi a vez de “The Change”, seu 2º álbum solo.
-E seu último álbum foi lançado em 2017: “Dreams in Reality”
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Obs.: Todos os discos são no estilo Kirtan (Mantras) e foram lançados sem o apoio de nenhuma gravadora.

EMY BERTI 
ATUALMENTE

-Emy Berti fará seus 50 anos de idade em agosto de 2019 e segue cantando com a sua mesma voz que conhecemos no Randy Bush. Ela está morando atualmente em sua cidade natal (Florença - Itália) e continua realizando suas palestras, viagens pelo mundo, seus shows / retiros, produzindo seus álbuns de maneira totalmente independente e sempre com muito amor à vida e à natureza. 
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-Ela também tem um sobrinho chamado Zeno Berti que tem 3 anos de idade;
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-Segundo Emy Berti, seu pai é muito parecido com ela “em quase tudo”;
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-Emy vende seus discos através de seu site pessoal, e como citei anteriormente, é uma pessoa discreta, tranquila e que só procura ter paz.

Quer ver a cantora original cantando em vídeo? TOMA-LHE!
Ouça a voz real do Randy Bush cantando ao vivo!
"A Thousand Years" Christina Perri - Cover by Emy Berti

Aos amantes do eurodance, afirmo que Emy Berti pode ser facilmente incluída no hall das vocalistas mais talentosas do gênero, ao lado de outras veteranas, como Annerley Gordon (Whigfield), Sandy Chambers (Double You / Corona), Melody Castellary (Surama K.), Jenny B (Corona), Emanuela Gubinelli (Taleesa), Giada Masoni (Tennesse), Jackie Bodimead (Radiorama), Nicki French, entre outras.

DOWNLOAD
Quer ouvir mais Emy Berti?
Preparei uma seleção com algumas músicas que ela chegou a gravar no gênero eurodance. Espero que gostem!
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Link para baixar o álbum do Randy Bush

1. Sounds Like A Melody - 4:50
2. Take My Heart - 4:20
3. Foreign Affair - 4:05
4. Giddyap A Gogo - 3:55
5. Positively - 4:10
6. Elevation (Single Version) - 4:40
7. Take My Heart (Club Mix) - 4:25
8. Sounds Like A Melody (Club Mix) - 4:50
9. Foreign Affair (Extra Mix) - 4:20
10. Leaving - 3:50

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PRODUCED, ARRANGED AND MIXED BY NICOLOSI FOR EXTRARECORD. 
LICENSED BY NICOLOSI PRODUCTIONS
DIREÇÃO EXECUTIVA: RENÉ MICHEL / KAKA / CHRISTOVAM
CAPA: MARIA MAXIMINA RODRIGUES E MARIA ROSA GERARA
FAIXA 05 -  Vocal: Sandra Chambers

Link para baixar a música de Randy Bush - "I Love To Love" (1996), que não está no álbum acima de 1995

TIPO DE ARQUIVO: FLAC


Link para baixar outras canções variadas na voz de Emy Berti

1. Angels - Love is Free (Single Cut)
2. Gilly B. - Tonight (Alternative Mix)
3. New System - Let Me Take (Tribal Mix)
4. Angels - Love is Free (Heaven Mix)
5. Gilly B. - Tonight (Alternative Radio Mix)
6. Emy J - Flashdance (What A Feeling) (Club Mix)
7. Erica-Lee - Giddy Up a Go Go (Club Mix)
8. Emy - Come ho fatto (CD Single Promo)
9. Theesha - Welcome To My Dream
10. Terry J - La Isla Bonita (Club Mix)
11. Sinkin - Inside Out 2006 
12. Sighieri - Calling the sun 2012 
13. J Family  - Take One Step
14. Emy J - Flashdance (What A Feeling) (Radio Version)
15. "Randy Bush" - Take One Step 
16. Terry J - La Isla Bonita (Radio Version)
17. Angels - Love Is Free (Power Mix)
18. Gilly B. - Tonight (Radio Mix)
19. New System - Let Me Take (Euro Beat Mix)
20. Gilly B. - Tonight (Extended Mix)
21. Angels - Love Is Free (Moreheaven Mix)

BÔNUS:
22. Erika - Just Be (Vocal Sandra Chambers - Backing Vocal Emy Berti)

TIPO DE ARQUIVO: MP3


Conecte-se com 
Emy Berti
Imagens e Vídeos:
Revistas pessoais e Internet (Google)

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Este foi um dos artigos mais trabalhosos que realizei no Blog. Peço desculpas pelo tamanho gigantesco que a postagem acabou tomando, pois são tantas informações importantes que não tinha como deixar nenhuma de fora.

Inicialmente, eu queria escrever uma homenagem à Patrizia Cavaliere, assim como as publicações sobre Tatjana, Taleesa, Karina, Double You, Newton, e etc. Mas quando tive certeza de que ela não era a verdadeira vocalista, só me restou criar este artigo investigativo, que agora, finalmente está finalizado. 
Espero que todas as dúvidas sobre o Randy Bush tenham sido esclarecidas.
Desejo mais sucesso à Emy Berti e também à Patrizia Cavaliere, pois querendo ou não, ela também foi integrante deste inesquecível projeto.

Agradecimentos:
À Andrew Alves, por fornecer algumas músicas na voz de Emy Berti e também por revelar a identidade desta maravilhosa artista. Obrigado e parabéns pela sua incrível descoberta! 
Namaste!