domingo, 1 de junho de 2025

TATJANA - SANTA MARIA (1995)

 TATJANA - "SANTA MARIA" (1995) - HINO DA EURODANCE COMPLETA 30 ANOS DE ANIVERSÁRIO!

"Santa Maria" da Tatjana foi uma das músicas mais tocadas em 1995

Sem palavras para descrever essa música da Tatjana - "Santa Maria"... Estes vocais, esta melodia, este pianinho... tudo isso marcou meus anos 90 de uma maneira indescritível!! Sem palavrões, sem exaltação ao crime, sem baixaria... Só diversão para todos e com uma produção de tirar o chapéu!!!

Curiosamente, algumas pessoas ainda questionam se Tatjana Simic é de fato a vocalista do hit, já que era muito comum, na época, rostos bonitos apenas dublarem as canções, enquanto que as cantoras profissionais cantavam às escondidas nos estúdios.

Bem, essa resposta é um pouco complexa, porque, a croata Tatjana é modelo sim, mas ela também sabe cantar muito bem! Ela gravou verdadeiramente em suas músicas, mas aqui em "Santa Maria" o refrão conhecidíssimo não foi gravado por ela!!

Surpresos com este fato?

Simplesmente é a voz da compositora da canção neste trecho!!

Para saber mais sobre esta curiosidade, além de outras, embarque conosco no artigo abaixo e boa leitura!!

Tatjana - "Santa Maria" (1995) Ao vivaço no Japão!!!
A voz é minha e eu provo cantando ao vivo! (exceto em alguns trechos, rs)


A BELEZA E O TALENTO DE TATJANA

Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado neste artigo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.

-RIKARDO ROCHA


Infelizmente, aqui no Brasil somente "Santa Maria" fez sucesso  embora "Feel Good", "Calendar Girl" e "Ain't Gonna Cry" tenham figurado em alguns charts brasileiros  mas lá fora, Tatjana Simic é conhecida por muitos outros híts, principalmente no continente europeu.

Na Europa, por exemplo, "Santa Maria", "Chica Cubana", "Feel Good" e "Awaka Boy" são seus maiores sucessos. Por lá, também podem ser encontrados facilmente diversos produtos envolvendo o nome "Tatjana", como CDs, DVDs, Revistas, CD-Rom, Posteres...e etc.


Tatjana Simic
Tatjana: Colírio para os olhos e Eurodance para os ouvidos

Tatjana Simic, ou simplesmente Tatjana, nasceu em 09 de junho de 1963, na Croácia e se tornou rapidamente numa das cantoras de "dance-pop" mais produtivas do continente europeu, tendo uma discografia com vários singles e muitos vídeo-clipes filmados.

Sua escalada rumo ao sucesso começou em 1979, quando ela se mudou para Roterdã, na Holanda, com sua irmã e mãe para começar uma nova vida. Ela trabalhou como guia turístico na cidade holandesa, antes de começar um trabalho com esportes e recreação no departamento da prefeitura local.

Depois de ganhar um concurso organizado por uma revista holandesa, ela começou a sua carreira de modelo em 1985. Tatjana também apareceu em comerciais de TV e foi convidada pelo produtor do filme "Flodder", a participar do longa. Ela fez o papel de Kres Flodder, a filha desobediente da família.

"Flodder" se tornou no filme mais bem sucedido da Holanda, visto por mais de 2,5 milhões de pessoas no país.

A popularidade de Tatjana estava em alta nos anos 80. Seu sucesso e beleza eram tão notáveis que ela posou para a revista Playboy 16 vezes (!), começando em 1986 e terminando em 2012. Dessas edições, 12 foram para a versão holandesa, e 4 para a versão alemã.


DISCOGRAFIA

Tatjana: Das revistas para os estúdios

Tatjana lançou o seu primeiro single, "Baby Love" (1987), com o produtor e empresário holandês Bert Conard. Esse trabalho é um cover das The Supremes, você percebe que é um pop mais maduro e inclui até alguns sons de guitarras.

Depois ela foi trabalhar com os italianos Mauro Farina e Giuliano Crivellente, estes que estavam impressionados com a aparição vulcânica de Sabrina e sua febre dançante "Boys" (1987), então os dois símbolos da Dance Music se inspiraram muito na Sabrina para criar o próximo som da Tatjana. 

Em 1988, foi lançado finalmente o single "Awaka Boy", uma faixa dançante que possui uma voz masculina que lembra muito o rapper de Sabrina "Boys" (1987). Aliás, como já mencionado, a produção de "Awaka Boy" lembra muito este sucesso da Sabrina. A estratégia dada por Mauro Farina e Giuliano Crivellente deu bastante certo, pois "Awaka Boy" se tornou bem popular na Europa e também em alguns países da América do Sul, levando Tatjana ao hall das cantoras mais promissoras do gênero Dance Music naquele final de anos 80.

Mas, foi apenas em 1991 que foi lançado o 1º álbum da loira, intitulado simplesmente de "TATJANA", e contendo essas duas primeiras faixas de trabalho.

Em 1993 ela lançou "Feel Good" (uma de suas melhores músicas), que chegou ao Brasil através da ToCo International e distribuída em coletâneas pela PolyGram (uma delas é a ótima "Dance Total"). Definitivamente, foi a primeira música da Tatjana que o público brasileiro teve contato. 

Devido a este sucesso alcançado, foi distribuído o 2º álbum dela, intitulado de "Feel Good" (1993). Infelizmente não recebemos por cá este, e nenhum outro álbum de Tatjana. 

Obs: Apesar de ser praticamente um relançamento de seu 1º disco (tem as mesmas músicas do disco anterior), "Feel Good" é considerado um álbum novo por sua equipe, pois traz novos sucessos como a faixa título, além das regravações de "Can't Take My Eyes Off You" e "Don't You Want Me".

Vale lembrar também que, de todos os seus álbuns, "Feel Good" foi o seu disco melhor distribuído, sendo lançado em diversos países pelo mundo a fora.


FEEL GOOD: Um de seus maiores sucessos ganha vídeo em Miami

Já em 1995, foi a vez do hit "Santa Maria" fazer sucesso no cenário dance, então Tatjana aproveitou e lançou um novíssimo álbum no ano de 1996, produto que, recebeu obviamente o título da canção. Este álbum, "Santa Maria", também foi lançado na Coréia do Norte, Hong Kong e Taiwan.

Este, na minha humilde opinião, é o seu melhor álbum pois tem várias canções excelentes, todas no mesmo clima de magia e qualidade do single "Santa Maria". Inclusive, a produção impecável ficou a cargo dos mestres Mike Stock e Matt Aitken, então a dispensa de comentários é total.

Recomendo muito as faixas "Your Love is Magic", "The First Time", "Searching For You", "Boy I Know", "Lets Go Round Again", "Show Me", "Ain't Gonna Cry" e "Nothing To Me". Um álbum simplesmente irresistível!

Um fato memorável, é que diante do sucesso da música "Santa Maria", a cantora Samantha Fox resolveu regravar este clássico em 1997. O resultado ficou bom, mas, na minha opinião, bem inferior a versão original da Tatjana. Aliás, duas loiras belíssimas, talentosas e que disputavam o mesmo filão: música e carnalidade.


Quem ganhava essa disputa? Ah, eram os homens, é claro!

Heteros ou gays, eram os homens que se deliciavam com os trabalhos destas maravilhosas artistas. Existia uma primorosa sensualidade nos trabalhos de ambas, longe de denegrir ou vulgarizar a imagem da mulher. 

Eram sensuais em seus vídeos e apresentações, mas também tinham boas vozes, músicas com arranjos bem construídos, coreografias decentes, instrumentais agradáveis, e sem essa apelação gratuita que as péssimas cantoras da atualidade usam nas letras e nas danças, no desespero para "chocar" e "viralizar".

A garota do calendário: Tatjana

Já em 1997, Tatjana lançou seu novo álbum - "New Look", na Finlândia e Holanda, mas... quem for esperto vai perceber que se trata de um relançamento de seu bem sucedido disco "Santa Maria". A diferença desta edição, é que temos aqui também a faixa inédita "Calendar Girl", single lançado em 1996 e que fez um relativo sucesso naquele período.

Infelizmente, "New Look" foi o último álbum da bela croata, além de ter sido lançado em poucos países. Com a queda de interesse do público (e também com o declínio da eurodance), Tatjana não tem lançado mais álbuns, desde então.


CURIOSIDADES ACERCA DE "SANTA MARIA"

"Paradoxx, pede para o pessoal não tocar a primeira faixa"


Foi no início de 1995, que os olhos da famosa dupla Mike Stock e Matt Aitken caíram sobre a loira e linda Tatjana Simic. Eles ficaram interessados em trabalhar com ela, e assim, nasceu "Santa Maria".

"Santa Maria" foi lançada em single pela primeira vez em julho de 1995. Por ter sido produzida por estes dois respeitados profissionais, esperava-se muito mais do desempenho mundial de "Santa Maria", já que em seus outros trabalhos, Mike Stock e Matt Aitken estavam sempre nos topos das paradas. 

No mercado "dance", a música foi muito bem nos charts, mas nas listas mundiais de pop (onde a dupla estava acostumada a figurar-se), não alcançou as posições mais almejadas.

Chegou apenas no #37 do Mega Top 50 (importante chart britânico). Além disso, a música gerou uma certa polêmica na época, pois a sua equipe de produção foi acusada de pagar o famoso "jabá" para se manter nas paradas. Então, este single teve que ser retirado do Reino Unido em 1995, só sendo lançado novamente em 1996. Este ocorrido afetou negativamente (mais ainda) o desempenho da faixa.

Mas, apesar da "tragédia" que se instalou, não conseguiram apagar a chama de "Santa Maria". Além de conquistar vários fãs, "Santa Maria" teve ainda outros cantores que quiseram regravá-la, como é o caso da já citada Samantha Fox e também o latino Carlos Oliva & Los Sobrinos (aqueles do cover de "Macarena").

Samantha Fox fez a sua versão em 1997, e o cubano Carlos Oliva, em 1996:


Ouça o cover de Carlos Oliva & Los Sobrinos para "Santa Maria"
Observe que nos primeiros minutos, parece ser uma música totalmente diferente, mas depois "se transforma" na "Santa Maria" que tanto conhecemos.
Preste atenção a partir de 02'02"

*Curiosidade II: A então inédita "Calendar Girl" está presente no álbum "New Look", em duas versões: "Disco Version" e "Brasil Version" (!). Esta canção marca também o retorno da compositora Kirsti Johansen, que tinha trabalhado com Tatjana em "Santa Maria".

*Curiosidade III: Apesar de não lançar mais álbuns, Tatjana ainda gravava as suas canções no início dos anos 2000. Um destes trabalhos (que não ganhou álbum) e que merece destaque, é "Baila Baila", de 2000. A música tinha tudo para se tornar num hit, mas infelizmente não foi muito bem nos charts, apesar do clipe circular bastante na MTV Latinoamerica em 2000 / 2001.

Vale a pena conferir o vídeo deste seu trabalho:


A promessa de hit não vingou em "BAILA BAILA", infelizmente.

TATJANA VERSÃO 2000: Single "Baila Baila" decepciona. A cantora lançou ainda em 2003 uma nova versão para "Santa Maria" (2003 Almighty 12'' Mix)

A mídia física de "Baila Baila" chegou num single todo convidativo, cheio de atrativos e divulgação, mas infelizmente não conseguiu o sucesso que a gravadora esperava. 

Diante de todo o investimento perdido, a cantora só voltou a ter um relativo sucesso anos depois, com uma releitura de um de seus maiores clássicos, a versão 2003 de "Santa Maria". Nessa época, início de anos 2000, diversas músicas de eurodance estavam recebendo uma nova roupagem, com uma pegada mais "trance", como "Mr. Vain" (Culture Beat), "Saturday Night" (Whigfield) e "Push The Feeling On" (Nightcrawlers), e lógico, não poderia faltar o remake de "Santa Maria".


FILMES OUSADOS?

Como já mencionado,Tatjana também participou de alguns longas, aliás, a artista tem vários fãs que amam este seu lado atriz. Seus filmes tinham algumas cenas picantes, mas definitivamente não eram iguais aqueles "atuados" por Rita Cadillac e Gretchen aqui no Brasil... se é que vocês me entendem...

Os filmes da Tatjana não eram tão explícitos (ou confundíveis com os filmes adultos), digamos que eram produções mais "soft".

A propósito, a sua canção "Santa Maria" tem um 2º vídeo chamado de "Sexy Version", onde Tatjana sensualiza o tempo todo em frente às câmeras e fotógrafos. Esta versão apresenta cenas parecidas com as quais você poderá encontrar num de seus filmes, ou seja, nada de muito impactante ou vulgar.

Tatjana Simic é uma artista super versátil, talentosa, linda e querida pelo público (principalmente o masculino). No geral, ela é mais conhecida na Europa pelo seu papel no filme "Flodder" (1986), que devido ao sucesso na Holanda acabou gerando mais duas sequências e uma série de TV, entretanto, ela também se deu bem na música.

Resumidamente, Tatjana Simic é amada pelos marmanjões heteros, mas com o tempo também foi ganhando o seu público gay, principalmente quando a sua música "Santa Maria" entrou para a trilha sonora do seriado gay mais popular do entretenimento: "Queer as Folk" (2000-2005).


OS PRODUTORES DE "SANTA MARIA": MIKE STOCK E MATT AITKEN

A dupla Mike Stock e Matt Aitken

Na minha opinião, "Santa Maria" possui uma das produções mais belas e envolventes da Dance Music dos anos 90. A faixa em questão, logo em seus primeiros segundos, já apresenta sons vibrantes de ondas se quebrando e nos remetendo à praia, sol e verão. Logo na sequência, a música vai recebendo algumas batidas mais fortes e "secas", que vão se acelerando num ritmo mais contagiante e dançante. Não devemos nos esquecer dos "sussurros" femininos (cantando "Oh, Oh Oh..."), quase que angelicais, que vão de encontro com algumas frases ditas por um rapper, de forma bem rápida e totalmente enérgica.

A música tem vários bons momentos, mas talvez o clímax em "Santa Maria" esteja na inserção do pianinho, num intervalo mais relax, entrando em seguida o célebre refrão "santa mariaaaa", acelerando tudo outra vez.

Não devemos nos esquecer da base de fundo, sendo muito cativante e dando mais frescor e intensidade para "Santa Maria", principalmente quando esta instrumental, em um certo momento, se mistura com alguns dos elementos acima citados (uma junção perfeita das batidas, do pianinho, dos vocais...). Um verdadeiro deleite!!!!

Definitivamente, os ingleses Michael Stock (3 de dezembro de 1951) e Matthew James Aitken (25 de agosto de 1956) capricharam muito nesta linda track...

Obs.: A versão Extended (Wah-Wey Mix) é a que mais valoriza todos estes ótimos momentos citados, como nenhuma outra versão. Vale a pena conferir!

Tatjana - "Santa Maria"
(Wah Wey Mix)

QUEM É A VOCALISTA DO REFRÃO?

Kirsti Johansen e Kjetil Røsnes

Já o trabalho de composição da letra de "Santa Maria" ficou com o casal de noruegueses Kirsti Johansen e Kjetil Røsnes. Eles escreveram grande parte da música, embora esteja também constado nos créditos os nomes dos dois produtores Stock / Aitken (acredito que estes dois nem participaram da escrita da letra).

Inclusive, a participação de Kirsti Johansen foi extremamente importante para o êxito de "Santa Maria", pois além de compor a faixa juntamente de seu marido, ela ainda teve os seus vocais adicionados na canção. Sim, ela foi devidamente creditada como "Vocal Adicional", e conseguimos ouvir a sua voz no refrão da música.

Kirsti Johansen (22 de setembro de 1963) e seu marido Kjetil Røsnes (30 de março de 1960) eram integrantes do duo Avalanche (uma espécie de Roxette da Noruega) e cantavam músicas de europop.

O casal fundou o grupo em 1984, vivendo e trabalhando na Alemanha e na França, foi aí então que a dupla se tornou conhecida para os produtores de Tatjana.

Obs.: São nos sussurros ("Oh, Oh, Oh...") e também no enfático refrão que contem a voz de Kirsti Johansen. A sua voz provavelmente estava na versão "demo", e assim os produtores de Tatjana resolveram manter estes trechos na versão finalizada, justamente porque ficaram melhores e mais harmoniosos na voz da Kirsti.

E quando a loira Tatjana canta esta música ao vivo, percebe-se que, nestes exatos fragmentos ficam faltando os vocais de Kirsti. É muito nítido isso   apesar da croata mandar super bem ao vivo com o microfone ligado.

Kirsti Johansen: A voz no refrão é dela

A voz de Tatjana é mais suave e "aveludada", enquanto que a voz de Kirsti é um pouco mais aguda, embora ambas sejam lindas vozes.

Com a finalidade de evitar eventuais confusões, é bom salientar novamente que Tatjana não é uma modelo dubladora, dessas tão presentes e comuns na Dance Music. Tatjana Simic é a dona de seus vocais em "Santa Maria", e em todas as suas músicas gravadas, no entanto, é evidente que tem muito de Kirsti Johansen neste seu sucesso de 1995.

Há algum tempo atrás eu mandei uma mensagem à Kirsti, perguntando se era a sua voz em "Santa Maria", mas olhem só que interessante, depois de muito tempo, a Kirsti resolveu me responder, dizendo que realmente é a sua voz no refrão da música... Então, fica aqui a resposta da própria cantora para aqueles que ainda tem alguma dúvida em relação à estes vocais:


"Oi Rikardo! É a minha voz nos refrões de "Santa Maria", mas Tatjana cantou nos versos. A outra música 'Ridin' High' não sou eu cantando... Desculpe-me pela resposta tardia! Eu espero que você esteja bem no Brasil" - Kirsti Johansen.


APÓS O ÊXITO DE "SANTA MARIA"

Como citado anteriormente, esta parceria de Tatjana com Kirsti Johansen foi tão bem sucedida que a artista norueguesa foi convidada à trabalhar mais uma vez com a loira croata. Deste sucesso surgiu o novo single "Calendar Girl" (1996), onde Kirsti só escreveu a canção, desta vez não tendo seus vocais adicionados.

Sobre o atual paradeiro do casal Kirsti Johansen e Kjetil Røsnes, eles estão afastados dos estúdios por enquanto, mas ainda realizam apresentações cantando seus antigos hits em shows de Revivals. Atualmente o casal vive com sua família em Aurskog, na Noruega, onde também são avós. Atualmente eles preferem dar mais prioridade à família, dividindo momentos de lazer ao lado de seus filhos e netos.


TATJANA FEAT. REAL MCCOY? 

Sim, quase isso.
O vocal de O-Jay foi sampleado

Apesar do single e do álbum de Tatjana - "Santa Maria" creditarem os vocais de Kirsti Johansen, tem um outro vocal que não foi creditado aqui...

Sim, o trecho "rap" em "Santa Maria":

"Rhyme to the rhythm

Come on feel the rhythm

There's a rhythm that rhymes

That rock the whole time"


Sabe de quem é esta voz???

É do O-Jay, o rapper do grupo REAL MCCOY:

Olaf Jeglitza

Sim, Olaf Jeglitza (O-Jay) é o dono da voz masculina em "Santa Maria" de Tatjana. 

Quando o projeto dele ainda respondia por MC SAR & THE REAL MCCOY, ele lançou uma cover de "Pump Up The Jam" do Technotronic que ficou muito legal. Repare, são os mesmos vocais masculinos, e tem ainda o mesmo trecho que foi sampleado:

Não está convencido ainda? Então avance aos 3:42 e ouça este mesmo trecho original, que foi adicionado na música "Santa Maria" da Tatjana. Isso não é fantástico??

Muitos podem achar estranho, mas é realmente a voz de O-Jay que está em "Santa Maria" e "Pump Up The Jam". Ele apenas mudou o estilo de fazer seus rap’s (a partir de 1993), e passou a seguir um padrão novo após ao sucesso mundial de “Another Night”.

Quando eu perguntei à ele, em 2007, se era a sua voz nessa música da Tatjana, o próprio me confirmou que sim e ao mesmo tempo ficou surpreso, pois ele não conhecia "Santa Maria" da Tatjana, e nem sabia que tinham sampleado o seu trecho de "Pump Up The Jam"

Lembro que O-Jay tinha um blog naquela época, e em seguida fez até uma postagem contando essa história, além de mencionar que foi eu quem lhe mostrou essa música da Tatjana. 

Em 2024, o O-Jay veio ao Brasil, fez um show maravilhoso aqui em São Paulo e também nos encontramos pela primeira vez. Tocamos neste assunto, e ele ainda autografou o meu single da Tatjana: "Para o nosso fã nº 1 Ricardo".

Ah, e não estou contando isso para "me engrandecer", mas apenas para esclarecer que realmente é a voz dele, e que eu sei do que estou falando, só isso.

O-Jay do Real McCoy nem sabia que sua voz havia sido sampleada em "Santa Maria" de Tatjana, tomando conhecimento disso apenas em 2007, quando entrei em contato e perguntei se é a voz dele que ouvimos na música.


As vozes que você ouve no hit "Santa Maria" 
(Vídeo que montei em 2020, quando a música completou 25 anos)


FICHA TÉCNICA
TATJANA - "SANTA MARIA"
Vocalista: TATJANA SIMIC
Gravadora: Love This Records
Engenheiro de som: Dean Murphy, Peter Day
Assistente: Barrie Steele
Produtores: Stock e Aitken
Voz adicional: Kirsti Johansen
Sample Vocal - "Rap" (Não creditado): Olaf Jeglitza (MC Sar & The Real MCCoy)
Compositores: Johansen, Roesnes, Stock / Aitken
Gravado em Londres
Ano de Produção: 1995



TATJANA 2025

Tatjana Simic atualmente. Hoje, ela tem quase 62 anos de idade (completa no dia 9 de junho).

Infelizmente a cantora Tatjana não tem mais gravado músicas com a mesma frequência de antes, o que é uma grande pena. Seus últimos singles são as desconhecidas “Ik Laat Je Gaan” e “Blago Onom Ko Te Ima”, que são canções gravadas em 2008 e lançadas apenas em terras holandesas, e também cantadas no idioma holandês. 

Em 2012 saiu uma coletânea dela no mercado holandês, mas sem novidades, apenas trazendo suas músicas antigas.

Tatjana viveu um relacionamento de 2008 até 2010 com o multimilionário Ronny Rosenbaum, mas hoje está felizmente casada com Lex van Hessen, há mais de dez anos. 

Embora afastada da música, parece que Tatjana ainda continua conectada com seus filmes, podendo retornar num spin-off de seu longa mais famoso — "Flodder" (1986). 

"Fui abordada, estamos trabalhando muito nisso. Ainda não sabemos exatamente como vai ser e o que vai ser", disse a atriz / cantora.

A produtora NewBe já anunciou que está trabalhando nessa nova produção, mas Tatjana disse que tem dificuldades com isso...  Ela hesitou por um longo tempo: "Eu disse três vezes no começo: 'Acho que não devo fazer isso'. Hoje tenho 60 e poucos anos, preciso mesmo?"


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Obrigado, Tatjana!

Apesar de Tatjana ter gravado diversas músicas, a minha canção favorita dela é (e sempre será) "Santa Maria" —  licenciada aqui pela saudosa Paradoxx Music e fazendo um grande sucesso em 1995. 

Essa faixa esteve ainda em diversas coletâneas de Eurodance, mas creio que a mais popular de todas foi a "TV DANCE", que trazia ainda o clipe de "Santa Maria" numa faixa em CD-ROM!!! Quem lembra? A propaganda do CD circulava muito em dezembro de 1995 na TV!

"Santa Maria" ganhou dois vídeo-clipes, ganhou duas regravações feitas por dois artistas (um britânico e outro cubano), entrou para diversas coletâneas, integrou a trilha sonora de um seriado de TV americano, recebeu vários remixes de inúmeros DJs, teve um remake em 2003...

Enfim, "Santa Maria" é mais que um sucesso, é um grande marco dentro do gênero Dance Music dos anos 90! 

E podem vir mais 30 anos, que estaremos sempre com nossos ouvidos dispostos para ouvir "Santa Mariaaaaaaaaaaaaaa"



Leia mais sobre o que já foi publicado de Tatjana:

-DVD TATJANA MY OWN STORY

https://rikardomusic.blogspot.com/2022/04/dvd-tatjana-my-own-story-2002.html

- SUPERTICIOSOS CORRELACIONAM A TRAGÉDIA EM SANTA MARIA - RS COM MÚSICA DE TATJANA - "SANTA MARIA" (1995)

https://rikardomusic.blogspot.com/p/tatjana-incencio-em-santa-maria-rs-2013.html




sábado, 3 de maio de 2025

CANTORA GALA: "FUI ENGANADA POR MAX MOROLDO"

Quem leu a entrevista que fizemos com Andrea Alberghi (do Andrew Sixty), conseguiu perceber que o produtor Max Moroldo não foi um sujeito muito legal com o vocalista de "Oh Carol" e "Diana". Outro sujeito que criticou o mesmo produtor foi Marcocram DJ, que alegou que Max Moroldo roubou a ideia de seu projeto Perfect Style e levou para o Andrew Sixty. 

E em entrevista recente para a página francesa Paris Match, a cantora Gala Rizzatto também teceu alguns comentários negativos sobre o produtor e dono da gravadora Do It Yourself:


CANTORA GALA, DO HIT "FREED FROM DESIRE"REVELA QUE FOI ENGANADA POR SEU PRODUTOR NA ÉPOCA

"Fui enganada por meu ex-produtor" - Gala Rizzatto

Ela fez uma geração inteira dançar com "Freed From Desire", um hino do Eurodance dos anos 90 que se tornou um clássico dos club's, rádios e também, mais recentemente, em estádios de futebol. Mas, por trás do sucesso, a realidade foi muito menos favorável para Gala Rizzatto. Aos 49 anos, a artista italiana disse ao site francês Paris Match que atualmente vive como uma "nômade", sem um endereço fixo: 

"As pessoas imaginam que eu vivo sob coqueiros nas Bahamas, tomando Martini em uma ilha caribenha, contando meus milhões. Bem, não! Não tenho o suficiente para comprar um apartamento. Vivo como uma nômade. Nas últimas seis semanas, mudei de endereço quatro vezes!"


Embate na Eurodance: A briga da cantora com o produtor

Voltando à Era de Ouro da Eurodance: Em 1996, a jovem cantora milanesa lançou seu single "Freed From Desire" e causou febre no mundo dos DJs e do público jovem. Depois vieram outras faixas que também estiveram no topo dos charts, como "Let A Boy Cry", "Come Into My Life" e "Suddenly", além é claro, de seu tão aguardado álbum "Come into My Life"   que se tornou um ícone da década de 1990. O disco vendeu mais de 6 milhões de cópias, no entanto, a artista não se beneficiou dos ganhos financeiros...

Quase trinta anos após o sucesso mundial de "Freed From Desire", a italiana Gala revelou que foi enganada por seu produtor e completou dizendo que mora atualmente no Brooklyn, EUA, em um apartamento alugado por amigos, pois não tem condições de comprar um lar próprio. Uma situação radicalmente diferente da imagem que temos do astro pop milionário. 


UM CONTRATO ASSINADO NA IGNORÂNCIA

"Eu escrevi as letras, fiz as melodias, trabalhei nos meus vídeos, meu nome de nascimento é Gala…"

Relembrando o início de sua carreira, Gala explicou que foi vítima de um contrato "absurdamente injusto" assinado em 1995 com Max Moroldo, então chefe da gravadora independente Do It Yourself. Inexperiente no mundo da música, ela se concentrou apenas em sua arte, e não se preocupou com as questões legais ou financeiras.

O site Paris Match publicou que Gala iniciou a entrevista com os olhos brilhando, e que ela não conseguia pronunciar o nome "desse homem" na frente da equipe de jornalistas. "Não sei se consigo", disse ela, desfazendo-se em lágrimas. 

"Assinei um contrato com ele que era absurdamente injusto, como era comum na época  principalmente na Dance Music. Tudo era vago no documento, os royalties baixíssimos. E ele fazia o que queria", explicou Gala. 

Pior ainda, Gala afirmou ter descoberto mais tarde a assinatura dele em documentos que ela nunca assinou: "Eu recebia o pagamento que ele achava adequado. E também descobri minha assinatura em contratos dos quais não me lembro."  Ela acrescentou ainda: "Eu não tinha conhecimento nenhum nesses assuntos, eu era uma ignorante".


Steve Fargnoli, o manager do Prince

O ponto de virada aconteceu em 1997, quando Gala conheceu Steve Fargnoli, o famoso empresário do cantor Prince. O homem ficou chocado com essa situação que envolvia a artista italiana.

"-Ele caiu da cadeira: perguntou-me onde estavam os direitos de transmissão – eu não sabia quais eram – e se eu era a intérprete ou a compositora. Respondi que era ambos. Ele concordou em me ajudar." - Gala Rizzatto

Esse apoio de Steve Fargnoli para a cantora Gala infelizmente terminou em 2001, pois ele veio a falecer nesse tempo. Depois, levou mais de vinte anos para Gala recomeçar uma nova batalha com seu antigo produtor, desta vez sendo apoiada pelo empresário Ben Mawson, que ela conheceu em 2023.


Max Moroldo atualmente. Lembra dele?
Max Moroldo veio ao Brasil duas vezes em 1995, quando o Andrew Sixty veio fazer turnês a convite da Paradoxx Music. Com o sucesso das músicas, e com a vontade de ser "estrela" aqui no Brasil, Max Moroldo resolveu fazer parte da "banda" com o outro produtor Gianluca Mensi, sendo que até aquele momento o Andrew Sixty era composto apenas pelo vocalista Andrea Alberghi. Recentemente Andrea Alberghi esteve no Brasil sozinho, depois de 30 anos, e disse estar feliz por finalmente poder cantar ao vivo. Ele também disse que não tinha poder de decisão nenhum sobre o projeto, e que recebeu apenas 100 dólares para gravar "Oh Carol", sendo que depois não recebeu nenhuma divisão de lucros com as vendagens de discos.
Leia mais aqui

Em 2024, quase trinta anos após o lançamento de "Freed From Desire", Gala finalmente venceu a batalha contra Max Moroldo, e obteve então o direito de regravar seu hit em uma nova versão. 

"O público trouxe essa música de volta à vida" -  Gala Rizzatto comemorou a recente vitória nos tribunais, no entanto, ficou quase 30 anos vendo suas obras enriquecendo Max Moroldo e sem poder usufruir destes seus frutos.

É realmente triste o que aconteceu com Gala, a cantora que no final dos anos 90 foi uma espécie de Lady Gaga da Dance Music: sempre cheia de estilo, presença marcante, fãs fervorosos, e sucessos que enlouqueciam as pistas e rádios. Contudo, sem Max Moroldo na vida dela, não acredito que seríamos contemplados com a sensacional Dance Music cantada pela vocalista, já que ela tinha uma preferência muito maior por outros gêneros musicais. Como artista, Gala ficar sem os seus direitos pelas músicas foi muito injusto, mas para o fã de Dance Music... a Gala deu certo porque justamente se uniu com Max Moroldo, Molella e Phil Jay.

LEIA MAIS SOBRE A CANTORA GALA E SEU LEGADO NA DANCE MUSIC DOS ANOS 90: https://rikardomusic.blogspot.com/2021/09/gala-de-freed-from-desire-nao-e-apenas.html


quarta-feira, 30 de abril de 2025

LARRY PIGNAGNOLI DA OFF LIMITS

LARRY PIGNAGNOLI DA OFF LIMITS: O CÉU É O LIMITE, E O TOPO É DO LARRY

Larry Pignagnoli é uma lenda da Eurodance dos anos 90 e 2000

Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.

-RIKARDO ROCHA


Alfredo "Larry" Pignagnoli é um dos produtores e compositores mais importantes da Eurodance e da Italo Disco. Ele nasceu no dia 31 de julho de 1951, em Campagnola Emilia, na província de Reggio Emilia, Itália.

O italiano, que produziu J.K., Whigfield, Ally & Jo, Ann Lee, In-grid, Benny Benassi, e tantos outros artistas renomados da Eurodance, começou como músico nos anos 70, tocando em grupos locais da região de Reggio Emilia. Ele montou a banda Van Larry, na qual atuava como líder e vocalista, tocando em casas noturnas e salões de baile italianos durante a sua juventude.

Seu início oficial no estúdio ocorreu na transição para os anos 80. Entre seus primeiros trabalhos de destaque na produção e arranjo podemos citar o single de Italo Disco "Rainy Day" (1983), lançado sob o pseudônimo de Brando, além de colaborar diretamente no primeiro álbum do projeto Fun Fun ("Have Fun!", 1984).

Como produtor e arranjador principal, ele alcançou o estrelato mundial ao moldar a carreira da cantora Ivana Spagna (na época conhecida apenas como Spagna), e seus maiores hits da década de 80 foram: "Easy Lady" (1986) –  "Call Me" (1987) – "Every Girl and Boy" (1988) – todos produzidos para a citada cantora Spagna.


LARRY PIGNAGNOLI: FUNDANDO A OFF LIMITS 

Pignagnoli resolveu inaugurar a sua própria produtora e gravadora, a Off Limits Production, no início dos anos 90. A empresa foi criada para centralizar suas produções de música eletrônica e dance na Itália, tornando-se uma verdadeira fábrica de hits globais nas duas décadas seguintes.


A bela loira que foi a imagem do Whigfield

No início da década de 1990, a dinamarquesa Sannie Charlotte Carlson trabalhava como modelo e o produtor a descobriu em uma dessas ocasiões, percebendo que ela tinha a imagem perfeita para liderar um novo projeto de Eurodance que ele estava desenvolvendo no estúdio: o Whigfield.

Embora tenham mantido uma parceria profissional extremamente íntima e duradoura de quase uma década na Off Limits, Larry Pignagnoli e Sannie Carlson também foram casados, sendo ele vinte anos mais velho que ela. Eles se separaram e hoje a loira está casada com o músico Marco Marati (que produziu a Laura Pausini no início dos anos 90). Embora os dois estejam noivos e vivam juntos há muitos anos, Sannie declarou publicamente que oficializar o casamento tradicional não é uma prioridade para o casal.


Larry Pignagnoli em sua juventude. Todo fã de Eurodance conhece este nome…

Larry Pignagnoli tem atualmente 74 anos de idade, continua gozando de boa saúde e permanece ativo nos bastidores da indústria fonográfica. Sua ocupação atual segue sendo a direção geral da Off Limits SRL, onde gerencia catálogos de clássicos da dance music, supervisiona novos remixes e coordena o licenciamento de suas faixas icônicas ao redor do mundo.

A Off Limits Music & Publishing foi fundada como uma produtora de música dance por volta de 1992, lançando os primeiros híts da casa, como J.K. - "You Make Me Feel Good" e Whigfield - "Saturday Night", sendo dois estouros da dance music mundial cantados por duas grandes vocalistas : Jenny B (J.K.) e Annerley Gordon (Whigfield).

Quanto à vocalista real do Whigfield, seu encontro com o renomado produtor italiano Alfredo "Larry" Pignagnoli remonta uma das histórias mais fascinantes dos bastidores da Eurodance. A inglesa Annerley Gordon conheceu o italiano Larry Pignagnoli no início dos anos de 1990 na região da Emília-Romanha, Itália, unindo a mente empresarial e técnica de Larry ao talento vocal e composicional bruto de Annerley.

Tudo começou em 1989, quando Annerley Gordon, uma jovem nascida em Sheffield, Inglaterra, decidiu passar as férias de verão na Itália. Totalmente encantada pelo clima ensolarado, pela gastronomia local e pelo estilo de vida italiano, ela tomou uma decisão ousada: não voltar para o Reino Unido e se estabelecer na Itália permanentemente. Para se sustentar, ela começou a frequentar a vibrante cena noturna da região de Reggio Emilia e arredores. Dotada de um alcance vocal impressionante, Annerley costumava cantar por pura diversão em festas e pequenas discotecas locais com amigos, mas durante uma dessas noites de descontração em uma discoteca italiana, Annerley subiu ao palco/microfone para cantar e foi avistada por um olheiro que estava na plateia. Este caça-talentos (talent scout) era ligado aos estúdios locais e então Annerley Gordon foi levada aos principais produtores de Italo Dance, devido ao seu notável talento e a potência de sua voz, combinados com o fato de ela ser uma nativa da língua inglesa — um recurso extremamente escasso e valioso na Itália daquela época, onde o mercado de Italo Disco e Eurodance demandava letras em inglês sem sotaque estrangeiro. Ela foi convidada para fazer um teste de estúdio e rapidamente começou a trabalhar como cantora de sessão (session vocalist) e backing vocal para pequenas produções locais e para a gravadora A.Beat-C, a partir de 1990.


Annerley Gordon em 1991, quase tudo pronto para a estreia de Whigfield


Larry Pignagnoli já era um produtor consagrado na Itália graças ao sucesso estrondoso com a cantora Spagna nos anos 80. Na virada para os anos 90, Larry estava expandindo seus horizontes musicais e buscava vozes versáteis, dinâmicas e comerciais para novos projetos que se tornariam a base da Eurodance. Sabendo da existência de uma talentosa inglesa fazendo gravações de estúdio na região, Larry Pignagnoli e seu parceiro de produção e arranjador, Davide Riva, chamaram Annerley Gordon para uma audição formal em seu estúdio. Larry apresentou a Annerley uma demo instrumental na qual ele estava trabalhando. Larry queria ver como a voz de Annerley se encaixaria na estrutura pop/dance acelerada que ele criava, e aí veio a química imediata.

Ao entrar na cabine de gravação, Annerley não apenas entregou os vocais perfeitamente afinados, mas começou a improvisar linhas melódicas e sugerir ganchos comerciais com extrema facilidade devido à sua bagagem na música pop britânica. Larry Pignagnoli também percebeu instantaneamente que Annerley era muito mais do que uma voz bonita; ela tinha facilidade para escrever letras "chiclete" (catchy) que funcionavam perfeitamente nas pistas europeias.

A partir desse primeiro encontro bem-sucedido, Larry Pignagnoli integrou Annerley Gordon como peça fundamental de sua fábrica de hits (que logo se consolidaria com a criação da gravadora Off Limits). O entrosamento entre a dupla foi tão mágico e profundo que resultou em uma dinâmica de trabalho impressionante na primeira metade dos anos 90, nascendo então o projeto Whigfield, nome que a cantora "emprestou" para homenagear a sua mãe Gwendoline Wighfield.


Whigfield é uma homenagem dada pela própria vocalista/compositora Annerley Gordon à sua mãe

"Saturday Night" foi a primeira música produzida por Larry Pignagnoli para a Off Limits, um hit supremo que reinou nas primeiras posições das paradas de sucesso mundiais e permitiu que "Whigfield" entrasse para o Guinness Book of World Records, por ser a primeira artista não inglesa a chegar diretamente ao primeiro lugar na parada do Reino Unido. Bom, entrou no livro dos recordes de maneira enganosa, pois Annerley é inglesa sim. Ela foi a cantora real, mas o Guiness Book não sabia desse “esquema” e considerou este feito ao projeto italiano desmerecidamente. Basicamente, este reconhecimento foi fruto de uma mentira, uma fórmula secreta do projeto. Essa entrada no Guiness Book de “Whigfield” é algo equivalente ao grammy adquirido pela dupla do Milli Vanilli, trabalhado também em uma invenção/história falsa. 


HISTÓRICO DE FRONT-LADYS

Annerley Gordon era uma máquina de sucessos, mas disse que preferia não subir nos palcos para interpretar essas canções, por isso a modelo Sannie foi inserida, mas creio eu que, Sannie Carlson seria inserida da mesma forma, pois era assim que a máfia italiana trabalhava na época. O próprio produtor Larry Pignagnoli já fez algo muito parecido nos anos 80 com a dupla Fun Fun, que era nada mais que duas modelos loiras que dublavam as artistas reais Ivana Spagna e Antonella Parisi.


Larry Pignagnoli e Davide Riva (produtores do Whigfield) recebendo o disco de platina do mega sucesso "Saturday Night" na Alemanha (24 de outubro de 1994)

Annerley também afirmou em muitas entrevistas que gostava muito da parte da criação nos estúdios, que se sentia realizada nos bastidores, e que não se sentia muito segura com a sua imagem quando subia aos palcos, então Larry Pignagnoli não teve dúvidas em chamar a modelo dinamarquesa para fazer este papel de divulgação, enquanto que ele aproveitaria Annerley nos estúdios gravando com seu vocal e também escrevendo letras para diversos projetos (lembrando que a inglesa foi uma das coautoras do megahit "The Rhythm of the Night" do Corona, projeto associado ao produtor Lee Marrow e a DWA).

Depois da febre mundial de "Saturday Night", Larry Pignagnoli utilizou os vocais de estúdio de Annerley Gordon para gravar mais faixas do Whigfield, que foram parar no primeiro álbum do projeto.

Embora a modelo Sannie Charlotte Carlson tenha assumido a imagem pública do projeto e dublado nos shows e apresentações de TV, a voz original gravada em todos sucessos  — incluindo os hinos "Saturday Night", "Another Day" e "Think of You" — era, de forma não creditada, de Annerley Gordon. Foi um tratado entre Annerley Gordon, Larry Pignagnoli e Sannie Carlson, onde todos saíram ganhando. 

Annerley também participou do projeto Ally & Jo no ano de 1995, lançando singles dançantes pela Off Limits que se destacaram bastante no Brasil, como "The Lion Sleeps Tonight" (ela gravou junto com Antonella Pepe). Já em 1996, o projeto voltou com a faixa "Holding You" (Annerley repetiu o dueto com Antonella Pepe). Em 1997, gravou o single "Nasty Girl" (Annerley gravou junto com Dhany); e por último, gravou em 1998 "In The Zodiac" (junto com Samantha Boni). 

Ao todo, o Ally & Jo gravou quatro singles e Annerley Gordon era a "Ally", que aparecia realmente nas capas dos discos, enquanto que "Jo" era uma modelo alemã que servia de imagem provisória às cantoras que gravaram os duetos.


Grande Mr. Pignagnoli hoje aos 74 anos

O projeto italiano Whigfield lançou mais novos singles que se tornaram novas febres nos charts, como "Sexy Eyes", "Close To You", "Last Christmas", Gimme Gimme", "No Tears To Cry", entre outros, além de 5 álbuns completos, sendo o último intitulado de "W" e lançado em 2012. 

Todos estes álbuns do Whigfield possuem os vocais de Annerley Gordon, e apenas no último apresenta um mix de vocais incluindo alguns pequenos trechos na voz real de Sannie Carlson, porém, a voz de Annerley Gordon ainda é a mais predominante neste quinto e último disco do Whigfield. Depois de seu divórcio com Larry Pignagnoli, Sannie Carlson perdeu os direitos de usar o nome "Whigfield", então ela passou a se apresentar como "Sannie" e lançou alguns trabalhos (fora da Off Limits, é claro):

A partir de 2015, ela decidiu lançar um material voltado ao house music moderno e ao dance-pop, utilizando apenas seu primeiro nome real, e um destes seus primeiros trabalhos foi "How Long" (2016). Nessa música fica evidente a grande diferença nos vocais que ouvimos tanto no projetos Whigfield e Ally & Jo com este novo projeto. O lado cômico é que os fãs da loira diziam que todos estes projetos (incluindo TH Express - "I'm Your Side") eram com a voz dela, porém a ficha foi caindo a cada lançamento dos singles de "Sannie".

É tudo muito diferente, desde o tipo de voz até o sotaque. Outros singles vieram depois, como "In the Morning" (2016) e "Boys on Girls" (2018), sendo que o último gerou grande repercussão com a qual Sannie competiu no Dansk Melodi Grand Prix 2018 (a seletiva dinamarquesa para o Eurovision).

Posteriormente, os tribunais decidiram que Sannie poderia usar novamente a marca “Whigfield”, e assim então passou novamente a se apresentar como tal (mas ficou alguns anos aguardando essa decisão trabalhando apenas como “Sannie”).

Outro projeto bem sucedido da Off Limits foi o J.K., que trouxe Jenny B nos vocais em seu primeiro single "You Make Me Feel Good", além do segundo single "You and I" (1994), que também foi hiper executada (tanto nas pistas quanto nas FM's). Sandy Chambers foi a cantora do terceiro single "My Radio", faixa que se tornou em mais um trabalho de destaque entre DJs, rádios e fãs da Eurodance.


A Off Limits lançou também ótimos singles do J.K. (minha coleção pessoal)

Cantora do J.K.? Assim como vimos no Whigfield, a prática de apresentar uma modelo loira dublando nos palcos também foi muito presente no J.K., e a modelo que o mundo conheceu frente ao projeto era a polonesa Marta Simlat. Aos poucos os fãs da Eurodance foram percebendo que a loira apenas dublava (e muito mal, inclusive), e que os fundadores da Off Limits contrataram as mesmas vocalistas reais do Corona para trabalhar no J.K., dando a entender que Larry Pignagnoli queria produzir o seu próprio "Corona" (projeto oficial da DWA). 

A cantora caribenha Zeeteah Massiah (nascida em Barbados e radicada no Reino Unido) também assumiu os vocais principais em duas músicas específicas do J.K.: os singles "Sweet Lady Night" (1996) e "Go On" (1998), que não se tornaram tão conhecidas do grande público.


J.K.: Quem acha que esse projeto merece um especial aqui no Blog?

Este produto liderado por Marta Limlat continuou lançando músicas até o início dos anos 2000, e a voz real do Whigfield também trabalhou escrevendo letras para o J.K., que foi perdendo força conforme a febre do eurodance diminuía mundialmente. 

Recentemente, impulsionada pela nostalgia dos anos 90, Marta Simlat voltou a fazer apresentações ao vivo utilizando o nome do projeto em festivais retrô pela Europa, inclusive, ela esteve no Brasil em 2024 e fez dois shows no norte do país.

Quanto à Annerley Gordon, depois de anos trabalhando nos bastidores sob diversos pseudônimos e projetos (como Whigfield, Ally & Jo e compondo também para o J.K.), Larry Pignagnoli decidiu que era hora de dar a Annerley o seu próprio e merecido protagonismo. 

Em 1998, durante uma sessão de testes no estúdio de Larry, eles finalizaram uma faixa baseada em um som de sintetizador saltitante e um vocal cativante. Pignagnoli batizou o projeto solo de Annerley como Ann Lee. A música era "2 Times", foi lançada globalmente em 1999 e alcançou o Top 10 em quase toda a Europa e o número 2 no Reino Unido (terra natal de Annerley), coroando de forma definitiva o encontro casual que começou anos antes em uma noite qualquer na Itália.


LARRY PIGNAGNOLI: DEPOIS DOS ANOS 90

Larry Pignagnoli e In-Grid, um de seus grandes sucessos dos anos 2000

Se os anos 90 foram mágicos e incríveis para Larry Pignagnoli, os anos 2000 não ficaram muito para trás; Larry também foi o produtor de "Satisfaction" de Benny Benassi e "Tu es foutu" de In-Grid, bem como das faixas "Illusion" e "Hit My Heart" dos Benassi Bros. Todos estrondos nas pistas de dança e tendências mundiais na cultura Pop-Dance.

O projeto In-Grid é um exemplo de destaque no cenário da eurodance dos anos 2000, liderado pela cantora e compositora Ingrid Alberini, que nos anos 2000, eu jurava que era francesa (pois as letras de suas canções são francesas). 

O projeto ganhou notoriedade global por volta de 2002/2003 com o sucesso de "Tu Es Foutu". Ingrid Alberini, nascida em Guastalla, Itália, adotou o nome artístico em homenagem à famosa atriz Ingrid Bergman. A sua transição para uma carreira profissional consolidada ocorreu por volta do ano 2000, impulsionada por uma busca de autoexpressão musical.

O projeto é uma parceria da cantora com os produtores italianos Larry Pignagnoli e Marco Soncini, que foram responsáveis pela produção, composição e arranjos que definiram a sonoridade da artista, misturando elementos de dance-pop com toques ecléticos. Seus principais trabalhos que chamaram a atenção do público e DJs foram: "Tu Es Foutu" (2002/2003), "In-Tango" (2003) e "La Vie En Rose" (2004). O projeto continua ativo, com lançamentos bem recentes como "Madame Risque" (2026).


Benny Benassi mudou a tendência da dance music nos anos 2000, uma época em que o Trance dominava as pistas, trazendo a nova sonoridade do Electro-house

Quanto ao Benny Benassi, ele é uma das figuras mais influentes da música eletrônica mundial, consolidando de vez o estilo electro-house no início dos anos 2000. O "projeto" que envolve o DJ e produtor italiano de mesmo nome artístico, surgiu com o lançamento do potente single "Satisfaction" (2002). Este estouro mundial foi tão expressivo que Benny Benassi se tornou um dos pioneiros ao fundir elementos do house com uma sonoridade mais crua e tecnológica, definindo o som da época.

O projeto é liderado pelo DJ e produtor Marco "Benny" Benassi, que colabora frequentemente com seu primo, Alessandro "Alle" Benassi, na composição e produção das faixas. Além disso, o projeto é conhecido por trabalhar com o grupo vocal The Biz, que deu a voz a muitos de seus hits iniciais.

"Satisfaction" (2002) foi a faixa que lançou o produtor à fama internacional, alcançando o topo das paradas em vários países do mundo e tornando-se um hino das pistas. Em seguida, foi lançado o álbum "Hypnotica" (2003), que consolidou o estilo "eletro" e que apresentou também outros sucessos como "Able to Love" e "No Matter What You Do", singles de trabalho que deram continuidade à popularidade do projeto e ajudaram a influenciar projetos como Global Deejays, Royal Gigolos, Tomcraft, entre outros.


Benassi Bros - "Hit My Heart"

A Off Limits, de Larry Pignagnoli, ainda investiu em um outro projeto envolvendo a família Benassi. Era o Benassi Bros, tratando-se de um empreendimento musical criado pelos primos Benny Benassi e Alle Benassi. Essa parceria foi formada entre 2003 e 2004 após o "boom" de "Satisfaction" (que ecoou em todos os continentes do planeta), e tinha o objetivo de explorar sonoridades que complementassem a carreira solo de Benny Benassi.

O núcleo do Benassi Bros consistia nos primos Marco "Benny" Benassi e Alessandro "Alle" Benassi, e conseguiu se destacar ao utilizar talentos vocais recorrentes, principalmente da cantora Dhany (Daniella Galli), que gravou com sua voz os fantásticos singles "Hit My Heart" e "Every Single Day". Vale destacar que Sandy Chambers também gravou com os produtores, e a sua icônica voz pode ser apreciada em "Illusion" (2003), além de outras faixas.

Em 2004, a modelo Sannie Carlson sofreu um aborto e isso a afetou psicologicamente entre 2004 e 2007, pois também recebeu a informação médica de que não poderia ter filhos. A presença física do Whigfield estava querendo ingressar de verdade no mundo artístico e conseguiu o apoio da Off Limits, que lhe abriu espaço para compor e cantar para outros projetos. Foi aí que ela participou da faixa do Benassi Bros - "Rocket In The Sky", mas sob o pseudônimo de Naan.

A título de curiosidade, as músicas interpretadas por "Naan" eram cantadas com a voz real de Sannie Carlson, e também seguiam essa pegada "electro-house" criada lá em 2002 por Benny Benassi. Foi em 2005 que ela, usando novamente o nome de Naan, gravou a faixa "Feel Alive" (um de seus melhores trabalhos com sua voz real). Em 2006 Sandy Chambers gravou essa mesma música, mas confesso que prefiro a primeira versão com Naan...

No ano de 2007, a Off Limits lançou o tão aguardado segundo álbum de Ann Lee - "So Alive", além do álbum "E-Motions" de Dhany. Quanto aos singles, tivemos "Play My Music" de Sandy Chambers. 

Um super lançamento deste ano foi a compilação "All In One" do projeto Whigfield, com suas faixas revisitadas e produzidas por DJ Favretto. Neste disco, as músicas foram totalmente regravadas por Annerley Gordon com novos vocais de estúdio.

Em 2008, a Off Limits produziu o remix de "Bring the Noise" do Public Enemy, feito por Alle e Benny Benassi e assim venceu o Grammy.

Em seguida foram criados novos selos pela Off Limits, que vieram para abranger um fluxo de produção variado e multifacetado: Off Limits (dance), Q-Lab (club), Flat frog (electro-funk), Minimoff (minimal), J-Digital (jazz), Labelle (pop internacional) e Mito (pop italiano).


PRINCIPAIS SUCESSOS DA OFF LIMITS

A seguir, um relato parcial dos resultados alcançados nas paradas musicais nas últimas duas décadas. Muitas posições e prêmios foram omitidos por uma questão de brevidade.


Fun Fun -  "Happy Station" (single)

Disco de Ouro na Escandinávia, Disco de Ouro Duplo na África do Sul.


Fun Fun - "Colour My Love" (single)

Disco de Ouro na Holanda e na Escandinávia


Spagna - "Dedicated to the Moon" (LP)

Mais de 500.000 discos vendidos


Spagna - "Easy Lady" (single)

Mais de 2 milhões de discos vendidos em todo o mundo. O single mais vendido na Itália em 1986, alcançou o primeiro lugar no país. Chegou ao 2º lugar na parada de singles da Suíça, ao 4º lugar na parada francesa SNEP, ao 12º lugar na parada alemã, ao 30º lugar na parada austríaca e ao 62º lugar na parada britânica.


Spagna - "Call Me" (single)

Mais de 3 milhões de discos vendidos em todo o mundo, número 2 no Reino Unido e na Itália, e no top 75 do Reino Unido por 12 semanas consecutivas.


Spagna - "Every girl and boy" (single)

Alcançou o 3º lugar na Itália e o top 20 no Reino Unido.


Whigfield - "Whigfield 1" (LP)

Disco de Ouro no Canadá, Filipinas e Índia; Disco de Platina na África do Sul.


Whigfield - "Saturday Night" (single)

Disco de platina na Alemanha e no Reino Unido; Disco de ouro no Canadá, na Escandinávia e em muitos outros países!

"Saturday Night" alcançou o primeiro lugar no Reino Unido em 1994 e permaneceu lá por quatro semanas, vendendo mais de um milhão de cópias. Whigfield entrou no Guinness Book como o primeiro artista pop não inglês a alcançar o primeiro lugar no Reino Unido com um single de estreia, como citado acima, mas Annerley era a verdadeira cantora, e inglesa (!). 

"Saturday Night" foi o segundo single mais vendido no Reino Unido em 1994, atrás apenas de "Love is all around us" do Wet Wet Wet. Também alcançou o primeiro lugar na Espanha por 11 semanas consecutivas e na Alemanha, Itália e em diversos outros países.


Whigfield - "Another Day" (single)

Top 10 do Reino Unido e de outros países


Whigfield - "Think Of You" (single)

Top 10 do Reino Unido e de outros países


Whigfield - "Sexy Eyes" (single)

Número 1 na Austrália, além de alcançar o topo em paradas musicais de muitos territórios.


JK - "You Make Me Feel Good" (single)

Número 1 no Canadá


KMC feat Dhany - "I Feel So Fine" (single)

Top 30 singles no Reino Unido + número 1 no Reino Unido e top 10 nas paradas de música dance dos EUA


Ann Lee - "Dreams" (LP)

Sucesso absoluto: "2 Times"

Disco de platina na Austrália, Dinamarca, Bélgica e Nova Zelândia; Disco de ouro no Reino Unido, Áustria, Holanda, Alemanha, Portugal, Suécia e França.


GambaFreaks - "Down Down Down" (single)

Nº 1 nas paradas de música dance do Reino Unido


In-Grid - "Rendez-vous" (LP)

Número 1 na África do Sul


In-Grid - "Tu es Foutu/You Promised me" (single)

Nº 1 na Grécia, Nº 1 na Suécia, Nº 2 na Holanda, Nº 4 na Bélgica, Top 10 na Itália, Nº 1 nas rádios da Rússia, Top 10 na Espanha e na Alemanha; mais de quarenta semanas nas paradas oficiais de vendas alemãs. A versão em inglês (You Promised Me) alcançou o Top 10 na Austrália e a parada Billboard Club nos EUA.


Benny Benassi presents The Biz "Hypnotica" (LP)

Dupla medalha de ouro na França


Benny Benassi presents The Biz "Satisfaction" (single)

5º lugar na França e entre os 20 mais vendidos por 20 semanas, Disco de Ouro; 2º lugar no Reino Unido, entre os 20 mais vendidos por 6 semanas; excelentes vendas e resultados nas paradas musicais na Alemanha, Austrália e muitos outros países.


LARRY PIGNAGNOLI VENDE A OFF LIMITS PARA A BMG

Larry Pignagnoli não produz mais como antigamente...

Em outubro de 2015, um marco dentro da Off Limits acontece: A BMG adquire todo o catálogo da gravadora de Larry Pignagnoli.

A BMG adquiriu os direitos de sucessos clássicos do dance pop dos anos 90 com a compra do catálogo editorial da Off Limits, especialista italiana absoluta em Dance Music.

Os títulos reforçam ainda mais o catálogo de sucessos de Dance Music da BMG, que já incluía os catálogos de gravações da Strictly Rhythm ( "I Like To Move It", "King Of My Castle" ) e da Skint/Loaded (Fatboy Slim, X-Press 2), além do catálogo editorial da Talpa (Afrojack, Fedde Le Grand).

O diretor-geral da BMG Itália, Dino Stewart, disse na época: “Estamos muito felizes em receber o catálogo da Off Limits na BMG. Larry Pignagnoli é um dos mestres do pop italiano e músicas como 'Saturday Night' fazem parte do DNA divertido de toda uma geração. Após as recentes aquisições da Strictly Rhythm, Skint/Loaded e Talpa Music, temos orgulho de adicionar vários clássicos internacionais da música dance da Itália ao crescente repertório de dance/EDM da BMG.”


Larry Pignagnoli marcou os fãs da Eurodance, mas, infelizmente hoje não produz com a mesma intensidade...

O que mudou para a Off Limits após 2015? 

Antes da venda, a Off Limits precisava administrar e policiar os direitos autorais de hits massivos como "Saturday Night" (Whigfield), "Tu es foutu" (In-Grid) e "Satisfaction" (Benny Benassi) no mundo inteiro de forma independente. Em 2015, a gigante BMG Rights Management assumiu o controle dessas obras. Ou seja, a BMG passou a licenciar os clássicos da produtora para grandes campanhas publicitárias globais, trilhas sonoras de Hollywood, videogames e séries de streaming. Isso garantiu uma injeção financeira contínua e massiva para os fundadores através de royalties.

No geral, a Off Limits deixou de operar como uma gravadora tradicional de lançamentos em massa e se transformou em uma "boutique" de serviços musicais altamente especializada. Larry Pignagnoli mantem a marca ativa, mas reestruturaram a empresa sob um modelo híbrido de estúdio e agência, onde o foco está mais em gerar receita através de royalties, além de ajudar artistas independentes italianos a coletar os direitos de execução de suas vozes e instrumentos.

Larry Pignagnoli atua hoje como um mentor de estúdio e Diretor Geral. Ele não passa mais madrugadas operando mesas de som para criar dezenas de músicas por semana, mas supervisiona a qualidade técnica de tudo o que sai dos estúdios da Off Limits, atuando no controle criativo e no direcionamento estratégico de novos projetos. O trabalho atual é muito mais voltado à manutenção do legado da Eurodance e ao suporte técnico para a nova geração de produtores europeus do que à busca frenética pelo topo das paradas de rádio pop.


A Larry Pignagnoli, expressamos nosso desejo mais profundo de saúde, caminhos repletos de novas conquistas e uma felicidade tão vibrante quanto os hinos que ele criou. Obrigado, maestro, por fazer o mundo dançar e por nos ensinar que os sonhos mais altos sempre ganham ritmo!


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