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quinta-feira, 27 de maio de 2021
sábado, 15 de abril de 2023
SCATMAN JOHN - A HISTÓRIA DO CANTOR DE EURODANCE
SCATMAN JOHN, FALECIDO CANTOR DE EURODANCE, IRÁ GANHAR O SEU LONGAMETRAGEM
Escrito pelos roteiristas Stephen Basilone e Annie Mebane, vem aí o filme biográfico que vai narrar a história de vida de John Paul Larkin, o famoso cantor de Eurodance mais conhecido como Scatman John.
Scatman John fez muito sucesso nas pistas de dança e FM's na década de 90 com suas canções alegres e inspiradoras, mas o que poucas pessoas sabem, é que ele teve uma infância bem difícil e traumática por conta de sua gagueira. Se comunicando através da música, ele se tornou uma sensação internacional da noite para o dia aos seus 53 anos de idade.
E depois de quase três décadas que o seu 1º single "Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop)" chegou ao topo das paradas musicais ao redor mundo, agora, o homem por trás da música irá receber o seu (mais que merecido) filme biográfico...
E que ótima notícia, não?
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
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A equipe Trick Candle Productions adquiriu os direitos da história do cantor gago e está desenvolvendo o longametragem do lendário Scatman John. O filme em questão terá o propósito de narrar a “vida selvagem e influência positiva” do músico.
Com o roteiro escrito por Stephen Basilone (que também é ator e atuou em "Geração Prozac") e Annie Mebane (produtora da 2ª temporada da série "Os Goldbergs"), o filme detalhará as lutas de Larkin por ser um gago, incluindo o seu enfrentamento ao bullying e a sua batalha pelo vício em drogas e álcool.
O filme contará também o lado positivo de sua vida, como a sua reabilitação e o sucesso que se tornou como "Scatman John", vendendo milhões de CDs, conquistando 14 discos de ouro e 18 discos de platina. Outro ponto interessante, é que teremos videos caseiros raros do artista adicionados no longa.
Tom Malloy, fundador da Trick Candle Productions, e Steve Valentine (dos filmes "O Homem da Meia-Noite" e "A Travessia") negociaram um acordo com Lee Newman, o enteado do cantor e que cuida de seus direitos autorais.
“Hoje, mais do que nunca, a mensagem de John ressoa e precisa ser ouvida”, disse Valentine. “Ele era uma verdadeira lenda que derrubou barreiras que impediram muitos de tentar realizar seus sonhos. Estamos entusiasmados por trabalhar neste projeto com Lee e honrados por trazer a história de Scatman John para a tela grande”.
Manfred Zahringer, que foi empresário de Scatman John na era de ouro do Eurodance, também atuará como um dos produtores do filme, que ainda não tem uma data de estreia definida.
QUEM FOI SCATMAN JOHN?
A Eurodance dos anos 90 teve inúmeros artistas que se dedicaram ao gênero, e entre tantos talentos e nomes inesquecíveis está o nome de Scatman John, um cantor americano que era gago e que sofreu muito com essa deficiência em sua infância.
Seu nome real era John Paul Larkin, nasceu em 13 de março de 1942 e infelizmente faleceu de câncer em 13 de março de 1999, aos 57 anos de idade.
As suas canções mais conhecidas aqui no Brasil foram "Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop)" e "Scatman's World" (ambas do primeiro álbum "Scatman World"). Como artista de Dance Music, o "bigodudo" Scatman John foi figurinha carimbada em todos os clubs e FM's no ano de 1995, porém, em 1997 também foi tocado em algumas rádios quando lançou o single "Everybody Jam!" (do segundo álbum "Everybody Jam!").
Como citado acima, Scatman John sofria de uma grave gagueira desde quando começou a falar as suas primeiras palavras, então esse problema passou a afetá-lo emocionalmente já que ele passara a sofrer bullying. Ele até chegou a dizer algumas vezes que "tinha medo de falar".
Aos 12 anos de idade, o garoto "John" começou a tocar piano e aos 14 foi apresentado à arte do scat singing, ouvindo as músicas de seus ídolos Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. Com suas dificuldades na fala, ele começou a se "esconder" atrás da música, pois conseguia se expressar mais à vontade quando atuava musicalmente.
Nas décadas de 70 e 80 ele tocou profissionalmente em alguns recintos de Jazz de Los Angeles, e este então era o gênero musical em que o jovem era classificado.
Em 1986, o músico lançou pela Transitions Records um EP com 6 faixas intitulado de "John Larkin" e com músicas de Jazz. Por sinal, um produto super raro nos dias atuais.
Nessa mesma época, John Larkin estava se afundando com o vício em álcool e drogas, porém decidiu mudar de vida quando o seu amigo e colaborador musical Joe Farrell - que também tinha problemas com drogas - faleceu em 1986. Com a ajuda de sua esposa Judy McHugh Larkin, o futuro cantor de Eurodance por fim conseguiu se afastar dos vícios.
O artista saiu dos EUA em 1990 e foi morar na Alemanha, mais precisamente na cidade de Berlin, para focar na música e se estabelecer como um artista de Jazz. Mas, quem diria, hein? Seus planos mudaram e ele acabou se tornando num cantor de sucesso no gênero Eurodance...
Tudo começou em 1994, quando o empresário de John Larkin - Manfred Zähringer - sugeriu que ele misturasse alguns sons de techno em suas apresentações de "Scat Singing", e isso de início não empolgou muito o cantor ...
Larkin estava desconfiado, com medo, e não queria que as pessoas percebessem que ele era gago, mas mais uma vez a sua esposa o ajudou e conseguiu convencê-lo a embarcar nessa nova empreitada. A gravadora BMG também deu total apoio à essa mudança, afinal, a Dance Music estava em alta em 1994.
O PRIMEIRO SINGLE "SCATMAN" E O PRIMEIRO ÁLBUM DO CANTOR
Larkin adotou o nome artístico de Scatman John e assim gravou, na Alemanha, o seu primeiro single: "Scatman (Ski Ba Bop Ba Dop Bop)". Este single icônico foi lançado oficialmente em 30 de novembro de 1994 e vendeu mais de 6 milhões de cópias em todo o mundo.
Ingo Kays e Tony Catania foram os produtores que trabalharam em "Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop)", um hit encorajador que falava abertamente sobre a gagueira e tinha a missão de inspirar crianças que gaguejavam a superar o mesmo problema vivido pelo cantor:
“Todo mundo gagueja de um jeito ou de outro,
Então veja só minha mensagem para você
De fato, eu não deixo nada me parar
Se o Scatman pode, você também pode”
Quando você escutar alguém falar que a idade pode ser um obstáculo para alguém crescer profissionalmente, ou fazer sucesso, lembre-se de Scatman John. Ele conseguiu fazer o seu primeiro hit internacional aos 53 anos de idade, com o single "Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop)". A música foi uma febre em praticamente todos os continentes e atingiu o pico de importantes paradas musicais.
"Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop)" dominou as paradas em mais de vinte países, mas John não apareceu na capa do single, pois a sua aparência de "mais idade" poderia afastar as pessoas de uma indústria dominada por jovens, e ele tinha 53 anos. Quando o público soube quem estava por trás da música, aconteceu o contrário. Os jovens o adoraram, e Scatman John apareceu em quase todas as capas depois disso. Como diria John: seja verdadeiro consigo mesmo!
Depois foi a vez do 2º trabalho "Scatman's World", outra canção vibrante que entrou em diversos charts, incluindo na lista dos melhores singles do Reino Unido.
Scatman John posteriormente lançou seu álbum de estreia "Scatman's World" e vendeu surpreendentes 3 milhões de cópias pelo mundo. Ele era querido por onde passava, principalmente nos países europeus e asiáticos, assim como era adorado pelo público infantil.
O cantor chegou a dizer:
"-Em uma apresentação que fiz na Espanha, as crianças gritaram por cinco minutos seguidos e eu não conseguia começar a canção".
Outras faixas recomendáveis deste álbum são "Time (Take Your Time)", "Song Of Scatland", "Popstar" e "Only You", que não foram tão fortes nas paradas.
Scatman John era tão popular naquele país que as lojas de brinquedos japonesas vendiam bonecos com sua aparência, além de que, a sua imagem apareceu em cartões telefônicos e também em latas da Coca-Cola.
Outras canções recomendáveis deste 2º álbum são: "Invisible Man" (cover da banda Queen), "Let It Go" , "People Of The Generation" e "Message To You".
O ADEUS À SCATMAN JOHN
Em 1999, Scatman John lançou o seu terceiro e último álbum: "Take Your Time". Logo em seguida revelou que estava lutando contra problemas de saúde desde 1998. Ele continuou seu trabalho com a divulgação do álbum, no entanto, logo foi aconselhado pelos médicos a repousar, pois a sobrecarga de trabalho o prejudicaria.
Scatman John foi diagnosticado com câncer de pulmão e num breve período de tempo entrou em tratamento intensivo. Apesar disso, ele manteve seus pensamentos positivos e declarou na época: "-O que Deus quiser, está bom para mim... Eu tive o melhor da vida. Eu provei coisas boas."
Scatman John morreu em sua casa, em Los Angeles, em 3 de dezembro de 1999, às 18h30. Ele foi cremado e suas cinzas foram lançadas ao mar perto de Malibu, Califórnia.
Em 1996, Scatman John havia dito durante uma entrevista: "Eu espero que, quando as crianças cantarem minhas músicas ou as dançarem, sintam que a vida não é tão má assim. Nem que seja por um único minuto."
Vale lembrar que, em 1996, Scatman John criou a "Fundação Scatland" para ajudar pessoas que gaguejam. John gaguejou durante toda a vida e queria usar de seu sucesso para retribuir, mas infelizmente a fundação fechou após sua morte, em 1999.
Sobre o filme biográfico de Scatman John, o enteado do cantor, Lee Newman, afirmou recentemente em tom emocionado:
“-Eu queria contar a história comovente e envolvente de John já há algum tempo. Estou emocionado por fazer parceria com Steve Valentine e com a Trick Candle Productions para dar vida a este filme - lembrando que não importa o quão difícil a vida se torne, as coisas podem mudar para melhor a qualquer momento, em qualquer idade, para qualquer pessoa. O lema de Scatman - 'Se o Scatman pode fazer isso, você também pode' - vive para sempre nos corações de todos nós que lutamos para alcançar o impossível.”
RIP JOHN PAUL LARKIN, O NOSSO ETERNO SCATMAN JOHN.
Para ler matéria sobre o Rednex de "Cotton Eye Joe" (1994), clique no link abaixo:
https://rikardomusic.blogspot.com/2025/12/rednex-o-country-cotton-eye-joe-1994.html
domingo, 7 de dezembro de 2025
JACKIE RAWE - I BELIEVE IN DREAMS - A HISTÓRIA
JACKIE RAWE - "I BELIEVE IN DREAMS" (1997): A HISTÓRIA
Jacqueline Rawe é o seu nome, mas artisticamente ela é conhecida como Jackie Rawe, uma cantora inglesa que teve o seu hít "I Believe In Dreams" tocado aqui no Brasil quando relançado pela gravadora Almighty Records (a mesma de Rochelle, Jackie' O, Eria Fachin, entre muitos outros).
A data de nascimento da vocalista é um mistério, mas ela nasceu em Londres, na Inglaterra, e é uma filha de quatro filhos no total. Uma curiosidade pessoal: ela é baixinha, tendo apenas 1,49 m de altura, mas a voz é gigantesca!
A maioria dos integrantes de sua família sabia cantar, mas nunca se apresentavam em público, então Jackie Rawe se tornou a única cantora profissional da família. Ela se iniciou como cantora aos 17 anos de idade e trabalhou como vocalista em bandas de bailes por 18 meses.
Suas primeiras bandas foram a Ross Mitchell Band e a Ray McVey Band. Depois, Jackie fez a sua primeira turnê como backing vocal da cantora Suzi Quatro. Fizeram uma turnê pela Polônia e Romênia, e foi nessa turnê que ela conheceu a também vocalista Gill Saward (a voz do projeto Jackie'O), que apresentou Jackie Rawe aos músicos do Shakatak.
Logo após a turnê com a Suzi Quatro, Jackie Rawe fez uma turnê com a cantora Sheena Easton, que passou pelo Reino Unido, Canadá, Japão e EUA. Depois dessa turnê, Jackie começou a trabalhar com o Shakatak. Nessa época, ela também tinha outros dois projetos em andamento. Um era uma banda de disco music chamada Enigma — que teve um single que chegou ao Top 20 chamado "Ain't No Stopping" e com participações no "Top of the Pops", e o outro era uma banda chamada Minnie and the Metros (ela era a Minnie, claro). O disco se chamava "Charlie's Angel" e foi lançado pela EMI.
Dos três projetos, o Shakatak foi o que começou a fazer mais sucesso, então Jackie Rawe dedicou seu tempo à banda. Ficaram famosos na Inglaterra, no Japão e na Europa. Gravou também três álbuns com o Shakatak: "Driving Hard", "Nightbirds" e "Invitations", sendo que os dois últimos ganharam Disco de Ouro. Ela lançou o terceiro álbum com o Shakatak e depois decidiu trabalhar como freelancer, mas ainda continuou colaborando com eles ocasionalmente, em outros álbuns e turnês.
Logo depois do Shakatak, Jackie Rawe fez turnê com o Imagination e depois com o cantor de rock eletrônico Gary Numan (aquele da famosa “Cars”). Também gravou um álbum com o Gary, “Machine and Soul”.
Entre as turnês (que Jackie Rawe adorava fazer), ela lançou um single solo. A música se chamava "I Believe in Dreams" e foi lançada em 1985 pela Fanfare Records, gravadora de Simon Cowell. Foi o seu maior sucesso!
"Encontrei o Simon algumas vezes, e ele era muito gente boa. Reencontrei-o no início dos anos 90, quando eu era uma compositora da Warner e tivemos uma reunião com o objetivo de um dos artistas dele gravar uma versão de uma música minha. Também fiz um teste para o X Factor e me apresentei para os jurados, mas o Simon tinha se esquecido de quem eu era. Não o culpo, faz muito tempo, rsrs." - Jackie Rawe
Fonte: https://acomsdave.com/the_jackie_rawe_interview/
"I Believe In Dreams" é uma das canções mais famosas na voz de Jackie Rawe, mas poucas pessoas sabem que tal música foi lançada originalmente por uma outra cantora, além de ter o seu título original trocado. Trata-se, na verdade, de uma regravação de "A Lovers Theme", canção que foi lançada em 1979 por Ellie Warren. Jackie Rawe a regravou em 1985, e depois, em 1997 tornou a regravá-la em versão adaptada à Dance Music da Almighty Records.
Sobre essa versão da década de 70, Jackie Rawe disse na entrevista acima:
-"Sim, conheço essa versão e também conheço muito bem a Ellie. O meu segundo trabalho como cantora foi com uma banda chamada Ray McVey Band, que tinha uma temporada fixa na Leicester Square, em Londres. A Ellie era a vocalista principal quando entrei para a banda e eu a admirava muito; ela era uma cantora incrível e uma ótima artista" - Jackie Rawe
Ainda nos meados da década de 80, Jackie Rawe participou de algumas faixas de música eletrônica com a banda Midnight Sunrise. As faixas eram "On The House" e "In At The Deep End", lançadas em 1986 pela Nightmare Records.
Em 1986, Jackie começou a compor suas próprias músicas e teve o seu primeiro cover em 1987 com o artista americano Micky Howard. A música se chamava “Baby Be Mine” e alcançou o 5º lugar nas paradas sulamericanas. Ela ainda compôs em parceria com Ashley Ingram, compositora e baixista da banda Imagination.
Em 1987, ela gravou um dueto com Paul Carrack (vocalista do Mike and the Mechanics), chamado "When You Walk in the Room", que foi lançado pela Chrysalis Records Ltd.
Em 1990, Jackie participou e coescreveu a faixa "Kingdom of Love" do Massivo, lançada pela Debut.
Jackie Rawe assinou um contrato de gravação com a Warner Chappell Music em 1993, e suas músicas foram regravadas por artistas do mundo todo.
Ainda em 1993, ela teve seu filho Zach e parou de fazer turnês para se dedicar a trabalhos como artista de estúdio. Foi nessa época que ela viajou para a Itália para gravar o sucesso "Move It Up" do Cappella, embora aparecesse uma modelo chamada Kelly Overett a dublando nos videos e shows:
"Sim, gravei uma música chamada 'Move it up'. Foi um trabalho interessante: me pediram para ir à Itália gravar a faixa, fiquei apenas uma noite, gravei os vocais e depois peguei um voo de volta para casa. Não recebi royalties, apenas um pagamento de sessão. Nem me disseram para que minha voz seria usada; descobri algum tempo depois, quando alguém me perguntou: 'Essa é a sua voz no disco do Cappella?'. Então, fui conferir e, para minha surpresa, era eu!" - Jackie Rawe
Jackie Rawe foi contratada pela Almighty Records — uma das principais gravadoras de Eurodance dos anos 90 — e gravou vários singles no auge do gênero, como o projeto Deja Vu - "Un-Break My Heart", onde a gravadora escolheu para ela o pseudônimo de Tasmin. Aqui no Brasil fez sucesso em 1996 juntamente com a faixa original da Toni Braxton, principalmente com a ajuda dos DJs, que queriam levar o mega-hit da Toni para as suas pistas. Essa sua versão esteve também em algumas coletâneas da brasileira Paradoxx Music, como "Domingo Legal Dance Vol. 2" (lembro que tocava muito um trecho dessa faixa no programa "Sabadão", quando Gugu Liberato fazia o merchan do CD).
Nessa época, Jackie Rawe se juntou com a Almighty e gravou "Year Of Decision" sob o nome The Dream Girls. Esse projeto tinha no total três cantoras, mas em "Year Of Decision" é a voz de Jackie Rawe que ouvimos, inclusive nos backing vocals:
"-Eu cantei meus próprios backing vocals nos discos que gravei para a Almighty Records" - Jackie Rawe
Trata-se de mais uma regravação, desta vez do grupo de Funk/Soul The Three Degrees, que a lançou originalmente em 1973. A letra de "Year Of Decision" foi escrita pela dupla de músicos Gamble-Huff.
Mas, se o The Dream Girls era um projeto com três cantoras, quem são as outras duas?
As demais vocalistas que compôem o trio The Dream Girls são Adrienne Loehry e Hannah Jones, mas elas gravaram outras músicas, já que o projeto teve o seu primeiro lançamento em 1993.
O single de "Year Of Decision" do Dream Girls foi gravado no ano de 1996, mas só foi estourar aqui no Brasil no ano seguinte, em 1997.
Provavelmente a Paradoxx Music comprou o seu licenciamento juntamente com um lote que incluía Lipstick - "Say What You Want" e Eria Fachin - "Savin' Myself" (ambas também da Almighty) pois todas estrearam exatamente no mesmo período de 1997 (começaram a aparecer nos charts da Jovem Pan e nos Clubs de São Paulo em maio/97), além de integrarem a mesma coletânea "As 7 Melhores Volume 7" (excelente, por sinal).
-"Tive muitos períodos ótimos na minha vida e fui muito sortuda com as oportunidades de trabalho que encontrei e com as pessoas que conheci e com quem trabalhei. Trabalhar para a Almighty foi um desses períodos incríveis; eles me deram muito trabalho, a maioria sendo cantora de estúdio (sessão), mas sou muito grata pela experiência que adquiri e, obviamente, pelas contas que foram pagas (risos). Eu nunca era avisada com antecedência sobre o que iria gravar; eu chegava no estúdio e o Jon Dixon me mostrava a gravação original, então encontrávamos um tom que funcionasse bem para a minha voz e eu começava a gravar, às vezes uma ou duas linhas por vez, se eu nunca tivesse ouvido a música antes. Passei mais tempo com o Jon Dixon do que com qualquer outra pessoa quando trabalhei para a Almighty Records. O Jon produziu a maioria dos discos em que cantei e ele é um excelente produtor e engenheiro de som, além de muito trabalhador, mas não recebeu os créditos que merecia pelo seu trabalho. Embora ele tenha parado de trabalhar para a Almighty há muitos anos, ele ainda me contrata para sessões e seu projeto mais recente em que cantei foi um álbum e um programa de TV com Jane McDonald." - Jackie Rawe
Como "Tasmin", ela ainda gravou outras músicas no projeto Deja Vu, como "To Deserve You" (1997), que foi bem popular nos clubs LGBTs britânicos.
Jackie Rawe acabou regravando a sua faixa "I Believe In Dreams" para a Almighty, em 1997, e também foi um sucesso nas pistas de dança e rádios daqui do Brasil, sendo mais uma faixa licenciada pela sempre atenta Paradoxx Music.
Em dezembro de 1997 "I Believe In Dreams" começou a aparecer em nossos charts, sendo uma das tracks mais executadas em clubs como a Krypton de São Paulo:
Outro projeto que teve a voz dela é Respect Featuring Jackie Rawe – "You Know How To Love Me" que foi lançada aqui no Brasil em 1998, no entanto, essa foi uma época que a Dance Music estava ficando mais em baixa, então não foi muito conhecida em nosso solo, assim como Deja Vu Feat. Tasmin - "I Don't Want To Miss A Thing", "Uninvited", "My Heart Will Go On", todas versões de grandes hits mundiais.
Jackie Rawe cantou a maior parte do projeto Who´s That Girl (responsável apenas por covers da Madonna) e Bianca (a faixa "Crush" é um cover de Jennifer Page e ficou deliciosa na voz dela!!).
Em todos estes discos não víamos o rosto dela, mas sim apenas simples imagens de planetas (saturno aparecia na maioria das vezes), além do título da canção, projeto e marca da gravadora. Só.
E como vocês devem imaginar, estes projetos de Eurodance gravados por Jackie Rawe também não ganharam videoclipes. Infelizmente!
Abaixo estão TODAS as músicas que a Jackie Rawe gravou para a Almighty Records, listadas por ela mesma:
Jackie Rawe:
I Believe in Dreams (1997)
Respect featuring Jackie Rawe:
You Know How To Love Me (1998)
Deja Vu featuring Tasmin:
Un-Break My Heart (1996)
Don’t Speak (1997)
To Deserve You (1997)
I Don’t Want To Miss A Thing (1998)
My Heart Will Go On (1998)
Uninvited (1998)
When You Say Nothing At All (1999)
If I Could Turn Back The Hands Of Time (1999)
Get to You (2000)
Against All Odds (2000)
No Rhyme No Reason (2000)
Hold Your Head Up High (2000)
Rhythm and Rule (2000)
Stay (2001)
The Measure of A Man (2003)
Leave Right Now (2003)
All This Time (2003)
That’s My Goal (2006)
You Raise Me Up (2006)
The Best I Can Do (2006)
Everybody’s Changing (2006)
Somewhere Only We Know (2006)
Honest Mistake (2007)
Moonlight Shadow (2011)
This is The Last Time (2011)
Who’s That Girl:
La Isla Bonita (1997)
Amazing (2000)
American Pie (2000)
Burning Up (2000)
Express Yourself (2000)
Like A Prayer (2000)
Live To Tell (2000)
Open Your Heart To Me (2000)
The Power Of Goodbye (2000)
Rain (2000)
What It Feels Like For A Girl (2000)
Back To Basic:
Please Forgive Me (1993)
The Dream Girls:
Year Of Decision (1996)
Bianca:
Hot and Steamy (1997)
Crush (1998)
2 Hope 4:
O Lucky You (1997)
Wake Up Boo (1997)
No antigo site da vocalista, havia a informação de que ela havia feito também o backing vocal para "Total Eclipse Of The Heart" da Nicki French, mas provavelmente deve ter sido em alguma versão diferente da que conhecemos, pois nos singles lançados em 1993 e 1994 há apenas o crédito para John Springate e Nicki French. É sabido também que Jackie gravou seus backings para “Best Friend” do Undercover e algumas demos para Tony Di Bart.
Jackie Rawe foi backing vocal de muitas músicas de artistas consagrados e consolidados mundialmente (veja lista abaixo), como Paul Young, Celine Dion e Cher, mas disse que infelizmente não os conheceu pessoalmente, pois, fazia o seu trabalho separadamente em outro estúdio e depois esse áudio era enviado para as gravadoras destes cantores. Ela conseguiu apenas conhecer Elton John, e disse que ele foi muito legal.
Sua voz também foi muito usada em diversos jingles e comerciais de rádio e televisão (veja abaixo a relação com alguns destes trabalhos).
Em julho de 2003, Jackie Rawe entrou para uma banda chamada The New London Choral. Gravaram um álbum ao vivo na Holanda, em setembro de 2003, país onde a banda já estava estabelecida há 15 anos. A música é diferente de tudo que ela já havia feito antes; música clássica. Ela escreveu também uma letra para o novo álbum deles, intitulado "The Young Mendelssohn".
Jackie Rawe gravou ainda em 2004 um álbum solo com canções de cunho espiritual, inspirador e devocional em suas letras. As músicas escolhidas foram compostas ao longo de doze anos, e o estilo musical das faixas varia entre soul, funk, gospel, blues e jazz. O nome desse disco é "My Truth" (2004).
Desde sempre ela tem sido muito requisitada, tanto como cantora de estúdio quanto como compositora. Seu estilo vocal impressionante e versátil abrilhantou diversas músicas nas paradas de sucesso, incluindo os singles que foram #1 nos charts globais, como "Think Twice" de Celine Dion, e "The Way You Look Tonight" de Elton John.
Como Jackie Rawe gravou a “Think Twice” para Celine Dion, bem que poderia ser a voz dela também na versão de Rochelle, lançada em 1995 pela mesma Almighty Records, certo? Bom, mas neste caso, a escolha para gravar essa cover foi confiada a uma outra vocalista… que também foi muito eficiente na versão que chegou por aqui em coletâneas como “As 7 Melhores Vol. 4”. Aliás, uma super envolvente, belíssima e dançante cover!!
TRABALHOS DE GRAVAÇÃO
Elton John: Single: 'Something About The Way You Look Tonight'
Faixa do álbum: 'I Know Why I'm In Love' (álbum 'Recover Your Soul')
Cher : Single: 'Walking In Memphis' e faixa do álbum
Celine Dion: Single: 'Think Twice'
Honeyz: Singles: 'Love Of A Lifetime' e 'End Of The Line'
Boyzone: Faixa do álbum: 'You Flew Away'
The Streets: Álbum: 'Original Pirate Material' faixa 'It's too Late'
Álbum: A Grand Don't Come For Free Faixa 'Blinded By The Light'
David Sneddon: Álbum: 'Seven Years Ten Weeks' 5 faixas BV's
Geri Halliwell: Faixa do álbum: 'Feels Like Sex'
Pulp: Álbum: This is Hardcore, faixas 'The Fear', 'Seductive Barry'
Atomic Kitten: Single: 'Follow Me'
Hear Say: Álbum: faixa e lado B 'Boogie Wonderland'
Louise: Singles: 'Naked', 'Arms Around The World','Let's Go Round Again', 'The Woman In Me' e faixas do álbum.
The Tweenies: Singles: 'No 1', 'Best Friends Forever', 'Do The Lollipop', 'I Believe in Christmas'. Faixas do álbum: 'Thanks For The Music', 'Sisters', 'Sweeter Than Candy', 'Right Here Right Now', 'We're Gonna Have a Party', 'Birthday Song', 'Jump', 'Always in Your Heart'
Mike & The Mechanics: Faixa do álbum: 'Black and Blue', álbum 'The Living Years'
Fast Food Rockers: Single: 'Say Cheese'
Gary Kemp: Álbum: faixa 'Standing in Love'
Undercover: Single: 'Best Friend'
Wax: Single: 'Bridge to Your Heart', álbum American English
Dannii Minogue: Single: 'Movin Up', mais 5 faixas do álbum 'Girl'
Blair: Single: 'Have Fun Go Mad'
Michelle Gayle: Single: 'Looking Up' faixas do álbum 'girlfriend', 'Your Love'
The Night Crawlers: Singles: 'Should I Ever', 'Keep On Pushing Our Love'
Jimmy Nail: Single: 'Country Boy' mais faixa do álbum
Lisa Moorish: Single: 'Mr. Sexta à Noite'
Sean Maguire: Single: 'Now I Found You'
Catherine Zeta Jones: Single: 'Strong Enough' e 4 faixas do álbum
Jodie Wilson: Single: 'Anything You Want'
Tony Hadley: Single: 'Build Me Up' mais faixas do álbum
Nick Heyward: Single: 'Tell Me Why' mais vocais no álbum 'I Love You Avenue'
Paul Carrack: Single: vocal principal no dueto 'Every Time You Walk In The Room'
Melanie Williams: Single: 'Not Enough'
Edwin Starr: Single: 'Stop Her on Sight', Breaking Down The Walls of Heartache'
Fierce: Álbum: faixa 'I Wanna Know Your Name'
Roachford: Demos
Dana Dawson: Faixa do álbum: 'Black Butterfly'
Denny Laine: Faixas do álbum
Lulu: Single: 'Every Woman Knows'
Paul Young: Álbum: faixa: 'Love Is The Answer'
Cutting Crew: Faixa do álbum: 'Everything I Own'
Kim Appleby: Demos
Gary Numan: Álbum Machine and Soul
Richard O'Brien: Faixas do álbum: 'Absolute O'Brien'
Chesney Hawkes: Demos
Morton Harket: Faixa do álbum: 'Wild Seed' Álbum
Shakatak: Singles: 'Easier Said Than Done', 'Nightbirds','Invitations' e várias outras faixas do álbum
Frances Nero: Single: 'Footsteps Following Me'
Nicki French: Single: 'Total Eclipse of The Heart'
Neneh Cherry: Demos
Dead or Alive: Faixa do álbum: 'Nude' do álbum
Amazulu: Faixa do álbum
Boy George: Faixa do álbum: 'Try Not To Be Afraid' de
Ivan Mattias: Single: 'So Good To Come Home To' de
Errol Brown: Demos de
Tony Di Bart: Demos
Bucks Fizz: Faixa do álbum
Jimmy Ruffin: Demos
Fred & Roxy: Single: 'Something For The Weekend'
Gazza: Faixas do álbum
APRESENTAÇÕES AO VIVO
Eric Clapton: Show de Ano Novo Turnê
Boyzone: na Irlanda
Pulp: Show no Finsbury Park
Richard O'Brien: Show de Dia dos Namorados
Imagination: Turnês pelo Reino Unido e Europa
Gary Numan: 2 turnês pelo Reino Unido
Shakatak: Turnês pelo Reino Unido, Europa, Ilhas Faulkland e Japão
Sheena Easton: Turnês pelo Reino Unido, Japão, Estados Unidos e Canadá
Dennis Waterman: Turnê pelo Reino Unido
Gerrard Kenny: Show em Knebworth
Suzi Quatro: Turnê pela Polônia e Romênia
Sheila Ferguson: Shows corporativos
Leo Sayer: Shows em Londres
Princess: 2 shows no Albert Hall
Modern Romance: 1 show
Nick Heyward: 1 show
Denny Laine:1 show Albert Hall
NA TV
Boyzone Ao vivo na TV: MTV Awards
Peter Andre Ao vivo na TV: MTV Awards
Tom Jones ao vivo na TV: Viva Cabaret;
Pulp ao vivo na TV: Jooles Holland;
Hale & Pace ao vivo na TV: Série de 6 partes do programa Hale & Pace;
Jimmy Nail na TV: Top of the Pops / Programa da Loteria;
Meat Loaf na TV: Programa do Graham Norton;
Gary Glitter na TV: Especial de Natal;
Gary Wilmot na TV: Programa do Gary Wilmot.
Rory Bremner na TV: Rory Bremner Show
Shakatak TV: Top of The Pops, Crackerjack, Dave Allen e muitos outros
Nick Heywood TV: Good Afternoon
EVITA FILM Vocais de fundo na trilha sonora
JINGLES DE TV E RÁDIO
McDonalds, Prudential, Robinsons Squash, Burger King, Polly Pockets, Ryan Giggs Video Game, Toblerone, Puppy Surprise, Clever Cook, Virgin, Cola, Kelloggs Frosties, Giggle Wiggle, Barclaycard, Sindy, Baby Wanna Walk, Barbie, Pearle Assurance, Catálogo Freemans, Kinder Surprise, Hydro Electric, Cabbage Patch, sorvete Walls, maionese Helmanns, Ikea, Lucozade, Buzz Airlines, May & Co, Wrigleys Xtra, Ferrero Rocher,
MÚSICAS GRAVADAS
Michelle Gayle - Single de estreia 'Looking Up' Lançamentos da RCA/BMG no Reino Unido, Europa e EUA
Ruby Turner - Faixa do álbum 'Deliver Me' Lançamento na Nova Zelândia
Cathy Sledge - Faixa do álbum 'Pleasure' Álbum 'Heart' (lançamento pela Sony/Epic EUA)
Jennifer Rush - Faixa do álbum 'Pleasure' (lançamento na Alemanha)
Lisa Snowdon - Single 'Spell it Out' (lançamento pela EMI Japão)
Micky Howard - Single 'Baby Be Mine' (lançamento pela Atlantic EUA)
Dee Jacoby - Single de estreia 'I'm Alive' (lançamento pela RCA/BMG Reino Unido)
Jodie Wilson - Single de estreia 'Anything You Want' (lançamento no Reino Unido)
BB Queen - Single 'bring Love Into Your Life' Faixas do álbum 'Spare Me The Time', 'This is The Place', 'Where On Earth' Álbum Rhythm Religion (lançamento pela Polydor Holanda)
Dana Dawson - Faixa do álbum 'Dignified' do álbum 'Black Butterfly', lançamento da EMI Japan;
Zeetiah Massiah - Single de estreia 'This is The Place', segundo single 'Sexual Prime', lançamento da Virgin UK;
Zindy - Single 'Don't Wanna Say Goodbye', faixas do álbum 'These Are The Days', 'So Freaky', 'The More You Want', 'We'll Stand United', álbum ZINDY, lançamento holandês da EMI;
Ophélie Winter - Faixa do álbum 'After You', lançamento francês da East/West;
Shakatak - Faixa do álbum 'Releasing The Feeling', lançamento da Polydor Japan e do Reino Unido;
Mason James - Lado B 'Ready To Start Again', lançamento da Soft G Records UK;
Cic - Faixas do álbum 'Mae Cic', 'Traed Yn Rhydd', lançamento galês da S4C;
Massivo FEAT Jackie Rawe - Single 'Kingdom of Love', lançamento de estreia no Reino Unido;
The New London Choral - Faixa do álbum 'Open Up Your Heart', álbum 'The Young Mendelssohn'.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Jackie Rawe marcou o fã da Eurodance dos anos 90, mas como vocês podem ver, ela fez inúmeros outros trabalhos em muitos gêneros, colaborou com dezenas de gravadoras, produtores e vários artistas renomados. E apesar de tanta diversidade, algumas características permaneceram fiéis em todos estes trabalhos tão diferentes entre si:
Sua voz suprema, performances apaixonadas, poderosas e sinceras, cativaram e continuam cativando o coração e a alma do ouvinte.
Obrigado, Jackie!
Para ler a entrevista que fizemos com Debra Michaels, do hit "How Do I Live" (1997), clique no link abaixo:
https://rikardomusic.blogspot.com/2025/12/debra-michaels-how-do-i-live-1997_18.html
sábado, 12 de maio de 2018
PAULINA RUBIO - "DON'T SAY GOODBYE" (2002)
PAULINA RUBIO - "DON'T SAY GOODBYE"
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
TUDO COMEÇOU...
Jose F. Promis, da Allmusic, afirmou que "é uma combinação vencedora de diferentes estilos musicais, com sucesso pop, dance, hip-hop, rock, baladas, latim e até mesmo ranchera em um pacote delicioso".
O disco conseguiu ser lançado em países como Nova Zelândia, Holanda, Alemanha, Áustria, Grécia, Irlanda, Rússia, além de ter sido adicionado nas paradas de álbuns suecas - onde Paulina não havia mapeado antes. "Border Girl" foi também #1 em vendas no México.
O vídeo de "Don't Say Goodbye" foi bastante transmitido nas MTVs de todo o mundo, além dos canais Much Music e HTV, sendo este último, uma emissora exclusiva de clipes latinos, então era muito comum nos depararmos com a sua versão latina: "Si Tu Te Vas".
PAULINA ENTRE OS DJ'S E CLUBS
Boa melodia, vocal quente (como Kriss Grekò, Debra Michaels...) e uma produção de primeira linha, que hoje, só ficou na saudades!!
quinta-feira, 31 de julho de 2025
TEEKI - COLOURS IN MY EYES (1997) - A HISTÓRIA
TEEKI - "COLOURS IN MY EYES" (1997)
Chegou o momento de exaltar mais um vocal "dance" dos anos 90!! É o hit "Colours In My Eyes" do projeto Teeki, lembram-se dele?
Pois é... Essa música foi originalmente lançada em 1997, porém, começou a fazer sucesso aqui no Brasil no primeiro semestre de 1998, onde se destacou ao lado de outros clássicos da Eurodance, vide "Suddenly" da Gala, "You And Me" da Taleesa, "You're Not Alone" do Olive, "When I Fall In Love" do Ken Laszlo, e etc.
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
É importante dizer que "Colours In My Eyes" não foi uma produção voltada para o eurodance (termo popular que abrange o Euro-House alemão e o Dance italiano, principalmente).
Trata-se de um sub-estilo gerado com a mescla do "house clássico" norte-americano com alguns synths genéricos de guitarras distorcidas. Algo que lembra muito também a cantora Gala e o projeto Gaya com as suas produções; dois nomes que deram o ponta-pé inicial neste sub-estilo pós italodance (1993/1997). Algo similar aconteceu com a "You And Me" da Taleesa que, evidentemente, preserva as nuances sonoras das guitarras. Todd Terry foi o grande precursor dessa geração 'pós-eurodance' quando trabalhou no remix de "Missing" do EBTG.
OS COLABORADORES PRODUTIVOS
Há sete anos, quando conversei com Matteo Cremolini (um dos principais idealizadores do projeto Teeki), observei que ele ficou muito feliz pela minha lembrança a este seu trabalho. Cremolini ainda foi gentil em revelar em primeira mão o nome da vocalista — Sara Grimaldi — que, até então, era uma grande incógnita para nós, os fãs da Eurodance.
A letra de "Colours In My Eyes" foi, na verdade, escrita pela irmã de Matteo Cremolini, Chiara Cremolini, que hoje é uma oncologista de renome internacional. Naquela época, Chiara tinha apenas 13 anos de idade e Matteo pediu que ela imaginasse uma letra simples para a sua futura "Colours In My Eyes".
A música foi construída por Matteo Cremolini em parceria com seu amigo Davide D'Ambrosio.
Chiara Cremolini graduou-se em Medicina em 2008, e em 2011 concluiu um mestrado em Desenvolvimento de Medicamentos. Em 2014 especializou-se em Oncologia Médica.
Dra. Chiara Cremolini é especialista em oncologia gastrointestinal e já escreveu mais de 200 artigos sobre câncer colorretal.
INSPIRAÇÕES COLORIDAS
Matteo Cremolini tinha lido o poema "Lovers" de Wisława Szymborska, onde é mencionado um arco-íris na noite, então pediu à sua pequena irmã que incluísse essa ideia na letra.
Cremolini também contou ao blog que o refrão da música foi inspirado em um fragmento da canção "I Don't Know How to Love Him" do musical Jesus Cristo Superstar (1972).
Como Matteo Cremolini e a cantora Sara Grimaldi moravam na mesma cidade, isso facilitou para que se conhecessem pessoalmente e fossem trabalhar juntos. Ele ainda disse que, na época, também conheceu a professora de canto de Sara, e como a cantora já havia gravado em outros projetos de Dance dos anos 90, então acabou envolvendo-a no projeto Teeki.
"Colours In My Eyes" do Teeki foi lançada na Itália e, acredita-se que em outros países europeus também, mas, como Cremolini mencionou, ele não tinha nenhuma evidência de sua distribuição comercial.
"Tive algumas noites de trabalho em estúdio, e depois não recebi nenhuma novidade sobre a música... até me encontrar com você na internet. Obrigado!" (Matteo Cremolini)
A HISTÓRIA DE TEEKI NO BRASIL
Cremolini ficou sabendo do lançamento de "Colours In My Eyes" aqui no Brasil através do primeiro contato que tive com ele, em 2018. A partir daí, o músico me solicitou mais detalhes dos feitos de sua obra conquistados em terras brasileiras, incluindo as posições alcançadas nos charts, os nomes dos clubs que tocaram-na, os títulos das coletâneas de discos em que foi inserida... entre outros dados interessantes ao seu criador, pois segundo Cremolini, foi uma grande surpresa descobrir que a música havia sido tocada por aqui.
"Olá Rikardo, espero que tudo esteja bem!!
Estou tentando reconstruir a história da nossa querida canção 'Colours In My Eyes' e minha agência (SIAE) me perguntou se eu sei os lugares (os mais importantes) onde a música foi tocada. Você acha que pode me ajudar? (Matteo Cremolini)
TEEKI: UM SUCESSO DA DANCE MUSIC QUE MERECIA TER IDO MUITO MAIS LONGE
Pelos registros buscados, não encontrei nenhuma evidência da música ter sido trabalhada em outros países (além do Brasil), mas sei que na Romênia "Colours In My Eyes" tem alguns fãs, e se tem fãs, é possível que tenha chegado por lá também. Na Itália, a música foi distribuída em dois vinis 12": um white label e posteriormente em um single de capa azul — ambos com três versões e pelo selo Volumex.
O que podemos afirmar, é que na década de 90 as informações não eram registradas pontualmente como hoje, então, pode ser que a música tenha sido tocada em mais países, no entanto, seguiu com pouco deste histórico registrado.
Também já é sabido com absolutismo que nenhum outro país do mundo destacou tanto Teeki - "Colours In My Eyes" como o Brasil. Aqui tocava-se muito nas boates e nas FMs, além da faixa ter sido inserida em seis compilações oficiais (fora os piratinhas que também traziam a track).
Quando a ouvi pela primeira vez, eu tinha 16 anos de idade e no ato reconheci a beleza e a qualidade de "Colours In My Eyes" do Teeki. Acredito que foi no programa "Ritmo da Noite" da Jovem Pan 2, no final de 1997 ou início de 1998 — um período que dava início a saturação das produções da Eurodance e também onde crescia com força a onda da Axé Music e seus derivados.
Lembro ainda que, a Paradoxx Music publicou um TOP 10 de músicas novas licenciadas em uma das páginas da revista DJ Sound. Ou seja, muito provavelmente a gravadora paulistana estava negociando com o selo Volumex para licenciar a faixa aqui no Brasil, porém, algo deve ter acontecido no meio desse caminho e a negociação não se concretizou. Na sequência, a carioca Spotlight Records acabou licenciando Teeki - "Colours In My Eyes" com eles. Esta foi a primeira vez que vimos Teeki entrar num chart brasileiro, numa divulgação da Paradoxx Music em novembro de 1997:
Outra recordação marcante: Quando o DJ tocou "Colours In My Eyes" na abertura do show da Taleesa, em Itatiba /SP, ao lado de outras canções que marcaram aquela época, como Alexia - "Gimme Love", Dario G - "Sunchyme", Gala -"Suddenly", O.M.C - "How Bizarre", Debra Michaels - "How Do I Live?", e etc. Não tem como se esquecer da energia do público itatibense ao dançar e cantar essa música! Uma vibe positiva e contagiante sem igual!!
"Colours In My Eyes" de Teeki também foi muito executada em outras rádios além da Jovem Pan 2, como a 97 FM (São Paulo-SP), Metropolitana (São Paulo-SP), Educadora FM (Campinas-SP), Dumont FM (Jundiaí-SP), e etc. Uma curiosidade é que, quando os locutores informavam o nome do projeto, eu logo imaginava que se tratava de uma cantora coreana — devido a pronúncia do nome ("tiqui"), mas às vezes também idealizava uma cantora negra — devido a voz ser bem característica, potente, forte, daquelas que chamam a atenção logo na primeira ouvida.
Nos charts anexados à revista DJ Sound é possível presenciar também o sucesso que a música atingiu entre dezembro-97/ maio-98, sendo tocada nos mais conhecidos clubs do Brasil, como os icônicos Moinho Santo Antonio, Krypton, Atlanta, Queop's, Florestta, Shampoo, Ilha de Capri, Ludovico, e etc...
No endereço abaixo você pode visualizar todos estes charts, além dos vídeos e fotos da cantora Sara Grimaldi:
https://rikardomusic.blogspot.com/2018/12/a-vocalista-do-projeto-teeki-e-seu-hit.html (copie e cole pois essa url não está linkada).
Mesmo com o crescimento do Axé Music no cenário brasileiro, essa música do Teeki se destacou bastante por aqui em 1998, mas, em muitos países não obteve a mesma sorte...
Mundialmente, "Colours In My Eyes" foi ofuscada por um mar de produções de Techno e Trance que começaram a emergir em 1997/1998, o que é uma grande pena pois a faixa tinha muito potencial para explodir mundo a fora, justamente por ser uma produção classuda, original, envolvente, e por nos apresentar uma linha melódica profunda e uma vibe misteriosa, tudo isso combinado a um vocal pra lá de poderoso.
Para completar, Teeki teve o azar de ter sido lançada por uma gravadora que não fazia marketing nenhum de suas produções, dando a "Colours In My Eyes" uma divulgação totalmente inexistente e, consequentemente, fazendo com que a faixa nunca ganhasse uma exposição realmente merecida.
A música não ganhou um vídeo-clipe, uma performance ao vivo, e nem uma edição em CD-Single sequer!
No Spotify??? Nada também, até hoje!!!
Definitivamente, um completo descaso e uma infeliz subestimação por parte da gravadora para com Teeki e sua fantástica, mas desvalorizada, "Colours In My Eyes".
TEEKI - "COLOURS IN MY EYES"
VOCAIS NÃO CREDITADOS: SARA GRIMALDI
ANO DE PRODUÇÃO: 1997
ANO DE LANÇAMENTO: FINAL DE 1997
ATINGIU AS PARADAS DE SUCESSO: 1998
LABEL: VOLUMEX (ITALY) - SPOTLIGHT RECORDS (BRASIL)
PRODUTORES: A. KASERER, G. VIGNALI
COMPOSITORES: M. CREMOLINI, D'AMBROSIO, RANEAR
LETRA: CHIARA CREMOLINI
A GRAVADORA SPOTLIGHT RECORDS AJUDOU A ESPALHAR AS CORES DE TEEKI PELO BRASIL
Em suas redes sociais, Matteo Cremolini disse: "Essa é a minha faixa de estreia no mundo da Dance dos anos 90 e não vi nenhum centavo de retorno. Teeki: 'Colours in my eyes' teve uma colaboração de meu amigo Davide D'Ambrosio e depois recebeu alguma divulgação no Brasil.
Alguns anos atrás um blogueiro brasileiro (nostálgico) se lembrou deste trabalho como uma música mágica de um verão que marcou as noites (e que noites... ).
Graças a web também achei uma coletânea brasileira que continha a faixa, comprei e meses depois chegou.
Então, recapitulando, este foi um projeto de dance music antigo, mas que, mesmo depois de todos estes anos, ainda causa emoções nas pessoas, traz sonhos e descobertas, ou seja: isso é algo que não tem preço. Posso dizer que eu participei disso!" - Matteo Cremolini em seu facebook.
"Colours In My Eyes" do projeto Teeki marcou presença em algumas coletâneas brasileiras de Dance Music, e abaixo estão elas, num total de seis títulos — todos lançados no mercado no ano de 1998 (via Spotlight Records):
-Spotlight Project - "Radio/DJ": Na verdade, este é um CD Promo distribuído aos DJs, não teve venda direta para o público. No CD encontram-se duas versões de "Colours In My Eyes": Radio Vocal Mix (Radio Edit) e Long Mix. Como não existe o CD Single oficial da música (saiu apenas em vinil 12"), vale a pena ter esse promo lançado pela Spotlight;
-Spotlight Dance Hits: Coletânea com 14 faixas variadas, incluindo "Colours In My Eyes" na "Long Mix" de 6 minutos;
-Ritmo da Noite Volume 7: Mais um CD muito bom da Spotlight que traz diversos hits da Dance Music, e é claro, entre as dezenas de faixas, lá está ela: "Colours In My Eyes" ("Radio Vocal Mix");
-Dance Hits: Esta é mais uma compilação nota 10 que foi lançada nas lojas brasileiras, mais precisamente no início de 1998. "Colours In My Eyes" é a faixa #8 ("Radio Vocal Mix");
Terceiro Milênio Vol. 2: Este é um CD bem raro...creio que a Spotlight lançou em tiragem reduzida. Teeki com sua implacável "Colours In My Eyes" está presente na versão "Radio Vocal Mix" de 3 minutos e 42 segundos.
SARA GRIMALDI - A VOCALISTA DO TEEKI
Aqui está ela: Sara Grimaldi, conhecida também como Sarah Gee!
Sara é cantora / compositora, além de ser uma treinadora vocal. Sara nasceu em 20 de novembro de 1966, ou seja, completará seus 59 anos de idade nos próximos dias.
A artista nasceu na cidade de La Spezia (a mesma em que nasceu Alexia) e sua poderosa voz está classificada como soprano, se estendendo em 4 oitavas. Quando criança, Sara começou a cantar no coral da igreja e seguiu aulas de piano e dança em sua cidade natal. Com apenas 14 anos de idade, começou a praticar como DJ e poucos meses depois, passou a colaborar em algumas rádios regionais, gravando jingles publicitários.
Sara Grimaldi trabalhou ainda para uma produtora de vídeos na área de filmagem e edição, e assim apareceu em alguns vídeos de artistas italianos e internacionais, como KC & Sunshine Band, Pino Daniele, Gianni Morandi, e etc.
Em 1994, Sara lançou um single solo chamado "Did You Love Me" sob o nome Sarah e em ritmo de Dance Music, a grande moda da época. A canção foi escrita por S. Tubelli, M. Franciosa e Sarah (a própria). Ela também gravou para diversos outros projetos de Eurodance, como XL – "Fluxland" (1994), Wild $ – "Forever Love" (1995), Sinny – "Give Me Your Love" (1995) e Queen Of Heart – "All Of Your Love" (1997).
Depois, Sara Grimaldi se tornou backing vocal de alguns artistas conhecidos da Dance Music, como Jenny B, Tony Di Bart e Double You, além de contribuir como compositora em diversos trabalhos.
Mas, se você pensa que Sara Grimaldi só trabalhou na Dance Music, está enganado. Sara também cantou Pop, Blues, Ópera, e participou de shows Gospel com artistas como Leona Laviscount.
Nestes diversos trabalhos no segmento da Eurodance, está o projeto Teeki com a nossa aclamada "Colours In My Eyes", talvez o único hit da cantora aqui no Brasil, embora não tenha sido creditada (estamos aqui para isso).
No início dos anos 2000 ela gravou para os projetos Sarah Nelson - "The One" (2000) e Valery Verga - "Higher" (2001). Foi em 2004 que Sara Grimaldi fez os vocais para os novos singles de Ice MC, "It's A Miracle" e "My World", além de contribuir nas demais faixas do novo álbum deste veterano da Eurodance.
Sara Grimaldi ainda colaborou em um disco com renda destinada às crianças do Paquistão e também gravou um single solidário para uma associação italiana contra a leucemia.
A talentosa Sara continua até hoje em atividades. Atualmente ele segue realizando performances ao vivo e gravando novas músicas de Eurodance, como as últimas Sarah & Sbeng Allstars – "Heart Of Fire" (2024) e Sarah & Sbeng Allstars – "Je T'Adore" (2025), que são dois lançamentos da Revamp (gravadora nova que está investindo em Italo Dance).
AGRADECIMENTOS:
Ao italiano Matteo Cremolini por ter colaborado com seus relatos e por ter cedido o nome da vocalista aqui nesta singela homenagem.
Grazie!
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