EVI GOFFIN, EX-VOCALISTA DO LASGO, VEM AO BRASIL EM ABRIL DE 2024
Evi Goffin no Brasil em 2024:
Se você perdeu a chance de presenciar os shows de Evi Goffin há 20 anos, esta é a sua grande chance!
SERÃO MAIS DE 10 SHOWS!!!
E vamos chegando em mais um final de ano... Automaticamente nos deparamos com aquelas reflexões, os agradecimentos, as lacunas que foram preenchidas bem sucedidamente, e também aquelas que precisaremos dar sequência para concluirmos no ano seguinte.
Na sua opinião de fã de Eurodance, o saldo de 2023 valeu a pena? A Dance Music teve um ano positivo? Quanto aos shows, acho que não podemos reclamar, né?
O ano de 2023 teve diversos artistas que passaram pelo Brasil, como as agitadas turnês de Ann Lee, Taleesa, Nathalie Aarts, Rozalla, Francesco Napoli, Fancy e Nicki French. Um ano bem movimentado, não é mesmo?
Pois é pessoal, mas preparem-se! Em 2024 seguiremos com esse mesmo rítmo... e, inclusive, já tem turnê sendo organizada aos fãs da Dance Music!!
DJ Kica Godoy, que fez a nossa alegria com shows de Ann Lee e Taleesa, fechou recentemente com uma outra estrela que marcou a cena eletrônica... Trata-se da cantora Evi Goffin, a artista belga que deu voz aos maiores hits do projeto Lasgo, e que esteve no Brasil pela primeira vez há 20 anos!
Evi Goffin estará chegando ao nosso país, muito provavelmente no final de abril de 2024... e fará no mínimo 10 shows por todo o Brasil!!!
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
Evi Goffin veio ao Brasil pela primeira vez em março de 2003, se apresentando no extinto Via Funchal. Sua performance foi um enorme sucesso de crítica e público, e diante da tal repercussão positiva os empresários da época criaram o festival "Planet Pop" (2004), este que ganhou outras diversas edições nos anos seguintes.
Além da apresentação da Evi em Curitiba- PR, também já foram vendidos vários shows da cantora para outros estados brasileiros. Lembrando que, é sempre muito importante termos essas informações com antecedência, justamente para que as pessoas possam se planejar logisticamente e financeiramente.
Sim, estas 10 datas já foram vendidas, e é quase certeza que ainda teremos uma data extra para o 11º show - a única data AINDA disponível para venda: 27 de abril de 2024.
Evi Goffin fará uma turnê em várias regiões do Brasil, incluindo os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais.
Já anotem aí na agenda!
A voz da formação clássica do grupo Lasgo promete voltar ao Brasil em abril-maio / 2024
EVI GOFFIN: SHOW EM SÃO PAULO JÁ TEM DATA
A boa notícia é que os paulistanos já podem comemorar! Sim, a cantora belga se apresentará em três shows no estado de São Paulo - SP, e já temos essas datas para a capital paulista: Dias 10 e 18 de maio!
DJ Kica entrou em contato comigo hoje, 06/12/23, para informar que foram fechados dois shows em São Paulo: 10/05 e 18/05/2024!! Ou seja, o show do dia 18/05 na capital continua mantido, mas houve este acréscimo para o dia 10 - que acontecerá na casa noturna “Welcome To Franz Schubert”, também da capital de SP. E já tem link para venda de ingressos:
Além da capital, há também uma grande chance de Evi Goffin se apresentar em Itatiba (SP), pois o empresário da "Babel Revival" tem divulgado essa turnê em suas redes sociais, onde notamos que há também o envolvimento da gravadora Spottlight no material promocional... (veja aqui).
DJ Kica disse em primeira mão ao blog que Evi Goffin se apresentará em Itatiba no dia 18/05, e na mesma noite seguirá destino ao ABC de São Paulo para a sua segunda apresentação da noite.
Evi Goffin (2023) - 20 anos depois da primeira "Tour" no Brasil
O LEGADO DE EVI GOFFIN NA DANCE MUSIC DOS ANOS 2000 E O SEU CONTATO COM O BRASIL
Evi Goffin nasceu em 27 de fevereiro de 1981, na longíqua Antuérpia, cidade localizada na Bélgica, um dos países que mais produziu Dance Music no mundo.
Além de linda, a loira gravou com a sua voz real dois álbuns para o projeto Lasgo: "Some Things" (2002) e "Far Away" (2005). Ela é dona de uma voz inconfundível e começou a cantar bem antes de entrar para o Lasgo, assinando um contrato aos seus 16 anos de idade com a gravadora A&S Productions.
Evi gravou em alguns projetos de Dance Music, tais como o 2 Fabiola e o Fiocco (feat. Medusa), mas foi com o Lasgo, em 2001, que ela se consagrou de vez com o hino avassalador "Something", além de outros estouros que vieram em seguida, como "Alone", "Pray", "I Wonder", "Follow You", "Surrender", entre outros.
Evi Goffin já declarou que Christina Aguilera é uma de suas cantoras favoritas, e sobre uma voz masculina, Kurt Cobain sempre é citado como o seu cantor favorito.
Em 2003 a cantora causou surpresa aos brasileiros com uma turnê que passou por três cidades do estado de São Paulo, e apesar dos shows serem anunciados que seriam do "grupo Lasgo", os outros dois integrantes (David e Peter) não vieram. Parte da imprensa, na época, deduziu que os dois dançarinos eram os outros dois integrantes (que ficaram na Bélgica).
Sobre a cantora, a revista DJ Sound disse "Evi Goffin ficou boquiaberta ao ver tantos jovens cantando suas canções, e o pico máximo do show foi o fenômeno musical 'Pray', cantado por todos que assistiam o show!"
Há 20 anos - Evi Goffin com os DJ's de São Paulo:
"Djs de Sampa se encontram com Lasgo no Hotel Mercury na coletiva que aconteceu o show no Via Funchal - SP" (Revista DJ Sound - maio de 2003)
Além do Via Funchal em São Paulo, Evi se apresentou com seus dois dançarinos em um night club chamado Bianco (também de São Paulo - SP), em um local chamado Avelinos (Guarujá - SP), e por último no Usina Royal (Campinas - SP).
A revista DJ Sound elogiou a cantora: "Evi apresentou uma postura digna de uma popstar, deu autógrafos, foi paciente com alguns jornalistas que não entendiam o porquê da cantora não conhecer nossas pérolas musicais e mostrou muito carisma nos programas das quais se apresentou: 'É Show' e 'Hebe'.
E aí? Vocês pretendem assistir Evi Goffin, 20 anos depois?
Os fãs do Lasgo não se decepcionarão...
Confirmado!!! Turnê 🇧🇷 2024 !!!
SERÃO NO MINIMO 10 SHOWS, MAS APENAS DIA 27 DE ABRIL SE ENCONTRA DISPONÍVEL PARA QUEM QUISER CONTRATAR!
“THE RHYTHM OF THE NIGHT” DO CORONA COMPLETA 30 ANOS E A VOZ ORIGINAL, JENNY B, COMEMORA COM UM NOVO DISCO
O Hino "The Rhythm Of The Night" do Corona chega ao seu 30º aniversário, mas a verdadeira cantora ainda hoje não foi creditada, apesar de ser a presença mais original do single
No dia 05 de novembro de 1993 foi lançado um single que marcou toda a história da Eurodance. Estou falando de "The Rhythm Of The Night" do projeto italiano Corona, uma música estrondosa que encontrou o seu auge absoluto nos nightclubs e rádios no ano de 1994.
Trinta anos anos depois, "The Rhythm Of The Night" já foi sampleada e regravada por inúmeros artistas do mainstream, como Black Eyed Peas, J Balvin, Slaughterhouse, CeeLo Green, Bastille, e até a banda nacional Fresno fez uma versão. Então, devidamente a essa sua grandiosidade hoje reconhecida, é estranho olhar para a capa do famoso single e enxergar apenas as duas torres gêmeas do World Trade Center, numa arte pouco atrativa e meramente tímida.
Apesar da música conter o super vocal da italiana Giovanna Bersola (Jenny B), a imagem e o nome da cantora não estão presentes em nenhuma edição do single (infelizmente ela não foi creditada por este seu magnífico trabalho). Aliás, se você procurar pelos créditos no disco, encontrará apenas os nomes dos produtores e escritores do mega-hit, que no caso inclui uma outra artista “injustiçada” da Eurodance... a inglesa Annerley Gordon, que compôs a letra de "The Rhythm Of The Night" ao lado do talentoso músico italiano Giorgio "Theo" Spagna.
Annerley Emma Gordon e Giorgio 'Theo' Spagna, dois dos compositores de "The Rhythm Of The Night"
Na verdade, foi Theo Spagna que colaborou com a introdução da incrível Jenny B aos holofotes da Dance Music, quando trabalhou com ela em 1992: Jenny Bee - "Wanna Get Your Love".
Ele produziu e compôs para a sua irmã Ivana Spagna nos anos 80 em seus vários hits da Italo Disco, mas nos anos 90 quis se dedicar nas produções de Italo Dance, iniciando assim uma importante parceria com Jenny B em diversas canções. Percebam que Theo Spagna usou o nome real da artista para dar vida ao seu projeto mencionado acima - Jenny Bee. Em 1992, Jenny B também gravou com o produtor Larry Pignagnoli para o projeto J.K. - "You Make Me Feel" , mas com ele não foi creditada.
Jenny Bee - "Wanna Get Your Love" (1992)
A jovem Jenny B, aos seus 20 anos de idade, posando para a capa de sua primeira música gravada para a Italo Dance
No ano seguinte (1993), Theo Spagna trabalhou com a inglesa Annerley Gordon, que apesar de ser uma grandiosa cantora, colaborou apenas na escrita de uma nova letra para Jenny B cantar: Jenny Bee - "There's A Bit Goin' On" (1993).
Esta produção foi lançada no mesmo ano de "The Rhythm Of The Night" do Corona, mas aqui vemos o nome da vocalista, "Jenny Bee", assim como também podemos ver o rosto dela estampado na capa do single:
Theo Spagna produziu os primeiros singles de Italo Dance de Jenny B, começando por "Wanna Get Your Love" (1992). A imagem da cantora também marcou presença nas edições de "There's A Bit Goin'On"
Em 1993, Theo Spagna ainda produziu com Lee Marrow a música "Try Me Out", então percebemos que aqui se estabelecia uma conexão com o time "Corona" . Os envolvidos eram Theo Spagna, Jenny B, Annerley Gordon e Francesco Bontempi, que uniram suas veias artísticas para nos entregar alguns singles fascinantes da Italo Dance.
Nasciam então as poderosas tracks "Try Me Out" (Lee Marrow, com o vocal não creditado de Annerley Gordon), "Baby, I Need Your Love" (Lee Marrow feat Ce Ce Houston, com o vocal não creditado de Jenny B) e "The Rhythm Of The Night" (Corona, com o vocal não creditado de Jenny B), todas do ano de 1993, enquanto que Annerley Gordon ainda lançava pela Extreme Records (subselo da Energy Productions) um outro mega-clássico da Eurodance noventista: "Saturday Night" de Whigfield. Sem sombra de dúvidas, o ano de 1993 foi muito frutífero para todos estes colaboradores!
Francesco Bontempi (Lee Marrow) e Giovanna Bersola (Jenny B)
Infelizmente em “The Rhythm Of The Night” Jenny B foi totalmente ocultada do público, e talvez essa tenha sido uma escolha de Francesco Bontempi (Lee Marrow), visto que o produtor era o detentor da marca e já havia trocado antes o nome de Jenny B pelo pseudônimo de Ce Ce Houston (na faixa "Baby, I Need Your Love" by Lee Marrow). Para ser mais exato, até hoje o produtor se incomoda quando atrelam o nome de Jenny B ao sucesso de "The Rhythm Of The Night", sempre evitando citar o nome da vocalista e muitas das vezes até discutindo com seus seguidores - quando estes insistem correlacioná-la ao sucesso de "The Rhythm Of The Night".
"The Rhythm Of The Night" foi lançada oficialmente na Itália no dia 5 de novembro de 1993, através do selo DWA Records (empresa de Roberto Zanetti, o popular Robyx / Savage), mas o seu lançamento mundial ocorreu apenas em 1994, inclusive aqui no Brasil, onde a dançante e animada faixa foi licenciada pela saudosa Spotlight Records.
O curioso é que a canção possui a mesmíssima melodia de "Save Me" do projeto Say When! (1987), já ouviram??
Say When! - "Save Me" (1987)
Por incrível que pareça, essa música de 1987 não teve nenhuma menção no single de "The Rhythm Of The Night" do Corona, nem ao menos seus idealizadores como Michael Patrick Gaffey e Peter Wilfred Glenister foram mencionados. Ou seja, Jenny B não foi a única que ficou sem os seus créditos...
Sintam essa melodia... a letra mudou, mas... é pura cilada!!
EDIT 2025: Algumas pessoas estão me questionando, se realmente não houve créditos para estes músicos no lançamento do single “The Rhythm Of The Night”… Então, como eu tenho o cd single em minha coleção, verifiquei novamente e constatei que realmente NÃO há créditos para estes artistas. Só se, por ventura, houve essa inclusão em alguma edição posterior. O que deve ser considerado sempre é o lançamento original, oficial e de sua devida época.
Para quaisquer dúvidas, segue a imagem do single oficial e original lançado no Reino Unido, com todos os créditos impressos:
Créditos informados no single oficial britânico.
OBS: É claro que estamos falando do primeiro single do Corona (1993), e obviamente sabemos que no álbum (1995) existe estes créditos aos músicos de “Save Me”, mas a questão aqui é o single original, o primeiríssimo lançamento, apenas para deixar claro aos demais.
Pois é, "The Rhythm Of The Night" é nada mais que uma música "reciclada" de um antigo sucesso dos anos 80, e Lee Marrow adorava fazer isso em seus trabalhos. Pegava melodias e arranjos que já existiam e depois dava aquela sua "recauchutada maneira", lançando como se fossem novidades ao público. Isso não é nenhuma crítica ao mestre, até porque, apesar do cara não ser muito original, ele tinha muita habilidade artística e dava um "up" muito agradável nessas sonoridades, soando realmente como algo novo, interessante e moderno.
Bizarre Inc - "Playing with Knives" (1991)
Atente-se aos 1'29" do video acima e ouça o mesmo sample que também foi parar em "The Rhythm Of The Night" (1993)
O resultado ficou tão excelente que, "The Rhythm Of The Night"atingiu o #1 em vários países, como exemplo a Itália e toda a sua vizinhança: Espanha, Portugal, Grécia e Romênia. Já no Reino Unido ficou em #2 por um mês. No verão de 1994 foi a vez do hit conquistar os Estados Unidos, atingindo a posição #11 da mais importante parada mundial: Billboard Hot 100. Indiscutivemente, Lee Marrow venceu!
Vale lembrar que, a princípio, muitos músicos italianos não acreditaram que a música fosse agradar, aliás, vários destes disseram que seria um fracasso... Quando "The Rhythm Of The Night" foi oferecida à conhecida gravadora DIG IT, eles recusaram e disseram que Albertino -popular DJ quetinha um programa de radio (onde destacava os futuros híts) - jamais iria tocá-la em sua programação. Ledo engano... A DWA / Extravaganza aceitou em representar a faixa, e rapidamente, Albertino ouviu e reconheceu o seu potencial de longe.
Primeira vez que "The Rhythm Of The Night" foi citada num veículo de comunicação brasileiro. Foi destaque na coluna de lançamentos da Revista DJ Sound em fevereiro de 1994, e foi o DJ André Werneck que indicou o "hit da noite" aos demais DJ's brasileiros!!
No final dessa história, "The Rhythm Of The Night" teve que trocar as "torres gêmeas" por uma figura feminina para caracterizar o Corona, pois o mundo queria saber mais sobre o projeto e estava ansioso também para ouvir o seu próximo single. Foi aí então que, Francesco Bontempi recorreu à modelo brasileira Olga Maria de Souza para salvá-lo e ser a front-lady do Corona nos palcos, vídeos e capas dos discos.
Depois do imenso sucesso de Corona - "The Rhythm Of the Night" (1993), Theo Spagna lançou mais um conhecido hit da Eurodance com Jenny B nos vocais. Trata-se do projeto Red Velvet - "Lady Don't Cry" (1994), uma outra parceria "monstra" com estes dois grandes gênios da Dance Music. É também importante ressaltar que Theo Spagna mais uma vez creditava Jenny B nos vocais - inserindo um "Feat. Jenny Bee" na capa do CD-single holandês... Como podemos perceber, diferente de Francesco Bontempi, Mr. Spagna reconhecia e mostrava ao mundo que Jenny B também era responsável pelo sucesso de suas produções.
CD-Single holandês do Red Velvet - "Lady Don't Cry" (1994)
Outra obra máxima da Eurodance na voz dessa fenomenal vocalista!
Jenny B não foi escolhida para ser a "Corona" por Francesco Bontempi, mas talvez isso tenha sido bom para todos nós, pois imagine como seria, se ela tivesse assinado um contrato fixo com a DWA? Muito provavelmente não existiriam outros grandes clássicos do gênero, como Nevada - "Take Me To Heaven", S-Sense - "Gonna Get Your Love" (outra parceria com Theo Spagna), Playahitty - "The Summer Is Magic", Libra - "Closer To Me", entre tantos outros gravados na sua estupenda e inigualável voz.
Aliás, nos anos 90 muitas pessoas reconheciam os vocais destes singles e os denominavam como "músicas da cantora Corona". Quem é dessa época?
Um breve resumo de algumas músicas gravadas por Jenny B na eurodance dos anos 90. Só hits, e olha que faltaram outros...
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este artigo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
"ACERTANDO AS CONTAS" - 30 ANOS DEPOIS
Como dito anteriormente, "The Rhythm Of The Night" está completando os seus trinta anos de aniversário neste final de 2023, e coincidentemente, a vocalista original resolveu também lançar um trabalho novo com alguns destes seus hits do passado - repaginados agora para a nova geração - e isso inclui, é claro, o maior sucesso de todos: "The Rhythm Of The Night" (Corona).
Jenny B - "Rhythm Of My Life - Her Greatest Hits" (2023)
Este novo produto de Jenny B recebeu o título de "Rhythm of My Life – Her Greatest Hits", traduzidamente em português como "O Ritmo da Minha Vida - Os Grandes Hits Dela", através do selo americano Essential Media Group.
Esse lançamento não se trata de um álbum de Jenny B, mas sim de uma coletânea com algumas regravações de músicas antigas... Ou seja, Jenny B regravou a si mesma, e apresenta - além dos conhecidos projetos de Eurodance - uma versão atualizada para Funky Company, grupo de jazz que a cantora participa desde 1994.
Confira quais são essas faixas que compoem o novo trabalho de Jenny B, e veja também quais são os projetos que as lançaram originalmente:
The Rhythm of the Night (Corona), Save Me (Say When!), The Summer Is Magic (Playahitty), You & I (J.K.), Closer to Me (Libra), 1-2-3! (Train with Me) (Playahitty), Bring It Down (Simpson Tune), Everytime (Funky Company), Gonna Get Your Love (S-Sense), Shine into My Life (Stefano Gamma Vs. Jenny B.), Alright! (Make Me Feel) (Tofunk), Rise Up (Sunkids Feat Chance * a versão original dessa música não contem os vocais de Jenny B, ela apenas gravou agora com sua voz), Shined On Me (Praise Cats Feat. Andrea Love - *a versão original dessa música não contem os vocais de Jenny B, ela apenas gravou agora com sua voz), Love Is My Life (FR Ft. Jenny B) e Open In Your Eyes (Alessandro Magnanini feat. Jenny B).
A empresa americana que está lançando este trabalho (apenas digitalmente) preparou um texto para utilizar em seu marketing: Apresentamos Jenny B – a voz de “The Rhythm Of The Night” de Corona e de outros grandes sucessos da Eurodance dos anos 1990. Jenny B também emprestou a sua voz para “You & I” de JK, “The Summer Is Magic” de Playahitty e “Bring It Down” de Simpson Tune, todos inclusos em seu novo álbum 'Rhythm of My Life – Her Greatest Hits'. O que Corona, J.K., Playahitty e tantos outros projetos têm em comum? A resposta simples é Jenny B, a voz principal não creditada de todas essas músicas. A hora de acertar as contas é agora.
"Quem conhece a minha voz, sabe que sou eu!"
-JENNY B
Tive o prazer e a oportunidade de perguntar à Jenny B sobre este seu novo lançamento: "Rhythm Of My Life - Her Greatest Hits". Confira abaixo, o que a vocalista nos disse respeito dos 30 anos de "The Rhythm Of The Night", como foi para ela regravar este novo trabalho, além de outras curiosidades exclusivas aos leitores do Blog…
ENTREVISTA JENNY B
RIKARDO: Jenny B, nas músicas que você gravou nos anos 90, você não foi creditada, não apareceu nos vídeos e não apareceu nas capas dos álbuns. Com esse lançamento “Rhythm Of My Life – Her Greatest Hits”, a gravadora diz que agora é "a hora de acertar as contas". O que você tem a nos dizer sobre isso?
JENNY B: Na verdade eu participei de muitos projetos, e em todos eles, muitas pessoas também estavam envolvidas. Cada uma dessas pessoas tinha o seu papel importante para um bom resultado de cada um destes projetos, mas o público já sabe que sou eu. Quem me ouve me reconhece facilmente em várias músicas.
Trinta anos depois, ela não se esqueceu de seu maior sucesso...
RIKARDO: “The Rhythm Of The Night” é uma das músicas mais vibrantes de toda a Eurodance e foi gravada originalmente na sua voz. O que essa música significa para você, hoje?
JENNY B: Trinta anos depois "The Rhythm Of The Night" significa muito para mim, principalmente porque foi com essa música que a minha voz se tornou um símbolo icônico na história da Dance Music. "The Rhythm Of The Night" me marcou, e eu também adoro pensar que muitas pessoas, que eu sei que nunca conhecerei nesta vida, podem receber um momento de alegria através da minha voz.
RIKARDO: Quem foram os produtores e DJs que produziram este seu novo trabalho “Rhythm Of My Life – Her Greatest Hits”? E como foi trabalhar com eles?
JENNY B: Estes produtores são da equipe South Beach Rockstars e foi ótimo trabalhar com eles. Estes profissionais são de Miami e trouxeram outras músicas antigas para a atualidade, mas agora trouxeram para o presente as minhas músicas do passado.
Jenny B nunca veio ao Brasil
RIKARDO: Naquela época, quando você entrava nos estúdios para gravar estes clássicos “Dance”, imaginava que fariam tanto sucesso e que fossem durar tanto tempo assim na memória das pessoas?
JENNY B: Eu não tinha ideia que isso fosse acontecer, nem imaginava... mas ao mesmo tempo eu sou uma cantora que sempre tento manter a porta aberta para possíveis imprevistos. E hoje, quando eu penso sobre o quão longe essas músicas chegaram, sinto-me muito grata a todas as pessoas que mantiveram a minha voz viva durante todos esses anos.
RIKARDO: Com "Rhythm Of My Life - Her Greatest Hits" lançado recentemente, você promoverá alguma turnê? Nessa turnê você cantará esses sucessos?
JENNY B: Ainda não sei como farei, pois como você sabe, eu também faço diferentes apresentações cantando em outros gêneros como o Jazz, Pop, Folk... além de cantar em diferentes idiomas, como o espanhol, italiano e, claro, em inglês. E este álbum é bem diferente...
Jenny B é uma das mais expressivas vozes femininas de toda a Eurodance dos anos 90, e olha que essa década caprichou e nos trouxe grandes nomes...
RIKARDO: Algumas músicas clássicas da Eurodance que você gravou não foram inclusas nesta compilação, como "Take Me To Heaven" (Nevada) e "Lady Don't Cry" (Red Velvet). Como foi feita a seleção das músicas? Que critérios vocês usaram para escolher a track-list?
JENNY B: Então, sobre a escolha do repertório, foi a equipe de produção que escolheu essas faixas para serem regravadas, e como eu colaborei em muitos projetos, foi inevitável deixar alguns títulos de fora.
RIKARDO: Ainda sobre essas faixas regravadas, quais são as suas favoritas? Quais são as músicas que você recomenda aos fãs?
JENNY B: Difícil pergunta, porque eu gosto de todas, então eu recomendo aos meus fãs que mantenham a liberdade de escolherem as suas favoritas. Quando eu digo que é difícil para mim, é porque todas essas músicas fazem parte da minha vida... é impossível escolher uma e deixar outra.
RIKARDO: Você provavelmente já foi convidada para se apresentar no Brasil... Mas, por que isso nunca aconteceu?
JENNY B: Não deu certo ainda por questões de calendário (agenda) e também de logística, mas eu amo os meus fãs brasileiros e também gostaria de conhecer o Brasil. Os fãs brasileiros sempre me trazem bastante energia positiva, são realmente fantásticos... quero aproveitar este momento e desejar a todos eles muita saúde, sorte e felicidade. Muito obrigada! E quem sabe um dia, esse nosso encontro não se torna realidade...?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Gostei de algumas versões desta interessante compilação que envolve o nome de Jenny B, mas para mim, as faixas clássicas são como "intocáveis", portanto as tais me soaram estranhas nessas novas versões. Por outro lado, se serve para divulgar a eurodance dos anos 90 à nova geração.... então está valendo! Recomendo ouvir as músicas menos conhecidas, como "Shined On Me" e "Rise Up", além de outras que vão mais para o estilo da House Music.
Jenny B disse que a ideia de lançar este trabalho não partiu dela, mas sim dos produtores que a convidaram, e ela aceitou em colaborar. Ou seja, é mais um projeto que traz a sua participação, só que desta vez, com os devidos créditos ao seu nome além de sua imagem merecidamente conectada a estes hits.
AGRADECIMENTOS:
À Giovanna Bersola (Jenny B). Ela foi muito acessível e retornava com rapidez sempre quando solicitada. A cantora também gostaria que os brasileiros a seguissem em seu instagram, então abaixo está o endereço de sua conta oficial.
PARABÉNS A JENNY B, PELOS 30 ANOS DE "THE RHYTHM OF THE NIGHT"! Você fez dessa canção não apenas o "RÍTMO da SUA VIDA", mas também, das NOSSAS VIDAS!
ANNEMIE COENEN RESSURGE DEPOIS DE SETE ANOS E FALA SOBRE SUA SAÚDE, CARREIRA MUSICAL E VIDA ATUAL
Annemie Coenen atualmente (em frame capturado do teaser 'Belpop' - Documentário sobre a Eurodance Belga)
E finalmente, uma novidade aos fãs de Annemie Coenen.
Depois de tantos anos afastada dos fãs e da imprensa, a famosa cantora do Ian Van Dahl ressurgiu recentemente em um documentário sobre a cena Dance Belga dos anos 2000. Meu amigo Valmir Sant'anna, um apaixonado por Dance Music (e por Ian Van Dahl), me marcou numa postagem via facebook do grupo Lasgo, onde conseguimos ver um pequeno frame com a participação da querida Annemie Coenen num teaser deste documentário.
Na verdade, esse pequeno material tem a ver com a Parte 2 da produção "Belpop", onde Annemie Coenen tem o seu espaço de depoimento no vídeo.
A vocalista, que tem seus atuais 45 anos de idade, se tornou a cantora oficial do projeto Ian Van Dahl substituindo a Marsha(2001), porém, depois de tantos hits, em 2008 se desligou do Ian Van Dahl e inaugurou o seu projeto solo Annagrace.
Apesar de fazer um relativo sucesso no Annagrace, Annemie Coenen afastou-se de vez do show business e realizou o seu último show na Austrália, em 2016, se distanciando de maneira radical dos fãs e de toda a mídia. E consequentemente, a pergunta que os fãs mais passaram a fazer, desde então, tem sido a seguinte: Por onde anda Annemie Coenen?? Porém, em todos esses anos estávamos sem respostas.
Até agora.
Em entrevista recente ao site belga hbvl.be, Annemie falou exclusivamente, e o Blog Rikardo.Music tratou de traduzir os pensamentos e toda a situação atual em que se encontra a querida Annemie Coenen, uma das mais amadas cantoras do estilo Vocal Trance dos anos 2000.
Confira:
Por Jo Smeets
ANNEMIE COENEN ENFRENTA PROBLEMAS DE SAÚDE DESDE 2016, E HÁ 7 ANOS FEZ O SEU ÚLTIMO SHOW (NA AUSTRÁLIA)
Annemie, como você está atualmente?
Annemie Coenen: “Eu já sofria de dores irradiadas, resultado de um problema nas costas. Fui fazer pilar, passei em diversos fisioterapeutas, mas os problemas só pioraram. Fiquei tão mal que teve momentos que não conseguia nem sair da cama. Tive pé caído (condição que impede o pé de ser levantado, o que representa risco de queda ao caminhar), e foi assim que tive uma queda grave. Eventualmente tive que fazer uma cirurgia lombar nas costas e algumas vértebras tiveram que ser substituídas. A operação foi bem-sucedida, mas a dor nos nervos nunca passou. Hoje à noite tenho que ir ao fisioterapeuta, amanhã sentirei dor, e é uma coisa diferente a cada dia, ninguém consegue me dizer se irei melhorar. Não quero parecer chata, mas é realmente uma provação.”
E sobre performar?
Annemie Coenen:“Os convites continuam chegando para mim, mas estou completamente incapacitada para o trabalho. Tenho dias bons, mas também muitos dias ruins. O problema é que não posso prever o que será amanhã, por isso não posso marcar nada. Porque se eu tiver um forte ataque de dor, não poderei continuar.
Eu realmente estive num momento negro, e ainda estou. Minha renda desapareceu, sabia? Se você é relativamente jovem e os convites continuam chegando, é muito frustrante recusar. Às vezes acordo à noite e me pergunto: ‘Como que cheguei a esta situação? Fiz algo errado em algum lugar ou algo assim? Portanto, compreendo muito as pessoas que inesperadamente tem problemas de saúde. Não poder mais fazer o que você ama é incrivelmente difícil. Às vezes você não pode fazer nada, somente deitar na cama.”
Annemie Coenen é um dos grandes nomes da Dance Music dos anos 2000
Você espera por dias melhores?
Annemie Coenen: “Tive alguns meses ruins e estou tão cansada de ter que voltar naquelas clínicas. Não há médico que possa me dar uma perspectiva. Quando faço alguma coisa, tenho que descansar imediatamente depois. Comparada com minha vida do passado, minha vida se tornou muito pequena. Eu costumava viajar pelo mundo, agora Lummen (cidade belga onde vive) é o meu mundo.”
Em Belpop podemos ver jatos particulares que te levam de um show a outro, inclusive, há um momento em que Boy George te anuncia durante uma premiação...
Annemie Coenen: “A mudança (dessa época para a atual) é realmente grande. Mas esta condição também cria profundidade na minha vida. Espero que um dia eu possa voltar a andar e então poder usar essa experiência a meu favor. Se você fica deitado entre quatro paredes, dia após dia, e mal consegue se mover por causa da dor, você não consegue escapar de si mesmo e passa a se conhecer muito bem. Se você não sucumbir a isso, poderá lidar com muita coisa depois. Então, se eu olhar de forma positiva, posso dizer que isso me proporcionou um crescimento interior.”
Mais que uma linda mulher, Annemie Coenen realmente escrevia e cantava na Dance Music, sem "lograr" os fãs...
Os espetáculos de Dance da Belgica ganharam manchetes famosas no exterior, mas quase nada mudou em seu lar (casa? ou cidade natal?). Isso te incomodou?
Annemie Coenen:"A medida que envelhecemos começamos a colocar essas coisas em perspectiva. Na verdade, percebi que também traz vantagens (uma vida anônima), principalmente se você valoriza sua privacidade, como eu. Gosto de poder fazer minhas compras em total anonimato. E o fato de poder fazer o que mais amei durante anos, é uma combinação maravilhosa. Mas: as aventuras que vivi foram tão impressionantes que às vezes era frustrante descobrir que ninguém acreditava, nem mesmo as pessoas mais próximas de mim, meus pais... O que você não vê com os próprios olhos não existe, né ? Não pude compartilhar a magia que experimentei na turnê em casa. Nem mesmo quando mostrei fotos. Essa costumava ser minha maior tristeza.”
E aquele ritmo louco a que você foi submetida?
Annemie Coenen: “Isso foi realmente debilitante. Um grupo de rock geralmente faz uma turnê mundial organizada, mas no mundo Dance você não consegue coordenar os pedidos. Sexta-feira para a Espanha, sábado para a Inglaterra, domingo para a África. Devo admitir honestamente que não ousei dizer não, porque sabia que dirigia um negócio. Se eu desistisse, bookers, engenheiros de som e gestores não ganhariam nada comigo, e eu estava constantemente ciente disso. Lembro que fizemos um show na Espanha, mas eu estava pele e osso, doente demais para me apresentar, vomitando, delirando de febre. Tínhamos que acordar às seis da manhã, mas não era possível. Então alguém da organização disse: 'Você não precisa cantar, vamos colocá-la no palco para que as pessoas não devolvam os ingressos.' Isso é o quão longe foi.”
"Sacrifiquei meu desejo de ter filhos pela minha carreira"
Foi uma existência solitária?
Annemie Coenen: "Sim, Sim. Tive alguns relacionamentos naquela época, mas isso nunca poderia ser combinado com minha agenda. Na verdade, sacrifiquei meu desejo de ter filhos pela minha carreira, devo admitir. Mas, se você está em turnê há quinze anos, como pode manter uma família? E neste momento não tenho ninguém na minha vida, então tenho medo que isso não aconteça mais. Essas coisas devem acontecer espontaneamente. Estou confiante de que vou esbarrar em alguém novamente. Certa vez, conheci alguém em um funeral, então tudo é possível.” (risos)
Você acha que é uma pena que as coisas tenham acontecido assim?
Annemie Coenen: "Às vezes sim. Agora que estou tão doente, penso: ainda bem que não tenho filhos. Eu não teria conseguido cuidar deles com essa dor, mas ainda me arrependo de ter desistido desse sonho. Se minha carreira tivesse continuado, talvez eu tivesse tido menos tempo para pensar tanto nisso. É um clichê dizer, mas o sucesso não é tudo. Não é garantia de felicidade. Não me entenda mal: sou muito grata pelo que me foi dado, gostei, vivi meu sonho, mas também tive que fazer sacrifícios.”
Isso não te deixou rica?
Annemie Coenen: "Absolutamente não (risos). Muito dinheiro estava ligado a indivíduos duvidosos. Não vou citar nomes, mas digamos apenas que este não é o negócio mais honesto.”
"Não ouço minhas músicas há anos..." - Annemie Coenen
Mas você gostaria de voltar lá (nesse auge) novamente algum dia?
Annemie Coenen: “Nem tudo foi triste e sombrio, e eu sou grata pelos belos momentos. Primeiro tenho que fazer com que minha saúde volte ao normal. Tenho a sensação de que ainda não terminei de cantar, ainda tenho muita criatividade na cabeça, mas meu corpo é meu veículo, né ? Espero que algum dia ele se recupere, para que eu possa continuar a construir o que eu estava construindo. Mas, para ser honesta, não ouço as minhas músicas há anos. Não consigo mais ouvi-las, dói muito.”
Olhando para trás, o que você faria de diferente?
Annemie Coenen: “Defender-me mais, falar mais, negociar melhor os meus contratos, permitir-me ser menos manipulada… Não sou vingativa, mas tenho sido tratada injustamente por algumas pessoas. É bom que agora eu tenha acordado e que tenha atitude, mas eu poderia ter usado isso no passado, né? Às vezes eu era humilhada profundamente. Fiz promoções, me apresentei, co-escrevi as músicas, escrevi as letras, ajudei na produção e ainda assim fui tratada como uma artista pop ignorante. 'Nós somos a Ferrari, e você é a vagabunda que mente na Ferrari', me disseram, sendo que eu estava envolvida em tudo, dia e noite. Nunca fui magra o suficiente, mesmo quando pesava vinte e quatro quilos. Se eu quisesse dar uma mordida em uma pizza, era tipo: 'Você ainda não está gorda o suficiente?' Na verdade, a tática era essa: derrubamos a Annemie no chão, depois ela fica pequena e podemos fazer o que quisermos com ela. Se algum homem poderoso da música faz isso com os artistas de hoje, será muito polêmico, mas no passado isso era normal. Se eu tornasse público o que os homens em posições de poder me fizeram no passado, penso que muitos destes homens teriam de se mudar (risos). Mas eu não farei isso, não quero mexer com isso (tornar publico). Entreviste cem artistas e todos contarão uma história semelhante, é assim que funciona neste mundo.”