A música "Stay In Love" foiuma das mais tocadas nas danceterias e rádios de todo o Brasil no início do ano de 1998. Naquela época, não tinha uma pessoa que não "caía na gandaia" ao som de Mon A Q.
Quer relembrar desse inesquecível clássico das noites e saber quem é a tal da vocalista? Então, como já diz a letra: "C'MON BABY"...
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
MON A Q - "STAY IN LOVE" (1996)
Por mais incrível que pareça, essa música foi lançada originalmente em 1996, sofrendo de um grande “delay” para chegar ao Brasil. Pois é, realmente rolou toda essa demora, mas quando chegou ao nosso país logo ganhou a preferência por parte de muitos DJs e ouvintes brasileiros de Dance Music.
O projeto chamava-se Mon A Q, mas ninguém tinha certeza sobre a sua pronúncia pois alguns locutores da Jovem Pan o chamavam de "Monaqui", enquanto que outros profissionais o chamavam de "Monequiu". No entanto, a única certeza que tínhamos era da sua grande popularidade entre todos. “Stay In Love” realmente bombou no primeiro semestre de 1998, saindo também em diversas coletâneas de Dance Music, tanto da Paradoxx Music quanto da Spotlight Records (as duas companhias aparentemente tinham os mesmos direitos, pois lançaram a faixa em diversos CD’s, como "Hot Nive Seven Vol. 7" e "Ritmo da Noite Vol.7", respectivamente dessas duas gravadoras).
O INÍCIO DO MON A Q
Tudo começou quando a vocalista estava trabalhando na cidade de Tampa (estado americano da Florida), onde ela cantava jazz e R&B. Alguns produtores gregos que estavam ali gostaram de sua apresentação e foram falar com ela sobre um projeto que eles estavam organizando. Eles acharam que a voz dela era perfeita para esse tipo de trabalho, então assinaram um contrato com a vocalista. Depois de três meses veio o fruto dessa união: 12 músicas gravadas no gênero R&B.
Como os produtores tinham uma conexão com a Sony Music da Grécia, consequentemente enviaram as gravações para o responsável de lá, que ouviu mas não ficou muito satisfeito com a sonoridade, além de informar que havia um "toque grego" demais nessas músicas. A partir dessa recusa, eles então tentaram "salvar" a faixa "Stay In Love", que como citado era originalmente uma balada de R&B.
A invasão de "Stay In Love" nos CD's brasileiros
(Paradoxx Music, Som Livre e Spotlight Records)
"Stay In Love" logo foi recriada e transformada na versão dance que conhecemos. O produtor que a refez era um vendedor de teclados, então ele deixou a música com uma base mais dançante e depois acrescentou os vocais femininos. O interessante é que a cantora teve que improvisar algumas palavras a mais, para caber naquela nova instrumental, por isso ouvimos algumas palavras demasiadamente prolongadas e repetidas, como "heeeeeeey", "c'mon baby, c'mon baby", "so real, so good, right now", e etc.
Em entrevista antiga ao site Global Dance, a vocalista disse: "Para o resultado final de 'Stay in Love' eu tive que improvisar, então acrescentei algumas palavras. No final, a música acabou se tornando apenas uma coisa que eu inventei."
Ouça "Stay In Love":
Mon A Q - "Stay In Love" (Dance Radio Mix - Promo): Essa é uma versão diferente da que tocava nas rádios brasileiras, repare que tem muito mais palavras em seus versos... Também a considero bem superior, justamente por apresentar esse diferencial, dando mais identidade à música.
Mon A Q - "Stay In Love": A versão que tocou no Brasil
Naquela época muitas pessoas pensavam que Mon A Q era o nome da cantora, mas este era apenas o nome do projeto, orquestrado pelos músicos George Boulahanis, Bobby Daflos, Emmanuel Gonatos e Mike Koursiotis.
Mas o nome Mon A Q tem sim uma ligação com o nome real da cantora...
A CANTORA DO MON A Q
A dona da voz em "Stay In Love"
Os sites apenas mencionam o nome do projeto, mas a identidade da vocalista também precisa ser revelada. O nome real dela é Monique Smith Myers, e "Stay In love" foi seu single de estreia no mercado musical.
Nascida em Los Angeles, no estado da Califórnia, no dia 08 de junho de 1959, Monique afirma que quis seguir a carreira de cantora pois admirava muito a sua irmã Betty Gouche (hoje com 81 anos), que já era uma cantora enquanto ela era apenas uma menina.
Quando ainda era uma criança, Monique cantava num coral de igreja e também gostava muito das divas Tina Turner e Aretha Franklin, suas cantoras favoritas e que são grandes sinônimos de talento e potência vocal. Tudo isso também a influenciou positivamente na sua carreira musical...
APÓS O SUCESSO
Monique Smith: "Eu não estava preparada para o sucesso"
Depois de estraçalhar com "Stay In Love" no mundo todo, a artista lançou outros singles, como "Feel The Rhythm" (2000) e "I Want You For Myself" (2000), mas nenhuma outra música fez um sucesso comparável à "Stay In Love", principalmente aqui no Brasil.
A cantora também rompeu com seus produtores logo após emplacar mundialmente "Stay In Love", então esse deve ter sido um dos motivos dessa escassez de novos lançamentos (lançou "Stay In Love" em 1996 e só voltou depois em 2000). Monique também disse ao site Global Dance:
"Toda vez que eu cantava, eles me paravam e diziam: 'não é assim que queremos que você cante', então eu estava realmente confinada".
Ela cita também que, na época não entendia muito sobre a indústria da música, e que este não era um projeto dela; mas sim um trabalho contratado.Que pessoalmente, profissionalmente e fisicamente não estava preparada para esse sucesso, que não tinha ideia do que estava enfrentando e que a Dance Music não era a sua "praia".
Mon A Q se apresentando em danceteria americana e cantando o hit "Stay In Love". O vídeo foi postado no dia 26 de novembro de 2010, ou seja, há quase 10 anos. Acredito que essa apresentação ocorreu exatamente nessa época , já que a filmagem é compatível com a dos celulares daquele período.
A artista diz ainda que gosta de Dance Music, mas que apenas tem uma preferência maior para a Black Music, R&B e Jazz.
O Mon A Q lançou um álbum de estreia também, "Unleashed", que saiu em 2001 e apenas nos EUA. Nos anos de 2005, 2006 e 2007, o projeto lançou outras músicas avulsas, mas que não obtiveram nenhum destaque ou conhecimento do grande público.
Em 2016 os produtores reanimaram o projeto para celebrar os 20 anos de "Stay In Love", então sob o nome de The KromOzone Project Featuring Mon A Q eles lançaram o disco "Take My Love (20th Anniversary Remixes)", mas sem muitos feitos.
Atualmente, Monique Smith Myers tem 61 anos de idade e canta mais músicas voltadas ao meio gospel. Ela é uma pessoa muito religiosa mas nunca deixou a música de lado. Ela mora na cidade The Villages (estado da Florida) e também gerencia um comércio local.
Monique Smith Myers, atualmente com 61 anos
Tentei falar com Monique, mas ela não me respondeu em nenhuma das tentativas. Tive alguma esperança quando ela me enviou um convite de amizade, mas tornou a ignorar minhas mensagens que ressaltavam o sucesso de "Stay In Love".
Creio que a cantora não gosta mais desse assunto, pois deve ser cansativo para ela ter que sempre voltar ao passado para falar sobre essa mesma música...
Falei com um dos compositores da track, Mike Koursiotis, que atualmente é corretor de imóveis:
"Oi Rikardo, sim, eu fui um dos compositores de "Stay in Love". Eu soube na época desse sucesso em seu país. Se eu me lembro bem, a música atingiu o número 3 das mais tocadas no Brasil".
EDIT: Após a publicação desta matéria, a cantora Monique Smith Myers entrou em contato comigo e confirmou que ainda canta "Stay In Love", mas deixou de responder outras perguntas que efetuei. Mesmo assim a agradeço por sua atenção e por ter entrado em contato com nosso Blog.
"Bom dia! Sim, eu ainda canto "Stay In Love"! Eu ainda performo Jazz e R&B localmente também!"
Bom pessoal, está aí um pouco da história de "Stay in Love", um dos mais populares singles da Dance Music do final da década de 90, a década que fez muitos de nós "se apaixonar" pela cena eletrônica.
JACKIE RAWE - "I BELIEVE IN DREAMS" (1997): A HISTÓRIA
Jackie Rawe e seus hits na Almighty Records
Jacqueline Rawe é o seu nome, mas artisticamente ela é conhecida como Jackie Rawe, uma cantora inglesa que teve o seu hít "I Believe In Dreams" tocado aqui no Brasil quando relançado pela gravadora Almighty Records (a mesma de Rochelle, Jackie' O,Eria Fachin, entre muitos outros).
A data de nascimento da vocalista é um mistério, mas elanasceu em Londres, na Inglaterra, e é uma filha de quatro filhos no total. Uma curiosidade pessoal: ela é baixinha, tendo apenas 1,49 m de altura, mas a voz é gigantesca!
A maioria dos integrantes de sua família sabia cantar, mas nunca se apresentavam em público, então Jackie Rawe se tornou a única cantora profissional da família. Ela se iniciou como cantora aos 17 anos de idade e trabalhou como vocalista em bandas de bailes por 18 meses.
Suas primeiras bandas foram a Ross Mitchell Band e a Ray McVey Band. Depois, Jackie fez a sua primeira turnê como backing vocal da cantora Suzi Quatro. Fizeram uma turnê pela Polônia e Romênia, e foi nessa turnê que ela conheceu a também vocalista Gill Saward (a voz do projeto Jackie'O), que apresentou Jackie Rawe aos músicos do Shakatak.
Jackie Rawe cantou muita Dance Music, mas nos anos 80 se aventurou em outros estilos...
Logo após a turnê com a Suzi Quatro, Jackie Rawe fez uma turnê com a cantora Sheena Easton, que passou pelo Reino Unido, Canadá, Japão e EUA. Depois dessa turnê, Jackie começou a trabalhar com o Shakatak. Nessa época, ela também tinha outros dois projetos em andamento. Um era uma banda de disco music chamada Enigma — que teve um single que chegou ao Top 20 chamado "Ain't No Stopping" e com participações no "Top of the Pops", e o outro era uma banda chamada Minnie and the Metros (ela era a Minnie, claro). O disco se chamava "Charlie's Angel" e foi lançado pela EMI.
Dos três projetos, o Shakatak foi o que começou a fazer mais sucesso, então Jackie Rawe dedicou seu tempo à banda. Ficaram famosos na Inglaterra, no Japão e na Europa. Gravou também três álbuns com o Shakatak: "Driving Hard", "Nightbirds" e "Invitations", sendo que os dois últimos ganharam Disco de Ouro. Ela lançou o terceiro álbum com o Shakatak e depois decidiu trabalhar como freelancer, mas ainda continuou colaborando com eles ocasionalmente, em outros álbuns e turnês.
Logo depois do Shakatak, Jackie Rawe fez turnê com o Imagination e depois com o cantor de rock eletrônico Gary Numan (aquele da famosa “Cars”). Também gravou um álbum com o Gary, “Machine and Soul”.
Jackie Rawe gravou com outros pseudônimos a mando de sua gravadora, como Jane Spring - "Love Bites Back" (1985)
Entre as turnês (que Jackie Rawe adorava fazer), ela lançou um single solo. A música se chamava "I Believe in Dreams" e foi lançada em 1985 pela Fanfare Records, gravadora de Simon Cowell. Foi o seu maior sucesso!
Simon Cowell tinha uma gravadora nos anos 80, que lançou a “I Believe In Dreams” de Jackie Rawe em 1985
"Encontrei o Simon algumas vezes, e ele era muito gente boa. Reencontrei-o no início dos anos 90, quando eu era uma compositora da Warner e tivemos uma reunião com o objetivo de um dos artistas dele gravar uma versão de uma música minha. Também fiz um teste para o X Factor e me apresentei para os jurados, mas o Simon tinha se esquecido de quem eu era. Não o culpo, faz muito tempo, rsrs." - Jackie Rawe
Em 1997 eu nem imaginava que existia essa versão de 1985, muito menos que existia uma versão mais antiga ainda que essa...
"I Believe In Dreams" é uma das canções mais famosas na voz de Jackie Rawe, mas poucas pessoas sabem que tal música foi lançada originalmente por uma outra cantora, além de ter o seu título original trocado. Trata-se, na verdade, de uma regravação de "A Lovers Theme", canção que foi lançada em 1979 por Ellie Warren. Jackie Rawe a regravou em 1985, e depois, em 1997 tornou a regravá-la em versão adaptada à Dance Music da Almighty Records.
Sobre essa versão da década de 70, Jackie Rawe disse na entrevista acima:
-"Sim, conheço essa versão e também conheço muito bem a Ellie. O meu segundo trabalho como cantora foi com uma banda chamada Ray McVey Band, que tinha uma temporada fixa na Leicester Square, em Londres. A Ellie era a vocalista principal quando entrei para a banda e eu a admirava muito; ela era uma cantora incrível e uma ótima artista" - Jackie Rawe
Ellie Warren - "A Lovers Theme" (1979)
Ainda nos meados da década de 80, Jackie Rawe participou de algumas faixas de música eletrônica com a banda Midnight Sunrise. As faixas eram "On The House" e "In At The Deep End", lançadas em 1986 pela Nightmare Records.
Em 1986, Jackie começou a compor suas próprias músicas e teve o seu primeiro cover em 1987 com o artista americano Micky Howard. A música se chamava “Baby Be Mine” e alcançou o 5º lugar nas paradas sulamericanas. Ela ainda compôs em parceria com Ashley Ingram, compositora e baixista da banda Imagination.
Em 1987, ela gravou um dueto com Paul Carrack (vocalista do Mike and the Mechanics), chamado "When You Walk in the Room", que foi lançado pela Chrysalis Records Ltd.
Em 1990, Jackie participou e coescreveu a faixa "Kingdom of Love" do Massivo, lançada pela Debut.
Jackie Rawe assinou um contrato de gravação com a Warner Chappell Music em 1993, e suas músicas foram regravadas por artistas do mundo todo.
Ainda em 1993, ela teve seu filho Zach e parou de fazer turnês para se dedicar a trabalhos como artista de estúdio. Foi nessa época que ela viajou para a Itália para gravar o sucesso "Move It Up" do Cappella, embora aparecesse uma modelo chamada Kelly Overett a dublando nos videos e shows:
Cappella - "Move It Up" (1993)
Um som que explodiu nos anos 90 e que traz os vocais da sempre fantástica Jackie Rawe!
O rap é feito por Ricardo Overman, mais conhecido como MC Fixx It. Bom, quanto a loira do vídeo, essa vocês já sabem...
"Sim, gravei uma música chamada 'Move it up'. Foi um trabalho interessante: me pediram para ir à Itália gravar a faixa, fiquei apenas uma noite, gravei os vocais e depois peguei um voo de volta para casa. Não recebi royalties, apenas um pagamento de sessão. Nem me disseram para que minha voz seria usada; descobri algum tempo depois, quando alguém me perguntou: 'Essa é a sua voz no disco do Cappella?'. Então, fui conferir e, para minha surpresa, era eu!" - Jackie Rawe
Jackie Rawe foi contratada pela Almighty Records — uma das principais gravadoras de Eurodance dos anos 90 — e gravou vários singles no auge do gênero, como o projeto Deja Vu - "Un-Break My Heart", onde a gravadora escolheu para ela o pseudônimo de Tasmin. Aqui no Brasil fez sucesso em 1996 juntamente com a faixa original da Toni Braxton, principalmente com a ajuda dos DJs, que queriam levar o mega-hit da Toni para as suas pistas. Essa sua versão esteve também em algumas coletâneas da brasileira Paradoxx Music, como "Domingo Legal Dance Vol. 2" (lembro que tocava muito um trecho dessa faixa no programa "Sabadão", quando Gugu Liberato fazia o merchan do CD).
The Dream Girls - "Year of Decision" (1996)
Essa tocou bastante por aqui em 1997....Não saía do programa "As 7 Melhores" junto com Whigfield, Faithless, Lighthouse Family, Alexia, Ultra Naté, Funky Green Dogs e Gala.
Nessa época, Jackie Rawe se juntou com a Almighty e gravou "Year Of Decision" sob o nome The Dream Girls. Esse projeto tinha no total três cantoras, mas em "Year Of Decision" é a voz de Jackie Rawe que ouvimos, inclusive nos backing vocals:
"-Eu cantei meus próprios backing vocals nos discos que gravei para a Almighty Records" - Jackie Rawe
Trata-se de mais uma regravação, desta vez do grupo de Funk/Soul The Three Degrees, que a lançou originalmente em 1973. A letra de "Year Of Decision" foi escrita pela dupla de músicos Gamble-Huff.
A dupla Gamble-Huff escreveu a letra de "Year Of Decision" e entregou para que o trio The Three Degrees a gravasse, e assim elas fizeram em 1973. O projeto The Dream Girls deu uma atualizada no hit em 1996 e conseguiu um bom desempenho nos charts das pistas e rádios.
Mas, se o The Dream Girls era um projeto com três cantoras, quem são as outras duas?
As demais vocalistas que compôem o trio The Dream Girls são Adrienne Loehry e Hannah Jones, mas elas gravaram outras músicas, já que o projeto teve o seu primeiro lançamento em 1993.
The Dream Girls - "Year Of Decision" (1996)
"Eu fiz todos os backing vocals nos discos que gravei para a Almighty" (Jackie Rawe)
O single de "Year Of Decision" do Dream Girls foi gravado no ano de 1996, mas só foi estourar aqui no Brasil no ano seguinte, em 1997.
Provavelmente a Paradoxx Music comprou o seu licenciamento juntamente com um lote que incluía Lipstick - "Say What You Want" e Eria Fachin - "Savin' Myself" (ambas também da Almighty) pois todas estrearam exatamente no mesmo período de 1997 (começaram a aparecer nos charts da Jovem Pan e nos Clubs de São Paulo em maio/97), além de integrarem a mesma coletânea "As 7 Melhores Volume 7" (excelente, por sinal).
-"Tive muitos períodos ótimos na minha vida e fui muito sortuda com as oportunidades de trabalho que encontrei e com as pessoas que conheci e com quem trabalhei. Trabalhar para a Almighty foi um desses períodos incríveis; eles me deram muito trabalho, a maioria sendo cantora de estúdio (sessão), mas sou muito grata pela experiência que adquiri e, obviamente, pelas contas que foram pagas (risos). Eu nunca era avisada com antecedência sobre o que iria gravar; eu chegava no estúdio e o Jon Dixon me mostrava a gravação original, então encontrávamos um tom que funcionasse bem para a minha voz e eu começava a gravar, às vezes uma ou duas linhas por vez, se eu nunca tivesse ouvido a música antes. Passei mais tempo com o Jon Dixon do que com qualquer outra pessoa quando trabalhei para a Almighty Records. O Jon produziu a maioria dos discos em que cantei e ele é um excelente produtor e engenheiro de som, além de muito trabalhador, mas não recebeu os créditos que merecia pelo seu trabalho. Embora ele tenha parado de trabalhar para a Almighty há muitos anos, ele ainda me contrata para sessões e seu projeto mais recente em que cantei foi um álbum e um programa de TV com Jane McDonald." - Jackie Rawe
Jackie Rawe solta a sua bela voz na Dance Music dos anos 90
Como "Tasmin", ela ainda gravou outras músicas no projeto Deja Vu, como "To Deserve You" (1997), que foi bem popular nos clubs LGBTs britânicos.
Jackie Rawe acabou regravando a sua faixa "I Believe In Dreams" para a Almighty, em 1997, e também foi um sucesso nas pistas de dança e rádios daqui do Brasil, sendo mais uma faixa licenciada pela sempre atenta Paradoxx Music.
Em dezembro de 1997 "I Believe In Dreams" começou a aparecer em nossos charts, sendo uma das tracks mais executadas em clubs como a Krypton de São Paulo:
Jackie Rawe - "I Believe In Dreams" (1997)
A versão da década de 80 já era boa, essa ficou ESTUPENDA!!!
Outro projeto que teve a voz dela é Respect Featuring Jackie Rawe – "You Know How To Love Me" que foi lançada aqui no Brasil em 1998, no entanto, essa foi uma época que a Dance Music estava ficando mais em baixa, então não foi muito conhecida em nosso solo, assim como Deja Vu Feat. Tasmin - "I Don't Want To Miss A Thing", "Uninvited", "My Heart Will Go On", todas versões de grandes hits mundiais.
Jackie Rawe cantou a maior parte do projeto Who´s That Girl (responsável apenas por covers da Madonna) e Bianca (a faixa "Crush" é um cover de Jennifer Page e ficou deliciosa na voz dela!!).
Em todos estes discos não víamos o rosto dela, mas sim apenas simples imagens de planetas (saturno aparecia na maioria das vezes), além do título da canção, projeto e marca da gravadora. Só.
E como vocês devem imaginar, estes projetos de Eurodance gravados por Jackie Rawe também não ganharam videoclipes. Infelizmente!
Abaixo estão TODAS as músicas que a Jackie Rawe gravou para a Almighty Records, listadas por ela mesma:
JACKIE RAWE COMO CANTORA PRINCIPAL DA ALMIGHTY RECORDS/1993-2011
Jackie Rawe:
I Believe in Dreams (1997)
Respect featuring Jackie Rawe:
You Know How To Love Me (1998)
Deja Vu featuring Tasmin:
Un-Break My Heart (1996)
Don’t Speak (1997)
To Deserve You (1997)
I Don’t Want To Miss A Thing (1998)
My Heart Will Go On (1998)
Uninvited (1998)
When You Say Nothing At All (1999)
If I Could Turn Back The Hands Of Time (1999)
Get to You (2000)
Against All Odds (2000)
No Rhyme No Reason (2000)
Hold Your Head Up High (2000)
Rhythm and Rule (2000)
Stay (2001)
The Measure of A Man (2003)
Leave Right Now (2003)
All This Time (2003)
That’s My Goal (2006)
You Raise Me Up (2006)
The Best I Can Do (2006)
Everybody’s Changing (2006)
Somewhere Only We Know (2006)
Honest Mistake (2007)
Moonlight Shadow (2011)
This is The Last Time (2011)
Who’s That Girl:
La Isla Bonita (1997)
Amazing (2000)
American Pie (2000)
Burning Up (2000)
Express Yourself (2000)
Like A Prayer (2000)
Live To Tell (2000)
Open Your Heart To Me (2000)
The Power Of Goodbye (2000)
Rain (2000)
What It Feels Like For A Girl (2000)
Back To Basic:
Please Forgive Me (1993)
The Dream Girls:
Year Of Decision (1996)
Bianca:
Hot and Steamy (1997)
Crush (1998)
2 Hope 4:
O Lucky You (1997)
Wake Up Boo (1997)
Dejavu Featuring Tasmin - "Un-Break My Heart" (1996)
Jackie Rawe executa o seu vocal poderosamente em um cover de Toni Braxton
No antigo site da vocalista, havia a informação de que ela havia feito também o backing vocal para "Total Eclipse Of The Heart" da Nicki French, mas provavelmente deve ter sido em alguma versão diferente da que conhecemos, pois nos singles lançados em 1993 e 1994 há apenas o crédito para John Springate e Nicki French. É sabido também que Jackie gravou seus backings para “Best Friend” do Undercover e algumas demos para Tony Di Bart.
Jackie Rawe foi backing vocal de muitas músicas de artistas consagrados e consolidados mundialmente (veja lista abaixo), como Paul Young, Celine Dion e Cher, mas disse que infelizmente não os conheceu pessoalmente, pois, fazia o seu trabalho separadamente em outro estúdio e depois esse áudio era enviado para as gravadoras destes cantores. Ela conseguiu apenas conhecer Elton John, e disse que ele foi muito legal.
Sua voz também foi muito usada em diversos jingles e comerciais de rádio e televisão (veja abaixo a relação com alguns destes trabalhos).
Em julho de 2003, Jackie Rawe entrou para uma banda chamada The New London Choral. Gravaram um álbum ao vivo na Holanda, em setembro de 2003, país onde a banda já estava estabelecida há 15 anos. A música é diferente de tudo que ela já havia feito antes; música clássica. Ela escreveu também uma letra para o novo álbum deles, intitulado "The Young Mendelssohn".
Jackie: "Minha Verdade"
Jackie Rawe gravou ainda em 2004 um álbum solo com canções de cunho espiritual, inspirador e devocional em suas letras. As músicas escolhidas foram compostas ao longo de doze anos, e o estilo musical das faixas varia entre soul, funk, gospel, blues e jazz. O nome desse disco é "My Truth" (2004).
Desde sempre ela tem sido muito requisitada, tanto como cantora de estúdio quanto como compositora. Seu estilo vocal impressionante e versátil abrilhantou diversas músicas nas paradas de sucesso, incluindo os singles que foram #1 nos charts globais, como "Think Twice" de Celine Dion, e "The Way You Look Tonight" de Elton John.
Como Jackie Rawe gravou a “Think Twice” para Celine Dion, bem que poderia ser a voz dela também na versão de Rochelle, lançada em 1995 pela mesma Almighty Records, certo? Bom, mas neste caso, a escolha para gravar essa cover foi confiada a uma outra vocalista… que também foi muito eficiente na versão que chegou por aqui em coletâneas como “As 7 Melhores Vol. 4”. Aliás, uma super envolvente, belíssima e dançante cover!!
TRABALHOS DE GRAVAÇÃO
Elton John: Single: 'Something About The Way You Look Tonight'
Faixa do álbum: 'I Know Why I'm In Love' (álbum 'Recover Your Soul')
Cher : Single: 'Walking In Memphis' e faixa do álbum
Celine Dion: Single: 'Think Twice'
Honeyz: Singles: 'Love Of A Lifetime' e 'End Of The Line'
Boyzone: Faixa do álbum: 'You Flew Away'
The Streets: Álbum: 'Original Pirate Material' faixa 'It's too Late'
Álbum: A Grand Don't Come For Free Faixa 'Blinded By The Light'
David Sneddon: Álbum: 'Seven Years Ten Weeks' 5 faixas BV's
Geri Halliwell: Faixa do álbum: 'Feels Like Sex'
Pulp: Álbum: This is Hardcore, faixas 'The Fear', 'Seductive Barry'
Atomic Kitten: Single: 'Follow Me'
Hear Say: Álbum: faixa e lado B 'Boogie Wonderland'
Louise: Singles: 'Naked', 'Arms Around The World','Let's Go Round Again', 'The Woman In Me' e faixas do álbum.
The Tweenies: Singles: 'No 1', 'Best Friends Forever', 'Do The Lollipop', 'I Believe in Christmas'. Faixas do álbum: 'Thanks For The Music', 'Sisters', 'Sweeter Than Candy', 'Right Here Right Now', 'We're Gonna Have a Party', 'Birthday Song', 'Jump', 'Always in Your Heart'
Mike & The Mechanics: Faixa do álbum: 'Black and Blue', álbum 'The Living Years'
Fast Food Rockers: Single: 'Say Cheese'
Gary Kemp: Álbum: faixa 'Standing in Love'
Undercover: Single: 'Best Friend'
Wax: Single: 'Bridge to Your Heart', álbum American English
Dannii Minogue: Single: 'Movin Up', mais 5 faixas do álbum 'Girl'
Blair: Single: 'Have Fun Go Mad'
Michelle Gayle: Single: 'Looking Up' faixas do álbum 'girlfriend', 'Your Love'
The Night Crawlers: Singles: 'Should I Ever', 'Keep On Pushing Our Love'
Jimmy Nail: Single: 'Country Boy' mais faixa do álbum
Lisa Moorish: Single: 'Mr. Sexta à Noite'
Sean Maguire: Single: 'Now I Found You'
Catherine Zeta Jones: Single: 'Strong Enough' e 4 faixas do álbum
Jodie Wilson: Single: 'Anything You Want'
Tony Hadley: Single: 'Build Me Up' mais faixas do álbum
Nick Heyward: Single: 'Tell Me Why' mais vocais no álbum 'I Love You Avenue'
Paul Carrack: Single: vocal principal no dueto 'Every Time You Walk In The Room'
Melanie Williams: Single: 'Not Enough'
Edwin Starr: Single: 'Stop Her on Sight', Breaking Down The Walls of Heartache'
Fierce: Álbum: faixa 'I Wanna Know Your Name'
Roachford: Demos
Dana Dawson: Faixa do álbum: 'Black Butterfly'
Denny Laine: Faixas do álbum
Lulu: Single: 'Every Woman Knows'
Paul Young: Álbum: faixa: 'Love Is The Answer'
Cutting Crew: Faixa do álbum: 'Everything I Own'
Kim Appleby: Demos
Gary Numan: Álbum Machine and Soul
Richard O'Brien: Faixas do álbum: 'Absolute O'Brien'
Chesney Hawkes: Demos
Morton Harket: Faixa do álbum: 'Wild Seed' Álbum
Shakatak: Singles: 'Easier Said Than Done', 'Nightbirds','Invitations' e várias outras faixas do álbum
Frances Nero: Single: 'Footsteps Following Me'
Nicki French: Single: 'Total Eclipse of The Heart'
Neneh Cherry: Demos
Dead or Alive: Faixa do álbum: 'Nude' do álbum
Amazulu: Faixa do álbum
Boy George: Faixa do álbum: 'Try Not To Be Afraid' de
Ivan Mattias: Single: 'So Good To Come Home To' de
Errol Brown: Demos de
Tony Di Bart: Demos
Bucks Fizz: Faixa do álbum
Jimmy Ruffin: Demos
Fred & Roxy: Single: 'Something For The Weekend'
Gazza: Faixas do álbum
Jackie Rawe (à esquerda): "Judith e Kate, minhas amigas do Wakefield Pride, vieram passar uns dias no meu Airbnb em Hastings e vamos curtir um dia regado a álcool em Londres com a Nicki French". (Fonte: FB de Jackie Rawe)
APRESENTAÇÕES AO VIVO
Eric Clapton: Show de Ano Novo Turnê
Boyzone: na Irlanda
Pulp: Show no Finsbury Park
Richard O'Brien: Show de Dia dos Namorados
Imagination: Turnês pelo Reino Unido e Europa
Gary Numan: 2 turnês pelo Reino Unido
Shakatak: Turnês pelo Reino Unido, Europa, Ilhas Faulkland e Japão
Sheena Easton: Turnês pelo Reino Unido, Japão, Estados Unidos e Canadá
Dennis Waterman: Turnê pelo Reino Unido
Gerrard Kenny: Show em Knebworth
Suzi Quatro: Turnê pela Polônia e Romênia
Sheila Ferguson: Shows corporativos
Leo Sayer: Shows em Londres
Princess: 2 shows no Albert Hall
Modern Romance: 1 show
Nick Heyward: 1 show
Denny Laine:1 show Albert Hall
As garotas do The Three Desgress gravaram originalmente a faixa "Year Of Decision" em 1973
NA TV
Boyzone Ao vivo na TV: MTV Awards
Peter Andre Ao vivo na TV: MTV Awards
Tom Jones ao vivo na TV: Viva Cabaret;
Pulp ao vivo na TV: Jooles Holland;
Hale & Pace ao vivo na TV: Série de 6 partes do programa Hale & Pace;
Jimmy Nail na TV: Top of the Pops / Programa da Loteria;
Meat Loaf na TV: Programa do Graham Norton;
Gary Glitter na TV: Especial de Natal;
Gary Wilmot na TV: Programa do Gary Wilmot.
Rory Bremner na TV: Rory Bremner Show
Shakatak TV: Top of The Pops, Crackerjack, Dave Allen e muitos outros
Nick Heywood TV: Good Afternoon
EVITA FILM Vocais de fundo na trilha sonora
No final de 1997 a Paradoxx Music lançou a compilação TOP 18, disco que trazia a primeira faixa "I Believe In Dreams" de Jackie Rawe. Essa foi a maior popularidade de Jackie Rawe alcançada no Brasil, inclusive, a Paradoxx destacou o nome da artista na capa do CD juntamente com outros artistas que eram sensação naquela época. E que época!
Michelle Gayle - Single de estreia 'Looking Up' Lançamentos da RCA/BMG no Reino Unido, Europa e EUA
Ruby Turner - Faixa do álbum 'Deliver Me' Lançamento na Nova Zelândia
Cathy Sledge - Faixa do álbum 'Pleasure' Álbum 'Heart' (lançamento pela Sony/Epic EUA)
Jennifer Rush - Faixa do álbum 'Pleasure' (lançamento na Alemanha)
Lisa Snowdon - Single 'Spell it Out' (lançamento pela EMI Japão)
Micky Howard - Single 'Baby Be Mine' (lançamento pela Atlantic EUA)
Dee Jacoby - Single de estreia 'I'm Alive' (lançamento pela RCA/BMG Reino Unido)
Jodie Wilson - Single de estreia 'Anything You Want' (lançamento no Reino Unido)
BB Queen - Single 'bring Love Into Your Life' Faixas do álbum 'Spare Me The Time', 'This is The Place', 'Where On Earth' Álbum Rhythm Religion (lançamento pela Polydor Holanda)
Dana Dawson - Faixa do álbum 'Dignified' do álbum 'Black Butterfly', lançamento da EMI Japan;
Zeetiah Massiah - Single de estreia 'This is The Place', segundo single 'Sexual Prime', lançamento da Virgin UK;
Zindy - Single 'Don't Wanna Say Goodbye', faixas do álbum 'These Are The Days', 'So Freaky', 'The More You Want', 'We'll Stand United', álbum ZINDY, lançamento holandês da EMI;
Ophélie Winter - Faixa do álbum 'After You', lançamento francês da East/West;
Shakatak - Faixa do álbum 'Releasing The Feeling', lançamento da Polydor Japan e do Reino Unido;
Mason James - Lado B 'Ready To Start Again', lançamento da Soft G Records UK;
Cic - Faixas do álbum 'Mae Cic', 'Traed Yn Rhydd', lançamento galês da S4C;
Massivo FEAT Jackie Rawe - Single 'Kingdom of Love', lançamento de estreia no Reino Unido;
The New London Choral - Faixa do álbum 'Open Up Your Heart', álbum 'The Young Mendelssohn'.
Jackie Rawe em foto mais atual (fonte: FB de Jackie Rawe)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Jackie Rawe marcou o fã da Eurodance dos anos 90, mas como vocês podem ver, ela fez inúmeros outros trabalhos em muitos gêneros, colaborou com dezenas de gravadoras, produtores e vários artistas renomados. E apesar de tanta diversidade, algumas características permaneceram fiéis em todos estes trabalhos tão diferentes entre si:
Sua voz suprema, performances apaixonadas, poderosas e sinceras, cativaram e continuam cativando o coração e a alma do ouvinte.
Obrigado, Jackie!
Para ler a entrevista que fizemos com Debra Michaels, do hit "How Do I Live" (1997), clique no link abaixo:
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
A veterana cantora Taleesa, uma das vozes mais conhecidas da música dance européia, se apresentou no último dia 12 de maio na cidade de Madrid, cantando alguns de seus hits no Festival "Love The 90's" (2018).
Assim como no Festival "Yo Amo Los 90" (realizado no Peru, recentemente em março), Taleesa cantou os seus sucessos totalmente ao vivo e agitou a platéia.
O clímax desta sua apresentação, sem dúvidas, foi quando ela cantou "Because The Night", onde a plateia vibrou e cantou junto com ela, em alto e bom som.
Confira o vídeo desta apresentação:
Taleesa cantando com o público o hit "Because The Night"
Nesta mesma noite de apresentações, além de Taleesa, outros grandes nomes do eurodance se apresentaram também, como Alexia, Gala, Rozalla, Twenty 4 Seven, Just Luis, AliceDeejay, entre outros. Imaginem agora, que noite incrível estes espanhóis não tiveram?
Estou na expectativa de ver as fotos destes artistas reunidos, como aconteceu recentemente no Peru, quando Taleesa, Ice MC, La Bouche, Randy Bush e Anita Doth se reuniram e tiraram algumas fotos juntos:
Jornalista peruana com Taleesa, Ice MC e Randy Bush
Lane McCray (La Bouche), Taleesa, Randy Bush e Anita Doth (2 Unlimted), foto tirada no Peru - Festival "Yo Amo Los 90's" e postada no instagram da Anita Doth
Seguem as próximas datas do "Love The 90's" que contarão com as apresentações de Taleesa:
Sevilla 26/05/2018
Valencia 02/06/2018
Palma de Mallorca 11/08/2018
Zaragoza 06/10/2018
Bilbao 01/12/2018
BIOGRAFIA TALEESA
A VERDADEIRA HISTÓRIA
Poucas pessoas sabem mas, a cantora Taleesa era conhecida anteriormente no meio artístico como Marina Lai, e com este pseudônimo cantava músicas pop em italiano. Isso foi, mais ou menos, entre 1977 e 1984.
EDIT 2024: Sobre este projeto "Marina Lai", numa entrevista cedida para a rádio Energia 97 Taleesa negou ter sido a tal "Marina Lai", mas existem outras entrevistas em que ela confirma essa informação. Não ficou muito claro porque nesta específica entrevista ela negou ter sido a Marina Lai, no entanto, vocês mesmos podem verificar o video abaixo de sua apresentação como Marina Lai em 1982.
Seu nome real é Emanuela Gubinelli e nasceu em Matelica (Itália). A data verdadeira de seu nascimento é dia 19 de novembro de 1960. Algumas biografias da cantora espalhadas pela internet afirmam que seu ano de nascimento seria 1971, mas esta informação está totalmente incorreta. A verdade é que Emanuela Gubinelli nasceu em 1960, tendo hoje, exatos 57 anos de idade.
Sou muito fã da cantora, mas existem algumas incoerências em sua biografia oficial que merecem ganhar as suas devidas correções. Os fãs de eurodance precisam estar cientes dos fatos verídicos, não de notícias inventadas na época.
Além do ano de nascimento estar incorreto, em sua biografia também informa que ela nasceu em Santa Mônica, na California (EUA), mas essa é outra informação "fake".
Todos os detalhes informados em sua biografia (ou quase todos) são invenções para
criar "a artista Taleesa", sendo esta uma mania muito comum entre os italianos.
Emanuela dizia que era americana, mas na verdade sempre foi italiana
Michael Corkran (Sly-G), ex-namorado da Emanuela, este sim parece que é realmente americano de Santa Mônica (embora alguns fãs dizem que ele também é italiano). Ele a ajudou na composição de algumas músicas e também foi dançarino dela, além de dublar as suas músicas nos shows, nas partes dos rap's em ''I Found Luv" e ''Let Me Be".
Emanuela e Michael foram casados, tiveram uma longa parceria e convivência, mas não estão mais juntos.
Bem, deixando este momento "tv fama" de lado e voltando a falar sobre a veracidade de sua biografia, ao menos Emanuela não enganou ninguém em relação ao seu talento, já que a sua voz realmente é a que está nas músicas.
É sempre bom ressaltar que existiam vários projetos de eurodance nos anos 90 que enganavam o público com lindas modelos nos palcos e vídeos, mas estas moças apenas dublavam as músicas gravadas por cantoras profissionais (Whigfield, Randy Bush, New System, Corona, J.K., A.D.A.M.... só para citar alguns exemplos de vários).
TALEESA NO EURODANCE: O mundo dos pseudônimos e diversos projetos
Bela e talentosa - Taleesa
Ser artista de eurodance não é lá uma tarefa muito fácil. É difícil conquistar o seu espaço e marcar o seu nome na história do gênero. Alguns artistas precisam trabalhar arduamente, gravar com diversos produtores, se lançar com inúmeros pseudônimos, escrever para outros artistas, e se possível, até ajudar na produção de outros projetos. Para estas atividades, o artista precisa ter o seu devido talento, condição que a Emanuela provou ter fazendo tudo isso e mais um pouco.
Emanuela Gubinelli teve também outras centenas de nomes artísticos, incluindo: Angie Starr (2 singles, 1991-1992); Donna Luna (3
singles, de 1990 a 1992); Manuella (2 singles, 1987 e 1988); Karin Rex (1 single,
1991); Mandy Gordon (1 single, 1991); Paula Marsh (1 single, 1992); Ross ou Kim
Ross (11 singles, de 1985 a 1998); Talysha (1 single, 1991), entre muitos outros que, segundo ela mesma, nem se lembra mais pois foram muitos.
Com apenas 17 anos de idade, e se apresentando ainda como Marina Lai, ela ganhou o Festival Castrocaro, em 1977. Esta vitória deu bastante destaque a jovem Emanuela e assim vieram diversas participações em transmissões de rádio e
televisão. Ela começou então emprestando a sua linda e grave voz aos muitos jingles de publicidade televisiva na época. Em 1982, ela foi enviada para o Festival de Sanremo, onde cantou a música "Centomila Amori Miei". Um detalhe revelador, é que se ela tivesse nascido de fato em 1971, como diz a sua biografia oficial, ela teria a aparência de uma criança de 11 anos no vídeo abaixo, de 1982:
Segundo sua biografia "fake", Taleesa teria aqui, em 1982, 11 anos de idade
A música romântica "Centomila Amori Mieri", apesar de não chegar a
final, teve um bom sucesso em termos de vendas. É muito bonita essa interpretação da jovem Emanuela, onde já nota-se os poderosos vocais da cantora.
Já a partir da segunda metade dos anos 80, Emanuela quis se dedicar mais as músicas dançantes, e se envolveu com diversos produtores e artistas italianos, assim escrevendo diversas canções para muitos artistas da cena "dance". Emanuela também foi backing vocal de muitos artistas nessa época, inclusive de Den Harrow, que era só um modelo de fachada (tinha um cantor de estúdio - Tom Hooker - por trás das produções). O próprio modelo disse à um fã que também namorou a Emanuela, e ainda reforçou que na época ela "não era ainda Taleesa".
Em 1987, a italiana adotou o pseudônimo de Manuela e cantou músicas como "I'm Crazy For You" e "Love For Free" (1988), que foram muito bem nas paradas de ítalodisco. A propósito, se você sintonizar em alguma emissora de rádio especialista em italodisco, como a holandesa Stad Den Haag, irá ouvir muito essas faixas oitentistas na voz da Emanuela, sendo produções totalmente desconhecidas do público brasileiro.
Emanuela ganhou ainda muita credibilidade como compositora para alguns artistas... Principalmente quando ela escreveu para o projeto Orlando Johnson, responsável por alguns hits europeus. Um exemplo desse reconhecimento é a música "I Say Yeah", que foi uma de suas composições mais famosas, lançada pela gravadora X-Energy, em 1990.
Emanuela Gubinelli, uma das principais vozes da Italodance
A cada novo trabalho, Emanuela conhecia novos profissionais da música e se via cada vez mais inserida na dance music.
Um fato curioso, é que alguns de seus vários pseudônimos não faziam tanto sucesso na Europa, mas agradavam muito no Japão, como Linda Ross, Morena, Jilly, Ann Sinclair, Vanessa, Giselle, Paula Marsh, Maggie Sue, entre outros diversos.
Outro fato que percebi - e que merece atenção- é que o pseudônimo de Ann Sinclair teve vocais de uma outra experiente e talentosa vocalista: a Annerley Gordon. Emanuela gravou diversas músicas com este pseudônimo, como "Don't Drop Me" (1995) e "Love and Fire" (1996), mas este projeto teve a sua primeira música gravada pela inglesa Annerley Gordon, em 1993, na canção "Help Me". Todos esses trabalhos do Ann Sinclair foram lançados pela competente gravadora Time S.r.l.
Annerley Gordon (Whigfield) e Emanuela Gubinelli (Taleesa)
Donas do Eurodance - Essa imagem tem um peso muito grande... Foram tantos hits nas vozes e letras dessas grandes estrelas da Dance Music...
Outra colaboração que deve ser mencionada aqui é a música "Come On Come On", que Emanuela gravou no projeto Olimpia (1992), apesar de constar uma outra mulher na capa do single.
A italiana gravou também com o pseudônimo de Emanuella (bem parecido com o seu nome real) a canção "Satisfied" (1992), faixa muito querida entre seus fãs. Ela trabalhou ainda nessa época com o grupo Novecento; dividindo seus vocais com Dora Nicolosi no projeto Jackie Moore, escrevendo músicas para o álbum "Leaving Now" (Novecento) e para o projeto Angie (uma produção de Novecento também).
Essas produções do Olimpia, Jackie More, Novecento, Angie... foram trabalhos feitos na Discomagic, selo que trabalhava também com a Maria "Martine" Capri (por isso você ouve a voz dela também em algumas dessas faixas do Jackie Moore, Olimpia...).
Mas o grande reconhecimento da artista Emanuela Gubinelli só chegou quando ela adotou o seu nome artístico: Taleesa.
Em 1992, a bela italiana gravou como “Taleesa”, a música "Because the Night" com o CO.RO.
que obteve grande sucesso em todo o mundo.
Segundo informações da época, o grupo CO.RO. tinha uma outra vocalista escalada para gravar com eles, mas a dispensaram pois não estavam muito satisfeitos com a voz dela. Foi quando avistaram a Taleesa no estúdio ao lado e a convidaram para um teste. Quando Taleesa foi finalmente gravar a canção, que seria uma regravação do Depeche Mode - "Master and Servant", ela fez o seu aquecimento vocal com a música de Patti Smith - "Because The Night", impressionando a dupla CO.RO., que no ato resolveu mudar de ideia e decidiu regravar a tal música cantada.
EDIT 2024: Bom, esta é a história que muitos contam há anos, mas a própria Taleesa afirmou que não foi bem isso. Na rádio Energia 97, a cantora disse que foi chamada pelo produtor Massimo Gabutti para regravar "Because The Night", reforçou também que não havia planos para gravar qualquer canção do Depeche Mode, e que não teve essa mudança repentina para "Because The Night". Ela confirma que o produtor não estava muito satisfeito com a cantora que havia escalado, e que ele a viu no estúdio e pediu para que cantasse a música. Taleesa ainda adicionou algo curioso, ela contou que nem conhecia a dupla do CO.RO. nessa época, e que só foi conhecê-los no dia de uma apresentação ao vivo, só depois que o single já havia estourado!
Taleesa com Raymond Lothar Slijngaard (2 Unlimited)
Ela sempre fez questão de estar envolvida com os seus colegas do Eurodance.
O single de "Because The Night" foi lançado em 1992 e vendeu mais de
660.000 cópias em todo o mundo, subindo vários rankings. Depois desse estupendo sucesso, no
ano seguinte, em 1993, ela gravou novamente com o CO.RO. outros dois singles que também foram hits: "There's Something Going On" e "4 Your Love". Sendo requisitada por diversos produtores, também em 1993 ela gravou com Stefano Secchi a música "A Brighter Day", cover de "Una
storia importante" de Eros Ramazzotti, que alcançou sucesso nas rádios e pistas de dança.
Mais tarde, Taleesa gravou novamente com o seu parceiro Stefano Secchi, desta vez a música "We're Easy To Love". Vale destacar também a parceria de 1991 entre Taleesa e Stefano Secchi em "One Love In My Life Time".
O 1º e único álbum do CO.RO.
Além dos hits já citados, Taleesa cantou outra música menos conhecida mas igualmente maravilhosa: "I Break Down And Cry", também presente no disco. Recomendo muito esta pérola!
Taleesa também gravou com o produtor do projeto Aladino, embora não tenha sido creditada em nenhum desses singles... Foi no verão de 1993 que foi lançado o single de sucesso, "Make It Right Now", que tocou em todas as discotecas, tornando-se um grande
êxito. O mesmo vale para o próximo single intitulado "Brothers In The Space", lançado em 1993/1994,
que hoje ainda é considerado um importante single de eurodance dos anos
90. Novamente com Aladino, em 1994 ela ressurge com "Call My Name".
Vale ressaltar ainda a curiosa estratégia que Taleesa passou a usar, após aos sucessos com o projeto Aladino. Na verdade, Aladino é um projeto do produtor italiano Diego Abaribi, mas a vocalista passou a apresentar à plateia o seu dançarino / namorado como "Aladino". Tem vídeos na internet e até entrevistas em revistas, onde ela diz ao público que Michael Corkran é o "Aladino", mas isso foi apenas uma tática da cantora para se "apropriar" mais dessas músicas (ela não foi creditada nesses singles, embora o público reconhecesse facilmente a sua voz).
Talvez, quem deve não ter gostado muito foi o produtor, o verdadeiro Aladino, que numa entrevista ao Lozio Peter não citou nenhuma vez o nome da vocalista... e olha que os maiores sucessos dele são cantados por ela.
No outono de 1994, Taleesa lançou
o seu primeiro single solo, "I Found Luv", com a produção dos alemães do Le Click Productions e contendo a participação do rapper Michael Romeo (Le Click). Taleesa contou que "I Found Luv" foi gravada em Frankfurt, nos incríveis estúdios que produziram o Milli Vanilli.
Interessante que, neste single a Taleesa foi produzida pela mesma equipe que produzia o La Bouche, enquanto que, olhem só, a cantora do La Bouche foi trabalhar com os produtores italianos da Taleesa... Melanie Thornton então gravou "If You Wanna Be (My Only)" para o projeto Orange Blue, que é uma ótima faixa dance lançada pela Time / Italian Style Production.
Edit 2024: Taleesa disse que Melanie Thornton foi uma boa amiga, e que até ajudou ela quando esteve na Itália com sua turnê.
"Melanie foi uma boa amiga, e nós ajudamos ela com seus shows na Itália. Ela também foi uma boa amiga de Simone Jay, a cantora (minha irmã :)) que produzimos!" - Taleesa via instagram
Apesar de estar super em alta e bem atarefada em 1995, Taleesa também estava produzindo nessa época alguns projetos de eurodance, como exemplo o She’s Ah Rebel, que trazia a sua colega Maria Capri nos vocais. A música “Piece Of My Heart” é uma regravação de Janis Joplin e foi distribuída no Brasil através da coletânea “Máquina Total Vol. 2”, que também contem o seu hit “Let Me Be”.
Edit 2023: Taleesa esteve no Brasil em julho / agosto de 2023, e falou a respeito da cantora Maria Caprì neste vídeo, numa pergunta que eu formulei e pedi para que o amigo Emilio fizesse à ela:
A eterna vocalista do Martine me escreveu em dezembro/23: "Oi Rikardo! Que gentil de sua parte! Obviamente, lembro-me sim da Emanuela e agradeço-lhe por perguntar sobre mim à ela!
Te mando um abraço da Itália 🙂! Um feliz natal!" (Maria Caprì, 21/12/2023)
No início de 1995 Taleesa lançou "Let Me Be", com a participação do rapper Asher Senator (o blog conseguiu exclusivamente essa informação com o produtor Alessandro Gilardi). Esta ainda é considerada uma de suas músicas mais famosas, inclusive, a vocalista veio ao Brasil nesta época e performou-a em alguns programas de TV (Xuxa, Raul Gil, Clip Trip).
Uma curiosidade interesssante e que poucos sabem, é que "Let Me Be" foi inspirada levemente no clássico do assobio "Patience" do Guns N' Roses. Percebam o trecho mais calmo e cantado na mesma melodia"This is now 'cause I'm missing you". Bacana, né?
EDIT 2024: A própria Taleesa afirmou isso no programa "Morde e Assopra" da rádio Energia 97.
"Let Me Be" tem um pouquinho de influência de Guns N' Roses, apesar de ser uma música original e escrita por Taleesa
No verão de 1995 Taleesa gravou ainda "Burning Up", que possui o mesmo ritmo aeróbico do sucesso anterior, e quem ouviu as suas últimas canções, já nos primeiros segundos de "Burning Up" conseguia identificar esta como uma música de Taleesa. Ficou bem característica, como se ela tivesse criado o seu próprio estilo. Sem dúvidas, uma de suas canções mais conhecidas e saiu também em diversas coletâneas famosas, como “TV Dance”, “As 7 Melhores Vol. 3”, entre outras. Ainda em 1995, Taleesa gravou "Open Up Your Heart (Today)" com letra escrita por sua amiga Annerley Gordon. Essa música foi lançada com o pseudônimo Rose.
EDIT 2022: No vídeo abaixo, Annerley fala sobre Taleesa no programa de Lozio Peter, assim como vemos Taleesa participando de uma live no facebook de Annerley - a verdadeira cantora do projeto Whigfield:
Taleesa & Whigfield
Enquanto Taleesa se dedicava em sua carreira solo, o Aladino precisava também de novos vocais femininos para seu novo single de trabalho, então o produtor resolveu convidar outra diva da eurodance para gravar com ele, no caso, a convidada agora era a inglesa Sandra Chambers, nascendo a música "Stay With Me" (1995).
Já no verão de 1996, Taleesa lançou "Falling In Love", um sucesso naquele ano e sendo considerada por muitos como uma de suas melhores canções. Também foi um de seus últimos sucessos a nível mundial.
Nesta época (1996) ela já tinha bastante amizade com Clara Moroni (uma outra talentosa vocalista do gênero dance), mas quando Clara partiu para outros projetos pessoais, Taleesa substituiu-a em seus diversos pseudônimos, como Anika, Jilly, Vanessa, Maggie Mae, entre outros. Detalhe: Muitos destes trabalhos eram direcionados com ênfase no mercado asiático.
Ainda no mesmo ano de 1996, Taleesa decidiu trabalhar com o produtor brasileiro Alessandro Tausz, e lançou algumas músicas somente no Brasil, como "Jambalaya (On the bayou)" (1996) e "Internet Love" (1997).
Essa parceria de Taleesa com o músico brasileiro se deu entre as suas vindas ao nosso país, quando ela se apresentou por aqui e conheceu muitos DJ’s e produtores. As duas faixas foram produzidas na MDS Productions (que produziu muita dance music de qualidade, como por exemplo o Sect).
Taleesa e seus dois dançarinos, Patrick e Michael (ex-namorado) no Brasil, no "Dance Philco Music" (1996)
As músicas "Jambalaya (On the bayou)" e "Internet Love" tocaram bastante por aqui, mas não chegaram em outros países.
No final de 1996 ela voltou a trabalhar na Itália lançando um trabalho mais ousado e que fugia bastante de seu habitual estilo. Era a música "I Wanna Give", que como ela dizia em entrevistas, seguia uma linha mais direcionada para a vertente "Garage". Taleesa gostava muito desse estilo musical e quis fazer algo dentro dessa temática.
Infelizmente essa canção foi bem menos sucedida, justamente por não ser tão comercial como os hits anteriores. Uma curiosidade, é que no Brasil esta música recebeu uma versão não oficial, produzida provavelmente por produtores brasileiros onde simplesmente "mixaram" a versão instrumental de Gina G - "Ooh Aah... Just a Little Bit" com a acapella de "I Wanna Give", deixando a música com um caráter bem mais comercial, sendo que a intenção de
Taleesa para este single era totalmente a oposta. Essa referida versão saiu no CD "Ritmo da Noite Volume 5" (Spotlight Records).
Ainda em 1997 Taleesa voltou a lançar músicas somente no Brasil, como "Kisses Kisses, Bye Bye" e "You And Me", mas somente a última fez sucesso, tocando muito em rádios, pistas de dança e sendo lançada em diversas coletâneas de dance music do país.
Nesse ano de 1997 Taleesa produziu ainda a sua amiga Simone Jackson,e lançou “Wanna B Like A Man” sob o nome de Simone Jay. Foi um outro grande sucesso!
Taleesa sendo entrevistada pela Revista DJ Sound, em 1996. Também fizeram uma matéria contando a sua trajetória, mas infelizmente baseando-se na sua biografia "fake".
No ano seguinte, Taleesa inaugurou oficialmente o seu tão sonhado selo fonográfico, o Luv-En Colors Records. Em 1995, ela já adiantava em entrevistas sobre este seu plano de lançar seu selo próprio...
Taleesa continuou também produzindo outros singles com Simone Jay, além de citar muitas vezes em entrevistas ter a vontade de produzir mais outros artistas. No mesmo ano de 1998 ela veio ao Brasil pela 4ª vez, mais precisamente em agosto, onde passou o mês todo fazendo shows por diversas cidades. Vale destacar que nestes shows ela apresentava a que seria sua nova música, "Beach Boy", também lançada só no Brasil, mas não tendo nenhum sucesso...
Para seus fãs de outros países, todas estas últimas músicas (exceto "I Wanna Give") eram desconhecidas do público já que não foram lançamentos mundiais e não figuraram por lá (na época a internet ainda não era tão poderosa como é atualmente).
A partir deste momento, Taleesa resolve dar uma pausa em sua carreira por dois anos. Em
2000, junto com os irmãos De La Cruz ela lança a música "My Love is a Dj", e nos anos seguintes permanecendo com a mesma parceria, lança "Listen To My Heart" (2001), "There’s No Right" (2002) e "In My Mind" (2003). Essas músicas seguem um estilo mais "Trance", muito popular na época, início dos anos 2000. Foram músicas bem produzidas, com grande qualidade e com todos os ingredientes necessários para serem enormes sucessos, mas fizeram um sucesso relativo apenas na Espanha.
Posteriormente, ela gravou músicas promocionais como "Over
You", mas infelizmente sem sucesso a nível mundial. Vale ressaltar que esta faixa possui uma instrumental idêntica ao hit de Kylie Minogue -"Can't Get You Out Of My Head" (2001). Ainda em 2003, Taleesa fez uma parceria com DJ Stefy, onde cantou a música "The Promise You Made". Apesar de ser uma ótima música, também não foi muito executada e poucos tiveram conhecimento deste "featuring".
Após a estes trabalhos, Taleesa então não lançou mais nada comercialmente com o seu nome, porém ela focou mais em produzir novos artistas da sua gravadora Luv-En Colors, como Mark Lopez.
Mark Lopez, uma produção da Taleesa... Conquistou alguns fãs na Europa e até um video-clipe ganhou na época...
Em 2009 Taleesa finalmente voltou a cantar! Ela realizou uma parceria com o Muthagroove, gravando um cover de "My Body and Soul", pouco conhecida embora sendo um ótimo trabalho. É também um de seus últimos trabalhos lançados.
A última música da Taleesa tem sido "I Can Feel U", de 2012, com o pseudônimo de VoiceBox e tema de um filme na Itália, chamado "Poker Generation". Essa música segue um estilo "trip-hop", lembrando muito a música do Portishead - "Glory Box".
DISCOGRAFIA
Apesar de Taleesa ser considerada uma cantora bem sucedida do gênero eurodance, por incrível que pareça a italiana não conseguiu gravar um álbum solo com seus hits. É um tanto decepcionante saber que uma cantora de seu nível, tendo tantos sucessos em singles, não tem nenhum registro em álbum oficial.
Entre 1997 e 1998, a gravadora Paradoxx Music até chegou a informar que iria lançar um álbum dela, mas infelizmente isso nunca veio a acontecer. Vale lembrar também que neste mesmo período, a mesma gravadora cancelou alguns lançamentos que iriam ocorrer, como o álbum "French Revolution" da Nicki French, devido a crise que assolava a dance music.
Como nunca tivemos um álbum da Taleesa, e seus singles e projetos foram diversos, então relacionei abaixo alguns de seus trabalhos mais importantes para o Eurodance.
Obs.: Deixei de citar trabalhos de outros artistas produzidos por ela, como Simone Jay, She's a Rebel (com Maria Capri) e Mark Lopez, talvez ficando para uma próxima publicação. Segue a lista das suas canções mais expressivas, nestes mais de 40 anos de carreira:
MÚSICAS
1979 - Io vivo/Mi manchi un po' (como Marina Lai)
1982 - Centomila amori miei/Mi piaci di più (como Marina
Lai)
1984 - Vola/Romantico animale (como Marina Lai)
1987 - I'm crazy for you (como Manuella)
1988 - Love for free (como Manuella)
1990 - I Say Yeah (como Orlando Johnson)
1990 - I will never try to change you (como Donna Luna)
1990 - Love is on my mind (como Ross)
1991 - Come On Come On (como Donna Luna) 1991 - Baby Don't Stop (8 pm) 1991 - Come on come on (como Donna Luna)
1991 - Everybody maybe wrong (como Citizen Kane)
1991 - Hold me in your arms (como Karin Rex)
1991 - Hold me please (como Angie Starr)
1991 - Living for love (como Talysha)
1991 - Tokyo night (como Mandy Gordon)
1991 - Somebody Tonight (como Alexis)
1991 - Shake shake (como Macho Gang)
1992 - If I Can't Have You (como Donna Luna)
1992 - Baila macho (como Paula Marsch)
1992 - Me and you (como Helen K)
1992 - Shy Boy (como Dolly)
1992 - Hot Summer Nights (como High Frequency)
1992 - If I can't have you (como Donna Luna)
1992 - I promise my heart (como Ross)
1992 - Can You Do It Forever (como Virgin)
1992 - A Reason To Love (como Bella & Blue - dupla com Claudio Magnani)
1992 - Just in time (como Angie Starr)
1992 - Satisfied (como Emanuella)
1992 - Everyday (como Morena)
1992 - Secret Lover (como Anika)
1992 - Only you (como Ross)
1992 - Day all (como Kate & Karen - dupla com Clara Moroni)
1992 - Toy Joy My Boy (como Maggie Sue)
1993 - You're So Crazy (como Virgin)
1993 - Fly Up In The Sky (como Dolly)
1993 - Make it right now (como Aladino)
1993 - Brothers in the space (como Aladino)
1993 - Call my name (como Aladino)
1994 - Promise (como No Name)
1994 - I found luv (como Taleesa)
1994 - Do't Drop Me (como Ann Sinclair)
1995 - Open Up Your Heart (Today) (como Rose) (letra de Annerley Gordon)
1995 - Burning up (como Taleesa)
1995 - Let me be (como Taleesa)
1996 - Bye Bye Japan (como Vanessa)
1996 - Falling in love (como Taleesa)
1996 - I wanna give (como Taleesa)
1996 - Turn This Beat Around (como Dolly)
1996 - Jambalaya (on the Bayou) (como Taleesa)
1996 - Suit Case Sally (como Sally Rendell) 1997 - Internet Love (como Taleesa) 1997 - I Wanna Give (como Taleesa) 1997 - Kisses Kisses, Bye Bye (como Taleesa) 1997 - You And Me (como Taleesa)
1997 - Let The Music Take Control (como Serena) 1998 - Beach Boy (como Taleesa)
1998 - Riding in the sky (como Linda Ross) 2003 - Over You (como Taleesa) 2012 - I Can Feel U (como VoiceBox)
1991 - Stefano Secchi featuring Taleesa One Love in My Life Time 1993 - Stefano Secchi featuring Taleesa A brighter day 1994 - Stefano Secchi featuring Taleesa We're Easy To Love
1994 - CO.RO. The Album
2000 - De La Cruz featuring Taleesa My Love Is A DJ
2001 - De La Cruz featuring Taleesa Listen To My Heart
2002 - De La Cruz featuring Taleesa There's no right 2003 - De La Cruz featuring Taleesa In My Mind
2003 - DJ Stefy featuring Taleesa The Promise You Made
2009 - Javi Crescente featuring Taleesa In my mind
ENTREVISTAS E ALGUMAS APRESENTAÇÕES
"You And Me" (1998)
"Burning Up" (1995)
Mais de 40 minutos de entrevista (1998)
"Let Me Be" (1995)
Entrevista e flashes de seu show (1998)
Taleesa fala sobre Whigfield, Alexia, Simone Jay e cita Captain Hollywood, Raymond Lothar Slijngaard (2 Unlimited), entre outros cantores de "dance"
Antares - "Ride On A Meteorite"
Apesar desta música ser cantada por Clara Moroni, temos aqui o backing vocal da Taleesa. A cantora disse: “Apesar de vocês ouvirem mais a voz da minha amiga Clara Moroni, a minha voz também está nesta música, que eu adoro e tem muita energia”.
Esse single foi uma composição de Taleesa; ela escreveu várias músicas para diversos artistas nos anos 80 e 90.
ARTISTA.
FILANTRÓPICA.
HUMANA.
Já nos anos 2000, Taleesa lançou poucas músicas se compararmos com seus lançamentos dos anos 90, mas a italiana não parou de trabalhar. Seu amor continuou sendo a música, então ela gravou algumas canções, apenas não lançou todas em singles.
Seu outro amor é ajudar crianças carentes e tentar reservar um futuro melhor para elas. Muitos fãs de eurodance apenas conhecem a "cantora" Taleesa, mas não conhecem a filantrópica Emanuela Gubinelli, um ser humano que ajuda o seu próximo e é sempre muito generosa com todos. Uma destas músicas que ela gravou, mas não comercializou, foi a tocante "Children Alone" (2007), pouco conhecida entre os fãs de eurodance. Recomendo que a ouçam, pois além de ser uma bela música, é claramente inspirada nestas suas atividades humanitárias, como suas visitas em lares com crianças soropositivas. Música feita com amor e nem foi lançada comercialmente:
Ouçam esta música pouco conhecida entre os fãs: "CHILDREN ALONE"
Emanuela Gubinelli, além de ser uma excelente profissional na arte de compor, cantar e produzir, é um ser humano que se preocupa com o seu próximo.
Ela não teve filhos, mas tem um amor excessivo pela humanidade e está sempre dando exemplos de altruísmo.
TALEESA EM 2018
Taleesa se apresentando na Itália, após um longo período sem realizar apresentações em público (2017)
Uma pena que Taleesa não seja adepta das redes sociais, bem diferente de Anita Doth, Alexia, Gala, Nicki French, Sandy Chambers e tantas outras importantes artistas dos anos 90, que estão sempre atualizando novidades para seus fãs.
Na verdade, Taleesa não tem uma página oficial, sequer, disponível na internet. Se a cantora tem uma conta no twitter, é bem pessoal e sigilosa, assim como seu instagram e facebook, mas duvido que ela tenha tudo isso, por já ter admitido que simplesmente não gosta mesmo. EDIT 2023: Depois de muitos anos, Taleesa recentemente criou uma conta no instagram:
Taleesa na casa noturna Donoma, na Itália, em 2017
Mas diante destes fatos, eu só consigo deduzir que é exatamente isso que a italiana busca neste momento. Provavelmente Taleesa quer mais tranquilidade, ter mais privacidade e estar cada vez mais longe dos holofotes. Eu, como fã de mais de 25 anos, vejo muito isso nela atualmente: Deseja paz e anonimato.
Segundo informações recebidas, Emanuela Gubinelli hoje mora no Panamá e tem uma filha pequena (adotiva), e nitidamente quer se dedicar nesse seu novo e calmo estilo de vida. Taleesa se encontra atualmente com 57 anos de idade, não que a idade seja um empecilho, mas ela não deve seguir mais o mesmo ritmo de antes, assim também como não precisa mais fazer inúmeros shows, turnês longas e enormes vendagens de músicas. Na minha opinião, Taleesa deve se sentir realizada perante ao que já conquistou, desde o fim da década de 70 até aqui. São mais de 40 anos puramente dedicados à arte.
Taleesa trabalhou e contribuiu muito com várias músicas, cantando e escrevendo também para muitos artistas, tendo o seu reconhecimento e sendo bem querida entre muitos produtores, DJ's e pelo público do eurodance. Com tantos feitos e sucessos, o nome TALEESA está mais que marcado na história do eurodance.
Em foto recente, temos as cantoras Clara Moroni, Taleesa (com sua filha no colo) e Patrizia Cavalieri, a modelo do projeto Randy Bush
Por isso que, quem conseguir ver estas apresentações de Taleesa no "Love the 90's" só tem a ganhar, pois estas suas aparições são muito raras e não sabemos se voltaremos a vê-la novamente. Para ser bem sincero, acho muito provável que ela se afaste totalmente dos palcos em breve. Sem querer ser pessimista, mas apenas realista. E é uma pena que aqui no Brasil não rolam estes festivais, senão, com certeza, eu seria o 1º da fila para ver esta maravilhosa artista e ser humano que é a TALEESA!
EDIT 2023: Depois de 4 anos após esse artigo, DJ Kica conseguiu convencer a Taleesa para vir ao Brasil realizar uma turnê, que foi realizada e muito bem sucedida. Não fui exatamente o primeiro da fila como escrevi acima, mas estive lá, vibrando, feliz, segurando os meus discos e recebendo o carinho da cantora pessoalmente. Se quiser ler sobre essa minha "aventura", um dos meus momentos mais marcantes de 2023, leia aqui: