IAN VAN DAHL - "CASTLES IN THE SKY"
sábado, 11 de abril de 2020
sexta-feira, 15 de julho de 2022
PAUL VAN DYK - "WE ARE ALIVE" (2000)
PAUL VAN DYK - "WE ARE ALIVE"(2000)
A POESIA CONECTADA AO PULSO DO TRANCE
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
A vertente que "We Are Alive" se enquadra, o Vocal Trance, teve o seu auge justamente nessa época - entre os anos de 1998 e 2004 - e sem dúvidas, Paul van Dyk marcou positivamente essa bela fase da música eletrônica.
O nome real desse DJ / Produtor é Matthias Paul, mas tornou-se conhecido mundialmente por Paul van Dyk, ou simplesmente por suas primeiras iniciais: PvD.
Ele nasceu na Alemanha (na cidade de Eisenhüttenstadt, em 16 de dezembro de 1971) e atualmente tem seus 50 anos de idade. Quando este astro da música Trance começou a aparecer em nossos charts, bem mais jovem, eu lembro que achei estranho ler o seu nome e encontrar o "v" em letra minúscula, até cogitando que pudesse ser uma falha de quem fornecia os charts da época, mas é realmente assim dessa forma que se escreve o nome artístico dele...
O talentoso alemão vem lançando seus inúmeros singles e álbuns desde 1994, porém atingiu a sua popularidade - ao menos aqui no Brasil - apenas no início dos anos 2000, quando nos trouxe "We Are Alive" e "Tell Me Why (The Riddle)", hits licenciados pela brasileira Building Records.
Aliás, "Tell Me Why (The Riddle)" também é uma excelente faixa, sendo uma parceria do produtor com o grupo Saint Etienne (que tem a vocalista Sarah Cracknell). E pode até ser que você já conhecesse antes a voz de Sarah Cracknel, pois o Saint Etienne havia lançado em 1995 a deliciosa "He's On The Phone", lembrou-se? Não? Escute a música abaixo:
Mas voltando aos hits "We Are Alive" e "Tell Me Why (The Riddle)", estes integram o álbum de Paul van Dyk - "Out There & Back", disco lançado em 2000 e que também foi distribuído em território brasileiro (graças à saudosa Building Records).
Neste álbum de estúdio vale destacar ainda outros trabalhos espetaculares, como "Another Way", "Avenue" e "Together We Will Conquer" (gravado na voz de Natascha van Dyk, a ex-esposa do DJ/Produtor).
SOBRE "WE ARE ALIVE"
Lembro que fiquei absolutamente encantado com a sonoridade de "We Are Alive" quando a escutei pela primeira vez, então recorri rapidamente à algumas revistas e sites para me informar mais sobre quem era esse produtor que estava criando os sons pelos quais eu estava me apaixonando. E em minha primeira impressão, eu percebi que Paul van Dyk tinha um certo mistério, uma confiança tranquila e uma elegância em tocar e produzir...
O single de "We Are Alive" nos apresentava em sua capa a hipnose e o transe de 100.000 espectadores de Paul van Dyk; e o disco recém-lançado ganhou também destaque na coluna de lançamentos da DJ Sound:
"Depois dos singles 'Avenue' e 'Another Way', Sir Paul 'fabric hits' van Dyk sintonizou as estações aliando o conceito trance melódico de sua música ao vocal estilo "paty". Será com certeza a euforia das pistas em todos os segmentos." (DJ Sound #101 - Jan/2001)
"We Are Alive" ganhou sua estreia em dezembro de 2000 nas noitadas de São Paulo, para depois invadir todo o Brasil no primeiro semestre de 2001, conforme profetizara a revista brasileira.
Teve uma vez ainda que meu pai me levou para uma serra com meu irmão, e lá de cima dava para ver toda a cidade, então começou a tocar essa bela música na rádio Educadora FM (91,7 de Campinas-SP). Era um sábado ensolarado de 2001, quase um fim de tarde, então descemos do veículo e deixei a porta aberta só para que pudessemos escutar a música do lugar onde íamos (a pé). Que dia mais memorável! Ainda sinto aquele entardecer afortunado e aquela brisa batendo no rosto, enquanto meus ouvidos estavam mais que atentos naquele comovente e grudento coro no refrão "We Are Aliiiiive..."
Confira a montagem abaixo e desfrute de sua letra traduzida em português:
"We Are Alive" era incrívelmente linda e muito envolvente... merecia mesmo estar no topo das rádios e das pistas de dança! A música, com letra sublime e motivacional, ainda conquistou a equipe responsável pelas trilhas sonoras da TV Globo, fazendo com que a incluissem na minissérie "Presença de Anita", também de 2001. Então o som tocou bastante nas transmissões noturnas da emissora, principalmente quando a personagem moderninha "Luiza" (interpretada por Julia Almeida) passou a interagir com a protagonista principal. Que tempinho bom!!!
E passaram-se 21 anos dessa época dourada, mas eu posso dizer tranquilamente que "We Are Alive" ainda me causa a mesma atmosfera emotiva de antigamente. Ouvi-la atualmente é ser presenteado com agradáveis sensações, aliados a muita afeição, comoção, nostalgia e claro, uma vibe positiva ímpar.
E enquanto aqui no Brasil tudo era uma novidade aos brasileiros, na Alemanha Paul van Dicky já era considerado um Deus do Trance desde os anos 90... e é uma pena que seu reconhecimento tenha sido tardio por aqui...
QUEM É A VOCALISTA, QUE NÃO APARECE NO VIDEO E CAPAS DOS DISCOS?
Mas, você sabia que "We Are Alive" de Paul van Dyk não é uma música completamente original?
Bom, vamos lá...
Essa hipnótica música já existia antes, e praticamente ganhou um "remix" pelas mãos mágicas de Paul van Dyk. A produção que ouvimos realmente foi criada por Paul van Dyk, em 2000, mas a versão original foi gravada em estúdio pela cantora Jennifer Brown em 1998, e num estilo bem mais pop e lento.
A versão de Paul van Dyk fez muito mais sucesso, levou a voz da cantora para todos os continentes, e também teve o seu título alterado... A original chama-se "Alive", enquanto a obra "remixada" de Paul van Dyk ficou intitulada de "We Are Alive".
Confira a versão original, de 1998:
Quanto à Jennifer Brown, ela é uma cantora / compositora sueca nascida em 18 de fevereiro de 1972. Quando ela se mudou para a cidade de Estocolmo na década de 1990, ela começou a trabalhar como recepcionista para uma gravadora chamada Telegram Records, e isso acabou facilitando num contrato de gravação entre ela e a empresa.
Em 1994, Jennifer Brown então lançou um álbum chamado "Giving You The Best", que alcançou o primeiro lugar nas paradas suecas e permaneceu nos gráficos por 22 semanas.
Os dois álbuns seguintes de Jennifer não venderam tão bem quanto ao álbum de estréia, mas ainda assim conseguiu se manter nos principais charts. Um destes álbuns, "Vera", de 1998, traz em seu repertório a música "Alive", que como já citamos, ficou mais conhecida como "We Are Alive" (2000) através de Paul van Dyk.
A letra, simples mas profunda, foi composta por Billy Mann e também pela própria Jennifer Brown.
Billy Mann é um respeitado compositor e produtor americano que trabalhou com dezenas de artistas bem conhecidos da cena pop, como P!nk, Jessica Simpson, Robyn, Cher, Celine Dion, Backstreet Boys, entre outros... então, é claro que seu trabalho em "Alive" também tinha algo para fisgar o público.
A cantora Jennifer Brown gravava sempre como uma artista solo, mas também fez parte da equipe de soul/jazz/pop Blacknuss. O single "Tuesday Afternoon", com o seu doce e intenso vocal, foi um sucesso na Escandinávia e alcançou o 57º lugar no UK Singles Chart.
JENNIFER BROWN ATUALMENTE
E em março de 2022, bem recentemente, Jennifer Brown apareceu num programa de TV sueco e anunciou que está trabalhando em novas canções depois de 13 anos longe dos holofotes:
PAUL VAN DYK ATUALMENTE
Hoje, os fãs europeus de Paul van Dyk continuam tendo o mesmo respeito e admiração que sempre tiveram pelo DJ / Produtor, embora alguns mais radicais o chamam de "vendido", que "foi para um estilo mais pop" e que "visou apenas dinheiro".
Bem ou mal, vale lembar que Paul van Dyk foi coroado como o DJ número 1 do mundo (em 2005). Fã assumido das lendas oitentistas The Smiths e New Order, ele também foi escolhido como "Best Music Maker" pelos leitores da revista inglesa DJMagazine, deixando para trás ícones como Fatboy Slim e Paul Oakenfold.
Pensa que acabou? PvD também foi eleito pela revista Mixmag como o "cara" do ano de 1999, assim como foi nomeado como o "Lider da Nação Trance" pela revista Musik, que o fez ficar um pouco incomodado com o rótulo de líder...
Ele também acredita que a dance music não é apenas música para fazer dançar. Para ele, o gênero é muito mais que isso, e não deveria ser um passa-tempo só para se divertir:
"Quero que as pessoas entendam o valor da música eletrônica. Existem pessoas que acham que tal estilo é só para ser ouvido nos clubs, e não é assim!"
Paul van Dyk é inquestionavelmente um dos nossos, e a sua música "We Are Alive" continuará por muitos anos detonando no hall das melhores "vocais-trances" dos anos 2000.
E você, está no seleto grupo que viveu bons momentos com este fundamental single?
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
RAIO-X: RIKARDO ROCHA blog EURODANCE
RAIO X RIKARDO.MUSIC
Um louco por nostalgia, Eurodance, e as melhores décadas: 80,90 e 2000!
RAIO X RIKARDO.MUSIC
Um louco por nostalgia, Eurodance, e as melhores décadas: 80,90 e 2000!
Segue:
K
Não dei muito certo na carreira de DJ, pois algumas características e declarações abaixo não são muito condizentes para quem quer trabalhar na noite.
Ah, eu também não gosto de tocar o que o povão quer ouvir, simplesmente não me vejo tocando funk, por exemplo.
O problema está basicamente na mídia, nos meios de comunicação, como as rádios e tv's, que só apresentam ao público músicas de qualidade duvidosa e de conteúdo apelativo.
Além das faixas que são todas ótimas, ainda tem o clipe "Santa Maria" da Tatjana, que marcou demais. Outra que não posso deixar de citar é "Disco 95", lançada pela Som Livre, no início de 1995. Outra coletânea espetacular!
Shows que assisti na vida:
Também não curto programas humorísticos do Mutishow, aqueles no estilo sitcom, sabem? Tipo, "Vai que Cola", em que o personagem já entra em cena gritando...
"Os atrasados do eném", por exemplo, eu não consigo entender de onde vem tanta graça naquilo.
06/11/18
sábado, 1 de outubro de 2022
KYLIE MINOGUE - ALBUM "FEVER” (2001)
"FEVER" DE KYLIE MINOGUE É UM GRANDE ACONTECIMENTO DA MÚSICA POP-DANCE, E COMPLETA 21 ANOS DE LANÇAMENTO
Hoje, dia 1º de Outubro, faz 21 anos que um dos álbuns mais importantes da música Pop-Dance foi lançado. “Fever” de Kylie Minogue se consolidou como um dos melhores discos da "Música Dance" dos anos 2000, e com toda a certeza, é até hoje um dos pilares da cena dançante.
Quem curtiu aquele início de século XXI, sem dúvidas não conseguiu tirar da cabeça uma das canções mais tocadas: “Can't Get You out of my Head”, considerada a mais famosa música de Kylie - praticamente a sua assinatura.
Este lead single teve um sucesso estrondoso, conquistando o 1# em mais de 40 países e ocupando atualmente o 51# dos singles mais vendidos de todos os tempos.
É unânime que todo ser humano já tenha ouvido o refrão dessa canção, pelo menos uma vez na vida. Não se limitando a isso, Kylie, que já era uma musa do mercado fonográfico europeu, conseguiu números ainda superiores com o lançamento do "Fever". A estrela australiana entrou nas paradas de todo o mundo, inclusive no mercado americano...
Na parada mais importante de singles, a Hot 100 da Billboard, “Can't Get You out of my Head” estreou em 3# na primeira semana e mais tarde obteve o reconhecimento de platina tripla pela Recording Industry Association of America pelas vendas de 3.000.000 cópias. Na mais recente atualização, os números são de 13 milhões de cópias vendidas no mundo todo, um recorde para uma cantora não americana.
Apresentando uma boa experimentação da música Dance, House, Eurodance, Synth-Pop e Neo-Disco, "Fever" é uma base forte para tudo aquilo que se pode chamar de “Música Dance”, até hoje em dia. Liricamente as canções tratam sobre amor, fascínio, romance, flerte, alegria e compreensão, sendo um leque de canções alegres e cheias de energia, além das atmosferas e sonoridades saborosas que preenchem os nossos ouvidos... lances que Kylie Minogue sabe fazer perfeitamente (ela está na ativa há mais de 30 anos e com dezenas de álbuns já lançados).
Em algumas faixas, vemos um apelo melódico que gruda na cabeça, como na principal “Cant Get you Out of my Head” e na melancólica e agradável “Come Into My World”. Há também a radiante “Love At First Sight”, onde os sons de guitarra e o groove da batida dominam, e a contagiante e uma das favoritas do disco:"In Your Eyes". Vale a pena conferir o álbum "Fever", onde Kylie Minogue entrega um raro exemplo de “pop perfection”.
O MARCO E O IMPULSO QUE "FEVER" OCASIONOU NA MÚSICA POP
"Fever" é simplesmente um álbum atemporal que serviu de ponto de partida para a febre da música Dance nos anos 2000. Nessa época a Eurodance ainda estava em alta, e muitos outros artistas e projetos caminharam com Kylie na mesma estrada rumo aos Clubs e FMs, como Madonna ("What It Feels Like For A Girl"), Lasgo ("Something"), P!nk ("Get This Parted"), Grenada ("Superstar"), Ian Van Dahl ("Castles In The Sky"), Iio ("Rapture"), Fragma ("Everytime You Need Me"), Paulina Rubio ("Don't Say Goodbye"), Daft Punk ("One More Time"), Sophie Ellis Bextor ("Murder On The Dance Fllor")...e tantos outros.
E "Fever" consolidou de vez a figura de Minogue no mercado do entretenimento, servindo ainda claramente de inspiração para cantoras da atualidade, como Dua Lipa, Rina Sawayama e Rihanna.
Um exemplo disso, é que a atmosfera refinada e ao mesmo tempo dançante de "Fever" se reflete no “Future Nostalgia” de Dua Lipa, ou até mesmo em outros trabalhos dos anos 2000 como o álbum “Confessions On a Dance Floor” (2005) de Madonna, que é inegavelmente um reflexo daquilo que foi feito por Kylie.
Com esse disco, Kylie Minogue conseguiu o primeiro e até então único Grammy de sua carreira, o de Melhor Gravação Dance por “Come Into My World”.
Grande Album, grande Momento...
Grande FEBRE MINOGUE!
sábado, 29 de julho de 2023
LASGO - BIOGRAFIA: A HISTÓRIA
EVI GOFFIN (EX-LASGO) ESTÁ DE VOLTA E LANÇA NOVA MÚSICA
Evi Goffin, a ex-vocal do Lasgo está de volta com uma parceria com o DJ/ produtor Preztone, onde gravou com sua voz inconfundível a faixa "Frio!" (2023).
A cantora nasceu no dia 27 de fevereiro de 1981, na Bélgica, e encantou o Brasil com músicas licenciadas em solo brasileiro via Building Records.
Evi Goffin tem atualmente 42 anos de idade, mas quando você ouvir a sua nova canção "Frio!", notará que a sua voz continua linda e emocionante como a de 20 anos atrás:
A HISTÓRIA DE EVI GOFFIN COM O LASGO
Como dito anteriormente, Evi Goffin foi uma integrante do projeto Lasgo entre 2001 - 2008, mas ela começou a sua carreira artística bem antes disso, em 1997 — aos seus 16 anos de idade — quando assinou seu primeiro contrato com uma gravadora, a conhecida A&S Productions, uma empresa associada a EMI Bélgica.
Aos 18 anos de idade, Evi Goffin lançou o seu primeiro single "Miss You", como vocalista do projeto belga Fiocco (ela utilizava o pseudônimo de Medusa):
Dave ouviu a voz da loira e acreditou que aquela seria a voz ideal para a sua música, pois se encaixava perfeitamente em cada verso e refrão.
Evi e Dave se conectaram com Peter Luts, e o Lasgo nasceu. Não deu outra,"Something" se tornou um hino da Dance Music dos anos 2000, e hoje é um clássico total do Vocal Trance — ao lado de outras canções poderosas do estilo, como "Castles In The Sky" do Ian Van Dahl e "Toca's Miracle" do Fragma.
"Something" começou a ser tocada nos clubs brasileiros no final de 2001, mas foi no início de 2002 que começou a ser descoberta pela maioria do público brasileiro, época que também entrou para a programação de diversas rádios, como a Jovem Pan.
Os brasileiros rapidamente entraram em delírio máximo com aqueles teclados alucinantes e também com a maravilhosa voz de Evi Goffin, principalmente a população jovem, que curtia as baladas e ouvia as rádios e as coletâneas "dance", como "As 7 Melhores 2002".
A revista DJ Sound publicou em março de 2002: "Podemos avaliar que hoje em dia está escasso alguns ingredientes nas músicas dançantes deste planeta, mas 'Something' possui essas características: uma letra, uma história, não que seja uma história romântica, porém leva um refrão marcante e fácil de ser cantado. Se você não experimentou a força de 'Something', pode conferir: é o tipo de música que te impossibilita ficar parado!!".
Curiosamente, a letra de "Something" foi escrita em uma das idas ao banheiro de Dave McCullen, ficando pronta em dez minutos. Já a produção da música, ficou pronta em quatro horas, então velozmente se tornou uma revelação na primavera européia, com muitas rádios belgas tendo que tocar o vinil (??!) — já que o CD-single ainda não havia sido liberado comercialmente.
Junto com "Something" vieram também outros híts explosivos, como "Alone", "Pray", "I Wonder", "Wanna Be With You", "Surrender" e etc, além dos álbuns "Some Things" (2001) e "Far Away" (2005).
O DESLIGAMENTO DE EVI GOFFIN DO LASGO
Após cinco anos como vocalista do Lasgo, viajando pelo mundo, participando de diferentes programas de tv, modelando para várias revistas internacionais, Evi infelizmente deixou a banda devido a diversos atritos com seu empresário.
Em maio de 2009, Evi estrelou como uma apresentadora de televisão para Gunk Tv - um canal digital belga - onde apresentava vários programas para a emissora até 2011, quando a TV mudou de formato.
Desde então, Evi levou uma vida mais discreta e passou a se dedicar mais à sua família e filhos. Ela gravou diferentes faixas com alguns produtores e também fez backing vocals para vários artistas belgas ao longo dos anos, mas sem ser o destaque principal como era antes. Evi também trabalhou em um zoológico na Bélgica, vivendo uma vida cada vez mais distante dos holofotes e da cena musical.
No entanto, nestes últimos anos, Evi Goffin decidiu sair da sombra e voltar à cena musical. No auge dos seus 40 anos, e com seus filhos já crescidos, ela decidiu que agora é a hora de abraçar a música novamente.
Evi Goffin está pronta para gravar novos singles, assumir novas parcerias, embarcar em viagens e fazer novos shows pelo mundo. Definitivamente, a artista belga está de volta aos trilhos para agendas nacionais e internacionais, bem como realizar participações especiais, eventos e muito mais.
E se você perdeu aquele evento de Evi Goffin no Via Funchal, há 20 anos, ou as atrações do "Planet Pop" que rolaram nos anos de 2004 e 2005, se liga! Quem sabe em breve você possa conferir uma turnê nova de Evi pelo Brasil...
domingo, 7 de abril de 2019
NELL - "BETTER LIFE" (1997)
Então prepare-se, pois finalmente conseguimos maiores detalhes sobre esta linda e misteriosa voz da Dance Music...
EDIT.: Apenas lembrando que o nosso blog publicou essa informação em abril de 2019, depois disso alguns pesquisadores passaram a informar em fóruns fechados essa nossa descoberta como se fosse uma de suas exclusividades...
Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.
-RIKARDO ROCHA
No mínimo deveria constar o nome da vocalista nas capas dos singles, mas infelizmente, nenhuma informação pessoal dela foi adicionada nos lançamentos musicais que traziam o seu belo vocal.
Então, espero que esta publicação faça jus ao talento desta adorável vocalista, e também que vocês gostem de vê-la sendo creditada conforme merece.
"BETTER LIFE"
Como assim, ainda não sabe de que canção estamos falando?
Se você não tem uma boa memória, lhe damos então uma colher de chá... clique no play do vídeo abaixo e se emocione com esta belíssima produção da gravadora italiana DUE Records:
"Better Life" é uma música muito envolvente e que nos instiga a dançar com uma melodia bem lamentosa e introspectiva, assim como o seu belo e enigmático vocal.
Tínhamos muitas canções deste saudoso período (1996/1997) que estavam caminhando mais para este aspecto, nada muito "alegre", "festivo" e com letras banais ou "bobinhas". As músicas e letras tinham um estilo mais sério, sombrio, reflexivo, dramático e até mesmo, posso dizer, "sisudo", em alguns casos.
Repare que esta tendência estava presente também nas canções de Gala ("Suddenly", "Freed From Desire", "Come Into My Life, "Let A Boy Cry"), Teeki ("Colours In My Eyes"), Everything But The Girl ("Missing" e "Wrong"), Alexia ("Number One" e "Summer Is Crazy"), Vestania ("Fly Free"), Fidaleo ("Play With My Body"), General Base ("On and On"), Taleesa ("You And Me"), Chase ("Obsession" e "Stay With Me") entre outras centenas de singles inesquecíveis.
Todas estas produções citadas, principalmente "Better Life", têm algo que transcende, que nos puxa para curtir a noite... Impossível não se envolver com esta estupenda produção italiana. É colocar "Better Life" para tocar e dançar com muita graça e elegância!
Suas batidas, tão em alta naqueles anos, foram totalmente sampleadas do clássico do Everything But The Girl, na obra suprema "Missing" (Todd Terry Remix). Aliás, esta instrumental combinou perfeitamente com os intensos e sussurrantes vocais da talentosa cantora.
Não podemos nos esquecer, é claro, de alguns trechos tocados no violão, que dão um tom mais harmônico e também um ar intimista para esta agradabilíssima canção. É ouvir e se emocionar!
A música é ótima e viajante, mas na minha opinião, há um momento que ela chega ao seu ápice... Mais ou menos na metade de sua duração, "Better Life" tem suas batidas interrompidas, ficando só o vocal melancólico e um pouco mais lento, quase que "questionando à vida". É um instante maravilhoso de puro transe, ainda mais com o violão de fundo ganhando uma ênfase maior. Depois desta pequena "reflexão", volta-se também as batidas num momento harmonioso, cativante e triunfal para as discotecas.
Neste "break" da música, eu só consigo imaginar uma pista de dança muito enfumaçada, e um jogo de luzes mínimo criando uma bela e inspiradora atmosfera.
Ouça a música (postada no vídeo acima) a partir do minuto 2'48" e testemunhe a cena. Neste momento, a cantora "declama":
"Nós fomos jogados em um mundo
que não pertencemos,
Cheio de comerciais
E falsas promessas
Mas eu estarei para sempre ao seu lado
E juntos vamos realizar, pois
Uma vida melhor pode ser sentida
Quando nossos sonhos se tornam realidade"
Indubitavelmente que "Better Life" merecia uma investigação mais aprofundada e detalhada... então, chega de delongas e vamos logo ao que conseguimos:
A vocalista do projeto "Nell" se chama Alessandra Fazio, e é mais conhecida como Alex Fazio. Ela é uma argentina e nasceu na cidade de Bahía Blanca, no dia 22 de janeiro de 1974.
Alex Fazio saiu da Argentina ainda muito jovem e foi morar na Itália, onde se aprofundou nos estudos de línguas estrangeiras e aprendeu diversos idiomas.
Sabendo falar em várias línguas, Alex Fazio iniciou um curso de canto e logo começou a cantar por vários club's e bares na cidade de Florença, na Itália.
Pelas informações pesquisadas, ela se mudou para a Europa juntamente de sua família, incluindo o seu único irmão, Bridge Fazio, que também é cantor e sempre esteve ligado em música (embora hoje ele esteja mais focado em artes plásticas).
A voz de Alessandra Fazio foi descoberta pelo músico italiano Alberto Margheriti, que a fez assinar um contrato com a DUE Records, sigla que significa Dance Universal Experiment.
Além de ter um amplo conhecimento em diversos idiomas, a vocalista ainda tinha uma voz muito interessante e conseguia também atingir as notas necessárias para gravar diversas músicas. Ou seja, uma cantora profissional, que só lhe aguardava a sua oportunidade.
Obs.: Existem muitas cantoras, projetos e até alguns grupos musicais que possuem o mesmo nome (Nell), então muita cautela para não confundi-los com a nossa artista em destaque. Inclusive, tem um projeto de dance music chamado N.E.L.L ("So In Love"), mas que não tem nenhuma relação com Alex Fazio e com a DUE Records.
O single de "Better Life" chegou apenas em vinil e com 5 versões, sendo elas:
Better Life (M.V.S. Remix) 5:24
Better Life (M.V.S. Cut Mix) 3:54
Better Life (London Night Mix) 6:24
Better Life (London Night Radio Mix) 4:16
A minha versão favorita é a "M.V.S. Remix", que nada mais é que a estendida da versão que todos nós conhecemos e que tocou nas rádios. A propósito, o título M.V.S se refere ao trio de produtores Claudio Malatesti, Gianluca Vivaldi e Riccardo Salani. Eles também fizeram versões para vários outros projetos, como Dama, Due (projeto que originou também no nome da gravadora), Fourteen 14, e até mesmo a Karina (aquela loira de "Vidas Nuevas" e que era um produto de dance-nacional).
Esses três italianos são figuras muito importantes para o eurodance, pois produziram, escreveram, remixaram e lançaram inúmeros híts, além de terem fundado a DUE Records.
O single de “Better Life” também contém créditos à um tal de DJ Seven (responsável pela produção), mas segundo informações, este é apenas o pseudônimo de Alberto Margheriti, o compositor da música e também mentor do projeto.
Sobre a enigmática vocalista do Nell, ao contrário do que muitos imaginam, "Better Life" não foi a primeira música gravada na voz dela. A cantora já havia gravado antes a música "Another Crack In My Heart" do projeto Fourteen 14, em 1996.
Alex Fazio tem uma voz muito expressiva, intensa e que faz você sentir suas dores e amores. Seu estilo de cantar no Fourteen 14 é o mesmo que ouvimos em Nell, e apesar de não apresentar uma voz muito potente e grandiosa (como Jenny B ou Sandy Chambers), ela sabe fazer uma interpretação visceral, nua e crua, daquelas que você sente na alma. Até os seus sussurros são apaixonantes e atraentes.
Lançada pela DUE Records, "Another Crack In My Heart" do Fourteen 14 não fez o sucesso esperado, mas ainda assim conseguiu conquistar diversos admiradores, inclusive muitos conheceram esta linda faixa através da coletânea "Radio DJ" (Spotlight Records) da rádio 97 FM, aliás, um ótimo CD e com um repertório impecável!
"Another Crack In My Heart" é, na verdade, um cover da boy-band Take That, e na minha opinião, bem melhor que a original. Esta versão do Fourteen 14 é espetacular e uma das canções menos comerciais do projeto.
Aaah... tem ainda o pianinho... que pianinho maravilhoso... está magnífico e bem a cara do saudoso Robert Miles, trazendo uma vibe "dreams" muito bacana para a música. Bora ouvir esta linda arte sonora?
A modelo Sabryna Perugini representava o Fourteen 14 nesta época, então a DUE Records destacou esta moça também neste lançamento, inserindo sua imagem, preferências, habilidades e características pessoais, dando uma falsa impressão de que ela era a vocalista do projeto. Mas a voz no Fourteen 14 nunca foi dela!
Uma curiosidade, é que músicas como "Something" do Lasgo, "Castles in the Sky" do Ian Van Dahl, "Hold You" do ATB e "Maybe One Day" do Deal continuaram seguindo este estilo mais lamentoso no início dos anos 2000.
Não estou dizendo que estes projetos copiaram as músicas cantadas pela argentina Alessandra Fazio, mas sim que a vocalista e a DUE Records estavam bem a frente de seu tempo, deixando de lado vertentes mais "fofinhas" como Aqua, Whigfield e Me & My, para focar numa sonoridade que iria se destacar mais pelos próximos anos...
A equipe de produção é exatamente a mesma de "Better Life", nada mudou aqui.
- Outra coincidência com "Better Life", é que "Everytime You're Feeling Down" também só foi lançada em vinil.
E é uma pena que aqui no Brasil este single não tenha sido muito bem executado, pois é mais uma música de qualidade e interpretada magistralmente por Alex Fazio:
Os vocais? Sempre únicos!
Conversei recentemente com seu irmão, Bridge Fazio, que disse que iria comentar com ela sobre seus ouvintes do Brasil. Uma curiosidade, é que eles já viajaram para o nosso país (estiveram na cidade do Rio de Janeiro) e são dois irmãos muito unidos.
Infelizmente, a mãe deles (Suzanne Cooper) faleceu recentemente, então evitei buscar maiores informações com perguntas, como "quais outras músicas Alex Fazio já gravou", entre outros. Neste momento, só temos que respeitar à quem muito nos agradou, com a sua bela e inesquecível voz.
Meus sentimentos à Alex Fazio e Bridge Fazio...
BETTER LIFE À TODOS!
Agradecimentos:
À Bridge Fazio, pela sua atenção e por nos fornecer algumas informações.







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