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sexta-feira, 15 de julho de 2022

PAUL VAN DYK - "WE ARE ALIVE" (2000)

PAUL VAN DYK - "WE ARE ALIVE"(2000)

Hoje vamos celebrar os 22 anos desse grande sucesso de Paul van Dyk -"We Are Alive" (2000), que apesar de estourar no Brasil em 2001, foi um single lançado mundialmente em 2000, repercutindo junto com outras pérolas como Kriss Grekò - "Surrender" (2000), Fragma - "Everytime You Need Me" (2000), Ian Van Dahl - "Castles In The Sky" (2000), Astroline - "Close My Eyes" (2000), entre tantos outros.


A POESIA CONECTADA AO PULSO DO TRANCE

 
Paul van Dyk veio para surpreender a cena Trance

Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.

-RIKARDO ROCHA


A vertente que "We Are Alive" se enquadra, o Vocal Trance, teve o seu auge justamente nessa época - entre os anos de 1998 e 2004 - e sem dúvidas, Paul van Dyk marcou positivamente essa bela fase da música eletrônica.

O nome real desse DJ / Produtor é Matthias Paul, mas tornou-se conhecido mundialmente por Paul van Dyk, ou simplesmente por suas primeiras iniciais: PvD.

Ele nasceu na Alemanha (na cidade de Eisenhüttenstadt, em 16 de dezembro de 1971) e atualmente tem seus 50 anos de idade. Quando este astro da música Trance começou a aparecer em nossos charts, bem mais jovem, eu lembro que achei estranho ler o seu nome e encontrar o "v" em letra minúscula, até cogitando que pudesse ser uma falha de quem fornecia os charts da época, mas é realmente assim dessa forma que se escreve o nome artístico dele...

O talentoso alemão vem lançando seus inúmeros singles e álbuns desde 1994, porém atingiu a sua popularidade - ao menos aqui no Brasil - apenas no início dos anos 2000, quando nos trouxe "We Are Alive" e "Tell Me Why (The Riddle)", hits licenciados pela brasileira Building Records.


Paul van Dyk "Tell Me Why (The Riddle)" (2000)
Video Oficial

Aliás, "Tell Me Why (The Riddle)" também é uma excelente faixa, sendo uma parceria do produtor com o grupo Saint Etienne (que tem a vocalista Sarah Cracknell). E pode até ser que você já conhecesse antes a voz de Sarah Cracknel, pois o Saint Etienne havia lançado em 1995 a deliciosa "He's On The Phone", lembrou-se? Não? Escute a música abaixo:

Saint Etienne -"He's On The Phone" (1995)
Video Oficial
"He's On The Phone" é um cover do cantor francês Etienne Daho, mas apesar da versão do Saint Etienne ter se destacado na Europa, aqui no Brasil muitos fãs de Eurodance conheceram uma outra versão... É que a italiana S.A.I.F.A.M  fez um cover bem feitinho do Saint Etienne que foi parar na coletânea brasileira "Sequência Máxima - Jovem Pan" (1996). É a faixa 13, e o projeto foi batizado como "Saint Etien" (título mais oportunista, impossível)!!

Mas voltando aos hits "We Are Alive" e "Tell Me Why (The Riddle)", estes integram o álbum de Paul van Dyk - "Out There & Back", disco lançado em 2000 e que também foi distribuído em território brasileiro (graças à saudosa Building Records). 

Neste álbum de estúdio vale destacar ainda outros trabalhos espetaculares, como "Another Way", "Avenue" e "Together We Will Conquer" (gravado na voz de Natascha van Dyk, a ex-esposa do DJ/Produtor).


SOBRE "WE ARE ALIVE"

Single alemão lançado em 2000: Eramos bem vivos!

Lembro que fiquei absolutamente encantado com a sonoridade de "We Are Alive" quando a escutei pela primeira vez, então recorri rapidamente à algumas revistas e sites para me informar mais sobre quem era esse produtor que estava criando os sons pelos quais eu estava me apaixonando. E em minha primeira impressão, eu percebi que Paul van Dyk tinha um certo mistério, uma confiança tranquila e uma elegância em tocar e produzir... 

O single de "We Are Alive" nos apresentava em sua capa a hipnose e o transe de 100.000 espectadores de Paul van Dyk; e o disco recém-lançado ganhou também destaque na coluna de lançamentos da DJ Sound:

"Depois dos singles 'Avenue' e 'Another Way', Sir Paul 'fabric hits' van Dyk sintonizou as estações aliando o conceito trance melódico de sua música ao vocal estilo "paty". Será com certeza a euforia das pistas em todos os segmentos." (DJ Sound #101 - Jan/2001)

"We Are Alive" ganhou sua estreia em dezembro de 2000 nas noitadas de São Paulo, para depois invadir todo o Brasil no primeiro semestre de 2001, conforme profetizara a revista brasileira.


Os clubs e as rádios vibraram com "We Are Alive"

Teve uma vez ainda que meu pai me levou para uma serra com meu irmão, e lá de cima dava para ver toda a cidade, então começou a tocar essa bela música na rádio Educadora FM (91,7 de Campinas-SP). Era um sábado ensolarado de 2001, quase um fim de tarde, então descemos do veículo e deixei a porta aberta só para que pudessemos escutar a música do lugar onde íamos (a pé). Que dia mais memorável! Ainda sinto aquele entardecer afortunado e aquela brisa batendo no rosto, enquanto meus ouvidos estavam mais que atentos naquele comovente e grudento coro no refrão "We Are Aliiiiive..."

Confira a montagem abaixo e desfrute de sua letra traduzida em português:


Paul van Dyk - "We Are alive" (2000)

"We Are Alive" era incrívelmente linda e muito envolvente... merecia mesmo estar no topo das rádios e das pistas de dança! A música, com letra sublime e motivacional, ainda conquistou a equipe responsável pelas trilhas sonoras da TV Globo, fazendo com que a incluissem na minissérie "Presença de Anita", também de 2001. Então o som tocou bastante nas transmissões noturnas da emissora, principalmente quando a personagem moderninha "Luiza" (interpretada por Julia Almeida) passou a interagir com a protagonista principal. Que tempinho bom!!!


PvD - Uma das encarnações do Trance

E passaram-se 21 anos dessa época dourada, mas eu posso dizer tranquilamente que "We Are Alive" ainda me causa a mesma atmosfera emotiva de antigamente. Ouvi-la atualmente é ser presenteado com agradáveis sensações, aliados a muita afeição, comoção, nostalgia e claro, uma vibe positiva ímpar.

E enquanto aqui no Brasil tudo era uma novidade aos brasileiros, na Alemanha Paul van Dicky já era considerado um Deus do Trance desde os anos 90... e é uma pena que seu reconhecimento tenha sido tardio por aqui...

  

QUEM É A VOCALISTA, QUE NÃO APARECE NO VIDEO E CAPAS DOS DISCOS?

A voz dessa nostálgica canção é dela... Jennifer Brown!

Mas, você sabia que "We Are Alive" de Paul van Dyk não é uma música completamente original? 

Bom, vamos lá... 

Essa hipnótica música já existia antes, e praticamente ganhou um "remix" pelas mãos mágicas de Paul van Dyk. A produção que ouvimos realmente foi criada por Paul van Dyk, em 2000, mas a versão original foi gravada em estúdio pela cantora Jennifer Brown em 1998, e num estilo bem mais pop e lento. 

A versão de Paul van Dyk fez muito mais sucesso, levou a voz da cantora para todos os continentes, e também teve o seu título alterado... A original chama-se "Alive", enquanto a obra "remixada" de Paul van Dyk ficou intitulada de "We Are Alive".

Confira a versão original, de 1998:


Jennifer Brown - "Alive" (1998)
Video Oficial

Quanto à Jennifer Brown, ela é uma cantora / compositora sueca nascida em 18 de fevereiro de 1972. Quando ela se mudou para a cidade de Estocolmo na década de 1990, ela começou a trabalhar como recepcionista para uma gravadora chamada Telegram Records, e isso acabou facilitando num contrato de gravação entre ela e a empresa.

Em 1994, Jennifer Brown então lançou um álbum chamado "Giving You The Best", que alcançou o primeiro lugar nas paradas suecas e permaneceu nos gráficos por 22 semanas. 


Jennifer Brown

Os dois álbuns seguintes de Jennifer não venderam tão bem quanto ao álbum de estréia, mas ainda assim conseguiu se manter nos principais charts. Um destes álbuns, "Vera", de 1998, traz em seu repertório a música "Alive", que como já citamos, ficou mais conhecida como "We Are Alive" (2000) através de Paul van Dyk. 

A letra, simples mas profunda, foi composta por Billy Mann e também pela própria Jennifer Brown.


Este trio definiu um dos big tunes de 2000/2001

Billy Mann é um respeitado compositor e produtor americano que trabalhou com dezenas de artistas bem conhecidos da cena pop, como P!nk, Jessica Simpson, Robyn, Cher, Celine Dion, Backstreet Boys, entre outros... então, é claro que seu trabalho em "Alive" também tinha algo para fisgar o público. 


Single de 1998: "Alive" by Jennifer Brown
O embrião para "We Are Alive" de Paul van Dyk


A cantora Jennifer Brown gravava sempre como uma artista solo, mas também fez parte da equipe de soul/jazz/pop Blacknuss. O single "Tuesday Afternoon", com o seu doce e intenso vocal, foi um sucesso na Escandinávia e alcançou o 57º lugar no UK Singles Chart.


JENNIFER BROWN ATUALMENTE

E em março de 2022, bem recentemente, Jennifer Brown apareceu num programa de TV sueco e anunciou que está trabalhando em novas canções depois de 13 anos longe dos holofotes:


Video de março de 2022:
Jennifer Brown está voltando com novas músicas
(Video sem legendas)

PAUL VAN DYK ATUALMENTE

Paul van Dyk não para! Ele lançou ontem, dia 15 de julho - oficialmente em todas as plataformas digitais - o cover para Depeche Mode - "But Not Tonight". E detalhe que essa nova faixa é cantada pelo excelente vocalista Christian Burns (a voz da incrível "In The Dark" de Tiesto).

Hoje, os fãs europeus de Paul van Dyk continuam tendo o mesmo respeito e admiração que sempre tiveram pelo DJ / Produtor, embora alguns mais radicais o chamam de "vendido", que "foi para um estilo mais pop" e que "visou apenas dinheiro".

Bem ou mal, vale lembar que Paul van Dyk foi coroado como o DJ número 1 do mundo (em 2005). Fã assumido das lendas oitentistas The Smiths e New Order, ele também foi escolhido como "Best Music Maker" pelos leitores da revista inglesa DJMagazine, deixando para trás ícones como Fatboy Slim e Paul Oakenfold. 


Paul van Dyk atualmente, com 50 anos de idade

Pensa que acabou? PvD também foi eleito pela revista Mixmag como o "cara" do ano de 1999, assim como foi nomeado como o "Lider da Nação Trance" pela revista Musik, que o fez ficar um pouco incomodado com o rótulo de líder...

Ele também acredita que a dance music não é apenas música para fazer dançar. Para ele, o gênero é muito mais que isso, e não deveria ser um passa-tempo só para se divertir:

"Quero que as pessoas entendam o valor da música eletrônica. Existem pessoas que acham que tal estilo é só para ser ouvido nos clubs, e não é assim!"

Paul van Dyk é inquestionavelmente um dos nossos, e a sua música "We Are Alive" continuará por muitos anos detonando no hall das melhores "vocais-trances" dos anos 2000. 

E você, está no seleto grupo que viveu bons momentos com este fundamental single?


domingo, 21 de janeiro de 2018

PAUL VAN DYK: We Are Alive (Legendado) 2001

“Nós podemos usar roupas diferentes...
Rezar pra Deus, em diferentes igrejas,
Pois nós não estamos sozinhos”

 


O ano de 2001 nos presenteou belas pérolas da dance music... e esta música do Paul Van Dyk é um grande exemplo vindo desta safra! 
Além de ter uma letra maravilhosa, ainda tem uma melodia doce e contagiante que não sai da nossa cabeça. Nesta época, a música trance estava em alta, com vocais femininos muito lindos e uma produção que fazia qualquer um viajar!
Se não me falha a memória, esta faixa foi trilha sonora do seriado da TV Globo: "Presença de Anita".


ÉPOCA DE OURO. ÉPOCA DE QUALIDADE!

sábado, 4 de agosto de 2018

DEAL: "MAYBE ONE DAY" (2001) - AQUELE TRANCE DOS ANOS 2000 QUE VOCÊ RESPEITA

DEAL - "MAYBE ONE DAY" (2001)
"TALVEZ UM DIA"
ESCUTEMOS UM SOM TÃO BOM QUANTO

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-RIKARDO ROCHA


Single italiano de Deal - "Maybe One Day" (2001) by Time S.r.l.

Esta é, com toda a certeza, uma das minhas músicas prediletas de toda a Dance Music dos anos 2000. Sabe aquele hit que te acompanha há anos, e que você não consegue nunca enjoar dele? Pois é, acontece comigo em relação a "Maybe One Day" do projeto Deal, um clássico de 2001 que eu não consigo parar de escutar! Tive o privilégio de conhecer esta música - pela primeira vez - no longínquo ano de 2002, quando a ouvi na rádio Jovem Pan 2 e também nas saudosas domingueiras do Grêmio CP, em Jundiaí-SP.

Lembro-me também que, eu trabalhava com uma moça e ela passava sempre em casa aos domingos à tarde, com seu ford escort, para darmos uma volta pelo bairro. Ela também tinha o CD "As 7 Melhores 2002", então ficávamos rodando pela cidade ouvindo todas as faixas desta coletânea (músicas que, inclusive, tínhamos ouvido na balada do sábado anterior), e com esses hits tocando em seu veículo, comentávamos sobre a festa da última noite, palpitávamos detalhes sobre o nosso trabalho, o nosso futuro, nossos dilemas, nossas vidas...e a trilha sonora era basicamente essa: "Something" do Lasgo, "Rapture" do IIO, "Hold You" do ATB, "Close My Eyes" do Astrolinee lógico..."Maybe One Day" do Deal, todas servindo como base de apoio, como trilha sonora de nossos sonhos, de nossas esperanças e expectativas de vida. 
Posso dizer que "Maybe One Day" colaborou neste meu período, e deu mais leveza e diversão aos meus 20 anos de idade...


O QUE FOI O DEAL?

O Deal foi um projeto italiano do início da década passada e que lançou apenas duas músicas, mas ambas de qualidade e super recomendadas aos amantes do trance, estilo que fez muito sucesso nestes áureos anos 2000.

Aliás, o início desta década foi bem glorioso para esta vertente da música eletrônica, onde felizmente eu vivenciei boa parte da cena, devido a minha idade e localização geográfica. Nos clubes e rádios daqui tocavam muito as músicas de projetos como 4 Strings, Ian Van Dahl, Paul Van Dyk, Tiesto, Lasgo, ATB... ah, meus caros amigos, a lista é imensa!

Sobre o Deal, a primeira música que o projeto lançou foi "Shine", no ano 2000, e tem a mesma levada trance que tanto "arrepiava" nessa época. Já no ano seguinte, em 2001, eles colocaram no mercado "Maybe One Day", música que chegou ao Brasil através da Building Records e que ganhou espaço nas rádios, pistas de dança e no CD "As 7 Melhores 2002" (única coletânea nacional que essa fantástica faixa foi inserida).


A PRODUÇÃO DE 
"MAYBE ONE DAY"
Infelizmente, assim como muitos projetos de eurodance, este também não seguiu adiante com novos trabalhos e muito menos ofereceu detalhes sobre sua biografia / formação aos amantes da trance music.
O que posso adiantar aos admiradores do Deal (assim como eu), é que estas duas músicas foram cantadas pela cantora britânica Sophie Barker (05 de novembro de 1971), artista contratada para cantar estas duas canções, sendo ambas lançadas pela competente Time S.r.l.

Sophie Alexandra Jessica Barker (Cantora e compositora)
A VOZ DE "MAYBE ONE DAY"

Já a produção da música ficou a cargo dos italianos Daniele Tignino e Pat Legato, que juntos já haviam trabalhado no projeto The Love Bite - "Take Your Time", entre outros inúmeros singles de dance music.

Assim como muitas faixas do gênero, acredito que "Maybe One Day" também não deva ter ganhado um vídeo-clipe. Pelo menos eu nunca o encontrei, desde a época que o single era hit até este presente momento, 2018.
Tive a oportunidade de perguntar à Sophie Barker, se existe um vídeo para "Maybe One Day", mas ela disse que não gravou: "Não, eu não gravei um vídeo para esta música, só gravei a música com a minha voz aos produtores. Só se o vídeo existe sem a minha imagem".


O TRABALHO COLETIVO E O RESULTADO FINAL
DE 
"MAYBE ONE DAY"

O produtor italiano Daniele Tignino e a vocalista britânica Sophie Barker

"Maybe One Day" possui uma melodia bem melancólica, a base é forte e os teclados tradicionais te levam para uma outra dimensão. Lógico que os vocais de Sophie Barker devem ser mencionados, pois sua voz faz toda a diferença e põe alma na música. Seus trechos cantados são bem suaves e em alguns momentos ela parece estar sussurrando de maneira bem lamentosa, tristonha, combinando perfeitamente com a instrumental, que é linda e viajante. Possivelmente essa é mais uma das músicas inspiradas no clássico do trance Delerium- “Silence” (1997), uma excelente track que influenciou várias produções e marcou o gênero no fim dos 90 e início dos anos 2000.


Sophie Barker fez um lindo trabalho em "Maybe One Day" (2001)

Como já informado anteriormente, a parceria de Daniele Tignino com Sophie Barker aconteceu pela primeira vez em 2000, quando eles lançaram "Shine", na Itália. Este single fez bastante sucesso nas pistas européias, aliás, foi bem mais sucedida que "Maybe One Day"


O produtor Pat Legato (foto acima) produziu "Maybe One Day" em parceria com Daniele Tignino... Eles também trabalharam como uma dupla em outros singles de italodance, como " Take Your Time" de The Love Bite 


Daniele Tignino se define:
 "Tenho mais de 25 anos de atividades como DJ e produtor . É tanta satisfação que sinto nisso.... Minhas produções em Ti.PI.CAL. LOVE BYTE, PSYCHORADIO, SQUAT 84, KLONHERTZ  e etc. 
Foram muitas noites em muitos clubes ... e o desejo de continuar é enorme, porque eu adoro esse trabalho." 
Daniele Tignino 

Mas quanto ao Deal, parece que Daniele Tignino não gosta muito de comentar, o que é uma grande pena... E acho isso bem decepcionante nestes produtores, pois a maioria não demonstra muito reconhecimento e afeto por alguns singles. Dá aquela impressão que seus trabalhos são descartáveis...e também que eles menosprezam estas produções que um dia nos fizeram tão felizes.


Ouça: Deal - "Maybe One Day"
CLÁSSICO ADORÁVEL DO TRANCE!

As mais tocadas da Jovem Pan 2 (março 2002)

DESEMPENHO E REPERCUSSÃO DA ÉPOCA

Apesar da música ser de 2001, esta faixa só começou a ser executada nas rádios brasileiras em 2002. 
O TOP 30 das músicas mais tocadas (acima) é da rádio Jovem Pan 2, divulgado na Revista DJ Sound (Edição nº107 / Groove Armada na capa). 
Naquela época, tocava-se muito na rádio este tipo de eurodance, assim também como músicas de rock  - dois estilos musicais hoje quase que extintos. 
"Maybe One Day" estreou na posição #29 em março de 2002. Como não tenho as edições seguintes da revista, não consegui visualizar o desempenho que a música adquiriu nos meses posteriores.


Ainda na mesma edição da DJ Sound, a música também recebia uma indicação do ilustre DJ Tom Hopkins, que enfatizava o sucesso e a qualidade da música.

A primeira edição do single de "Maybe One Day" traz 3 versões, sendo elas "Original Mix", "Extended Mix" e "Radio Edit"
Como a música fez sucesso também em 2002, foi lançado uma nova edição deste promo na Alemanha, contendo outros remixes: “Knarf Extended Mix”, "Knarf Short Mix" e “Martin Eyerer Mix”.
Consegui este CD promo com muita sorte, e eu posso mostrá-los como ele é muito bom:

CD SINGLE
CD-Single alemão "Maybe One Day" (2002) by Stereophonic

PROJETO: DEAL
MÚSICA: "MAYBE ONE DAY"
Gravada no Estúdio: Niceplace Studio
Cidade: Taormina (Sicília - Itália)
Lançamento na Itália pela gravadora: TIME S.r.l.
Distribuição no Brasil: Building Records

Produção, Arranjos e Mixagem: Daniele Tignino e Pat Legato
Vocal: Sophie Barker

Música escrita por: Sophie Barker, D. Tignino, P. E. Legato
(Nas capas dos discos, não aparece o nome dela nos créditos)



"Eu fui para Sicília, na Itália, gravar 'Maybe One Day' "
-Sophie Barker

TRACK-LIST
1. Maybe One Day (Radio Edit) 3:41
2. Maybe One Day (Knarf Short Mix) 4:25
3. Maybe One Day (Original Mix) 4:03
4. Maybe One Day (Martin Eyerer Mix) 8:27
5. Maybe One Day (Knarf Extended Mix) 6:02
6. Maybe One Day (Extended Mix) 6:35

COLETÂNEA 
"AS SETE MELHORES 2002"
Como a música agradou bastante nas pistas e FM's, logo entrou também para a excelente e já citada coletânea "As 7 Melhores 2002".
Aliás, este CD é todo sensacional e recheado de sucessos do eurodance daquele período. Posso dizer que todas as faixas são ótimas e aproveitáveis, além de serem inesquecíveis e já nostálgicas.


Clique na imagem para poder visualizar melhor as fotos, inclusive o verso do CD (com a relação das músicas).
 Incrível compilação lançada no início de 2002 pela Building Records.

CURIOSIDADES:
Sophie Barker em 2001 (época de "Maybe One Day")

-Antes de "Maybe One Day", Sophie Barker cantou "Shine" em 2000, também do projeto Deal:

Vale a pena conhecer "Shine" (Deal)

-Com os mesmos produtores do Deal, Sophie Barker também cantou no projeto The Spacelovers "Space Lover"(2001). A cantora infelizmente não foi creditada nesta música, mas a própria confirmou-me que é a sua voz neste trabalho. No entanto, eu nem precisava de sua confirmação, visto que seus vocais são quase que "inconfundíveis".

-Sophie Barker também é compositora e escreveu todas as músicas que gravou com Daniele Tignino, mas foi creditada como tal apenas na música "Shine" (Deal). Em "Maybe One Day" ela não recebeu estes créditos, porém ela afirma que escreveu também esta música, assim como "Spacelover", disponível abaixo em seu vídeo oficial.

The Spacelovers - "Space Lover" (2001)
A mesma produção do Deal, com o mesmo estilo e a mesma cantora

-Sophie Barker disse-me também sobre estas gravações: "Eu tive que viajar do Reino Unido para a Itália, em 2000, foi nesta época que meus vocais foram gravados, num estúdio que ficava na região de Sicília".
"Que bom que você gosta de 'Maybe One Day', eu fico muito feliz! Faz tempo que não ouço esta música, preciso ouvi-la novamente!"

-Sophie também disse que precisaria de uma cópia deste CD alemão de "Maybe One Day", pois ela ainda não tem este item, e que gosta de todas as músicas eletrônicas que gravou com a sua voz. Aliás, ela gravou muitas músicas, com vários produtores e artistas.

-Em 2005 ela saiu um pouco do trance e foi para o eletro, colaborando com seus vocais no grande sucesso "Walking Away" (Tocadisco Remix) - The Egg. A música serviu como 'embrião' para David Guetta, este que "roubou" as batidas da faixa para o seu single particular "Love Don´t Let Me Go" (2006).

The Egg - "Walking Away" (Tocadisco Remix)
Relembre deste sucesso!


"MAYBE ONE DAY":
17 ANOS DEPOIS

 Sophie Barker com sua irmã 

Sophie Barker com seu pai

Sophie Barker atualmente tem sua carreira solo, lançou um disco em 2017 e gosta de levar uma vida bem discreta. 
Ela é conhecida também por ter colaborado com o grupo Zero 7, ao lado da cantora e compositora Sia Furler (18 de dezembro de 1975), que se tornou famosa no final dos anos 2000 devido alguns trabalhos realizados com David Guetta, Rihanna, Beyoncé, e também com algumas canções próprias que compõem seus álbuns (sucesso de público e crítica, diga-se de passagem). 

Sophie Barker com a cantora Sia, no grupo Zero 7

Sia, apesar de ter se tornado uma pop-star internacional, também possui a característica de ser bem discreta, inclusive, em suas apresentações e vídeo-clipes prefere até mesmo não aparecer.
Sobre o disco mais recente de Sophie Barker, chama-se "Break the Habit", sendo este, seu 3º álbum solo de inéditas. 
Este mais atual trabalho da artista foi muito bem elogiado e nos indica que, possivelmente, teremos um maior reconhecimento mundial vindo para Sophie, assim como ocorreu com a Sia. 

EDIT: 2019
Recentemente, Sophie Barker se uniu à equipe de produtores criativos do DeepDownDirty para lançar um disco de remixes de seu álbum de 2017 "Break the Habit". Esta edição com versões "dance" chama-se "Neon Lines" e já está disponível nas melhores plataformas digitais. A cantora completou seus 48 anos de idade no último dia 05 de novembro, e lançou este seu novo disco no dia 01 de novembro: 


Disco de remixes lançado em 01 de novembro de 2019

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CD "Break The Habit" (2017)

O CD "Break The Habit" eu não disponibilizei para download pois é um trabalho mais atual da cantora, onde ela está trabalhando muito para vendê-lo, então seria anti-ético de minha parte inserir aqui o link para download. Mas se algum amigo se interessar, me notifique, pois podemos resolver isso com links através de e-mails ;)

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foi uma experiência muito feliz, escrever este artigo sobre esta esplêndida produção do ano de 2001: Deal - "Maybe One Day". Teletransportei-me ao ano de 2002, quando eu tinha meus 20 anos de idade, meu primeiro emprego, meus anseios, meus amigos, minhas "baladas"...alguém aprendendo a viver neste caos chamado mundo.

E o mais bacana nisso tudo é olhar para trás e ver que simples momentos, eram na verdade: grandiosos, importantes e valiosos momentos.

Outra parte positiva, é ser correspondido pela vocalista da música. Sentir-se bem tratado e ver que a artista tem uma empatia por você é muito gratificante. Valeu a pena ser fã de "Maybe One Day" nestes quase 20 anos. É como se tudo, já tivesse sido escrito nas estrelas.
Obrigado Juventude, Obrigado 2002, Obrigado Sophie Barker!!!



Agradecimentos
À Sophie Barker por colaborar com esta publicação.

sábado, 27 de julho de 2019

X-POSED: PRISMA - "BETTER LIFE" (2001)

X-POSED: PRISMA "BETTER LIFE" - VOLTANDO AO ANO DE 2001 COM UMA POP-DANCE NACIONAL DE QUALIDADE

Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.

-RIKARDO ROCHA


Alguém tem alguma dúvida, de que 2001 foi um ano bem marcante para a cena eletrônica?

Ahhh, que saudades!! Foi neste comecinho de século XXI que surgiram várias obras alucinantes do Lasgo, Darude, Rui da Silva, DJ Frederick, Modjo, Gigi D'Agostino, Astroline, Paul Van Dyk, Daft Punk, Fragma, The Underdog Project, Mauro Picotto, Jason Bralli, Ian Van Dahl, entre outros diversos projetos e artistas.

Nesta época, a dance music era um dos gêneros mais ouvidos pelos jovens brasileiros, então existia também um investimento - muito maior que hoje - para alguns projetos nacionais que se dedicavam no "dance", sendo que estas suas canções tocavam tanto nas rádios, quanto nas pistas de dança (junto com toda esta galera gringa).


O BRASIL DA DANCE MUSIC
Michelle Winter, Marion K, Jay Vaquer, Natasha Wills... A Dance Music tinha espaço no Brasil e muitos artistas apareceram em cena!

Há um tempinho atrás falamos a respeito de algumas destas produções brazucas, como Michelle Winter e Natasha Wills / Tatianaa, mas agora chegou a vez de mencionar o Prisma, que assim como estes projetos citados, era totalmente brasileiro e produzido por Gui Boratto e Tchorta (a famosa dupla do consagrado Sect).
Interessante que muita gente deste período achava que estes eram artistas internacionais, não é mesmo? Mas eles foram produzidos 100% no Brasil.


-Para ler sobre Michelle Winter, clique aqui

-Para ler sobre Natasha Wills / Tatianaa, clique aqui

-Leia aqui mais sobre os produtores do Sect (Tchorta & Gui Boratto)


Foi no ano de 2001 que nasceu "Better Life" do Prisma, uma música dance-pop que chegou a tocar em algumas rádios e clubs do Brasil, também integrando o repertório de algumas coletâneas da época, como "Cafe Cancun Florianopolis Vol.3" (Sky Blue Music).
"Better Life" esteve também muito presente em algumas coletâneas do ano de 2003, fazendo com que muitos deduzissem que este fosse o ano de seu lançamento oficial, mas na realidade, seus primeiros registros datados nos levam ao ano de 2001.

Se você não está se lembrando de "Better Life", ouça aqui esta bela melodia "Made in Brazil":

Prisma - "Better Life" (2001)
 
Esta foi a música mais bem sucedida do Prisma, mas seus produtores também lançaram outras interessantes canções, como "Tell Me Why", "Don't You Leave Me", "My Fire", "On My Mind" e "Love Will, Love Me", todas com a mesma qualidade da música anterior. Aliás, se você é fã de Michelle Winter, Sect, Marion K, Jay Vaquer, Alyssa Cavin... tem tudo para se apaixonar também pelas produções do Prisma. Vale a pena ouvir!

Uma curiosidade bacana, é que a canção "Love Will, Love Me" (um cover de Judy Torres) nos traz alguns trechos do clássico do New Order "Bizarre Love Triangle", sendo cantados também pela vocalista. Esta é, com toda a certeza, uma das melhores faixas do Prisma!

O INÍCIO DO PRISMA
Mais uma belíssima produção dos brasileiros Tchorta e Gui Boratto

O Prisma chegou a lançar (em 2001) de maneira independente um CD com todas estas canções citadas, incluindo alguns remixes, sendo um total de 12 tracks.

Este lançamento (raríssimo de se encontrar), além de ter sido produzido por Tchorta e seu irmão Gui Boratto, foi co-produzido por Kiko Perrone, que também trabalhou com a vocalista Alyssa Cavin e Tchorta em inúmeros outros projetos, como Tatianaa ("Tell You Secrets"), Jasmin ("Secret Love"), Natasha Wills ("I Don't Want to Miss A Thing"), Mauro & Martha Clark ("I Want to Spend my Lifetime Loving You"), entre outros vários trabalhos na dance music nacional.

Kiko Perrone também trabalhou como compositor contratado da Building Records no início dos anos 2000, e foi ele que gentilmente nos informou o nome da vocalista do Prisma. Aliás, quase todas estas faixas do projeto foram compostas por Tchorta, Kiko Perrone e também por ela...



A VOCALISTA DO PRISMA


Na época em que gravou para o Prisma, seu nome era Suzana Franco, mas isso já faz quase 20 anos e muitas águas se passaram...
Ela se casou neste tempo e hoje seu nome completo é Suzana Franco Peter, se apresentando também aos palcos como Suzy Peter.

Assim como a vocalista do Michelle Winter, Suzana Peter também é brasileira, nascida em São Paulo e sempre foi uma cantora profissional. Atualmente ela mora na Alemanha com a sua família (ela tem um marido e um casal de filhos: Sophie e Luke), mas ocasionalmente retorna ao Brasil para passear e também aproveita para fazer algumas apresentações por aqui, em sua terra natal.

A artista formou-se em Marketing pela ESPM, mas foi na área musical que conseguiu se destacar no início dos anos 2000.
Ela então cantou vários estilos musicais, como dance music, pop, mpb, jazz e até opera! Inclusive, a cantora - que tem a voz classificada como belt-soprano - estudou opera em São Paulo com vários artistas renomados, como alguns membros da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

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Em seu currículo também consta uma participação nas gravações da novela "O Clone", além de uma memorável apresentação no Via Funchal, em 2002, antes de ir morar nos Estados Unidos.


CARREIRA FORA DO BRASIL
Chegando nos Estados Unidos, Suzy Peter se aperfeiçoou na música, estudando em excelentes colégios e com profissionais de peso, como Seth Riggs, Julian Fielder e Kay Montgomery (do LA Opera House). Foi neste período que ela também ganhou o seu primeiro prêmio: Scholarship Awarded For Voice. Este prêmio era uma bolsa de estudos da Berklee College of Music.

Suzy foi contratada logo em seguida para cantar Jazz em uma universidade americana e também para realizar alguns musicais na Califórnia. A partir daí, a cantora de São Paulo foi focando cada vez mais em sua carreira internacional, e deixando cada vez mais distante, as produções brasileiras.


Já em 2005, Suzy saiu dos Estados Unidos e foi morar na Alemanha, para aprimorar os seus estudos, onde mora até os dias atuais. 

SUZANA PETER ATUALMENTE

Suzy Peter, a vocalista brasileira atualmente

O tempo passou rápido demais... Ontem era 2001 e agora já estamos em 2019!
Sobre os produtores do Prisma, Gui Boratto continua atuando na música, ainda sendo DJ e produtor musical.
Já seu irmão e parceiro de trabalho, Tchorta, infelizmente se encontra fora da música. Tchorta atualmente trabalha no ramo dos hambúrgueres, onde aparentemente faz sucesso com seus clientes. Inclusive, a revista Vejinha São Paulo fez uma matéria recentemente onde citou esta sua nova empreitada, já que ele inovou com seu estabelecimento alimentício, que apenas trabalha com aplicativos de entregas. O nome de sua hamburgueria? Burger X, localizada em São Paulo.

Já Suzy Peter, apesar de morar na Alemanha, é dona de uma pousada tradicional aqui no Brasil, mais precisamente na cidade de Campos do Jordão, chamada Gasthaus Peter. Na realidade, esta sua pousada é muito mais do que isso, é um grande e aconchegante hotel histórico.

A última apresentação de Suzy Peter aos palcos brasileiros, segundo alguns registros, ocorreu em São Paulo, na casa Cosmopolitan, em 11 de outubro de 2014. Neste seu repertório ela não cantou nenhuma música do projeto Prisma (obviamente), onde destacou mais a sua fase atual, ou seja, com músicas do gênero pop e no modo acústico. Um detalhe importante, é que seu antigo colega do Prisma, Kiko Perrone, também participou deste show, tocando instrumentos musicais.

Sobre Kiko Perrone, depois de produzir e compor para diversos projetos de dance-pop, agora ele canta e toca instrumentos em sua carreira solo. Perrone se apresenta em muitos palcos e também lançou alguns vídeos, como este abaixo, da sua música "Presente":

Kiko Perrone - "Presente" (2014)

Por diferenças políticas, os dois artistas não se falam mais, mas desejamos o melhor para estes dois músicos maravilhosos. Apesar das divergências em suas opiniões, o talento da dupla é inegável e enorme!

Muito Sucesso para Suzana Peter e Kiko Perrone!!

CRÉDITOS DAS IMAGENS
Suzana Peter e revistas da época

ÍTEM DE COLECIONADOR


1 Tell Me Why (Acoustic Version) 3:21
2 Better Life (Original Pop) 3:43
3 Don't You Leave Me (Electro Pop Mix) 4:04
4 My Fire (Pop Mix) 3:27
5 On My Mind (Pop Version) 3:58
6 Love Will, Love Me (Guitar Version) 4:11
7 Better Life (White House Mix) 3:44
8 Better Life (Ultra Trance Mix) 3:23
9 My Fire (Trance Mix) 3:40
10 My Fire (House Version) 3:15
11 Love Will, Love Me (Miami Mix) 6:09
12 Love Will, Love Me (House Mix) 5:30





AGRADECIMENTOS
Ao compositor, produtor, instrumentista e vocalista Kiko Perrone. Muito grato pela sua gentileza e colaboração.

EDIT:  Agradecimentos também à vocalista Suzana Peter, por adicionar suas informações pessoais no campo "comentários", desta publicação. Gratidão imensa pelo contato da Suzy e por sua colaboração com o blog!