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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

PANDERA - I LOVE YOU BABY (PAPA DON) 1996

 PANDERA - "I LOVE YOU BABY (PAPA DON)" 1996 - A HISTÓRIA

Pandera de "I Love You Baby" (1996)

Pandera era um projeto musical "enigmático" que produziu muitos singles para serem tocados nos verões dos anos 90, mas o projeto não tinha um rosto, um personagem, uma imagem... O projeto realmente só destacava as vozes de seus cantores, que permaneciam ocultos do público. Essa foi uma prática idealizada pelo produtor Franz Merwald como um projeto de estúdio, sem brigas, sem egos entre os membros, apenas diversão e música de verão...

Mas todo mundo ficou perguntando quem estava por trás do Pandera...Quem eles eram realmente!? Então, em 2012, o segredo foi revelado: Os principais membros são o rapper Markus Schuster e a vocalista Christina Bianco.

Finalmente, o projeto Pandera tem um rosto, não apenas a música que o promoveu.

Após o projeto, Christina Bianco se concentrou em participações em programas de rádio e televisão, mas também possui um projeto musical chamado Mo'Acid, que toca diversos sucessos.


BIOGRAFIA

Integrantes: o rapper Markus Schuster, a vocalista Christina Bianco e o produtor Franz Merwald. Pandera é um projeto de euroreggae da Alemanha, uma banda de estúdio.

O primeiro single chama-se "I Love You Baby", um sucesso de verão na Europa. Em seguida, lançaram "In My Dreams", outro sucesso, mas veio num estilo diferente: Freestyle. 

No verão seguinte, em 1997, lançaram "Joy and Fun", seguido por "We've Got the Power", que alcançou o topo das paradas de música dance europeias.

Em 1998 foi lançado o primeiro álbum, "Piece of Paradise", que inclui todos os sucessos do verão, além de "Summer Feeling".

Em 1999, foi lançado um cover do sucesso dos anos 60 de Simon & Garfunkel"Cecilia", seguido por um novo álbum, "Sun Splash", lançado em 2000. Deste álbum saíram "Celebrate da Summertime""Night & Day""Join The Summertime" e "Lunica Donna Per Me".

Em 2001, foi lançado um novo material de freestyle chamado "From Old 2 New School", que inclui faixas de freestyle.

Em 2012, Christina Bianco surgiu na cena musical com um novo projeto chamado Mo'Acid, gênero musical explorado por esse projeto e seus diversos sucessos.


DISCOGRAFIA

Albums:

Joy And Fun Mar 1997

Piece of Paradise May 1998

From Sunrise 2 Sunset (studio album) Mar 2000

Sun Splash Apr 2000


Singles:

I Love You Baby (Papa Don) May 1996

Come To Me Mar 1997

Joy And Fun May 1997

We ve Got The Power May 1997

In my dreams 28th Sep 1997

Lunica Donna Per Me 28th Apr 1998

Cecilia May 1998

Summerfeeling May 1999

Night And Day Apr 2000

Join The Summertime May 2000

Celebrate Da Summertime 14th May 2001


Remixes:

Sunshine Megamix 28th Apr 1998

The Freestyle Megamix 28th Apr 1999

Summer Hit Pack 14th May 2002


Featurings:

Freestyle Project - From Old 2 New School


Para ler sobre o grupo Ace Of Base, um dos maiores expoentes e inspiradores do Euroragga, clique no link abaixo:

https://rikardomusic.blogspot.com/2023/12/vem-ai-o-documentario-do-ace-of-base.html

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

ACE OF BASE - "ALL THAT SHE WANTS" (1993) A HISTÓRIA

"ALL THAT SHE WANTS: A INACREDITÁVEL HISTÓRIA DO ACE OF BASE" 

Ace Of Base: Eles não eram artistas "fakes" como Milli Vanilli, Whigfield e Corona, mas a história da banda sueca de Eurodance é cheia de polêmicas...


O Ace of Base foi um quarteto sueco constituído pelos irmãos Jonas "Joker" Berggren, Malin "Linn" Berggren, Jenny Berggren, e pelo amigo do trio, Ulf "Buddha" Ekberg

Na verdade, a banda - que é popularmente conhecida como um símbolo dos anos 90 - foi formada originalmente no ano de 1986, mas com um outro nome, Tech Noir. Neste início o grupo contou apenas com três integrantes, Jonas Berggren e seus dois colegas Johnny Lindén e Nicklas Tränk, que também eram músicos. 

Com o tempo, as duas irmãs - Jenny e Linn - foram adicionadas para fazer os vocais e depois acabaram se tornando integrantes fixas. O amigo Ulf Ekberg entrou depois, logo com a saída dos dois colegas de Jonas, restando então na banda: Jonas, Linn, Jenny, e claro, Ulf. Não demorou muito também para que o Tech Noir trocasse o seu nome de batismo para o conhecido Ace Of Base (em 1990), e assim, os suecos escreveram a sua história no Hall da Pop / Dance dos anos 90, com muitos singles, prêmios e reconhecimento mundial.

A história do Ace Of Base é tão relevante para os anos 90 que a banda irá ganhar um documentário intitulado de "All That She Wants: The Unbelievable Story of Ace of Base", uma produção que seguirá os moldes do recente e bem sucedido documentário sobre Milli Vanilli.


Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.

-RIKARDO ROCHA



Ace Of Base - "All That She Wants" (1992)
Este single foi o divisor de águas na carreira do Ace Of Base e influenciou diversos outros nomes do Eurodance, como Randy Bush, DJ Bobo, Sect, Mr. President, Jessica Jay, e etc...


A canção "All That She Wants" foi lançada em 1992 e se tornou rapidamente uma grande sensação mundial. Os quatro integrantes realmente acreditavam no potencial desta música desde o seu início, mas não achavam que seria algo tão gigantesco... Para o Ace Of Base, eles poderiam conquistar os charts de alguns países escandinavos, e só...mas o single se tornou num grande hit global, surpreendendo até a própria banda.


O DOCUMENTÁRIO TRARÁ OS ALTOS E BAIXOS DO ACE OF BASE

Denniz PoP - Há 25 anos perdíamos este incrível produtor... Praticamente, o pai do "Euroragga" 

No dia 30 de agosto de 2023 completou-se vinte e cinco anos da morte do lendário produtor Denniz PoP, um dos grandes responsáveis pelo sucesso do Ace Of Base, e com certeza, um dos caras que elevou a popularidade do subgênero EuroRagga. Ele foi diagnosticado com um câncer de estômago em 1997, não resistiu e veio falecer no ano de 1998, aos seus 35 anos de idade. Uma grande perda para o Eurodance, o Ragga, e o Pop.

Nos anos de 1990 e 1991, Denniz PoP produziu alguns artistas Ragga antes mesmo de trabalhar com o Ace Of Base, e dentre estas produções podemos citar os primeiros hits do Dr. Alban, Kayo (que também foi a voz do Le Click - "Call Me") e Leila K. A propósito, ouça a música “Another Mother” da cantora Kayo, de 1990, e sinta toda a inspiração que ela foi para “All That She Wants”.

Denniz PoP já apostava na sonoridade "reggae-pop" nestes três artistas mencionados acima, ou seja, ele simplesmente deu uma continuidade em seu bom trabalho iniciado em 1990.


Linn é a única vocalista creditada em "All That She Wants" do Ace Of Base

Outra curiosidade, é que no single de “All That She Wants” há apenas créditos vocais para a Linn, ou seja, a Jenny não gravou no estúdio esta faixa icônica! 

Realmente não há nenhum registro vocal da Jenny nesta gravação, e eu fiquei bem surpreso quando olhei para o verso do cd-single (que adquiri recentemente) e não encontrei o nome da morena nos créditos. É meus amigos, definitivamente foi uma grande perda para o Ace Of Base o desligamento da Linn, afinal, a loira sabia se virar sozinha, tinha uma presença e um talento que engrandecia exuberantemente as faixas e o visual do Ace Of Base. Linn ainda foi creditada sozinha em "Happy Nation" como vocalista principal, e assim como em “All That She Wants”, o nome da Jenny não aparece nem entre os backing vocals (!).

Lógico que a Jenny tinha um papel muito importante, incluindo uma excelente voz, mas a Linn tinha algo a mais… Ela era a essência; a própria alma do Ace Of Base!


Ace of Base - "All That She Wants" (1992)
Um clássico arrebatador da Dance Music e dono dos principais charts de 1993!


Voltando a falar sobre Denniz PoP, ele também firmou uma parceria com ninguém mais que Max Martin, uma outra grande referência das produções musicais, principalmente às músicas voltadas ao Pop, e juntos assinaram vários sucessos mundiais.


Denniz PoP com Jonas "Joker" Berggren em ação no estúdio

A BMG / Arista lançou o primeiro ábum do Ace Of Base - "Happy Nation" em 1992 e obteve sucessos bombásticos como a citada "All That She Wants", "The Sign", "Happy Nation", "Wheel Of Fortune" e "Don't Turn Around". Em 1995 o grupo retornou com o álbum “The Bridge” e apresentou os novos híts "Beautiful Life", "Never Gonna Say I'm Sorry" e "Lucky Love". Já em 1998, o Ace Of Base tornava a agradar o público e desta vez foi com um cover de "Cruel Summer" (uma canção original do Bananarama), faixa presente no álbum “Flowers”, tal qual, em alguns países intitulado como “Cruel Summer”.


Ace Of Base - "Cruel Summer" / "Flowers"" (1998)
Linn se despede dos fãs em imagens desfocadas e distante dos demais integrantes...

Foi mais ou menos nessa época que Linn começou a ficar estranha e se afastar cada vez mais da banda, até se desligar totalmente algum tempo depois. Nessa Era “Cruel Summer” Linn estava praticamente de fora do grupo, mesmo com os demais membros não falando oficialmente sobre o assunto... 

Quando estiveram aqui no Brasil, em 1998, a loira não veio com eles, então Jenny disse no antigo programa "H" que Linn não estava participando daquela tour porque "tinha medo de viajar de avião". Os fãs estranharam isso, porque, apesar da cantora realmente ter declarado que não gostava de voar, ela estava sempre viajando em turnês…  aliás, já havia comparecido no Brasil anteriormente (em 1994). Será que a fobia por viagens aéreas estava evoluindo para um grau maior? 

No entanto, o que mais chamou a atenção dos fãs nessa época, é que na capa do álbum "Cruel Summer" (1998) a imagem da cantora estava praticamente "desfocada", e ela parecia estar de "escanteio" em várias imagens promocionais. Ou seja, aquele foi o penúltimo álbum contendo a participação da bela loira de olhos azuis, e essas imagens seriam um "preview" deste seu desligamento.


Ace of Base - "Never Gonna Say I'm Sorry" (Official Music Video)
A formação clássica do Ace Of Base teve uma vida curta... Usando e abusando da fórmula bem sucedida do Euro-Ragga

Ao todo, o Ace Of Base vendeu um pouco mais de 32 milhões de álbuns, tornando-os o terceiro maior grupo sueco de todos os tempos (depois do Roxette e Abba), e sem dúvidas, o documentário focará nestes impressionantes resultados e em todas as conquistas alcançadas pelo grupo, porém, também é muito justo e esperado que reconstruam toda a história sobre o afastamento de Linn Berggren. 

Para quem não sabe, Linn teve a sua casa invadida por um fã alemão enquanto estava com seus familiares e isso gerou uma situação muito traumática para a cantora, que por consequência passou a não mais conseguir lidar com a vida pública, preferindo ter uma vida totalmente "reclusa" (longe dos fãs e da imprensa). 

É claro que aguardamos uma explicação muito mais detalhada sobre este seu afastamento, e também ficamos na torcida de que Linn "Malin" Berggren faça alguma aparição neste documentário, como fez recentemente a cantora Annemie Coenem no doc. "Belpop" (2023). 


"É FÁCIL PERDER O EQUILÍBRIO"

Atualmente ninguém sabe do paradeiro de Malin "Linn" Berggren. A cantora sueca resolveu desaparecer para viver em seu anonimato... Mas, será que há chances de Linn reaparecer agora, neste documentário??

O documentário irá se chamar "All That She Wants - A Inacreditável História do Ace Of Base" e será dividido em três partes. A empresa de streams que fará a sua transmissão -  Viaplay - informou que os espectadores terão uma visão não apenas focada nos sucessos, mas também nas partes mais sombrias do Ace Of Base. 

A Viaplay está prometendo detalhes de quando Jenny Berggren foi atacada com uma faca por este fã em sua casa, além de outras polêmicas, como o passado nazista de Ulf Ekberg e também de quando ele foi ameaçado de morte por extremistas de direita (tendo que usar coletes à prova de balas nos palcos e de andar acompanhado de guarda-costas).

A vocalista Jenny Berggren comentou recentemente sobre essa produção de vídeo:  "Alguns momentos me machucam em relembrar, outros já me deixam feliz, e será algo bem próximo da realidade que vivenciamos. Nós lutamos, perdemos, amamos e perdoamos. Fizemos uma carreira mundial e nela fomos à Lua e depois voltamos. De repente, a vida em casa passou a ter seis vezes mais gravidade e era fácil perder o equilíbrio quando estávamos trabalhando. Mas nos mantivemos com os pés no chão e muitas vezes carregamos os fardos um do outro. Talvez seja disso que mais me orgulho hoje."


O Ace Of Base é um dos nomes mais premiados e respeitados da Eurodance dos anos 90

Ulf Ekberg (o "Buddha") é o membro mais envolvido nesta produção documental, e informou num comunicado para a imprensa:

 "Se tratará de uma visão profunda, autêntica e honesta da nossa jornada através dos nossos altos e baixos."  - Ulf Ekberg

Ele também apareceu num programa de TV sueco e falou mais sobre a futura produção, porém, o que mais surpreendeu aos fãs do Ace Of Base foi quando Ulf afirmou não ter contatos com Linn há 20 anos

Os fãs não esperavam que fizesse tanto tempo assim (que "Malin" e "Buddha" não se viam), afinal, foram integrantes da mesma banda e se consideravam amigos... Ele ainda conta que Linn optou em sair de cena para ter uma vida totalmente desligada dos holofotes, e que ela está feliz assim. Então, com essa afirmação do músico, infelizmente podemos deduzir que será muito difícil de vermos Linn dando o seu depoimento nesta produção, pois, se nem o próprio Ulf tem visto a sua antiga parceira nas últimas décadas... quem irá convencê-la de ressurgir agora, para este registro documental?


MINI ENTREVISTA - ULF 'BUDDHA' EKBERG SOBRE O DOCUMENTÁRIO "ALL THAT SHE WANTS" (2024) - LEGENDADO
Ulf "Buddha" Ukberg sempre está divulgando os lançamentos de compilações e edições especiais do Ace Of Base. Agora, o músico está se esforçando para divulgar o documentário "All That She Wants: The Unbelievable Story of Ace of Base"


Outro ponto que o documentário irá abordar será em torno dos conflitos internos entre os integrantes, muitos destes envolvendo os direitos autorais das músicas, e outros simplesmente por causa de dinheiro, gerando mais tensão e colaborando lentamente com o fim da banda. 

Será que é por isso que Ulf não tem visto a Linn nos últimos 20 anos? Estão brigados? Há muitos mistérios nos bastidores, e provavelmente só saberemos da verdade quando este documentário ganhar a sua estreia.


HAPPY NATION NAZI

Ulf não fala no vídeo acima sobre o seu passado nazista, mas qualquer fã do Ace Of  Base sabe de seu envolvimento com uma banda chamada Commit Suicide, onde cantaram nos anos 80 algumas letras racistas, defendendo a supremacia branca e a xenofobia.


'BUDDHA' FAZENDO UMA SAUDAÇÃO NAZISTA
Este é um CD chamado 'Uffe was a Nazi!', ou "Uffe era um nazista!", traduzido em português. 
O disco contem algumas letras racistas e também conta com a participação do músico pop Ulf "Buddha" Ekberg (Ace Of Base)


Em março de 1993, logo após ao sucesso do single "All That She Wants", o jornal sueco "The Express" publicou uma reportagem de capa revelando que, em sua adolescência, Ulf "Buddha" Ekberg havia sido um membro de uma gangue de skinheads com crenças neonazistas/supremacistas brancas. Embora o Ace of Base continuasse a ter uma carreira normal para uma banda de Eurodance, as acusações perseguiram Ekberg durante anos depois que a história foi divulgada.


Ulf "Buddha" Ekberg sendo exposto na década de 90 por ter sido um nazista nos anos 80 (de 1982 até 1987)

Em 1998, uma independente gravadora sueca chamada Flashback Records lançou um CD chamado "Uffe Was a Nazi!" (Ulf foi um nazista), que era uma coletânea "pirata" em edição limitada com apenas 1.000 unidades, hoje sendo uma raridade e um importante item de colecionador. O tal produto contem cinco músicas, como “Rör inte vårt land”, que se traduz como “Não toque em nosso país” e “Vit makt, svartskalleslakt!” que se traduz como “Poder Branco, Massacre de Caveira Negra”.

As faixas deste disco são atribuídas às primeiras bandas de Ekberg, Commit Suiside e MRP; e uma das faixas é um cover da música "Smash the IRA", da banda nazista inglesa Skrewdriver.

No encarte do CD, há também uma mensagem de um tal de Jan Axelsson (provalmente o cara que quis revelar a verdade sobre o passado sujo de "Buddha"):

"Este registro não tem a intenção de questionar as crenças políticas de ninguém. A intenção é provar que esse grupo de Ulf Ekberg é bem diferente desse que ele apresentou diante de 60 milhões de telespectadores americanos em março de 1993, enquanto ele nega de ser nazista.

Este disco está sendo lançado por causa de sua covardia em continuar negando isso, em 1998.

Este disco nunca poderá ser censurado, pois isso invalidaria seu propósito e ônus da prova. Portanto, o material é áspero e grosseiro em alguns lugares, e as pessoas sensíveis a isso devem tomar cuidado.

-Jan Axelsson

Estocolmo, junho de 1998"


Ulf Ekberg está bastante ativo nos negócios do Ace Of Base atualmente, inclusive, ele tem participado excessivamente nas divulgações do documentário do grupo, que ganhará estreia em 2024. Será que ele irá se poupar? Será que ele realmente falará toda a verdade sobre o seu passado, de quando era um skinhead nazista??

Ulf já pediu desculpas e disse que essa sua versão sombria não existe desde 1987, porém, é praticamente ímpossível desassociar este fato tão chocante da vida de uma pessoa, principalmente se ele é um cantor famoso de Eurodance que canta músicas fofinhas, como "Happy Nation" (1993). 


Ace of Base - "Happy Nation" (Official Music Video)


A capa do polêmico disco tem Ulf "Buddha" fazendo uma saudação nazista, e nas músicas ouvimos palavras de ódio aos afrodescendentes e imigrantes, como o perturbador trecho: "Homens de capuzes brancos marcham pela estrada, nos divertimos quando serramos cabeças de negros e imigrantes, nós odiamos vocês! Fora, fora, fora, fora! Povos nórdicos, acordem agora! Atire, atire, atire, atire!"

Ekberg se defendeu algumas vezes, dizendo que o grupo Commit Suicide foi uma banda de New Wave que produzia música eletrônica com sintetizadores, e que as músicas racistas não foram escritas por ele, mas ao mesmo tempo lamentou por ter se associado a estes grupos.

Em um outro momento, Ulf também divulgou um comunicado dizendo sentir muito, esclarecendo ainda que era muito jovem, e que hoje entende a decepção e mágoa que causou nas pessoas. Ele ainda reforçou que os demais integrantes do Ace Of Base nunca compartilharam destes mesmos pensamentos de ódio e intolerância. 

Se "Buddha" compôs as letras, ou não, isso não faz tanta diferença pois ele cantou, representou e compartilhou de todas aquelas mensagens de ódio. Ele não sofria de lentidão mental e entendia muito bem o que aquelas palavras estavam dizendo. Afirmar agora que não escreveu as letras, não ajuda muito, pois ele compactuou com aquelas mensagens e com quem as escreveu. A imagem na capa do CD também não mente e mostra claramente "Buddha" fazendo uma saudação nazista, então qualquer justificativa não irá safá-lo ou diminuir a gravidade de seu péssimo comportamento. Acredito sim na mudança das pessoas, mas tentar confundir o seu público não parece ser uma atitude muito honesta.

Jenny Berggren também disse ao jornalista brasileiro Braulio Lorentz que "Buddha" era muito jovem e que acredita na mudança de seu ex-colega:


"Eu acredito no perdão" - Jenny Berggren

"Eu acredito no perdão. Você pode dar passos errados quando é jovem e acredito que isso não deve destruir a vida inteira de uma pessoa, só porque você fez algo errado. Temos que aprender com as pessoas e foi o que fiz. As pessoas são lindas, pessoas normais. Ulf é normal, ele é incrível, ele é fantástico, e ele é uma outra pessoa hoje." - Jenny Berggren

Ou seja, ele teve um envolvimento com aqueles ideais neonazistas, mas merece uma segunda chance. O que incomoda, é que - em muitas das vezes - “Buddha” parece tentar "tirar o dele da reta" ao dizer que não escreveu as letras, sendo que ele participou destes grupos racistas de 1982 até 1987, demonstrando o seu fervor, disposição e apoio à violência que estes perfis escreviam e cantavam. 

Mas, é claro! As pessoas podem se regenerar, e tudo indica que “Buddha” está mudado e realmente arrependido. Além de que, ninguém merece ser julgado eternamente por um erro que cometeu em sua juventude. Por outro lado, também não dá para passar uma borracha e fingir que este seu passado asqueroso nunca aconteceu…

Sobre o documentário "All That She Wants - A Inacreditável História do Ace Of Base", Ulf "Buddha" ainda diz: Documentários sobre artistas e grupos costumam ser bastante polidos e seletivos, mas o nosso será muito honesto e mostrará os nossos sucessos mas também as nossas quedas. Os espectadores terão a chance de vivenciar a nossa história de uma nova maneira, e acho que todos os nossos fãs merecem ver a história real. Agora também estamos comemorando 30 anos desde que 'All That She Wants' foi descoberta mundialmente (1993), portanto, cabe muito bem este documentário para o momento."

Esperamos que Ulf Ekberg não tente se safar de seu passado utilizando-se deste documentário em benefício próprio, como exemplo, trazendo dramas da infância que o levaram a ser um racista, ou recriando qualquer roteiro novo com a intenção de gerar comoção ao público - com a finalidade de apagar ou tornar mais "leve" o seu erro. 

E será que a Linn se ausentou - de tudo e de todos -  devido apenas ao trauma que sofreu com o fã alemão? Ela nunca gostou da fama, mas será que a cantora também não sabe de mais histórias grotescas como esta?

Vamos abrir o leque de possibilidades e assistir, muito atentos, como essa história toda irá se deslanchar sobre a tela...


O POP NÃO POUPA NINGUÉM

O cantor Prince deu uma ignorada no Ace Of Base, mas Michael Jackson demonstrou carinho pelo grupo

Seria curioso se essa série documental mostrasse também mais da relação da banda com outros artistas consolidados da música, já que os suecos se tornaram uma banda "queridinha" entre vários cantores americanos. 

Michael Jackson, por exemplo, se declarou fã do grupo e já esteve pessoalmente com os integrantes. Quanto a cantora pop Britney Spears, ela disse amar o hit "All That She Wants" e ainda regravou um trecho deste hít... Maaaas, há também quem não "foi muito com a cara" do quarteto de Eurodance...

O cantor Prince nunca foi um sinônimo de simpatia, inclusive muitos são os relatos de artistas que se sentiram menosprezados por ele... e com o Ace Of Base, não foi muito diferente...

Ace of Base - "The Sign"- Premiação 'World Music Awards' (5/4/1994) 
Whitney Houston, Kylie Minogue e Prince são vistos na plateia

Em 1994, diante do auge do Ace Of Base, os responsáveis pela premiação "World Music Awards" convidaram o grupo sueco para se apresentar em seu palco, então a banda de Eurodance performou o single "The Sign". Na plateia, Whitney Houston e Prince pareciam se divertir com a apresentação do grupo, contudo, fora das câmeras, Prince não demonstrou muito "amor" assim pelo Ace Of Base...


Jonas "Joker" Berggren diz à revista francesa que "Prince ofendeu o Ace Of Base"


Jonas Berggren disse em 1994 à uma revista francesa: “Durante o 'World Music Awards', em Mônaco, conhecemos duas ótimas garotas: Claudia Schiffer e Helena Christensen. Depois do show, Ulf e eu jantamos com Kylie Minogue, e a achamos uma pessoa muito legal e inteligente. É emocionante participar de um show com outras estrelas como essa.”

“Já Prince, ele não quis apertar as nossas mãos...Quando estávamos frente a frente, Prince se aproximou de nós, nos olhou diretamente nos olhos e disse: 'Prince não quer conhecer o Ace Of Base'. Ele se virou e foi embora. Prince é um gênio como músico, ele fez muito pela música, mas a sua atitude é definitivamente indesculpável. Nós não tínhamos feito nada para ele! Isso nos deixou bem tristes.” - Jonas Berggren


Atrás de Whitney Houson temos Kylie Minogue, e na direita temos o polêmico cantor Prince, que parece se divertir bastante com a performance do Ace Of Base cantando "The Sign" - na premiação "World Music Awards'94". Mas, quando estiveram frente a frente (ao compartilhar um elevador), Prince demonstrou arrogância e insolência ao grupo sueco...

Ulf também disse algo a respeito sobre esta experiência com o cantor Prince, mas de maneira mais resumida. Em 2020, o Ace Of Base lançou um Box-Set contendo vários CDs e um livreto especial com um pouco da história do grupo. Entre essas páginas, Ulf Ekberg escreveu:

"Nós vimos o Prince tentando fugir de alguns jornalistas num hotel de muito prestígio, em Monaco, quando nos apresentamos no 'World Music Awards'. Sempre o considerei um cara legal, mas ele não ficou muito satisfeito em compartilhar um elevador com a gente." Jonas sorri “Também me lembro de ter gostado de conhecer os favoritos da minha infância, os Bee Gees, e eles foram muito legais conosco”, acrescenta.


Livreto com um pouco da história e curiosidades sobre a banda... Este item é parte integrante do Box-Set "All That She Wants: The Classic Albums" (2020)

Até a Linn já mencionou o nome de Prince, ao citar a admiração de Michael Jackson pela banda:

"Antes eu achava que ser famoso significava que você teria uma casa grande, um lindo carro e um homem bonito. Não é bem assim, mas acho que é bom ser uma estrela pop. Soa tão estranho para mim ser chamada de estrela pop. Ainda não consigo me acostumar com isso. O fato é que Michael Jackson é um grande fã da nossa música, e ele veio até nos conhecer... Ulf disse que Prince nunca entendeu a nossa música, mas Michael Jackson sim." (Malin "Linn" Bregger)

Em 1994, Prince ignorou o Ace Of Base na época da premiação "World Music Awards", mas em 1996, durante a mesma premiação, o astro Michael Jackson demonstrou um sentimento contrário ao de Prince. Ulf Ekberg disse que Michael Jackson se dirigiu pessoalmente até aos criadores do hít "Beautiful Life".

“Conhecê-lo pela primeira vez foi algo muito importante porque ele era uma lenda para todos nós da banda”, disse Ulf ao site DS.

"A primeira coisa que ele fez foi vir até a nós e dizer: 'Quer saber? Eu acho que 'Beautiful Life' é uma das melhores músicas que já ouvi e a ouço o tempo todo'. Ele estava tímido e agiu como se estivesse honrado em nos conhecer. Eu só pensei comigo 'Na verdade, somos nós que estamos honrados em conhecê-lo, e não o contrário'. Ele era tão humilde e sempre me lembrarei disso. Foi um grande momento." (Ulf "Buddha" Ekberg)


Ace Of Base @ World Music Awards 1996 (Live) "Beautiful Life"
Celine Dion, Shania Twain e Michael Jackson aparecem entre os espectadores na plateia. Percebam a empolgação do rei do pop durante a performance... Depois, ele foi até ao grupo se apresentar pessoalmente e ainda teceu elogios à eles.


"All That She Wants" do Ace Of Base também era uma das músicas prediletas de Britney Spears, e em 2006, a princesa do pop resolveu samplear o grudento refrão da faixa e criar a sua própria música que levava o mesmo título. Nos versos, Britney incluiu um poema escrito pela própria chamado "Remembrance Of Who I am". Ela planejou lançar a sua "All That She Wants" no quinto álbum ("Black Out"), porém, permaneceu inédita porque "acontecia aquele capítulo difícil na vida de Spears" (Segundo Ulf Ekberg).


Britney Spears - "All That She Wants" (2006)

Depois de trabalhar com o Ace Of Base, Denniz PoP também produziu e escreveu canções para diversos artistas internacionais, incluindo Backstreet Boys, N'Sync, E-Type, Britney Spears, entre muitos outros.

Depois da morte precoce do produtor, Britney Spears venceu o prêmio de 'Melhor Canção' para o seu single "...Baby One More Time" no MTV Europe Music Awards (1999) e dedicou o prêmio à Denniz PoP (falecido no ano anterior).

Quanto ao tão aguardado documentário de 3 partes do Ace Of Base, está sendo produzido por Nexiko e seus diretores são Jens von Reis e Daniel Andreasson, além de contar com Johan Wennberg como o produtor executivo. É claro que esperamos que Denniz PoP tenha também o seu merecido espaço neste registro, afinal, ele fez um excelente e incomparável trabalho para este importante grupo de Eurodance que é o ACE OF BASE.

RIP DENNIZ POP 🙌🏻🙏


Merry Christmas and Happy New Year!!
25/12/2017 - 25/12/2023
6th Anniversary of the Blog!!

Para ler sobre o projeto de Euroragga / Freestyle PANDERA, clique no link abaixo:


Finalizo esta última postagem do Blog em clima de festa do nosso 6º aniversário, e desejando também um Feliz Natal e um próspero 2024 a todos os leitores e amigos!!

Obrigado pela companhia sincera neste ciclo que durou 6 anos!

FIM

:) Rikardo

terça-feira, 29 de março de 2022

MR. PRESIDENT - "COCO JAMBOO" (1996) 26º ANIVERSÁRIO


HINO DO VERÃO - "COCO JAMBOO" DE MR. PRESIDENT COMPLETA 26 ANOS

Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. Para maiores informações, clique aqui.

-RIKARDO ROCHA

Um summer-dance-hit e um visual provocativo, mas o melhor ninguém podia ver...

Tá aqui um hino soberano do eurodance que ainda ecoa nas lembranças de quem curtiu os anos 90... 

É meus amigos, estou falando de "Coco Jamboo" do grupo alemão Mr. President, do qual está completando hoje o seu 26º aniversário, e ainda sendo um verdadeiro patrimônio da Dance Music!!

Apesar de ter várias tracks muito bem sucedidas, "Coco Jamboo" é de longe o maior sucesso alcançado pelo Mr. President. O single foi lançado oficialmente em 29 de março de 1996 e se tornou rapidamente num estouro das pistas e FMs mundiais - além de impulsionar a vinda do trio ao Brasil pela 1ª e única vez em 1997, há 25 anos!


Single: Mr. President - "Coco Jamboo" (1996)
Letra: Delroy Rennalls, Rainer Gaffrey
Produção:  Kai Matthiesen, Rainer Gaffrey


Se alguém lhe pedir para classificar uma vertente para "Coco Jamboo", com certeza você deve dizer que é a Euro-ragga, estilo que deu muito certo também com o Ace Of Base, Pandera, Randy Bush, DJ Bobo, entre outros importantes nomes da cena. Aliás, o estilo trouxe tantos resultados positivos para o grupo que eles não pensaram duas vezes em lançar a sua próxima novidade  -  o single "Jojo Action" (1997, do álbum "Night Club") -  também surfando numa "onda" parecida.


As modelos do Mr. President mostrando os seus atributos


Ainda hoje, "Coco Jamboo" é um dos híts de verão mais populares de todos os tempos! Um Big Tune avassalador e com um refrão matador... Inclusive, é sempre bom recordar que este tal refrão é cantado pelo cantor e compositor William "Billy" King, e não pelo integrante que aparecia frente ao Mr. President - o rapper Lazy Dee (Delroy Rennalds) - como muitos imaginam. 

Lazy Dee apenas fez os raps do grupo, mas todos os versos masculinos das músicas do Mr. President foram cantados por William "Billy" King, que não aparecia nos videos, shows e nem nas capas dos discos.


William "Billy" King cantou com sua voz mas nunca apareceu frente ao Mr. President.


Enquanto Lazy Dee teve uma participação apenas nos raps, pelo menos ele participou de algo nos estúdios, né? Já aquelas duas garotas lindas e estilosas... 

Como já falamos no artigo especial sobre o Mr. President, a loira T-Seven e a ruivinha Lady Danii não cantaram uma nota sequer nos sucessos do grupo... Elas estavam ali apenas para fazer a decoração visual e causar uma impressão cool aos olhos dos adolescentes e ouvintes da Dance Music.

O hit que comemora hoje os seus 26 anos de aniversário não tem as vozes, composições, ou qualquer outro tipo de mão-de-obra envolvendo essas duas beldades… Literalmente, a dupla apenas enfeitou os vídeos e palcos!


A voz feminina que ouvimos em "Coco Jamboo" e em inúmeros hits do Mr. President é dela: Caren Miller


Enquanto umas se mostravam até demais, a verdadeira artista do Mr. President era o oposto e bem "recatada"


Para conhecer a verdadeira cantora -  Caren Miller - clique aqui e descubra mais sobre essa incrível artista alemã, que até assumiu em 2014 que foi a verdadeira vocalista do Mr President, além de justificar que nunca teve vontade de aparecer no grupo e que achava cansativo ter que ficar viajando e fazendo turnês.

Voltando ao desempenho do nosso single aniversariante, "Coco Jamboo" ficou basicamente 9 meses do ano de 1996 em várias paradas ao redor do mundo. 

Conquistou também 2 Discos de Platina, 7 Discos de Ouro e 2 Discos de Prata.


ECHO AWARDS' 1997
Quem recebia os prêmios e todo o prestígio do Mr. President eram os integrantes visuais


Em 1997 o grupo alemão ganhou o prêmio BMI Awards por "Coco Jamboo" , que era a faixa europeia mais tocada nas estações de rádios americanas. Em 06 de março de 1997 venceu ainda a categoria de "Melhor Single Dance" - na premiação Echo Awards.

Com esse auge e grande ascensão, o Mr. President logo lançou o seu 2º álbum intitulado de "We See The Same Sun", considerado um disco de bons hits coloridos e festivos, além de ter uma excelente e elogiada produção. É claro que "Coco Jamboo" foi incluso nesse disco, engrandecendo ainda mais este memorável álbum.

A animada "Coco Jamboo"  ainda obteve excelentes posições em diversos charts mundiais, sendo os mais notáveis:

Suíça nº 1

Áustria nº1

Suécia nº1

Alemanha nº2

Holanda nº 2

Noruega nº2

Finlândia nº 3

Irlanda nº 3

Austrália nº 7

Reino Unido nº 8

Nova Zelândia nº8

Japão nº 8

Bélgica nº 11

EUA nº 21

França nº 28

A faixa ainda se destacou em países como Hungria, Polônia, Romênia, Grécia, Luxemburgo, Brasil, México, Chile, Argentina... e etc.


"Coco Jamboo": Um dos vários prêmios conquistados 

Atualmente todos já sabem da farsa envolvendo as integrantes visuais, mas mesmo assim T-Seven nunca tocou sobre o assunto e jamais citou o nome de Caren Miller, a verdadeira vocalista que gravou os hits que conhecemos.

Hoje a loira canta ao vivo em sua carreira solo (antes só fazia playback), então é muito claro e perceptível que sua voz nada tem a ver com aquela que tanto escutamos nas músicas do Mr. President, além de ser uma voz bem fraca e nada convincente. 

Porém, nada disso impede de T-Seven de se apresentar em alguns palcos pela Alemanha, então ela realiza esses shows e se auto identifica ao público como uma "ex-integrante" do Mr. President. Como os anunciantes sabem de toda a verdade, então nunca citam-na como "a cantora do grupo", já que essa função realmente nunca foi exercida por ela:


No dia anunciado acima rolou uma apresentação da ex-Mr. President e também uma apresentação com A VOZ do Masterboy. Sentiram a diferença e toda a sutileza?


Críticas e polêmicas de lado, "Coco Jamboo" é sem dúvidas, competindo com "Macarena", um dos grandes hinos do verão já dançados da história...  É uma faixa para ser ouvida e admirada ainda por muitas gerações, pois potencial e alto astral continua tendo de sobra.



domingo, 27 de junho de 2021

PANDERA - "I LOVE YOU BABY" (1996)

PANDERA - "I LOVE YOU BABY (PAPA DON)" (1996) 

"I Love You Baby (Papa Don)" do Pandera, como diz a capa do single,  foi um hit com sabor de verão


Talvez muitos leitores nunca tenham ouvido falar no projeto de euro-ragga Pandera, mas para alguns "dinossauros", este nome é bem popular.
Eles divertiram o mundo Dance em meados dos anos 90 com "I Love You Baby (Papa Don)", um grudento sucesso que rolava nas principais pistas e nas grandes FM's, como a Jovem Pan, 97 FM, Metropolitana, Nova...e etc.
Alguém aí se lembra da coletânea "Dance Philco Music" (by Paradoxx Music)? Então, na época eu comprei esse CD mais por causa dessa animadinha faixa...

Não se lembrou ainda desse fantástico hit
Para quem é fã da voz de Balca Tözün (Fun Factory) e da música "Coco Jambo" do Mr. President, pode ter a certeza que ao conhecê-lo irá se amarrar.

Atenção: Toda pesquisa, entrevista e texto digitado abaixo pertencem à Rikardo Rocha. Caso você ver este conteúdo em algum site, fórum, youtube, ou qualquer outra plataforma, saiba que foi copiado daqui. O dono do blog não autoriza o compartilhamento das informações postadas abaixo sem o seu consentimento. 


PANDERA - "I LOVE YOU BABY": FICHA TÉCNICA E PRODUÇÃO

Este projeto alemão foi criado pelo produtor executivo Franz Merwald, que nitidamente quis entregar uma atmosfera de litoral, festa, diversão e ragga aos singles do Pandera, embora algumas destas faixas sejam mais voltadas ao freestyle... Sim, eles faziam essas variações em alguns singles!

"I Love You Baby (Papa Don)" foi lançada em 1996 e nos apresentou o doce vocal da cantora Christina Bianco, além de algumas batidas de "tambor" que nos levavam diretamente ao clima do verão, ou melhor, ao paraíso da capa do single, como queiram...

Não podemos nos esquecer de citar, é lógico, alguns instrumentos de sopro extremamente elegantes que harmonizam totalmente esta produção, além de alguns sons de ondas se quebrando, das gaivotas ao fundo (!), ou seja, mais particularidades do verão para fazer você entrar nessa viagem tão cativante.

O refrão de "I Love You Baby" é bem insistente, repetitivo, mas de excelente bom gosto. Sem perceber, você se pega cantando junto com essa melodia simpática e de astral elevado:


Pandera - "I Love You Baby (Papa Don)"  (1995)


MICHAEL BAUR - O PRODUTOR
Vocês se lembram de "Emotion" de DJ Ross? Pois é, alguns fóruns chegaram a divulgar que o alemão Michael Baur seria o vocalista dessa canção italiana dos anos 2000, mas isso está totalmente fora da realidade... O cara sempre foi um produtor, sem falar que tinha um cantor de estúdio por de trás de "Emotion"... Bom, a curiosidade da vez é que Michael Baur esteve envolvido como produtor aqui no Pandera e participou de muitos singles, como exemplo "I Love You Baby (Papa Don)".


O produtor Michael Baur
Ele produziu vários projetos alemães, a maioria de hard-techno. O Pandera é uma de suas concepções mais pop dentro da música eletrônica...


O nome real desse produtor é Michael Maretimo - Baur, e como um de seus pseudônimos é Steven Maverick, isso bastou para que o creditassem como o "vocalista" do hit de DJ Ross. 

Sobre o "Produtor Executivo" do Pandera, Franz Merwald, esse cara tem alguns admiradores na música hard-techno, mas a sua identidade é ainda um grande mistério... Absolutamente ninguém sabe quem ele é, e qual é o seu paradeiro... Só sabemos que ele tem inúmeros pseudônimos no mundo das produções, e que aqui ele trabalhou como “Beatbuster” (Alguns de seus admiradores comentam em fóruns internacionais que ele pode ser, na verdade, o já citado Michael Baur).

Michael Baur também foi um dos compositores de "I Love You Baby (Papa Don)" junto com o rapper Markus Shuster, que aliás, fez um ótimo trabalho aqui, dando mais energia e clima praiano para a canção:


MARKUS SHUSTER - O RAPPER RAGGA

Markus Shuster : Irre Locke : Ed Masano
É dele o vocal ragga em "I Love You Baby (Papa Don)"


O rapper Markus Shuster atende pelo nome artístico de Irre Locke, tem sua carreira solo e foi integrante de alguns grupos de Hip Hop, Reggae e Dancehall da Alemanha.
O alemão nasceu em Augsburgo / Bavaria e também foi membro do grupo de rap Bassreflex, além de fundar a sua própria gravadora, a Locke Records. No mundo da música desde 1984, ele ainda possui o pseudônimo de Ed Masano em produções diversas. O rapper também é conhecido por fazer músicas com muitas criticas e por sempre gerar discussões através de suas letras. 

No single "I Love You Baby (Papa Don)" só temos a participação dele e da cantora Christina Bianco nos vocais, mas em outras músicas do Pandera podemos encontrar ainda a voz do rapper Rose O'Neill, que é um outro integrante que sumiu sem deixar vestígios. 


Indicação na revista DJ Sound - Coluna "Dance Floor"


PANDERA: "I LOVE YOU BABY"UM HIT PARA TE LEVAR AO PARAÍSO

"I Love You Baby (Papa Don)" foi o primeiro lançamento do Pandera e se tornou o hit do verão na Alemanha. Em seguida, eles apostaram num novo single chamado "In My Dreams", que infelizmente não decolou no Brasil, apesar de ser uma ótima produção e de ter ido bem em diversos países europeus. 
É bom ressaltar que esta nova música fugiu um pouco do estilo anterior, não sendo tão festiva ou animada... A melodia, incluindo a voz do rapper, lembra bastante "So Strung Out" do também alemão C-Block.

Nesse single, você irá perceber ainda a mudança brusca de estilo que o Pandera optou em fazer, agora se distanciando do euro-ragga e embarcando totalmente no gênero freestyle.

No verão de 1997, eles lançaram (apenas no Japão) o seu 1º álbum "Joy And Fun" (1997), que trazia apenas 10 faixas.
Os instrumentos de sopro e o ritmo do verão voltam na alegre canção "Joy And Fun", ragga perfeito para abrir um disco e mostrar ao ouvinte que, se ele gostou do 1º single do projeto, sem dúvidas vai se divertir bastante com o restante do material.

Nessa época, o produtor Michael Baur ainda investiu no single "Pussy Lover Man" (1997) do projeto MC Rose, que Christina Bianco também havia gravado com sua bela voz. O sample é do clássico "Bette Davis Eyes" de Kim Carnes, e o rapper é Rose O'Neill, que compôs e fez o vocal em algumas outras faixas do Pandera (como "In My Dreams").

Neste álbum de estreia, prestem atenção em "Rastafari", que é um ragga praticamente instrumental e bem conhecido em alguns países sul-americanos. Se você se aprofundar neste registro, irá perceber que a música já havia sido lançada antes, mas com um nome de projeto diferente: Mongawa. A mesma música que saiu no álbum do Mongawa (sim, eles chegaram a lançar um álbum) está aqui também no álbum do Pandera, e em sua mesmíssima versão. Como estamos falando de mais uma produção de Franz Merwald, então ele resolveu acrescentar este trabalho aqui nesse disco também.


A música "In My Dreams" do Pandera chegou em junho de 1998 ao Brasil (via Paradoxx Music), mas infelizmente não fez sucesso. 1998 foi o ano da Axé Music nas rádios e do Techno nos clubs. Tirando "Suddenly" da Gala e "Feel It" do The Tamperer, todas as músicas do TOP 10 acima não foram muito bem nas paradas musicais.


"UM PEDAÇO DO PARAÍSO"
Àlbum - Pandera - "A Piece Of Paradise" (1998)


Em 1998, foi a vez do Pandera distribuir o novo disco "A Piece Of Paradise". Até hoje muitos afirmam que este é o 2º álbum do projeto, mas na verdade trata-se de um relançamento do álbum japonês, incluindo quase todas as faixas que estão no "Joy And Fun", além de outras canções inéditas.

Um desses trabalhos inéditos que podemos citar é "We've Got The Power", que tem um sax bem atrativo e que combina com as batidas cadenciadas da música. Existe ainda uma versão freestyle bem eletrizante para esse som, seguindo uma estrutura semelhante com a de "In My Dreams".

No álbum japonês tem uma música que não está aqui, é a já citada "Rastafari", mas em compensação temos a inédita "Summerfeeling", que é um legítimo ragga nos moldes de "I Love You Baby (Papa Don)" e com aqueles mesmos agradáveis instrumentos de sopro. Participam desta faixa Irre Locke, MC Rose, e claro, Christina Bianco.

Nesse disco temos ainda uma canção que nunca foi do Pandera, mas que curiosamente foi inserida por se tratar dos mesmos produtores...  É a música "Terra Nova" de um projeto chamado Janina, e que possui o mesmo estilo "ragga" do Pandera. E se você for um leitor atento, talvez irá se lembrar do caso "Randy Bush", um projeto italiano que sofreu dessa mesma experiência e que teve várias músicas de outros projetos adicionadas em seu álbum oficial, como se todas fossem do "Randy Bush"...

O problema maior, é quando isso acaba confundindo os fãs, afinal, esses projetos tinham um nome e de repente, da noite para o dia, se tornam músicas de outros grupos (?)... Isso fica mais estranho ainda quando a vocalista não é a mesma, como é o caso aqui. Você ouve este álbum do Pandera e percebe que a cantora de "Terra Nova" não é a mesma das outras faixas. 


Single: Janina - "Terra Nova" (1997)


"Terra Nova" já era uma música conhecida em alguns países como "Janina", tinha até uma personagem na capa de seu single, e do nada, se tornou uma faixa do Pandera. Quem acompanhava o início de ambos os projetos, no mínimo, achou estranha essa movimentação.

Até hoje, alguns fãs gringos se perguntam (na internet) sobre quem é o verdadeiro possuinte da tal música... Pandera ou Janina? 
A resposta correta seria: Os produtores
Eles eram os verdadeiros membros e proprietários do Pandera, Janina, MC Rose... apenas se escondiam atrás desses nomes "fantasias".

Sobre outras faixas deste álbum, temos ainda "Come To Me", que foi single de trabalho. A música, apesar de ser um euro-ragga, tem menos elementos africanos, e o rap em alguns momentos nos lembra o estilo de DJ Bobo.

"Diamond Chord" é um som mais instrumental e possui a mesma legitimidade "ragga" da faixa "Rastafari" (álbum "Joy And Fun"). Na verdade, essa é outra faixa que já existia antes e foi acrescentada depois neste álbum. O produtor Franz Merwald produziu-a inicialmente e a lançou em algumas compilações de euro-ragga sob o pseudônimo de Mongawa. Depois, ele resolveu inclui-la também nos álbuns do Pandera. 


Compilação de Franz Merwald trazendo Papaya, African Vibes, Ronaldo, Mongawa, Cosmic Vibrations... 
São todos pseudônimos dele, e algumas dessas músicas já estavam prontas em seu catálogo


A faixa 10 desse disco nos apresenta a música "Papa Don", contendo aquele famoso trecho interpretado por Irre Locke em "I Love You Baby (Papa Don)". É uma produção inteiramente dedicada apenas ao rapper, com mais letra e mais conteúdo do universo africano. Para alguns, pode ainda soar familiar com as produções de Dr. Alban. 

Existem outras músicas deste disco que seguem essa mesma temática e não fornecem nenhum refrão feminino, como é o caso de "High & Low", "Fifth Colour Man" e "Waiting Man" (que tem uma base de fundo hipnotizante). 
Essas três últimas citadas também já haviam sido lançadas no mercado fonográfico com outros nomes diferentes: Mongawa e Bushman.


A música "High & Low" é outra que já havia sido lançada antes pelo projeto Mongawa, e depois foi acrescentada no álbum do Pandera "A Piece Of Paradise". Em seu lançamento original era "High + Low" (Mongawa), mas quando entrou no álbum do Pandera passou a ser "High & Low".


Para fechar o álbum, a track escolhida é "It's A Dream". Essa é uma faixa inteiramente instrumental, com base viajante e sem aquela batida quebrada que deu fama ao projeto. É a track mais eletrônica do álbum. 
Essa música ainda saiu em algumas compilações de 1997, não com o nome "Pandera", mas como um projeto intitulado de Cosmic Vibrations. Só no ano seguinte, em 1998, que a faixa foi incluída no álbum do projeto Pandera.


O álbum de Mongawa - “Tribal Feelings”
Na época, o produtor utilizava o nome artístico de Toni Mongawa... Provavelmente, Franz Merwald também não seja o seu nome real... E como mencionei antes, nenhum fã conhece a sua verdadeira identidade.


Verso do álbum com o nome das faixas
Dê o zoom na imagem e veja "Rastafari", "It's A Dream", "High + Low", "Fifth Colour Man""Waiting Man"... todas foram lançadas primeiramente neste álbum de 1997, além de serem adicionadas em algumas coletâneas.


Já em 1999 o Pandera retornou com uma cover de "Cecilia", do Simon & Garfunkel. Apesar de criarem ainda uma versão freestyle para esse remake, existe uma versão euro-ragga bem no estilo praia & verão (que eles eram tão especialistas em fazer). 

No ano seguinte, em 2000, eles lançaram o 2º álbum de inéditas "Sun Splash Summerdance & Freestyle", uma produção que trouxe faixas inéditas como "Night & Day", "Join The Summertime" (que freestyle sensacional, o teclado é estrondoso!!) e "Lunica Donna Per Me". Não ouvi na íntegra este e os próximos álbuns do Pandera, mas posso dizer que gostei muito das músicas citadas. É uma miscelânea positiva, que novamente alterna entre o "ragga" e o "freestyle".

Uma curiosidade, é que nesse disco também foi acrescentada a faixa "Pussy Lover Man" do Mc Rose, como se fosse uma música oficial do Pandera. Porém, diferente do caso "Janina", essa música ao menos nos apresenta a mesma vocalista, Christina Bianco.

Em 2001, o Pandera se reuniu com um outro projeto de freestyle chamado The Freestyle Crew (também do produtor Michael Baur, é claro) e lançaram um novo material chamado "From Old 2 New School".

Em 2002, lançaram o último álbum oficial do projeto, o "From Sunrise 2 Sunset".

Como vocês podem ver, o Pandera lançou vários álbuns, além de algumas compilações especiais com versões remixes, e a maioria destes CDs tiveram vendas expressivas em vários países, especialmente na Romênia, Japão e Coréia do Sul (o Pandera teve até disco de ouro). Na Rússia e Malásia, eles também tiveram bastante destaque.

Já aqui no Brasil, eles ficaram marcados apenas com o single de "I Love You Baby (Papa Don)", o que é uma pena...


CHRISTINA BIANCO - A VOCALISTA
A voz do Pandera que você ouve é dela!

Christina Bianco nasceu em 25 de janeiro de 1967, na mesma cidade que nasceu o rapper Markus Shuster, em Augsburgo.
Desde pequena ela sempre quis ser cantora, e em seu web-site diz orgulhosa: "Estou feliz que deu certo".

Christina Bianco não é um nome artístico, mas sim seu nome de solteira. Ela começou a sua carreira musical no final dos anos 1980, como a vocal-leader da banda afro-americana Boys and Soul (e como já sugere o nome da banda, eles eram do gênero Soul).


Christina Bianco, ainda bebê
"Desde pequena sempre quis ser cantora…. Estou feliz que funcionou ..."


No início dos anos 90, a loira então foi contratada para ser a cantora fixa de um club bem popular de sua cidade natal, onde passou a se apresentar com vários músicos convidados, durante 3 vezes por semana, e isso aconteceu por longos 6 anos...

Foi em 1996 que a sua bela voz foi adicionada ao projeto Pandera, um dos maiores sucessos de sua carreira e que exportou o seu talento para diversos países. 
Apesar da abrangência que essas músicas alcançaram, e do efeito positivo que o Pandera causou nas pessoas, parece que Christina Bianco não gosta muito de falar sobre o Pandera.... Além disso, a vocalista não inseriu nenhuma informação sobre o projeto em seu site ou redes sociais. Estranho, né?



Eu consegui falar com Christina sobre essa sua colaboração no Pandera, mas apesar de parecer ser uma pessoa simpática... não quis adentrar muito sobre esse assunto. Apenas confirmou que foi a vocalista e depois deixou de responder.

Em sua biografia oficial, por exemplo, são mencionadas algumas de suas colaborações em vários grupos, como a que fez na banda Boys And Soul e também quando ela foi a cantora contratada no club de sua cidade, mas nada sobre o Pandera. Inexplicavelmente há um salto para 1997, onde é mencionado apenas sobre a banda MO'ACID - que a cantora fundou com o compositor (e futuro marido) Jaro Messerschmidt. E o tempo em que ficou no Pandera? Por que não é citado?


Apesar de Christina Bianco ter sido creditada no Pandera, a imagem da vocalista mal apareceu no projeto. Em algumas capas de singles tinham apenas algumas paisagens, praias, desenhos, modelos... A capa do single de "Come To Me" foi uma rara exceção (ao menos a loira se parece com ela, mas também não sei dizer, com certeza, se é ela). 
Sobre o rapaz, provavelmente não é nenhum dos rappers.


Talvez Christina Bianco prefira não falar sobre o Pandera porque este foi apenas um projeto isolado, em que foi a cantora contratada; não era o seu projeto pessoal. 

Em seu web-site ela destaca ainda outros trabalhos de estúdio, como jingles publicitários, gravações promocionais para a "Radio Bayern 3", algumas performances ao vivo com bandas, entre outros trabalhos menores, mas realmente não há nenhuma menção sobre o Pandera... que foi um trabalho bem maior em níveis de reconhecimento e de sucesso mundial.


Christina Bianco - Capa de seu álbum solo "My Soul Secrets"


Christina Bianco tem atualmente 53 anos de idade, se casou com o compositor e colega Jaro Messerschmidt, e em suas raízes circula o Soul, Funk, Jazz, R&B e baladas da época da Motown. Ela também é uma cantora soprano e trabalha com o grupo Cash-n-go, fundado em 2002 (composto por 5 homens e ela, a única mulher), que continua atuante e já até ganhou alguns prêmios.   

Desde 2010 Christina Bianco também se apresenta com seus shows solo, que acontecem regularmente com diversos músicos na região de Augsburgo. 
Por cantar um estilo mais sério e por ter em seu palco músicos e instrumentistas renomados, talvez esse também deva ser um dos motivos da vocalista não querer falar sobre um projeto descompromissado de euro-ragga / freestyle que ela participou nos anos 90...

Não sei se é o caso dela, mas muitos vocalistas sentem vergonha ao citar que a Dance Music foi o seu "ganha-pão" nos anos 90 ou 2000. 

Talvez não seja tão interessante para Christina Bianco... relembrar o público alemão que gravou essas músicas, inclusive uma chamada "Pussy Lover Man" (1997).


CHRISTINA BIANCO ATUALMENTE

Christina Bianco hoje aos seus 53 anos está mais envolvida com o Soul, músicas de orquestras, sons acústicos...

Além dos álbuns do Pandera (já citados acima), a cantora gravou no mínimo mais 8 discos. Em sua carreira solo temos dois registros oficiais:"My Soul Secrets" e "My Soul Secrets - Live". 
Adicione também 3 álbuns com Cash-n-go; o disco "Outback - The Sound Of Australia" (uma parceria com Nik Reich & Jaro Messerschmidt ‎– seu marido); além de uma participação no Brother Joscephus And The Love Revival Revolution Orchestra ‎– que rendeu dois álbuns nos anos 2000.

Aqui nesse vídeo de 2014, Christina Bianco se apresenta com a banda Nu Secrets, cantando totalmente ao vivo a música "Soul Food To Go":


Christina Bianco & Nu Secrets - "Soul food to go"
Diferente de Whigfield, Surama K, Corona, J.K., Randy Bush... pelo menos vemos que a voz é realmente de Christina Bianco, e que ela sabe cantar muito bem ao vivo e sem enrolar o público.


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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Na minha opinião, os produtores do Pandera foram muito felizes (e corajosos) ao criarem este projeto alemão que mescla dois estilos musicais tão distintos... 
Aliás, os públicos desses gêneros também são bem diferentes um do outro, não é mesmo?... Afinal, como conseguir "segurar" os ouvintes se o estilo da próxima música pode vir a variar??
Literalmente, o Pandera se arriscou ao trocar o Euro-Ragga em 1997 pelo Freestyle na faixa "In My Dreams", mas principalmente soube trazer qualidade em suas produções, e assim nos brindou, sem medo, vários outros singles super dançantes e sempre nessa oscilação sonora... 

Obrigado à todos eles!!

Ao ouvir este hit, use protetor solar e óculos com proteção UV…
Definitivamente eu não gosto do calorão, mas essa música quase me convence que sentir calor é legal!


"We have joy, We have fun
we are dreaming in the sun
and we leave together for every one"

Aos leitores, até a nossa próxima viagem!