terça-feira, 12 de maio de 2026

NO MERCY - "WHERE DO YOU GO": 30º ANIVERSÁRIO!!

 NO MERCY —  A BOYBAND COM TOQUE LATINO QUE LANÇOU O HÍT "WHERE DO YOU GO" HÁ 30 ANOS!

No Mercy teve o seu auge entre 1995 e 1998

O No Mercy foi uma boyband de dance/pop que fez sucesso aqui no Brasil antes dos Backstreet Boys, embora estes já fossem bem conhecidos na Europa, principalmente na Alemanha. 

Criado e produzido em 1995 pelo produtor Frank Farian (sim, o mesmo cara por trás de La Bouche, Boney M e Milli Vanilli), o No Mercy era formado por Marty Cintron e os irmãos gêmeos Ariel e Gabriel Hernández, e apesar da origem latina, o grupo era de Miami e misturava Eurodance, Pop e sons latinos, destacando-se em uma época de grande apelo espanhol na Dance Music.

Aqui no Brasil, o boom da "latinidad" aconteceu por volta de 1995 com o estouro do Los Del Rio e sua faixa esmagadora "Macarena", então na sequência recebemos diversos singles de outros expoentes da América Latina, como El Simbolo, Shakira, Thalia, Angelina, Lina Santiago, Fey, Rebeca, Ricky Martin, Rochelle, e claro, também o No Mercy entre esta enxurrada de artistas hermanos.


Os irmãos gêmeos Ariel e Gabriel se juntaram com Marty Cintron e lançaram alguns singles bem sucedidos na Dance/Pop


Foi no início de 1997 que o grupo teve o seu auge aqui no Brasil, embora eles já tivessem lançado em 1995 o seu primeiro single - "Missing", que é um cover do mega fenômeno do duo Everything But the Girl

Martyn Cintron relembrou deste seu início na boyband com esse primeiro single: "Essa foi a primeira música lançada pelo No Mercy. Eu conheci Frank Farian em Miami Beach e conversamos sobre formar um projeto. Ele teve a ideia de usar 'Missing' como a primeira música do grupo, e essa foi mais uma daquelas músicas cativantes que tocam até hoje nas rádios do mundo todo. Gravamos também dois videoclipes para essa mesma música. O primeiro vídeo de 'Missing' foi gravado em um estúdio na Áustria. O que as pessoas não sabem é que trabalhamos com a banda EBTG para criar uma versão masculina dessa música. Foi o nosso primeiro lançamento na Alemanha e fico surpreso que ainda é tocada!".

Na onda ainda de EBTG e sua "Missing", o grupo resolveu usar as mesmas batidas de Todd Terry para criar o seu segundo single — "Where Do You Go", um cover agora do alemão La Bouche e sendo um trabalho lançado oficialmente no dia 13 de maio de 1996... ou seja, há 30 anos!


No Mercy e La Bouche: A Era de Ouro da Dance-Pop Mundial

Nesse período, o projeto Nell estava estouradaço com a maravilhosa "Better Life", o Datura agradando geral com o hit "Voo Doo Believe", a Dama executadíssima com "Beautiful Ones" e a baixinha Alexia reinando nas paradas com a envolvente "Number One". 

O que "Where Do You Go" tem em comum com todas estas tracks?? Todas elas também tinham estas batidas do EBTG sampleadas, então, não demorou muito para que as rádios brasileiras começassem a tocar "Where Do You Go" neste "bolo". Aliás, eu acho que essa canção combinou muito melhor na interpretação dos três garotos que na faixa original gravada na voz da Melanie Thornton

Para ser mais preciso, até o produtor Frank Farian percebeu que, no vocal de Marty Cintron a música funcionava melhor, então ele teve essa grande ideia… ele simplesmente optou que o No Mercy deveria trabalhar comercialmente com “Where Do You Go”, mesmo a faixa já tendo sido inclusa no álbum "Sweet Dreams" do La Bouche.


Frank Farian desistiu de promover o single de "Where Do You Go" com o La Bouche

É interessante isso, pois "Where Do You Go" tinha sido projetada inicialmente para o La Bouche, no entanto, Frank Farian percebeu (embora tarde) o melhor a ser feito. Então, num impulso certeiro, o controverso músico escolheu não lançá-la mais como um single do La Bouche e nem encomendou um videoclipe com a dupla Melanie Thornton e Lane McCray. Mr Farian — que era o autor de "Where Do You Go" e empresário dos dois projetos — promoveu a música com o trio masculino, e que acabaram por fazer um excelente trabalho.

Algo parecido já havia acontecido com o Le Click em 1994, projeto que estourou com a faixa "Tonight Is The Night", mas, como a vocalista era a mesma, os produtores resolveram incluir o hit na compilação do La Bouche - "All Mixed Up" (BMG). Estratégias de mercado, como chamamos.

"Where Do You Go" tocou muito nos clubs e FM's na sua versão original em inglês, mas também foi disponibilizada uma versão em espanhol, afinal, era o momento em que os latinos estavam dominando o mundo! 

Marty Cintron avaliou a popularidade deste seu hit de 1996: "Ainda não sei por que essa música fez tanto sucesso no mundo todo, tanto em espanhol quanto em inglês, mas não estou reclamando! É a música mais pedida para tocarmos e é incrível ver a reação das pessoas quando a apresentamos. O vídeo foi gravado em South Beach, Miami Beach, Flórida, e nos divertimos muito durante as filmagens!"

Quanto a música mais lenta, "When I Die", Marty Cintron disse: "Essa foi uma das melhores baladas que já gravamos. A letra foi escrita por uma das compositoras mais famosas do mundo, Dianne Warren. O videoclipe foi gravado em Veneza, na Itália. Foi eleita também como a música do ano na Europa anos atrás, e a versão em espanhol se chama 'Cuando Muera'. Sempre dedico essa música a todos que perderam um amigo ou um familiar. É mais uma daquelas músicas que a gente ouve no rádio de vez em quando, sendo também outra das minhas favoritas. Sinto-me muito sortudo por ter participado da sua criação".


ÁLBUM NO MERCY - "MY PROMISE"

No Mercy com Lionel Richie

O álbum de estreia do No Mercy tornou-se um sucesso mundial, especialmente na Europa e na América Latina. Nele contem o primeiro single já mencionado "Missing", além de "Where Do You Go" e "When I Die", que foram respectivamente o 2º e 3º singles do No Mercy (todos lançados em 1996).

Em 1997 eles lançaram o quarto single "Please Don't Go",  que acerta em todos os pontos mais uma vez, alternando entre a alegria e a melancolia com uma facilidade encantadora, além de estar repleto daquela batida luxuosa de Todd Terry (novamente!). Vale lembrar ainda que não se trata de um cover do KC The Sunshine Band, pois, como a boyband estava sempre envolvida com regravações, é fácil fazer essa relação com o clássico que já foi regravado por Double You.

"Please Don't Go" foi escrita originalmente por Marty Cintron/Frank Farian e teve uma boa passagem pelos charts brasileiros —  sucesso que garantiu uma visita do trio ao Brasil no primeiro semestre daquele ano, e ainda se apresentaram no programa Domingo Legal, onde a Shakira e o Ricky Martin também haviam brilhado em domingos anteriores.

É bom ressaltar ainda que este primeiro álbum do No Mercy foi lançado em 21 de outubro de 1996 e está prestes a completar 30 anos de aniversário. Na maioria dos países, o tal disco foi distribuído com o título "My Promise" (incluindo o Brasil), mas nos EUA os produtores resolveram lançá-lo em 29 de outubro de 1996 com o título homônimo: "No Mercy".


Encontro de gigantes: Backstreet Boys e No Mercy. Os Backstreet Boys começaram a ficar conhecidos no Brasil no segundo semestre de 1997, com o hit “Everybody”, diferente do No Mercy, que já tinha um fã clube formado desde o início daquele ano e com duas músicas nas paradas brasileiras.

Na Austrália o disco "My Promise" foi muito bem recebido pelo público, gerando certificação de platina dupla. O top 5 também foi alcançado em países como Áustria, Bélgica, Holanda e Suíça com os dois singles "Where Do You Go" e "When I Die". Em seguida foi a vez do single "Please Don't Go", que entrou no top 5 na Áustria e no Reino Unido.

O trio ainda lançou uma versão retrabalhada de uma música da banda Exile, de 1978, "Kiss You All Over", que obteve um sucesso menor nas paradas, mas ainda assim conseguiu entrar no top 20 na Áustria, Holanda e Reino Unido.


FIM DO AUGE DO NO MERCY E SEUS ÚLTIMOS LANÇAMENTOS 

No Mercy veio ao Brasil em 1997 e se apresentou no Domingo Legal ao comando de Gugu Liberato, no momento de maior sucesso que tiveram no país

O segundo álbum do No Mercy, "More", foi lançado na Alemanha em 12 de outubro de 1998 e incluiu singles como "Hello How Are You", "More than a Feeling" (originalmente gravada por Boston) e "Tu Amor" (originalmente de Jon B.). Embora "More" não tenha alcançado o mesmo sucesso que seu antecessor, ainda assim obteve um bom resultado na Alemanha, Suíça e Áustria, chegando ao 7º, 9º e 9º lugar, respectivamente. Aqui no Brasil este álbum foi lançado nas lojas, mas não chamou tanto a atenção do público, DJs e programadores de rádios.

Em 1998, aqui no Brasil só estava dando Backstreet Boys, NSync e Hanson nas paradas. Mas..., mesmo assim eles conseguiram um espaço com "Baby Come Back", faixa pop romântica que entrou para a trilha sonora da novela "Meu Bem Querer". Bom, isso já está ficando um pouco repetitivo, mas, se trata de mais uma regravação feita pelo No Mercy, e a "vítima da vez" foi a banda americana The Player, no entanto podemos dizer que agradou bastante e virou uma ótima versão pop! 


"Baby Come Back" só teve divulgação no Brasil

Uma curiosidade, é que "Baby Come Back" só fez sucesso aqui em solo brasileiro, e tudo graças aos responsáveis pelas trilhas sonoras das novelas da TV Globo. A música em questão entrou em milhares de lares de brasileiros através da produção "Meu Bem Querer", então a gravadora BMG Brasil resolveu lançar o CD single da tal canção aqui no país do carnaval. Detalhe: Aparentemente, somente o Brasil recebeu oficialmente este single.

Em 2002 o No Mercy fez ainda um cover para a clássica do Santa Esmeralda - "Don't Let Me Be Misunderstood", mas que não foi bem nas paradas. Recapitulando: essa é mais uma versão que eles fizeram de um outro artista, meio que frustrando os fãs que queriam ouvir algo mais original e pessoal deles. Neste momento, foi inevitável não se lembrar que o No Mercy surgiu no cenário com o cover do EBTG, e que depois partiram para outros covers do La Bouche, Exile, Jon B... e assim por diante, fazendo com que perdessem um pouco de sua credibilidade como artistas originais perante ao seu público e aos críticos — sempre de prontidão. 

Depois disso, pouco se ouviu falar na boyband. Mas, adivinha quem retorna em 2007? Sim, os meninos do No Mercy! Eles voltaram com um novo álbum intitulado de "Day By Day", por uma gravadora nova e apenas em formato digital. 

Não preciso nem dizer que este trabalho passou totalmente despercebido pelos brasileiros, né? 

Simplesmente estávamos vivendo em uma outra realidade, em um outro momento da música, inclusive já tinha passado a febre das boybands fazia tempo (nenhuma estava fazendo sucesso nesse período), a fase do Vocal Trance também já tinha ido embora há alguns anos, sendo que, o que fazia sucesso nas pistas de dança nessa época era o Eletro, e nas FMs era o gênero R&B.


Marty Cintron em 2020

Até alguns anos atrás, o guitarrista e vocalista Marty Cintron estava se apresentando na Europa sob o nome No Mercy e demonstrava o mesmo ímpeto e talento nos palcos, porém, faz basicamente seis anos que não temos vestígios deste artista. Suas redes sociais estão totalmente desatualizadas, dando a entender que a marca No Mercy foi desativada temporariamente.

Embora não tenham mantido uma fama massiva e duradoura como alguns artistas pop da época (Shakira e Ricky Martin), o No Mercy conquistou um nicho memorável com sua mistura de dance, letras românticas, ritmo e a produção inconfundível dos anos 90.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

ALEXIA - "SUMMER IS CRAZY" 30º ANNIVERSARY

CANTORA ALEXIA LANÇOU "SUMMER IS CRAZY" HÁ 30 ANOS!
O verão é louco, La la la la


No outono europeu de 1996 a cantora Alexia e seu produtor Robyx lançaram o clássico da Eurodance - "Summer Is Crazy", pensando nos resultados que a música poderia alcançar no verão que se aproximava. O single foi lançado originalmente em 6 de maio de 1996, ou seja: Hoje celebramos o seu 30º aniversário!!!

Foi também o segundo single da carreira solo de Alexia e, posteriormente, fez parte de seu álbum de estreia, "Fan Club", lançado em 1997.

A música foi um enorme sucesso, chegando ao primeiro lugar nas paradas da Itália e alcançando o Top 5 em países como Finlândia e Espanha.

A letra de "Summer Is Crazy" foi escrita pela Alexia e a sua produção ficou a cargo do mago Roberto Zanetti (o Robyx), sob o selo DWA Records

Lembrando que a cantora da música merece também os seus créditos, pois você consegue imaginar a Eurodance sem seus cantores e compositores? 

Parabéns Alexia!

domingo, 3 de maio de 2026

ENTREVISTA MARIA RUBIA (FRAGMA) 2001

ENTREVISTA DE 2001 

REVISTA OK! - MARIA RUBIA



Tradução: Rikardo Rocha


Como você conheceu o Fragma

MARIA RUBIA: Eles ouviram minha demo e me perguntaram se eu poderia participar da música deles. Foi ótimo porque eu queria conhecê-los e teria sido uma bobagem recusar. No começo foi meio intimidante, mas logo nos tornamos amigos e eu estava fazendo chá e dando bronca neles por não terem guardado o leite na geladeira!


Há tanta gente tentando entrar na indústria da música. Você se sente com sorte por ter conseguido? 

MARIA RUBIA: Não. Sorte não é a palavra. Meus pais e meus amigos podem confirmar: assim que eu acordava, já estava ligando para as gravadoras. Comecei aos 18 anos, tocando campainhas e ligando para todo mundo. Gastei meu último centavo para vir a Londres de trem. Eu estava determinada.


Foi difícil chamar a atenção das pessoas? 

MARIA RUBIA: Comecei fazendo alguns trabalhos como modelo na escola e, depois de três anos, acabei com um monte de contatos. Me ofereceram um contrato com uma gravadora se eu fingisse tocar guitarra e eu pensei: 'Vocês estão brincando comigo?' Tem muita criança por aí que toca guitarra de verdade.


Ouvi dizer que você recusou um filme do Terry Gilliam... 

MARIA RUBIA: Eu tinha 15 anos e estava fazendo meus exames do GCSE (exames nacionais do Reino Unido). Comecei a fazer trabalhos como modelo. Comprei muitas roupas e saí para muitas festas. Tudo deslanchou e o telefone não parava de tocar. Aí meus pais disseram: "Não, você tem que priorizar seus estudos. No fim das contas, se não der certo para você, pelo menos você consegue um bom emprego."


Conte-nos um pouco sobre seu primeiro single solo... 

MARIA RUBIA: Chama-se "Say It" e eu o escrevi há alguns meses. Meu produtor fez a música. É basicamente sobre uma garota que gosta de um cara, mas ela é muito tímida em relação a isso. Mas não é uma balada romântica. Quando faço meus shows ao vivo, todo mundo dança ao som dela. Os seguranças cantam junto e depois dizem: "Por que estamos cantando essa música? Nem a conhecemos!"


Você co-escreveu essa música? 

MARIA RUBIA: Eu tinha "Say It" na cabeça, mas não sei tocar nenhum instrumento. Gravei minha voz em uma fita e entreguei para o meu produtor, que já sabia como eu queria que a faixa soasse antes mesmo de eu dizer a ele - e ele criou a música três dias depois. Levou 15 minutos para gravar a versão final. Às vezes acontece assim.


Fale-me sobre o álbum... (Esse álbum não chegou a ser lançado)

MARIA RUBIA: Espero que seja lançado neste verão. O seu sabor é misto, como um tutti-frutti. Tem uma balada, um pouco de R&B, garage/dance. Acho importante ter variedade, porque quando você ouve alguns álbuns, eles começam a soar iguais. Muitas bandas, quando descobrem que uma fórmula funciona, lançam todas as faixas da mesma maneira.


Você fica nervosa quando faz trabalhos solo? 

MARIA RUBIA: Fiquei nervosa na semana passada na minha primeira premiação, porque havia muitas celebridades e elas são as mais críticas. Mas o Suggs, do Madness, foi muito gentil comigo. Ele disse: "Muito bem, cara, você se saiu muito bem".


Que tipo de música você curte? 

MARIA RUBIA: Vários estilos. Eu ouço Destiny's Child, Coldplay, Feeder, e também gosto de Andrea Bocelli. Espero um dia gravar uma música com ele, pois eu acho que ele é um cara muito legal. Eu o conheci em Maiorca. Eu estava em um restaurante comendo lagosta, mas estava cozida. Andrea estava na mesa ao lado. Como eu falo francês fluentemente, ele conseguiu me entender e tentou me ajudar. No fim, tudo correu bem e acabamos conversando sobre gravar uma música juntos. 


O que você faz no seu tempo livre? 

MARIA RUBIA: Eu adoro festas de celebridades e, como sou solteira, tenho uma boa desculpa para sair e festejar. Também gosto de sair e fazer compras. Adoro nadar, andar de jet ski e mergulhar.


Você se preocupa muito com moda? 

MARIA RUBIA: Compro roupas em brechós, na TopShop, na Morgan e também algumas peças caras. Não me importo muito com frescuras e mimos, mas tenho meu próprio estilo. Sou mais do tipo que usa jeans e blusas estilosas. 

Você já recebeu algum conselho de celebridades? 

MARIA RUBIA: Pergunto à Gail Porter sobre roupas para sair e o que vestir. Conversamos sobre essas coisas com a Celena, do Honeyz. É preciso ouvir quem já passou por isso.


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Para mim, o projeto Fragma foi um dos melhores projetos de Vocal Trance da história, e apesar de apreciar cada single lançado, a faixa "Everytime You Need Me" é a minha favorita deles. Marcou uma época incrível da minha vida e tem uma estrutura harmoniosa que acho magnífica. 

O meu irmão, que não pegou essa fase do Vocal Trance, ouviu essa música tocando no meu celular e me perguntou quem cantava, pois ele também se impressionou com a melodia, com os vocais e com toda a sonoridade envolvente do hit. É aquela coisa, passam-se anos, mas a qualidade continua, algo realmente A-TEM-PO-RAL!

Para ler mais sobre a vocalista Maria Rubia e o seu retorno ao estúdio com o Fragma, 25 anos depois, clique no link abaixo:

https://rikardomusic.blogspot.com/2026/05/maria-rubia-do-hit-everytime-you-need.html



sábado, 2 de maio de 2026

MARIA RUBIA DO HÍT "EVERYTIME YOU NEED ME" RETORNA AO FRAGMA!

MARIA RUBIA VOLTA A GRAVAR COM O FRAGMA

Maria Rubia: Depois de 25 anos ela volta a gravar no mesmo estúdio em que gravou o seu maior sucesso com o Fragma: "Everytime You Need Me" (2000/2001)

Vocês com certeza estão lembrados da cantora Maria Rubia, certo? Ela fez sucesso aqui no Brasil quando emprestou a sua voz para o hít "Everytime You Need Me" do projeto de Vocal Trance Fragma, e assim abrilhantou os nossos charts no ano de 2001, há 25 anos!!!

Em exclusividade ao Blog Rikardo.Music, a cantora britânica disse que gravou duas músicas novas com os produtores do Fragma, e deixou bem evidente que está muito animada para esses dois lançamentos.

Perguntei à vocalista quando que essas novidades estarão disponíveis aos fãs da Dance Music, então Maria Rubia informou que a faixa "Don't Start To Cry" será lançada entre o final de maio e início de junho, e que a segunda faixa ainda não tem uma data de lançamento definida.


Maria Rubia atualmente

Nascida em Norwich, no Reino Unido, no dia 20 de dezembro de 1977, seu nome real é Maria Templeton, e hoje ela tem 48 anos de idade. Além de cantora, a simpática loira também é conhecida por atuar como modelo, atriz e compositora. 

Maria Rubia foi convidada para gravar com o Fragma em 2000, quando o projeto estava estourado com "Toca's Miracle" e também sendo cobrado por um novo trabalho. Maria Rubia então alcançou o seu maior sucesso mundial em 2001 com a inesquecível "Everytime You Need Me", um resultado que agradou (e muito!) aos fãs do Vocal Trance daquele início de anos 2000.


Fragma feat. Maria Rubia - "Everytime You Need Me" (2001)
CD-Single americano da Groovilicious, lançado em 20/03/2001

O single lhe rendeu um disco de platina, além de alcançar o #3 lugar nas paradas do Reino Unido, enquanto que "Toca's Miracle" havia chegado em #1 anteriormente. Eu ouvi a música pela primeira vez no programa "Lunch Break" da rádio Energia 97, pelas mãos do DJ Ronaldinho, acho que era bem início de 2001. Curiosamente, essa segunda track do Fragma também apareceu depois no CD "Lunch Break Summer Edition", lançado pela Paradoxx Music, tal qual tenho até hoje (e ainda com o autógrafo do Ronaldinho).

O videoclipe de "Everytime You Need Me" também foi um dos mais exibidos na MTV (Europa), onde vemos a cantora num escritório carregado de monotonia, e que depois alterna para ela velejando um barco, jogando volei num cenário ensolarado, no maior clima de flerte, verão, praia e diversão:


Fragma feat. Maria Rubia - "Everytime You Need Me" (Original Video) 2001
Sem dúvidas, é a minha favorita do Fragma (embora eu curta, até hoje, todas as músicas deles!)

Sobre os novos trabalhos, Maria Rubia ainda nos contou:

"-As duas novas faixas estão masterizadas. Acabei de ouvir o primeiro single, 'Don't Start To Cry', e está incrível! Gravamos no mesmo estúdio que gravamos a 'Everytime You Need Me', e foi um momento lindo que não tem preço. As duas faixas foram gravadas em algumas horas. Foi fácil trabalhar com eles (e vice e versa também), além de ter sido um prazer este nosso reencontro ... O primeiro single sai neste início de maio. É meio irônico, sabe? Porque eu chorei de alegria (o nome da música significa em português 'Não Comece A Chorar')". É uma surpresa realmente maravilhosa e uma colaboração da qual eu me orgulho muito". - Maria Rubia

A cantora deixou escapar também que a outra música se chama "Let Me Breathe", e como a produção é do Fragma, então tudo leva a crer que teremos duas novas faixas no estilo Vocal Trance. Os fãs do gênero agradecem!! 

Outra informação valiosa, é que não se trata de duas músicas do Fragma, mas sim duas músicas de Maria Rubia com a participação do Fragma. Os papéis foram invertidos, já que em 2000 foi ela que aceitou em colaborar com eles.


Foto de Maria Rubia que foi usada no single americano de "Everytime You Need Me" (2001)

Numa entrevista de 2001 à OK! Magazine, Maria Rubia disse que ela começou na indústria ainda muito jovem, e com 18 anos de idade ficava tentando mostrar o seu trabalho, batia em portas de gravadoras, gravava demos, enviava currículos e ligava para pessoas envolvidas na cena musical: "Meus pais e meus amigos podem confirmar: assim que eu acordava, já estava ligando para as gravadoras. Comecei aos 18 anos, tocando campainhas e ligando para todo mundo. Gastei meu último centavo para ir a Londres de trem. Eu estava determinada. O pessoal do Fragma ouviu uma das minhas demos e me perguntou se eu poderia participar da música deles. Foi ótimo porque eu queria conhecê-los, e teria sido uma bobagem recusar. No começo foi meio intimidante, mas logo depois nos tornamos amigos e eu estava fazendo chá e dando bronca neles por não terem guardado o leite na geladeira!" - Maria Rubia

Depois do sucesso de "Everytime You Need Me" com o Fragma, Maria Rubia lançou em 2001 o seu single solo "Say It", que chegou a ser tocada em algumas rádios brasileiras e até foi indicação numa das páginas da Revista DJ Sound (Maio/Junho 2001, Edição Nº103).

Maria Rubia - "Say It" (2001)
Um single Trance Pop nos mesmos moldes de Alice Dee Jay

Maria Rubia escreveu a letra e fez a melodia de "Say It" enquanto estava presa numa auto-estrada, e seu produtor depois fez a música. É basicamente sobre uma garota que gosta de um cara, mas ela é muito tímida para lidar com isso. Não é uma balada romântica (apesar da letra dar essa sensação), sendo mais um Vocal Trance bem dançante daquela época de ouro:

 "-Eu tinha 'Say It' na cabeça, mas como não sei tocar nenhum instrumento, então gravei minha voz em uma fita e entreguei para o meu produtor, que já sabia como eu queria que a faixa soasse, antes mesmo de eu dizer à ele. Então, meu produtor criou a música três dias depois. Levou 15 minutos para gravarmos a versão final. Às vezes acontece assim." - Maria Rubia


Maria Rubia - "Say It" - (Video - Original Radio Mix)
Parece que foi ontem onde tudo aconteceu... mas, foi há 25 anos!!

Poliglota, Maria Rubia fala inglês, alemão, francês e espanhol fluentemente, e tem conhecimento básico de italiano, línguas escandinavas e holandês. Ela considera o francês sua primeira língua, tendo vivido na França e frequentado uma escola francófona. Inclusive, a vocalista inseriu alguns trechos em francês na sua música "Say It" justamente por gostar muito do idioma. Maria Rubia também elogiou em seu instagram o single "Désenchantée" da cantora Kate Ryen, com letra totalmente em francês: 

"- Eu acho a Kate Ryen super bonita, além de ser uma ótima cantora, e absolutamente, eu adoro essa música dela, além do vídeoclipe. 'Désenchantée' tem uma vibe maravilhosa, soa muito euro, e fez ótimos feitos na cena."

Quanto aos outros singles da Maria Rubia, eles são:


Double N feat. Maria Rubia - "Forever and a Day" (2001)

-Depois de "Say It", o single seguinte foi "Forever and a Day" (2001), que foi usado como tema oficial do Big Brother na Dinamarca e na Suécia. Lançado pela Virgin Records apenas nesses países, tornou-se um clássico cult da música Dance e também muito procurado no YouTube. Foi intitulado na capa do disco como Double N feat. Maria Rubia e disponibilizado aos DJ's em 2001 (com variações de data para 2002 em algumas regiões). Aqui no Brasil não fez sucesso, mas é um dos melhores trabalhos da cantora. Alcançou boas posições nas paradas europeias naquele início de anos 2000, além de voltar recentemente a causar algum impacto no TikTok em tempos atuais;


Akyra feat. Maria Rubia - -"Here Comes the Rain Again" (2001)

-"Here Comes the Rain Again": Este foi um single lançado como Akyra feat. Maria Rubia. Lançado também em 2001, trata-se de uma bela versão dance do clássico homônimo da dupla britânica Eurythmics (Annie Lennox e Dave Stewart) e originalmente de 1983. A versão de Maria Rubia deu uma roupagem enérgica e melancólica, típica do estilo Vocal Trance da época e nos lembrando muito a produção da própria "Everytime You Need Me" do Fragma (que também já havia inspirado outras produções de Vocal Trance da época, como Deal - "Maybe One Day"). Embora as primeiras prensagens em vinil tenham surgido por volta de 2001 (pelo selo Go For It!), a música ganhou força comercial e edições em CD single em 2002. A produção ficou a cargo dos produtores alemães vinculados ao projeto Akyra;


Rubia - "Hablame Luna" (2004)

-"Hablame Luna": Lançado apenas como Rubia, em 2004, marcou por ser um dos últimos lançamentos da cantora, antes de um hiato na sua carreira. É um cover do projeto italiano Basic Connection, que ganhou um relativo sucesso no Brasil através da Paradoxx Music, em 1998.


Maria Rubia: Linda e talentosa, mas algo a fez parar e recomeçar....

Entre 2001 e 2004, Maria Rubia era um nome conhecido mundialmente na área das vocalistas da Dance Music. No início de 2004, ela engravidou de seu filho (Brandon), mas fortes enjoos matinais a obrigaram a se afastar da indústria do entretenimento. Durante o nascimento de seu bebê, uma tragédia atingiu Maria Rubia... Ela foi informada de que poderia ficar em uma cadeira de rodas por pelo menos quatro anos, devido a uma complicação que ela teve no parto. Felizmente foram suficientes apenas dezoito meses para que ela conseguisse dar seus primeiros passos novamente, mas, mesmo assim, foram trezes meses numa cadeira de rodas e dois anos seguintes se exercitando.

Diagnóstico Grave: Após ao parto, Maria Rubia foi diagnosticada com um caso extremo de disfunção da sínfise púbica (Symphysis Pubis Dysfunction), que resultou na separação de sua pelve e osso púbico. A cantora enfrentou um longo processo de reabilitação, e para isso precisou se afastar da indústria da música por vários anos, saindo dos holofotes após o sucesso inicial com o Fragma.


Maria Rubia atualmente

E agora, chegamos aos dias atuais: Maria Rubia superou essa tragédia, voltou a caminhar e retomou sua carreira musical, inclusive com novos projetos e colaborações.

A modelo, cantora e compositora, que teve que se afastar da indústria musical por vários anos, está novamente acenando ao cenário da Dance Music e lançando alguns singles novos, desde 2022.


O RETORNO DE MARIA RUBIA À MÚSICA E LANÇAMENTOS RECENTES (2022–2026)

Maria Rubia tem hoje 48 anos de idade, e se prepara para lançar "Don't Start To Cry" com o Fragma

Após anos fora dos holofotes, Maria Rubia retornou recentemente com novos projetos, todos na linha Dance/Trance, apesar da cantora apoiar bastante a diversidade musical e sonhar em fazer um álbum com todos os gêneros possíveis.

-"Everytime You Need Me (Remix)" (Fragma x Bodybangers ft. Maria Rubia): Uma nova versão foi feita em 2022 deste seu clássico de 2000/2001.

-"Eye of the Storm": Lançado em 2022.

-"Pieces of My Life": Lançado em 2023.

-"Fallin Hard" (Established98 & Dave Scott-Morgan): Lançado em abril de 2026 .

-"Don't Start to Cry" (Maria Rubia & Fragma): Com lançamento previsto para o final de maio até início de junho de 2026, marcando uma nova reunião oficial com o Fragma.


Fragma Feat. Maria Rubia - "Every Time You Need Me" - Top Of The Tops (2001)
Tempos gloriosos de Lasgo, Ian Van Dahl, Dee Dee, Kriss Grekò, Alice DeeJay, Sals8 feat K-Bizarre, DJ Sammy, Kate Ryen, Paul van Dyk, Deal, ATB, Milk Inc., Sylver, Madelyne, Astroline, Airplay, entre tantos outros que nos fizeram dançar e viajar nas pistas!!!!

Estamos super ansiosos para ouvir o novo single "Don't Start To Cry" de Maria Rubia & Fragma. Será que vem coisa boa por aí?? 

Em um mundo atual movido por bits e conexões, o maior avanço tecnológico continua sendo a promessa antiga de que você nunca está sozinho, aquela parceria do passado que diz, mesmo depois de 25 anos: "Eu estou aqui, sempre para o que você precisar."

Preciso dizer mais alguma coisa???!!!




domingo, 26 de abril de 2026

ETTORE FORESTI, O INÍCIO DO GRUPO CAPPELLA

ETTORE FORESTI: LÁ NOS PRIMÓRDIOS DO CAPPELLA E NO AUGE DA ITALO DISCO
Ettore Foresti esteve a frente do Cappella nos anos 80, além de outros projetos que serviram de embrião para o Cappella


Ettore Foresti nasceu no dia 11 de maio de 1961 em Rovato (região de Lombardia, Itália) e foi o primeiro modelo inserido para representar as produções do Cappella nos vídeos, palcos e capas de discos. 

Ettore Foresti é dançarino até hoje, e devido ao seu talento nesta arte, foi convidado para atuar como modelo/dançarino para projetos de Gianfranco Bortolotti, como G.G. Near e Superbowl. Em seguida, ele também foi escalado para atuar dublando os diversos samples vocais masculinos da fase oitentista do Cappella - "Helyom Halib" (1988), embora o Cappella tenha sido fundado no ano anterior, em 1987. 


Ettore Foresti atualmente

Inicialmente, o grupo Cappella era um projeto de house com influências de Hi-NRG, da Media Records, com contribuições significativas dos produtores Stefano Lanzini, Diego Leoni e Pieradis Rossini

Em 1988, o grupo estreou nas paradas britânicas com a música "Bauhaus (Push the Beat)" e, no ano seguinte, com "Helyom Halib", que alcançou o 11º lugar. O primeiro álbum do Cappella também foi lançado em 1989, e trazia Ettori Foresti na capa como um marujo. O símbolo do Cappella nessa época também merece ser mencionado, nos lembrando muito o símbolo famoso do super herói Batman.


Símbolo criado para o Cappella, presente no primeiro álbum do projeto. Não lembra o Batman? Digamos que é um morcego com um lenço na cabeça, lembrando o estilo "marujo" de Ettore Foresti 

No trabalho seguinte do Cappella, Foresti ficou de fora e abriu espaço para outros rostos, como o de Kelly Overett, mulher que diz até hoje que gravou os grandes sucessos do Cappella, incluindo até os samples vocais que todo mundo sabe que eram retirados dos clássicos.

Atualmente Ettore Foresti continua atuando na dança, e hoje ele está registrado como instrutor/professor de Zumba em Brescia, Itália.

Veja abaixo outros registros do modelo em trabalhos também do produtor Bortolotti, em meados dos anos 80, durante a época de ouro da Italo Disco.


Superbowl – "Forever And A Day"

Ítalo Disco do ano de 1985, três anos antes do surgimento do primeiro single do Cappella. A música "Forever And A Day" tem sintetizadores alucinantes, além de uma pausa longa e maravilhosa no meio... Ah, e no site discogs consta que os vocais reais são do produtor Roberto Arduini. Na capa temos Ettore Foresti.


Superbowl – "Oé - Ooh"

Outro lançamento de 1985. Obra da dupla Arduini-Bortolotti, "pequena", especialmente se comparada ao que eles fizeram logo depois, mas acho interessante ouvir alguns sons e arranjos que me lembram "Living in a ROM" de GG Near (faixa em destaque no final desta postagem). Na capa temos apenas alguns desenhos de jogadores de futebol americano. Ettore ficou de fora da arte dessa vez. Já os vocais reais são de Luigi Vicini, um cantor italiano de Italo Disco e Eurobeat, nascido em 1962 em Brescia. Ele é conhecido por trabalhar com vários pseudônimos, incluindo Phil Jones, Phil & Stan, David R. Jones e G.G. Near.


Superbowl - "Dance On The Fire"

Esse som é de 1987, e segundo o discogs a voz é do produtor Roberto Arduini. Já na capa do disco há a informação de que o modelo Ettore Foresti foi também um dos produtores do disco. Quanto a música, o início me lembrou imediatamente a canção clássica de Tom Hooker - "Looking For Love". Provavelmente a minha favorita do "Superbowl". Ah, e a parte do sintetizador, que vem logo depois do refrão, soa incrível e é extremamente cativante... Italo-Disco de verdade!


G.G. Near - "Living In A Rom"

Quanto ao G.G. Near, este foi um projeto que resultou em apenas um lançamento. A imagem da capa contem, como de costume, a presença de Ettore Foresti (recorrentemente utilizado pelo produtor Gianfranco Bortolotti em seus outros projetos já citados), e o cantor contratado para a gravação vocal foi Luigi Vicini (daí o nome GG Near, em uma tradução livre para o inglês). Os membros do GG Near foram Gianfranco Bortolotti, Luigi Vicini e Roberto Arduini.

O ano de lançamento do único single do GG Near -  "Living In A Rom" é 1986. Atenção para o remix empolgante do mestre da Italo Disco, Flemming Dalum, que escolheu sabiamente o lendário sintetizador PPG, também marca registrada de Stefano Cundari e da gravadora Memory. Um clássico!

Fiquei muito feliz também em saber que a ZYX Records (Alemanha) lançou uma nova versão em vinil em 2023, em um belíssimo vinil colorido! Tal prensagem apresenta as duas mixagens originais, além das novas de Flemming DalumAlso Playable Mono. Ambas mixagens são excelentes, e se mantêm muito fiéis à versão original, sem exageros. 

Este single único do GG Near também se trata da primeira e última colaboração entre duas das principais duplas de produtores de Italo Disco de meados da década de 1980: Arduini & Bortolotti e Zanni & Cundari, e eles realmente fizeram um trabalho excepcional.


Luigi Vicini já havia gravado com a sua voz para o Superbowl - "Oé - Ooh" e retornou a trabalhar com a mesma equipe para o single de G.G. Near - "Living In A Rom" (1986)

O título do single já entrega: Como seria viver dentro de uma memória de leitura ROM? Como seria viver neste espaço tão pequeno e tão cheio de informações tecnológicas?

Como o nome sugere, não se trata de uma típica canção romântica da Italo Disco, mas sim de uma faixa com uma temática futurística para a sua época, englobando o hardware e a tecnologia. 

Os arranjos e a estrutura da música seguem os altos padrões da Memory Records. Há uma longa introdução instrumental que cria toda uma atmosfera perfeita para nos apresentar ao tema, uma grande pausa central para facilitar a mixagem do DJ e o refrão frenético em loop no final. Uma jóia absoluta da Italo-Disco!!

Quanto ao som, é puro estilo Arduini-Bortolotti. Na verdade, eles reutilizaram um efeito de teclado retirado de "Keep Your Love Alive", de Paul Sharada (lançada um ano antes). Os sintetizadores são simplesmente magníficos e têm muita presença em toda a música. Não menos importante é a voz grave e profunda do vocalista, Luigi Vicini, que combina perfeitamente. Aliás, também há semelhanças vagas, intencionalmente ou não, com "Looking For Love" de Tom Hooker, lançada pouco tempo antes.

O cara da capa é ninguém menos que Ettore Foresti, o mesmo que costumava ser a imagem do Superbowl e que se tornaria o primeiro Cappella alguns anos depois. O fotógrafo Emilio Tremolada fez um trabalho excelente, capturando a essência do tema principal ao projetar um PCI (placa de circuito impresso) no rosto de Ettore, resultando em um efeito muito peculiar e original.


Ettore Foresti atualmente, professor de zumba


Para ler mais sobre o Cappella e toda a saga "Procurando Os Vocais de Kelly Overett, clique aqui:


ALISON JORDAN DO CAPPELLA, POR ONDE ANDA?

ALISON JORDAN DO CAPPELLA - POR ONDE ELA ANDA?

Uma cantora que também atuou como modelo no Cappella

O projeto Cappella destacou alguns jovens nos anos 80 e 90, como os dançarinos Ettore Foresti, Kelly Overett, Rod Bishop e também a hoje médium (?) Alison Jordan - conhecida no meio Eurodance ainda como "Allison Jordan" (com dois L's)

Diferente dos três primeiros integrantes citados, Alison Jordan realmente teve uma experiência como vocalista e gravou o álbum "War In Heaven" do Cappella, mesmo não dando conta do recado e a produção tendo que chamar uma outra cantora mais preparada vocalmente (Katherine Ellis, que teve o seu vocal misturado ao de Alison).

Cantora do grupo Cappella de 1995 a 1998 (e substituta Kelly Overett), Alison Jordan resolveu deixar o grupo em 1998, e disse que ficou chocada ao ouvir o resultado da sua voz mixada com a de Katherine Ellis no álbum "War In Heaven", além de não ter gostado de ter sido apenas a modelo no disco seguinte, "The Cappella". A garota também ressaltou que estes foram alguns dos motivos que a fizeram deixar o grupo. Após se desligar do Cappella, a linda moça retornou ao seu país natal, o Reino Unido.


Alison Jordan trabalhou em 1992 com Simon Cowell, mas em 1993 já estava fora da BMG


Nascida em 1972, no Reino Unido, Alison Jordan frequentou a June Sandbrook School of Ballet, onde fez sua estreia no palco aos 5 anos, a Sylvia Young Theatre School e a Barbara Speake Stage School. Participou de programas infantis de televisão aos 10 anos e gravou um comercial para a Pepsi aos 13.

Aos 19 anos, Alison viu um anúncio no jornal "The Stage" em busca de uma estrela para o programa da BBC "That's Life". Venceu o concurso com mais de 40.000 votos, recebendo um contrato com a gravadora Arista BMG e indo trabalhar com os produtores conceituados Nigel Wright e Simon Cowell (que se tornou mais famoso ainda nos anos 2000 como jurado musical). 


Alison Jordan com Simon Cowell


Seu primeiro single, "Boy From New York City" (1992), alcançou a 21ª posição nas paradas britânicas. Logo depois, ela deixou a BMG. Seu segundo single, "Heart & Soul" (1993), foi financiado por seu pai.

Em 1995, Alison Jordan acabou entrando no grupo italiano Cappella, mas não antes sem ter que fazer diversas audições para conseguir tal vaga. A garota britânica deveria formar uma dupla com Patric Osborne, mas pouco antes do lançamento da música "Tell Me The Way", ele deixou o projeto. Os produtores então chamaram de volta o modelo Rod Bishop, que retornou para a formação e trabalhou ao lado de Alison como uma dupla.


No álbum "War In Heaven" do Cappella, Alison Jordan pode ser ouvida em alguns trechos das músicas, mas no álbum seguinte "The Cappella", ela não gravou nenhuma música e atuou apenas como uma modelo/figurante visual.

Naquele ano de 1996, o single de retorno do Cappella, "Tell Me the Way", alcançou o 17º lugar no Reino Unido. 

Em 1997 saíram as novas produções do Cappella, como "Be My Baby", mas Alison Jordan apenas foi a modelo visual nesta fase do projeto. Todas as músicas do novo disco foram gravadas pela excelente cantora escocesa Lorna Bannon, que já havia gravado para vários grupos de renome, como o Shakatak, além de alguns projetos de Eurodance com DJ Scott (feat Lorna B), o Sharada House Gang, com os produtores da Nicki French (Matt Aitken e Mike Stock), Anticappella, entre outros.

Após desfrutar de mais alguns anos de estrelato frente ao Cappella, Alison Jordan decidiu abandonar tudo, retornou ao seu país natal e não foi mais vista cantando nos estúdios/ palcos.

Ela disse ao site The Sun que se aposentou da cena musical para cuidar de seus dois filhos com o marido, Stephen Hedger, um conselheiro matrimonial especializado em "casais em crises". 


Alison Jordan atualmente: Partiu vender miçangas 

Em 2004, ela fundou uma revista mensal intitulada "The Paranormal News", voltado apenas a fenômenos e capacidades mentais que funcionam além das leis naturais e dos sentidos físicos, como a telepatia, a clarividência e a psicocinese. Música? Como dito anteriormente, jamais ela voltou a cantar ao público/comercialmente.

Alison Jordan então mudou seu nome para Cloé Hedger e agora trabalha como médium.

A ex-estrela do Cappella hoje tem 54 anos de idade, é dona de sua própria loja e também uma designer de joias. Ela lançou tutoriais de miçangas e criação de joias, entre outros produtos....além, é claro, de fazer leituras de tarô ao público - um hobby que ela tinha desde a sua época de Cappella (ela fazia leitura para seus dançarinos e amigos).

No Youtube você poderá encontrá-la falando sobre o mundo místico, lendo cartas e comentando sobre este universo.

Canal de Cloé Hedger no Youtube (Leitura de Tarôs): @bittervampire

Canal sobre suas bijuterias/ miçanças: @CloeHedgerBeadingTutorials

[Este último canal com mais de 549 mil inscritos]

E aqui neste pequeno vídeo, ela fala rapidamente sobre essa sua passagem no grupo de Eurodance:


"Ei, você sabia que eu era cantora antes de me tornar designer de joias e
YouTuber? 
Eu era a vocalista principal do grupo de eurodance Cappella. 
Depois de fazer turnês pelo mundo e alcançar o topo das paradas, comecei um novo capítulo:
lancei uma revista sobre o paranormal, que se tornou um sucesso global. Mas minha
jornada criativa não parou por aí. 
Hoje em dia, me dedico ao design e às joias, compartilhando meu amor por miçangas e pela criação de joias com mais de 400 mil inscritos no YouTube.
De música a revistas e joias, quem disse que você só pode ter uma paixão? Obrigada por fazer parte da minha jornada." - Cloé Hedger


Para ler mais sobre o grupo Cappella e ter acesso a sua história completa (ou quase): 

https://rikardomusic.blogspot.com/2026/04/cappella-gianfranco-bortolotti-detona.html